Você Não Tinha O Direito De Fazer Isso!

"VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO DE FAZER ISSO!"

Na cozinha a garota pálida encontra com Daniel, Lucas, Carlos e Madeline que está preparando algo para o café da manhã de todos, e assim que a mesma ver a garota ela lhe deseja um bom dia, e fala lhe entregando uma pequena caixa de metálica com vários frascos de 20ml de plástico e diz.

— Isso pertence a você.

— O que é isso senhora Danvers?

A garota pega a pequena caixa metálica confusa e pergunta para Madeline, que antes de responder a sua pergunta ela fala.

— Por favor pode me chamar de Madeline.

— A propósito o seu nome é Alex Morgan.

Surpresa a garota pálida olha para a mulher mais velha e pergunta.

– Esse é o meu nome?

— Como assim a senhora sabe o meu nome?

— Quer dizer Madeline, como sabe o meu nome?

— Não estou entendendo?

Antes que Madeline pudesse responder Ethan toma a frente respondendo a pergunta de Alex, já que agora quase todos sabem o seu nome.

— Deixa comigo que essa eu respondo.

— Quando a minha mãe estava prestes a jogar fora a sua mochila decadente, ela achou num fundo da mesma em um compartimento escondido o seu diário, como se estivesse escondido pra ninguém achar.

— Minha mãe achou o seu diário, e curiosa do jeito que ela é, ela leu o mesmo e agora a gente sabe o seu nome.

— E a propósito é um nome bem legal como o do Peter Park.

— Quem é Peter Park?

Alex pergunta confusa olhando para Ethan que lhe explica quem é Peter Park.

Ethan olha para Alex com um sorriso ao explicar quem é Peter Parker.

"Alex, Peter Parker é um cara incrível dos quadrinhos. Ele é mais conhecido como o Homem-Aranha. Imagine um sujeito comum que, de repente, ganha superpoderes após ser mordido por uma aranha radioativa. Ele usa esses poderes para combater o crime e salvar o mundo. É uma história cheia de ação, heroísmo e algumas complicações pessoais, como todo herói tem. Talvez um dia, quando a poeira do apocalipse baixar, possamos ler alguns quadrinhos juntos e você poderá conhecê-lo melhor."

Enquanto Amélia tenta a todo custo impedir a sua amiga de ir até a cozinha para tirar satisfação com a sua mãe com relação a muda de roupas que a garota misteriosa está usando, mas ela não consegue impedir a mesma que estar puta da vida com a sua mãe, pela ousadia dela mexer em suas coisas e dar algo assim tão importante pra ela sem a sua permissão.

Alycia entrou na cozinha, onde Madeline estava terminando de preparar algo para o café da manhã, enquanto o seu irmão explica algo para a garota misteriosa. Seus olhos encontraram imediatamente a camisa xadrez de flanela vermelha que ela reconhecia tão bem. Assim como o tênis All Star de cor preto de cano longo surrado.

" O que você fez, mãe?" A voz de Alycia estava carregada de frustração e raiva. Ela apontou para as vestias da garota que lhe olha confusa, sem saber o que está acontecendo.

Madeline ergueu os olhos, seu rosto mostrando uma mistura de surpresa e defensividade.

"Ah, isso? Eu achei que Alex precisava de algo para se aquecer. Além disso, você tem várias lembranças da Joan, e essas roupas achei que não iria lhe fazer tanta falta.

Alycia apertou os punhos, tentando controlar a raiva que borbulhava dentro dela. "Não é sobre a roupa, mãe. É sobre o significado dela! Você deu a única lembrança tangível que eu tinha da Joan para uma estranha! Você não tem o direito de fazer isso."

Madeline suspirou, parecendo cansada. "Alycia, eu sei que isso é difícil para você, mas precisamos nos adaptar a essa nova realidade. Alex não é uma estranha; ela faz parte do nosso grupo agora. E, sinceramente, precisamos uns dos outros para sobreviver."

Alycia sentiu lágrimas de frustração se acumulando em seus olhos. "Eu não estou negando que precisamos uns dos outros, mas isso não dá a você o direito de dar as coisas da Joan para qualquer uma. Essa roupa significava muito para mim, e agora você a deu como se não fosse nada!"

