Hoje acontecerá outra festa, um pouco diferente da passada, já que essa não tem nada a ver com a primeira que eu fui, que era em comemoração ao início do ano e aos alunos novos.
Essa, na verdade, é só uma diversão para os estranhos jovens que parecem adorar uma boa farra. E eu, como uma boa adoradora, estarei indo.
O que eu estou pensando??
Eu literalmente detesto festas, e após os últimos acontecimentos, eu realmente não desejo ver uma tão cedo. Lucian e eu fizemos algo naquela noite, e eu me envergonho só de lembrar. A garota que fez aquilo comigo e que parecia estar tão feliz naquele dia, agora está morta.
Não tem motivos bons para ir para a festa. A não ser que Ayla saia me puxando, dizendo alto e claro para todos que querem ouvir que eu preciso viver melhor.
— Bel, você precisa viver melhor. — A voz de Ayla me tira dos meus pensamentos. Lá está ela, como eu imaginava, me olhando com aquela expressão determinada. — Vamos, você precisa sair desse quarto.
— Ayla, eu realmente não estou no clima para festas. — tento argumentar, mas ela já está segurando meu braço, puxando-me para fora da cama.
— Não quero saber. Você vai, e vai se divertir. — diz ela, com um sorriso travesso. — Além do mais, não podemos deixar que Lucian pense que te quebrou tão fácil, né?
Suspiro, sabendo que não tenho muita escolha. Ayla é implacável quando decide algo. Então, permito que ela me leve até o guarda-roupa, onde começa a escolher roupas para mim.
— Isso vai ser ótimo, você vai ver. — diz ela, enquanto me empurra uma saia e uma blusa que provavelmente não escolheria por conta própria.
— Eu realmente não quero... — começo a dizer, mas ela me interrompe.
— Vai querer sim. — ela diz com firmeza, empurrando-me para o banheiro. — Agora, vá se arrumar.
Resignada, obedeço. Enquanto me olho no espelho, tento acalmar os pensamentos tumultuados na minha mente. A lembrança de Lucian, a garota morta, tudo parece se misturar em um turbilhão de emoções. Tento focar no presente, no que Ayla disse sobre viver melhor.
Finalmente, saio do banheiro e encontro Ayla esperando, pronta para a festa.
— Você está linda. — ela diz, com um sorriso de aprovação.
— Obrigada. — murmuro, tentando esconder o quanto estou nervosa.
— Vamos lá. — diz ela, pegando minha mão e me puxando para fora do quarto. — Vai ser uma noite memorável, eu prometo.
Enquanto caminhamos pelos corredores, meu coração bate mais rápido. Tento focar no que Ayla disse sobre viver melhor, mas a sombra dos acontecimentos recentes ainda paira sobre mim. Chegamos à festa, e a música alta e as luzes brilhantes me envolvem instantaneamente.
— Relaxe, Bel. — Ayla diz, apertando minha mão. — Estamos aqui para nos divertir.
— Vou tentar. — digo, tentando sorrir.
Ayla me leva para o meio da multidão, onde começamos a dançar. A música, a energia ao nosso redor, tudo parece um pouco mais suportável com ela ao meu lado. Talvez, apenas talvez, eu possa esquecer os últimos dias, pelo menos por um tempo.
Mas então, vejo Lucian do outro lado da sala, seus olhos fixos em mim. Meu coração acelera e todas as lembranças voltam com força total. Tento desviar o olhar, mas é impossível ignorá-lo.
— Ele está te observando de novo. — Ayla murmura em meu ouvido, percebendo meu desconforto.
— Eu sei. — sussurro de volta, tentando não tremer.
— Não deixe ele te intimidar. — ela diz, com firmeza. — Mostre que você é mais forte do que ele pensa.
— Não importa quão forte eu seja ele vai continuar me superando... — respondo-a, puxando a saia que estou vestindo para baixo, pois parece que cada vez mais que eu subo, mais ela desce.
— Superando todos nós, Bel. Ele não é o herdeiro por qualquer motivo, ele é, porque ele pode ser e tem poder para ser isso. — Os olhos dela vão até o outro lado da sala, onde vejo Osric sendo puxado por outra garota para algum lugar. — Ele também... ele pode ser o que quiser...
— Ele costuma ficar com as garotas assim? — pergunto curiosa.
— Me espere aqui. Já volto — ela deixa o copo sobre a mesa e sai, se perdendo no meio da multidão.
Eu suspiro, mexendo com o gelo da bebida enquanto minha cabeça vai longe, pra bem longe daquela barulheira.
" Vá até a varanda... "
Um sussurro sedutor em minha orelha. Mas não há ninguém perto para me falar isso.
" Não fique me procurando, apenas obedeça e eu prometo que farei sua noite maravilhosa..."
