A Proposta De Alycia

"A PROPOSTA DE ALYCIA"

Alycia passou grande parte do dia imersa em pensamentos, refletindo sobre como poderia ajudar Alex a enfrentar seu problema com os zumbis. Amélia, percebendo a preocupação da amiga, ofereceu conselhos carinhosos, compartilhando sua sabedoria.

Amélia: Querida, entendo que a situação com Alex está te afetando. Quando lidamos com traumas, é essencial agir com paciência e compreensão. Lembre-se de que todos têm suas batalhas internas, e Alex não é exceção.

Alycia assentiu, absorvendo as palavras de sua amiga.

Amélia: Para ajudar Alex, primeiro, tente entender o que desencadeia esse medo. Converse com ela com empatia, sem pressionar. Às vezes, desabafar pode ser o primeiro passo para superar esses obstáculos.

Bom no caso dela isso seja difícil já que a mesma não se lembra de nada de sua vida anterior.

Alycia refletiu sobre as palavras da amiga, reconhecendo a importância de uma abordagem cuidadosa.

Amélia: Além disso, sugira atividades que possam gradualmente expô-la a situações com zumbis, mas de maneira controlada. Pequenos passos podem fazer toda a diferença.

Alycia agradeceu a orientação de Amélia, sentindo-se mais confiante para apoiar Alex.

Alycia: Amélia, obrigada pelos conselhos. Vou tentar entender melhor o que ela está passando e encontrar maneiras de ajudar sem forçar.

Amélia: Estou aqui para vocês, sempre. O amor e a compreensão são as melhores armas que temos nesse novo mundo.

Inspirada pela conversa com sua melhor amiga, Alycia decidiu conversar com a sua mãe sobre suas preocupações e ideias para ajudar Alex. A conversa ocorreu no final da tarde, quando as sombras começavam a alongar-se no local.

Ela encontrou na sala, onde Madeline estava cuidando de alguns equipamentos.

Alycia: Mãe, preciso falar sobre Alex. Ela tem enfrentado dificuldades com os zumbis, e eu quero ajudá-la da melhor forma possível.

Madeline: Alycia, o cuidado que você demonstra por seus amigos é admirável. Mas o estado da Alex é mais delicado do que podemos imaginar.

Alycia, com uma expressão séria, olhou para a mãe, aguardando que ela continuasse.

Madeline: A amnésia dela e o passado que não conhecemos e muito menos ela, podem complicar as coisas. Eu sei que tens um coração generoso, mas tenho medo de que, mesmo com a melhor das intenções, possa não ser suficiente.

Alycia: Mãe, eu prometo que farei o possível para ajudá-la. Sei que a situação é difícil, mas eu não posso simplesmente desistir dela.

Madeline: Eu entendo, minha querida. Mas às vezes, nossa vontade de ajudar pode nos cegar para os desafios reais. Alex pode precisar de mais do que nós, como um grupo, podemos oferecer.

Alycia baixou o olhar por um momento, absorvendo as palavras da mãe.

Alycia: Não posso deixá-la sozinha nisso, mãe. Ela não merece enfrentar tudo isso sozinha.

Madeline suspirou, reconhecendo a determinação da filha.

Madeline: Alycia, prometa-me que cuidará de si mesma também. Não podemos ajudar Alex se você se perder no processo.

Alycia, com um aceno, aceitou a preocupação da mãe, comprometendo-se a enfrentar os desafios iminentes com cautela e determinação.

Alycia, então, compartilhou suas reflexões e as sugestões de Amélia. Madeline ouviu atentamente, reconhecendo a importância de abordar a situação com sensibilidade.

Madeline: Alycia, você tem um coração incrível. Vamos pensar em estratégias que respeitem os sentimentos e limites de Alex. O apoio mútuo é a base de nossa sobrevivência.

Alex, no parapeito da janela, observa o espetáculo do pôr do sol, as cores quentes do céu pintando um cenário de beleza efêmera. O som distante de grunhidos zumbis não consegue ofuscar a tranquilidade que o crepúsculo proporciona. Seus olhos fixam-se no horizonte, absorvendo cada nuance do céu em transformação.

