Sentei-me um pouco na festa e bebi uma bebida para tranquilizar meus hormônios, mas cada vez que eu bebia me sentia cada vez mais pior do que eu já estava.
Quente, ansiosa e com medo. Hora ou outra alguém olhava para mim com nojo e aquela situação aos poucos me desequilibra.
E em algum momento perdi Ayla de vista. Ela simplesmente sumiu e eu fiquei aqui sozinha, e em um lugar onde aparentemente gosta de mim.
— Ei, novata! — alguém me chama e quando me viro já estou em choque com o líquido gelado caindo sobre meu cabelo e rosto. — Não deveria estar aqui. É uma festa de nobres e da realeza, e não de plebeias insignificantes como você.
— D-desculpa... e-eu
— Você ? Apenas vá embora. Ninguém liga para suas notas, ninguém liga para o que seus irmãos fizeram de bom nessa escola, ninguém liga pra esse maldito sangue que carrega em suas veias. Vou ter que soletrar pra que precise entender?
— Já estou saindo... — me levanto e corro até o banheiro.
Sem conseguir segurar as lágrimas e recendo a risada de todos enquanto gritam sem parar, " bebê chorão", vou direto para o banheiro, batendo em algumas pessoas no meio do caminho até esbarrar em alguém com tudo e cair no chão.
É Lucian...
— É a segunda vez que esbarra em mim, mas qual é a porra do seu problema em enxergar as coisas na sua frente?!
— D-desculpa...e-eu só causo confusão... — meu joelho está ralado, e me causa uma dor horrível enquanto tento me levantar.
— Que bom que sabe de todos os problemas que causa sem precisar de muita coisa. Todos te odeiam, E você não facilita absolutamente nada. A primeira vez até deixei passar, estava ocupado e atrasado demais para ligar, mas agora você não me escapa, garota.
— O-o que fará comigo...? — Ando para trás até encostar na parede, evitando uma aproximadade enquanto ele vem em minha direção.
— Não, não vou precisar de muita coisa. — Apenas desejo que você tire sua roupa.
— Por que mais eu mandaria?
— A escola não permite a nudez, não estamos em nossos quartos e...e isso é errado.
— O que há de mais errado é você, e ainda assim você está aqui. Tire a roupa, ou eu mesmo vou tirar pra você. E quando eu começar não vou parar.
A vergonha, a tristeza e a humilhação novamente tomam conta de mim. Eu tiro peça por peça devagar, ainda naquele corredor, ainda com todos podendo ver o que quisessem se ainda estivessem são de suas cabeças após consumirem tantas bebidas.
Mas paro assim que somente estou de calcinha e sutiã. — L-lucian... — olho para ele, as lágrimas escapando e meu corpo tremendo.
— Tudo. — Ele finaliza, cruzando os braços e esperando.
Levo minha mão até o fecho do meu sutiã, abrindo ele e o deixando cair no chão. Em seguida, puxo a calcinha para baixo. Uma calcinha vergonhosa e nada sexy que se escondia pela saia e meias.
— Agora vire de costas, se apoie na parede e não olhe para trás... — ele me segura e me vira. Ele não usa a força bruta, seu aperto em meu braço é quase como uma pluma, mal consigo senti-lo.
— N-nao faça nada com meu corpo! É tudo que peço, Lucian! Eu já estou cansada disso tudo! Eu não suportaria mais isso!
Tento segurar os soluços de choro, mas falho miseravelmente na tentativa.
— Você faz eu me sentir como o diabo. — ele ri, agarrando minha cintura. — Você já foi tocada por um homem, Mariybel? — seu hálito toca minha orelha, quente e arrepiante.
— N-nunca...
— Então por que você tem medo ?
— O que você acha? — apoio minha cabeça na parede de uma forma que não machucasse a ferida em minha testa. — Você me pede para ficar nua e de costas para você, em uma posição constrangedora, em um ambiente constrangedor, o que acha que eu pensaria disso tudo? Você parece que vai abusar de mim nesse exato momento. E-estou com medo.
— Sabe o que eu acho? É normal temer algo que nunca sentiu... — ele morde meu lóbulo. — Posso tornar as coisas mais fáceis pra você, Mariybel. Afinal, eu não posso sair sem ganhar nada daqui, e já que não quer da minha maneira, posso facilitar pra você.
Céus... Acho que já ouvi isso em algum lugar.
— O que você quer pra me perdoar?
— O seu primeiro orgasmo, apenas isso. Minha mãe era uma vadia monstruosa, sabia? Ela era viciada em sexo, e transou com quase o inferno inteiro, mas nenhum homem nunca conseguiu colocar sua plore em seu útero amaldiçoado, até que meu pai apareceu e fez dela a única vadia dele. Ela se alimentava do prazer e meu pai se alimentava da sua dor e eu nasci almejando os dois ao mesmo tempo. Desejando destruir e conquistar tudo, Desejando o sangue.
Ela era um súcubo. Um demônio do prazer.
A mão dele desce pela minha barriga e encontra minha boceta. Seus dedos separam os lábios enquanto o outro faz movimentos rítmicos e lentos. jogo a cabeça para trás, empinando minha bunda mais para trás enquanto meu corpo todo mexe e treme, sem saber se aceita aqueles toques ou se tenta fugir daquela sensação maravilhosa que faz meus mamilos endurecerem e meu útero vibrar dentro do meu corpo.
— L-lucian...
— Isso, garota... Se renda... Entregue essa boceta deliciosa pra mim.
Sua outra mão vai por trás, esfregando contra a entrada escorregadia pela lubrificação que começa a se fazer alí. Ele empurra e eu tento me soltar do meio dos seus braços.
— D-doi! Lucian! dói muito! — ele me segura, parando de enfiar e continuando com as carícias.
— Como se eu me importasse com sua dor... — ele resmunga, sua respiração mais ofegante.
— O que está fazendo?!
— Não olhe pra trás, porra! — ele grunhe. Empurrando novamente e dessa vez não sinto mais dor.
A sensação é estranha e incomoda, mas não dolorosa. Aos poucos se torna gostosa e meu corpo começa a corresponder ao seu também.
— A-ah... c-ceus...
— Se soubesse o quanto que estou me segurando não tornaria as coisas tão difíceis para mim.
sou tomada por uma ardência, tento fechar as pernas e ele bate em minha bunda com força. Uma dor quente e que provavelmente deixará hematomas. Ele belisca minha coxa e clitóris. Eu grito, o som tomado pela música alta da festa enquanto aquela sensação gigantesca toma conta de mim de forma deliciosa. Eu choro, meu corpo dando solavancos enquanto melo a parede quase como se fosse um xixi, o que acredito que não seja já que não era essa a sensação que eu tinha.
Caio no chão sem forças. Olho para ele, seus olhos profundos em minha direção enquanto sua língua se enrola em seus dedos molhados por mim.
— Se limpe e vista. Você está horrível... — ele diz com desdém enquanto se vira e saí, me deixando sozinha.
Eu abraço a roupa, gritando e chorando alto o suficiente para saber que ninguém me escutaria.
Eu me sinto usada. E o peso em minhas costas só aumenta. O peso em minha consciência também, porque novamente fiz algo para proteger a única coisa que tenho de importante em minha vida.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Patrícia Oliveira
concordo em tudo q vc diz
2024-10-12
0
Carla Santos
mulher para de ser besta só vai ficar sendo usada maltrata humilhada acorda pra vida porra tenha maldade amor a senhora mesma para de ser e pensar só nos outros
2024-08-24
3