Em vez de excitação o que aquilo me causa é medo. Não sei quem está falando comigo e não sei o que quer fazer comigo.
" Ou posso fazer ele bem dolorosa se me deixar irritado. Você escolhe a melhor opção para você... "
Suspiro, me levantando trêmula do meu assento e indo até a sacada no segundo andar, onde preciso subir algumas escadas vazias e silenciosa onde qualquer passo meu ecoa em dobro, como se estivesse sendo perseguida.
E talvez, talvez eu estivesse.
E isso é o que mais me dar medo.
Abro a porta da sacada e em seguida fecho, me encolhendo em um canto da parede como se aquilo pudesse me proteger.
Não demora muito para o cheiro masculino preencher o ar ao mesmo tempo que braços fortes se enrolam em minha cintura. É um toque familiar...
— Você não sabe o quanto senti sua falta. — sua língua quente esfrega bem em cima da veia pulsante do meu coração, em meu pescoço. — Não consegui parar de imaginar quão bom seria me enfiar em você de mesma forma que fiz quando me chupou deliciosamente naquela torre onde você não deveria estar.
N-nao é Lucian...
E não sei se isso é pior ou melhor.
— Q-quem é você? — pergunto nervosa, meu corpo todo treme.
— Ora, você já se esqueceu de mim, minha curiosa favorita? — seu aperto aumenta e agora meu corpo arrepia inteiro quando seu alito quente toda minha orelha, e seus dentes mordem minha orelha.
— Sei quem é você! Quero seu nome!
— E por que eu te diria, coisinha... ? Você só precisa saber de quem é a mão que está te tocando nesse exato momento — sua mão esfrega minha barriga, bem em cima do meu útero, que parece ferver junto a pele, por todo o rastro que seus dedos percorrem.
— V-vou gritar!
— Sim... — ele sussurra rouco, gostoso, quente, e eu cruzo as pernas. — Quero que grite até sua voz falhar — Sua mão desce para minhas coxas, onde ele esfrega e esfrega até seus dedos entrarem no meio das minhas coxas.
Seus dedos entram em minha calcinha e a sensação do seu dedo quente abrindo minhas bordas me faz cobrir minha própria boca.
É incomodo, vergonhoso e sensível.
— Está tão inchada quanto me lembro... — ele me empurra até o parapeito. — Empine e não olhe para trás, ouviu?
Suspiro nervosa, quando a minha calcinha desce pelas minhas pernas e minha bunda é arreganhada em sua direção.
— Perguntei se ouviu! — uma dor latejante e quente me toma. Não sei o que é, mas sei que foi forte o suficiente para sangrar, já que sinto algo escorrer.
— Sim! não vou olhar! — seguro o soluço do choro.
Eu queria sentir medo, mas tudo que sinto é algo... Algo que eu não sei se é certo sentir, não em um momento como esse, não assim.
— Boa garota...
Sinto um frio em minhas partes íntimas, junto a um frio que percorre eu toda. Uma ansiedade, aflição, vinda de um tesão profano em minha intimidade.
Algo quente me toca, me faz arquear as costas e segurar com força no parapeito. Se mexe dentro de mim e esfrega meu clitóris como jamais imaginei que um dia sentiria.
Eu gemo, não, eu grito.
Meu corpo e minha mente entrando em colapso quando aquele homem desconhecido me toca e me causa coisas inimagináveis.
É tão gostoso...
— Aaah — seguro em seus cabelos sem encara-lo.
Meu corpo dar solavancos enquanto ele esfrega o rosto e língua em minha entrada. Meu orgasmo molha o chão e tudo que tem pela frente.
E eu só não caio de joelhos pois ele me segura e deixa tapas em minha boceta que já está sensível demais. Quase grito com isso .
— Boa menina — ele agarra meus peitos. — Vou te deixar um presentinho de lembrança para olhar no espelho, mas não pense que essa será nossa última vez. — Sua mão pousa em meus olhos enquanto ele vira meu rosto e beija meus lábios.
Um beijo quente e profundo. Posso sentir meu cheiro e gosto, posso sentir sua língua, a mesma que estava me mim me chupando inteira e me deixando com os seios duros e necessitados embaixo do sutiã, que parece inoportuno nesse momento, pois o tecido esfrega e incomoda ainda mais.
— Gostosa... — e então seus toques desaparecem como uma sombra e já não o vejo mais quando olho para trás.
Minhas pernas não param de tremer e a minha respiração e coração estão descompassados. Eu realmente sou uma impura, safada e cretina.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Angela Valentim Amv
Será que a sombra dele sai e vai ter com ela ?
2025-01-30
0
Therezinha Maciel
idiota
2024-10-31
0
Fabia Maria Santos
quando ela vai acordar pra vida e deixar de ser enganada
2024-10-08
1