Enquanto Alex está absorta na contemplação, Alycia entra no quarto e percebe a ausência da mesma. Ao avistar Alex na janela, Alycia se preocupa, mas ao se aproximar, nota a expressão de admiração nos olhos dela. Com cuidado, Alycia junta-se a Alex no parapeito, compartilhando o momento silencioso.

Alex que só depois de alguns segundos percebe a sua presença ficando sem graça, e por algum motivo desconhecido ela fala para Alycia que esse lindo por do sol é a segunda coisa mais linda que ela já viu na vida.

Alycia, intrigada, questiona sobre a primeira coisa mais linda que Alex já viu na vida. Alex, visivelmente envergonhada, engole em seco antes de revelar que a primeira coisa mais linda foi ela. A confissão deixa Alycia corada, uma tonalidade que contrasta com o pôr do sol, e a surpresa de ser considerada a coisa mais linda deixa Alycia sem palavras.

Assim, na penumbra do quarto, entre grunhidos distantes e o esplendor do sol se despedindo, Alycia e Alex compartilham um momento de conexão único, onde as palavras são desnecessárias diante da beleza daquele instante compartilhado.

A luz suave do entardecer banhava o quarto, proporcionando um ambiente tranquilo enquanto Alex e Alycia permaneciam no parapeito da janela, perdidas em seus pensamentos. O silêncio era preenchido apenas pelo suave som do vento lá fora.

Alex, incapaz de conter as sensações que Alycia provocava nela, decidiu que era hora de expressar seus sentimentos. Antes que pudesse formular suas palavras, no entanto, um desequilíbrio inesperado fez com que ela quase caísse do parapeito.

Alycia, agindo por instinto, segurou Alex com rapidez, puxando-a para si para evitar uma queda potencialmente perigosa. O coração de ambas disparou com a proximidade repentina, e Alycia sentiu uma mistura avassaladora de preocupação e algo mais.

Alycia, segurando Alex firmemente, percebeu a intensidade do momento. O olhar entre elas se prolongou, e Alycia, embora hesitante, sentiu uma urgência crescente dentro dela. O desejo de beijar Alex era palpável, mas ela resistia, temendo como isso seria recebido.

Ambas permaneceram nesse impasse, com emoções à flor da pele, cada uma tentando decifrar os sinais intensos que surgiam entre elas. O quarto estava impregnado de uma energia única, deixando a promessa de algo mais no ar.

A proximidade com Alycia desencadeou uma série de sensações em Alex, e ela começou a sentir seu coração bater de maneira acelerada, como se estivesse em uma corrida contra o tempo. As palavras do Dr. Carson ecoaram em sua mente, lembrando-a da importância de tomar seu remédio quando o coração começasse a acelerar dessa maneira.

Sentindo a urgência das batidas cardíacas, Alex tomou uma respiração profunda para acalmar seus nervos. Alex que de repente se afastou dela adentrando em seu quarto pegando o seu remédio e tomando rapidamente.

Alycia pergunta preocupada com a Alex que de repente se afastou dela adentrando em seu quarto pegando o seu remédio e tomando rapidamente.

— Está tudo bem com você Alex?

Enquanto as batidas frenéticas gradualmente diminuíam, Alex sentiu um misto de alívio e perplexidade. A presença de Alycia parecia ter desencadeado reações inesperadas em seu corpo, e ela se perguntou sobre a complexidade de suas emoções diante desse novo capítulo em sua vida pós-apocalíptica.

– Sim, estou bem.

— É que lembrei que estava na hora de tomar o meu remédio.

— Tem certeza de que é só isso?

Alycia pergunta preocupada e ao mesmo tempo desconfiada de alguma coisa que ela não sabia explicar.

– Sim, estou bem.

— Não se preocupe comigo.

— É impossível não me preocupar com você.

— Não quero ser um peso pra você e nem para ninguém do grupo.