Madeline suspirou, compreendendo a gravidade da situação. "Alycia, eu entendo que essas peças tenham um significado especial para você. Eu não quis causar dor, apenas pensei que estava ajudando.

Alycia respirou fundo, tentando acalmar suas emoções. "Mãe, eu não posso simplesmente dar algo tão pessoal assim para qualquer um. Joan significava muito para mim, e essas roupas são tudo o que tenho dela."

Madeline abaixou os olhos, reconhecendo o impacto de suas ações. "Eu sinto muito, Alycia. Foi uma decisão impulsiva, e eu deveria ter pensado mais antes de agir. Podemos tentar resolver isso de alguma maneira."

Alycia soltou um suspiro, sentindo parte da raiva se dissipar. "Eu entendo, mas da próxima vez, por favor, consulte-me antes de dar algo tão significativo. Não é justo para mim, especialmente, para a memória da Joan."

A conversa ficou em um silêncio tenso, deixando um eco de tensão no ar. Alycia se afastou, decidida a encontrar um equilíbrio entre proteger suas memórias e aceitar a nova dinâmica que o apocalipse zumbi impunha sobre eles.

Mas Alex não queria que Alycia a odiasse por isso, logo agora que elas iriam ser apresentadas devidamente, e ela iria saber o seu nome.

Todos ficam em silêncio observando a cena quando Alex quebra o silêncio ao falar chamando a atenção de Alycia.

— Alycia não fica com raiva da sua mãe, ela não teve a intenção de te magoar.

— Olha por favor, não se meta onde não foi chamada.

— Me desculpe, não foi a minha intenção.

— Quer saber deixa isso pra lá.

Alycia emerge da casa em meio a lágrimas e palavras não ditas. O dia, que normalmente trazia alguma sensação de segurança, agora testemunhava a tormenta emocional de Alycia. A luz do sol revelava a crueza de suas emoções, destacando as marcas das lágrimas em seu rosto.

Enquanto Alycia se afasta, a presença de zumbis começa a se tornar evidente. A atmosfera, antes carregada de emoções, agora ganha uma urgência palpável. Alex, seguindo-a com a determinação de esclarecer as coisas, encontra-se diante de um desafio que transcende sua própria amnésia

A tensão atinge o ápice quando os zumbis se aproximam, e a incapacidade de Alex enfrentá-los da maneira convencional a deixa momentaneamente paralisada. A fraqueza cardíaca, um obstáculo inegável, parece se manifestar justamente quando mais se precisa de força.

No entanto, em um ato que desafia as expectativas, Alex encontra uma maneira única de lidar com a situação. A fraqueza que a aflige não a impede de agir. Com uma mistura de instinto e coragem, ela realiza um feito notável, surpreendendo a todos ao seu redor, especialmente Alycia, cujos olhos refletem uma combinação de espanto e reconhecimento.

Ela se joga entre Alycia e os vários zumbis que atacam, pois Alycia saiu de casa sem nenhuma arma.

Alex consegue se desvencilhar-se dos zumbis derrubando vários deles no chão enquanto Alycia tenta se desvencilhar de um zumbi que tenta ataca-lá ferozmente, com alguns flashbacks vindo em sua mente de alto defesa, Alex dar um golpe no joelho de um dos zumbis fazendo o mesmo cai no chão, ela pensa bem rápido olhando para os lados encontrando uma pedra.

Ela pega a mesma desfilando vários golpes na cabeça de um zumbi, e assim faz o mesmo com os outros zumbis acabando com os mesmo, enquanto Alycia afasta o zumbi feroz empurrando o mesmo para longe dela.

Alex desesperada vendo que o mesmo estava prestes a morder Alycia, ela se joga contra o zumbi o fazendo cair no chão, e começa a desferi vários socos com os próprios punhos fazendo a cabeça do zumbi afundar no chão.

Alycia olhava perplexa a cena inesperada por ela, pois a garota que ela salvará na noite anterior não se parecia em nada com mesma que desferia socos e mais socos contra o zumbi, assim que a criatura para de se mover Alex respira fundo voltando ao que parecia ser o seu estado normal.

