Acordei bem cedo para tentar evitar problemas demais. A noite foi uma enorme bagunça tumultuada onde eu não parava de chorar e me julgar pelos meus feitos. Um arrependimento grande demais para eu conseguir suportar.
E eu ainda precisava falar com o professor Demétrio para pedir por uma segunda chance, tenho certeza que posso fazer melhor e ser melhor também!
Assim que saio do dormitório me deparo com várias pessoas encarando algo no topo da academia, e como uma curiosa me aproximo e levanto a cabeça. Me arrependo imediatamente.
A garota que havia jogado bebida em mim está nua, coberta de sangue e em seu pescoço está uma corda que a segura pendurada no topo da torre da academia. Seus olhos estão arregalados de horror, como se implorasse para que fosse solta e morresse na queda ao invés de sofrer alguns segundos tortuosos com a corda em seu pescoço, asfixiando e quebrando seu pescoço.
Engulo em seco, meu estômago embrulhando enquanto as vozes ficam abafadas e eu ofegante. A visão não me faz bem...
— Porra... eu sempre quis fazer isso! — uma garota grita eufórica. — Já penso em quantos humanos ficariam aterrorizados enquanto marco suas peles com corte profundos. Melhor! eu adoraria que fossem anjos! Aquelas criaturas cretinas do céu merecem pagar!
Todos parecem felizes com a visão enquanto corro para longe afim de acabar com aquela tortura de uma vez por todas.
Paro perto do bebedor para tomar um pouco de água. É assim que escuto alguns barulhos estranhos em uma sala fechada ao lado. O corredor está vazio já que as aulas não começaram e por ainda ser cedo.
Me aproximo lentamente, abrindo a porta. Arregalo os olhos assim que vejo o professor Demétrio transando com uma aluna. A garota geme o mais baixo que pode, mas o barulho do corpo deles se chocando faz o som ecoar por qualquer lugar perto o bastante para se ouvir.
Assim que vou fechar a porta a garota olha para mim. Ela grita, empurrando ele e saindo às pressas de cima da mesa.
— Que porra deu em você ?! — ele grita irritado. Seu pau ereto e grande molhado com porra e a lubrificação dela.
— Alguém estava nos vendo. — ela aponta para mim e eu me encolho quando os olhos dele para em mim.
— Senhorita Alicard — ele range os dentes.
— Professor Demétrio... — murmuro.
A garota de antes se veste e sai, batendo em meu ombro com o seu antes de sair brava da sala.
— Ela é mais nova que você... muito mais nova, você não deveria... — engulo em seco. — Não deveria está se relacionando com ela.
— Isso não pode sair daqui, ouviu ? Ninguém pode ficar sabendo disso. Minha carreira e vida estão em jogo. Ela também não gostaria que isso se espalhasse, já que vem de uma família complicada.
— Não sei... — me abraço. — Isso não é algo que deveria ficar escondido, é algo grave.
— Ela não é mais uma criança, garota! — ele rosna, finalmente colocando a cueca e a calça. — Elise sabe bem o que faz da vida, ela não liga para as regras já que é ela que me puxa para esses lugares para acalmar os malditos prazeres a flor da pele.
— Ela continua sendo uma aluna...
— Puta merda... — ele enfia a mão no próprio cabelo enquanto puxa os fios entre os dedos com raiva. — Se calar sua boca eu permiti que volte para a aula, mas não ache que pegarei leve somente por isso ouviu? continuará sendo a porra de uma plebeia que não consegue usar magia negra direito. Uma fracassada.
— Não me importo contanto que eu consiga assistir. Eu vou me esforçar. — sorrio e ele me olha com desdém enquanto coloca a parte de cima do uniforme do professor.
— Saia da sala primeiro. Não quero ninguém nos veja saindo daqui juntos.
Eu somente afirmo com a cabeça antes de abrir a porta e sair.
Será que eu deveria ter aceitado?
Eu preciso parar de pensar nisso, foi por um bem melhor! É a minha formação que está em jogo. Vou provar que posso ser ainda melhor que qualquer um da realeza.
— Ei, Bel?! Como você tá? — É Ayla que se aproxima, abraçando meus ombros enquanto sorri toda feliz como sempre.
— Bem... apesar de ter me abandonado na festa do nada... — meus olhos descem pelo seu pescoço onde vejo as marcas de dentes e os chupões em vermelho vivo em sua pele.
— Eu fui dar uma saidinha de nada. Você precisa se enturmar também. Não pode esperar que eu seja sua única amiga. Precisa falar com outras pessoas, se divertir e dar bem muito.
— Dar? — indago confusa.
— É amiga, é o ato de abrir suas pernas para um homem bem gostoso te-
— Chega! — tampo os ouvidos. — não preciso saber!
— Oh! — ela gargalha — você faz parecer que é virgem ainda agindo assim.
— ... — mordo o lábio, minhas bochechas sendo tomadas por uma cor vermelha já que normalmente acontece em momentos assim.
— Você é virgem ? — saio andando sem querer responder. — Tudo bem... Você é virgem! Isso é bem engraçado, Aah, não precisa ficar assim, todos nós, meros demônios já ficamos sem transar no começo, mas depois de primeira vez é um poço delicioso sem saída onde você não vai conseguir parar de querer o seu primeiro homem.
— O que?!
— É algo normal que acontece. Querendo ou não ele vai roubar algo de você, se é precioso ou não isso só depende de você, mas você fica presa nele por um tempo, como se ele fosse o único que pudesse saciar sua alma impura.
— Isso nunca acontecerá comigo... — sussurro. — não vou deixar.
— Eu também não deixaria de fosse você. As pessoas são um grande lixo em potencial, se quiser sobreviver nesse mundo precisa conter seus próprios demônios.
Meus próprios demônios...
— Eae, você vai participar dessa aula?
— ah sim, falei com o professor e ele me permitiu tentar novamente...
— Poxa que bom! hoje é uma aula especial, vamos participar com outra sala e acabamos caindo com nosso querido futuro rei do inferno.
— Lucian? caímos com o Lucian? — meu coração erra as batidas.
— Sim e adivinha!
— o que?
— Vamos fazer uma aula corporal, de luta. E eu tenho pena de quem vai lutar contra ele.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Carla Santos
kkkkkkkkk
2024-08-24
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