— Você não é, acredite.

— Obrigada, por tudo.

— Não tem de quê.

— Então o motivo que vim até aqui foi que eu quero te propor algo.

— O que seria?

Alex pergunta curiosa, agora calma ao sentir o seu coração bater mais calmo.

"Alex, tenho pensado muito em como podemos lidar com essa situação dos zumbis. Eu sei que é difícil para você, mas acredito que podemos encontrar uma solução juntas. Minha proposta é a seguinte: vou treinar alguns sinais específicos, gestos ou palavras que possamos usar quando nos depararmos com zumbis. Será como um código entre nós. Isso pode te ajudar a se preparar mentalmente e evitar o susto repentino que vem com a visão direta deles."

Ela pausa, observando a reação de Alex, e continua:

"Além disso, vou ficar mais atenta ao ambiente ao nosso redor e te avisar com antecedência sobre a presença de zumbis. Sei que não é uma solução perfeita, mas acredito que, com o tempo, podemos encontrar maneiras de tornar isso mais fácil para você."

— O que acha da ideia?

— Eu acho que é uma ótima ideia.

— Verdade?

— Sim.

— A gente pode começar amanhã, o que acha?

Alycia pergunta entusiasmada olhando para a Alex que não consegue dizer não para essa ideia dela, como ela não queria ser um peso para a mesma, e nem para os outros do grupo, ela teve outra ideia que é claro que ela não vai contar para Alycia, pois sabe muito bem que a mesma não vai concordar.

— Eu acho ótimo.

— Ótimo.

— Então eu vou te deixar e a gente se vê logo mais no jantar.

— Claro.

No dia seguinte Alycia acorda disposta e bem animada fazendo a sua mãe, amiga Amélia e irmãos ficarem felizes ao verem ela assim, principalmente Ethan que percebe que ela não estar carregando o peso do mundo em seus ombros como sempre estar, e ele percebe algo a mais na atitude de sua irmã ao querer ajudar a mais nova integrante do grupo.

Alycia propõe a criação de um código exclusivo entre elas para lidar com a presença de zumbis. Ela sugere alguns sinais, gestos e palavras que possam ser utilizados em situações de perigo. Juntas, começam a desenvolver esse código único:

**Sinal de Alerta:** Alycia propõe levantar discretamente a mão direita, indicando que há algo à frente. Alex concorda, entendendo que esse gesto significará que ela deve estar preparada.

**Palavra de Distração:** Para desviar a atenção de Alex dos zumbis, Alycia sugere uma palavra específica, como "lembranças" ou "coragem", que será mencionada quando estiverem prestes a enfrentar essas criaturas.

**Toque de Reassentimento:** Alycia propõe um toque suave no ombro de Alex sempre que perceber a presença de zumbis, para transmitir confiança e lembrá-la de que não está sozinha.

**Sinal de Segurança:** Para indicar que o caminho está livre e sem ameaças, Alycia sugere um aceno de cabeça afirmativo, proporcionando a Alex um momento de tranquilidade.

Esses sinais tornam-se o código especial delas, uma linguagem silenciosa para enfrentar o mundo pós-apocalíptico e ajudar Alex a lidar com o trauma dos zumbis.

Enquanto todos estão envolvidos em suas atividades, o Dr. Carson elabora um plano para usar o sangue de Alex na "Sombra Alquímica". Ele precisa encontrar seu sócio, Hector, e acredita que os centros de trocas são a melhor desculpa para se afastar temporariamente. Dr. Carson aborda Madeline, inventando a necessidade urgente de mais suprimentos e remédios, incluindo vitaminas essenciais para a recuperação de Alex.

Madeline expressa sua preocupação com a periculosidade dos centros de trocas, mas o Dr. Carson assegura que é um risco necessário para garantir a saúde de Alex. Na verdade, seu verdadeiro objetivo é iniciar a negociação com Hector e utilizar os recursos da "Sombra Alquímica", mantendo a verdadeira natureza de seus planos oculta de Madeline e do restante do grupo.

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