Eu vi aquela garota lutar contra a outra com tudo que podia, e em cada cena que se passava eu só conseguia imaginar ela montada em mim. Como seria tê-la para montar, tê-la para ajoelhar em minha frente, escondidos de todos, colocar sua calcinha de lado e abocanhar a fonte do seu mel com gula.
Desde o dia que meus olhos pararam em sua pele branca, olhos claros e cabelo longo e branco, não consegui agir como normalmente. Porque desde o dia que meus olhos alcançaram os dela, eu soube que ela era minha.
Minha para brincar, minha para foder, minha para tudo que eu quiser.
Saio da sala após terminar a aula e ando silenciosamente enquanto Osric me acompanha tão silencioso quanto eu. Alcançamos a área aberta da escola, onde a garota morta e pendurada pelo pescoço está sendo retirada da torre cuidadosamente, como se merecesse tal cuidado.
Tsk... Ela não merece...
Volto a andar novamente e Osric pigarreia, prestes a falar algo.
— Lucian, fiquei sabendo de algo sobre a novata. Talvez seja do seu agrado.
— Estou escutando. — verifico o telefone.
— Ela é a única mulher que nasceu na família, e é considerada a pior entre eles. Aparentemente, desde criança sofreu e até os 16 nunca foi apresentada à sociedade demoníaca. Nenhum vizinho jamais imaginou que ela existia até ela sair pelas portas da casa pela primeira vez. "Braços cobertos por faixas manchadas de sangue, manchas roxas e uma perna quebrada." Foi o que os vizinhos descreveram.
— Onde ela estava esse tempo todo? — me viro para perguntar.
— Talvez enfiada em alguma cela subterrânea, longe de qualquer pessoa ou luz e escuridão do dia. — ele dá de ombros, sem se importar de fato com a história.
— E a sua família? O que fazem agora?
— Estão aproveitando desde o dia que ela veio para academia. Festa, putas, prostituição, essas coisas que nós fazemos com tanta facilidade e sem nos importar de fato com isso. Ela parecia ser um grande peso, já que comemoram dia e noite a sua partida.
— Talvez estivessem com medo do que ela poderia fazer. — guardo o celular.
Paro em frente à máquina de bebida, colocando uma moeda e pegando uma lata gelada de suco.
— Do que exatamente eles teriam medo? A garota não faz mal nem para uma mosca.
— Está certo, ela ainda não faz mal. Mas vai fazer. Ela acabou fazendo uma ligação com uma criatura astuta, arisca e perigosa, e pior, falhou na primeira interação entre eles. O início dela não será fácil. — me sento no banco, libertando minha sombra negra, que sorri sombriamente antes de dar as costas e se juntar com as sombras dos objetos.
Osric observa a sombra se dispersar antes de continuar:
— Então, o que pretende fazer com ela?
— Eu vou moldá-la. — digo com um sorriso frio. — Ela é minha, e vou garantir que ela saiba exatamente o que isso significa.
— E se ela resistir?
— Então vai aprender da maneira mais difícil. — respondo, meu olhar fixo no horizonte. — Ela não tem escolha.
Osric dá um sorriso de aprovação e ficamos em silêncio por um momento, ambos cientes das implicações do que foi dito. A garota novata é uma enigma, mas estou determinado a resolver esse mistério da forma que melhor me convém.
— Certifique-se de que ela esteja na festa desta noite. — ordeno a Osric.
— Pode deixar. — ele responde prontamente.
Enquanto caminhamos de volta para dentro, a escola parece apenas um palco para o que está por vir. Uma partida de xadrez onde cada movimento é cuidadosamente calculado. E a novata, com toda sua força e mistério, será uma peça central nesse jogo.
Eu mal posso esperar para começar.
— Toma, você tá uma merda. — Ayla joga um saco de gelo em minha direção. Meus punhos estão doloridos, inchados e cortados, resultado de me submeter a uma luta corporal do qual passei a vida toda evitando pela sensibilidade que meu corpo sempre apresentou, apesar de ser um demônio.
A cena da garota desacordada faz meu estômago embrulhar.
— Eu acabei com a vida de uma pessoa... — aquela imagem não para de se repetir em minha mente de forma torturadora.
— Bom, antes ela que você. — Ayla cerra as unhas calmamente enquanto se encosta na parede, sem demonstrar a menor empatia.
Seguro o saco de gelo contra meus punhos, o frio aliviando a dor, mas não a culpa. A sensação de suas unhas rasgando minha pele, o som do impacto... não consigo esquecer.
— Ayla, isso não é normal. — digo, minha voz trêmula. — Eu não deveria me sentir assim, deveria?
— Você está em uma escola de demônios, Mariybel. — Ayla responde, revirando os olhos. — Aqui, a força é o que conta. E se você não mostrar que tem o que é necessário, eles vão te esmagar sem pensar duas vezes.
— Mas... e se eu não quiser ser assim? — murmuro, desviando o olhar.
— Então você vai morrer. — ela responde sem rodeios, sua expressão fria. — Esse é o mundo em que vivemos. Você tem que decidir se quer sobreviver ou não.
A realidade de suas palavras pesa sobre mim. Sempre soube que a vida aqui seria difícil, mas encarar isso de frente é diferente.
— E quanto a você? — pergunto, levantando o olhar para ela. — Você realmente não se importa?
Ayla me encara por um momento, seus olhos escurecendo.
— Eu já fiz minha escolha há muito tempo, Bel. — diz ela, sua voz firme. — E você vai ter que fazer a sua também.
O silêncio se instala entre nós, cheio de tensão e incertezas. Seguro o saco de gelo com mais força, tentando processar tudo.
— O que acontece agora? — pergunto finalmente.
— Agora, você se prepara. — Ayla responde, sua voz determinada. — Porque isso foi só o começo.
A ideia me assusta, mas também acende algo dentro de mim. Uma faísca de determinação que eu nem sabia que tinha.
— Certo. — digo, mais para mim mesma do que para ela. — Vou me preparar.
Ayla sorri de canto, um brilho de aprovação em seus olhos.
— É isso aí. — ela diz. — E lembre-se, Bel: você não está sozinha.
Apesar de sua dureza, há um conforto em suas palavras. Talvez, apenas talvez, eu possa encontrar uma maneira de sobreviver nesse lugar.
E quem sabe, até me tornar mais forte do que jamais imaginei ser.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Carla Santos
Gente do céu bem que as sombras de Lucian podia se encontrar com a sombra de Maribel e forma uma só porque ali é o seguinte só os fortes sobrevivem e ela é forte vai se torna a melhor de todas
2024-08-24
3
Karoline Eduarda
meu gosto é meio duvidoso pois tô gostandooo kkkkk
2024-08-12
1
Karoline Eduarda
caramba em que história é essa
2024-08-12
0