Capítulo 2
No outro lado
Nicolas Vimes tem 29 anos. Está arrasado, pois sua esposa, Angela, havia morrido no parto e, ao saber da notícia, entrou em surto.
Foi ao berçário, pegou a bebê que tinha uma pulseira com o nome de Angela Nixe Vimes no bracinho. O bebê mexia tanto o bracinho que a pulseira caiu. Nicolas se aproveitou que a enfermeira saiu e saiu com a bebê nos braços. Ele está tão doido de tristeza e desespero pela morte de Angela que deixou a menina em cima de jornais no chão e saiu.
Advogado e amigo.
Marco - Cara, cadê a bebê?
Nicolas - Não sei, cara. Só me lembro de tê-la pegado no berçário; depois não lembro de mais nada e começou a chorar copiosamente.
Marco - Amigo, espero que alguém a ache e a leve para o hospital ou para a delegacia.
Marco pensando: tomara que não tenha acontecido nada de mal para ela, pois é um anjinho, tão pequena e indefesa. O Deus, que ajude essa pequena.
Nicolas chorava tanto que Marco teve que pedir a um médico amigo dele para passar um calmante para ele descansar.
Depois disso, foram passando vários dias e nada de Anni; nem Nicolas conseguia se lembrar onde tinha deixado Anni e nem tinha notícias de que alguém tivesse encontrado um bebê.
Marco fez várias buscas em hospitais e orfanatos; nada, parecia que Anni havia sumido do mapa.
Nicolas, cada vez mais, ficou pior, sofrendo pelas duas perdas. Então, se tornou um homem insensível, rude, que tratava todos com humilhações. Os únicos que o suportavam eram Marco e seu pai; sua mãe já era falecida e os familiares de sua falecida esposa o odiavam.
Nicolas, que só sabia trabalhar, cada vez mais se dedicava para esquecer suas dores. Era implacável nos negócios e não admitia erros.
Seus funcionários tinham medo dele.
Diziam que ele tinha alma fria, não era mais educado e gentil como antigamente.
Se passaram quase 4 anos.
Marco ligou para ele.
Falar, Nic?
Nicolas falou: O que você quer?
Marco falou: Saber como você está e saber se quer sair comigo.
Nic falou: Estou precisando. Aceito sim, mas quero ir só se for para o cabaré. Quero a Diva hoje, preciso me aliviar.
Marco falou: Tá bom, então passo na sua casa às 19:00.
Nicolas falou: Ok.
Nicolas desligou e continuou trabalhando.
Mesmo o pai de Nicolas, Senhor Victorio, falando para ele não ir, não adiantou em nada.
Victorio, pensando: por outro lado, acredito que para Nicolas pode ser bom se distrair um pouco, já que quase não tem saído, e estaria na companhia de Marco, de quem eu estimo muito como um filho.
No cabaré
A conversa entre Marco e Nicolas.
Marco falou: Cara, contratei um investigador para achar a nossa pequena Anni.
Nic deixou algumas lágrimas rolarem. Falar em Anni e Angela, para ele, era sempre difícil, e além disso, atualmente já está para fazer 4 anos da morte de Angela, e Anni também faria aniversário.
Ele não tinha sequer qualquer informação sobre sua filha.
Depois da conversa com Marco, não conseguiu parar de pensar em Anni, então decidiu ir para casa, tomou um banho, deitou-se na cama e começou a pensar como estaria Anni, se teria morrido. Estaria viva? Se as pessoas que estão com ela estão a maltratando?
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Vera Lúcia Vieira
mas que doideira deixa um bebê no chão misericórdias
2024-08-26
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