Você é minha

— Beel! — Escuto Ayla me chamar enquanto ando até a saída do lugar barulhento. — Ei, o que aconteceu?

— Não aconteceu nada! — puxo meu braço de suas mãos enquanto sinto minhas bochechas queimarem só de lembrar.

— Você tá estranha... — ela fala com desdém enquanto cruza os braços. — Eu só fui pegar uma bebida e você decidiu sumir.

A verdade é que algo aconteceu, algo que me deixou confusa e com o corpo ainda trêmulo de excitação. Na sacada, longe dos olhares curiosos e das luzes piscantes, aquele homem estranho se aproximou de mim. Seu toque foi inesperado, mas irresistível, e antes que eu pudesse protestar, ele estava me dando prazer de uma maneira que nunca havia experimentado.

A sensação de suas mãos quentes contra minha pele, os lábios roçando meu pescoço, cada toque parecia incendiar meu corpo. Fechei os olhos, tentando me afastar da culpa e da vergonha, mas me entregando ao prazer que ele oferecia.

Agora, enquanto tento me afastar da festa, meu corpo ainda está sensível ao menor toque, as lembranças do que aconteceu ainda tão vivas em minha mente que sinto um arrepio percorrer minha espinha.

— Eu só... precisava de um momento sozinha. — digo, evitando o olhar de Ayla.

— Um momento sozinha? — ela repete, descrente. — Então por que você está vermelha como um tomate?

— Não é nada, Ayla. — insisto, tentando desviar a conversa. — Só... não estou me sentindo bem.

Ela me observa por um momento, antes de suspirar e balançar a cabeça.

— Certo, Beel. Mas você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?

— Sei. — respondo, mesmo sabendo que não tenho coragem de contar o que aconteceu. Não agora.

Ayla me puxa para um abraço, e o calor de seu corpo é reconfortante. Fecho os olhos por um momento, tentando acalmar meu coração acelerado e os pensamentos caóticos.

— Vamos voltar para a festa? — ela pergunta suavemente.

— Acho que vou ficar aqui fora por um tempo. — respondo, tentando sorrir.

— Tudo bem. — ela diz, relutante. — Mas não demore.

Assisto enquanto Ayla volta para a festa, sentindo-me dividida entre o desejo de esquecer o que aconteceu e a excitação que ainda pulsa em meu corpo. Encosto-me na parede fria, tentando encontrar um pouco de paz enquanto o som da festa continua a ecoar ao meu redor.

Respiro fundo, tentando acalmar meus nervos. Talvez, com o tempo, eu consiga entender o que realmente quero e o que esse estranho encontro significou para mim. Por enquanto, só preciso de um momento para me recompor.

Saio da festa, precisando desesperadamente de um pouco de ar fresco. A música alta e as luzes piscantes estavam começando a me sufocar, e a necessidade de escapar se tornou insuportável. Caminho até a área aberta da escola, onde a noite é fria e tranquila, um contraste bem-vindo ao caos lá dentro.

Paro ao lado de uma árvore, fechando os olhos e respirando fundo. A brisa fria acaricia meu rosto, ajudando a acalmar meus nervos. Mas a paz dura pouco. Sinto uma presença se aproximando, e quando abro os olhos, vejo Lucian parado a alguns metros de distância, me observando com um olhar intenso e predatório.

Ele emana um ar sexy e perigoso, uma combinação que faz meu coração disparar e minha respiração se acelerar. Lembro-me da última vez que o vi, na festa passada, quando esbarrou em mim e seu toque deixou uma marca profunda em minha memória.

— Precisa de um pouco de ar? — ele pergunta, sua voz profunda e suave, carregada de um charme sombrio.

— Sim, a festa estava... demais. — respondo, tentando manter minha voz firme, mas sentindo minhas bochechas queimarem sob seu olhar penetrante.

Ele dá um passo mais perto, e a tensão entre nós aumenta. Cada movimento seu é calculado e deliberado, como se estivesse testando minha reação. O ar ao nosso redor parece mais pesado, carregado de uma eletricidade que me deixa inquieta.

— Você parece desconfortável. — ele comenta, seus olhos brilhando com um misto de interesse e malícia.

— Estou bem. — menti, tentando desviar o olhar, mas incapaz de resistir à atração magnética que ele exala.

Lucian se aproxima ainda mais, seu corpo alto e esguio dominando o espaço entre nós. Posso sentir o calor que emana dele, e meu corpo responde involuntariamente, um arrepio percorrendo minha espinha.

— Na festa passada... — ele começa, sua voz agora mais baixa, quase um sussurro. — Eu te toquei. Lembra?

— Sim, eu lembro. — admito, minha voz tremendo ligeiramente.

Ele ergue a mão e a coloca delicadamente no meu rosto, seu polegar roçando minha bochecha de forma possessiva. Meu corpo inteiro reage ao seu toque, meu coração batendo tão forte que parece que vai pular do peito.

— Desde aquele momento, não consegui parar de pensar em você. — ele murmura, sua boca agora tão perto da minha que posso sentir sua respiração quente.

Tento me afastar, mas ele segura minha cintura com firmeza, puxando-me contra seu corpo. A sensação de sua força e a forma como ele me prende me deixam ainda mais confusa, dividida entre o medo e o desejo.

— Lucian, eu...

— Shh. — ele me interrompe, pressionando seu dedo contra meus lábios. — Não precisa dizer nada. Só quero que sinta.

E então, antes que eu possa protestar, ele inclina a cabeça e me beija. É um beijo faminto, cheio de desejo bruto e possessividade. Minhas mãos encontram seu peito, tentando afastá-lo, mas a força de sua paixão me faz derreter contra ele.

O beijo se intensifica, e sinto suas mãos explorarem meu corpo, cada toque enviando ondas de prazer e confusão pela minha mente. É como se ele estivesse reivindicando cada parte de mim, e apesar da intensidade, há um cuidado sutil em seus movimentos.

Finalmente, ele se afasta, mas mantém sua testa encostada na minha, suas mãos ainda firmemente segurando minha cintura.

— Você é minha, Beel. — ele sussurra, sua voz cheia de promessa e perigo. — E não vou deixar ninguém, nem mesmo você, esquecer disso.

Meus olhos se abrem, encontrando os dele, e vejo algo mais profundo em seu olhar, algo que me assusta e me atrai ao mesmo tempo.

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Comments

Carla Santos

Carla Santos

Olha ele adora confundir a coitada kkkkkk mas ele deveria ser mas carinhoso diferente não desdenha ou falar palavras que machuca ela é a outra metade dele e não se deu conta ainda

2024-08-24

3

Dulciele Lima

Dulciele Lima

iriejruru

2024-08-01

0

Dulciele Lima

Dulciele Lima

essa parte eu amei autora, na minha opinião ele deve ser de agora em diante um pouquinho mais carinhoso com ela na minha opinião tá. te amo muito autora sou sua maior fã e já li todas as suas obras.

2024-08-01

2

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