Se asssutando com a criatura, imediatamente ela se levanta do chão olhando para as suas mãos sujas com o sangue ainda fresco do zumbi, ela sente um medo terrível lhe consumir, fazendo as suas mãos ficarem trêmulas.

Enquanto Alycia observa a cena ainda perplexa, pois ela não esperava presenciar o que estava presenciado, quando Alex olha assustada pra ela e pergunta.

— Alycia você está bem?

— Sim, estou bem e você como está?

Alycia pergunta preocupada olhando para a garota sem saber o que fazer nessa situação pela primeira vez em sua vida.

— Eu não tô me sentindo bem.

Alex fala sentindo uma dor imensa em seu peito, mal conseguindo respirar, Alycia se aproxima dela com cautela vendo que ela não estava bem.

Alycia fica a centímetros de distância, e examina com cautela a garota vendo que ela aparentemente não foi mordida, neste momento ela pergunta receosa.

— O que você tem?

Alycia pergunta sem saber o que estava acontecendo com a Alex que cai de joelhos no chão levando a sua mão em seu próprio peito sentindo uma dor imensurável, com Alycia preocupada segura a mesma em seus braços impedindo dela cair, e bater a cabeça no chão, neste momento Alycia grita por socorro.

Com Alex em seus braços respirando com certa dificuldade, Alycia entra em desespero sem saber o que fazer para ajudá-la, pois a jovem não estava ferida, mas estava prestes a ter alguma espécie de ataque.

Ao ouvirem os gritos de socorro de Alycia todos da casa saem em seu socorro, encontrando Alycia segurando Alex em seus braços, sem conseguir pronuciar um palavra, todos se espantam ao se aproximarem delas duas ao verem a quantidade de zumbis mortos.

Madeline corre na direção de sua filha perguntando o que havia acontecido ali, com Alycia em choque por ter presenciado o que presenciou, tudo que ela conseguia dizer, era para alguém fazer alguma coisa para ajudar a jovem, e em seguida fica repetindo para a mesma.

— Vai ficar tudo bem.

— Você vai ficar bem, aguenta firme eles estão vindo te ajudar.

— Aguenta por favor, você vai ficar bem.

Neste instante Lucas se aproxima delas duas pegando Alex dos braços de Alycia com Ethan vendo que há vários zumbis se aproximando deles, ele pega o seu punhal cravando na cabeça de um, e posteriomente em outro derrubando os mesmos no chão, vendo outros virem em sua direção neste momento ele fala chamando atenção de todos.

— Vamos gente, são muitos zumbis, não posso dar conta sozinho.

Amélia, Eric, Carlos e Daniel ajudam Ethan a se livrar dos zumbis que vem em sua direção, enquanto Lucas carrega Alex em seus braços para dentro da casa, com Madeline e Alycia em seu encalço.

Lucas coloca com delicadeza Alex em cima do sofá pequeno, enquanto Madeline chama desesperada pelo doutor Carson que desce as escadas apressado, vendo a jovem desacordada no sofá, ele se aproxima da mesma examinando a sua respiração e pulso onde ambos estão fracos.

Ele pergunta o que havia acontecido enquanto Alycia ainda em choque tenta explicar a situação, enquanto ele pede para alguém trazer a caixinha metálica que contém o seu remédio caseiro, Madeline se recordar que a caixinha metálica está na cozinha, e vai imediatamente até lá pegando a pequena caixa em seguida entregando para o doutor Carson.

Ele vai logo abrindo a caixa metálica pegando um dos frascos, imediatamente fazendo Alex tomar o líquido com certa dificuldade, logo depois de beber o líquido a mesma desmaia.

Alycia, ainda atônita, tenta explicar repetidamente aos outros o que acabara de testemunhar. As palavras fluem de sua boca em um frenesi, como se tentasse esclarecer o enigma diante de todos. Os olhares céticos e as expressões duvidosas a cercam, criando um manto de incredulidade.

Alex, por outro lado, permanece silenciosa, pois está dormindo profundamente diante da reação confusa ao seu redor. Enquanto Alycia continua sua narrativa, detalhando como Alex lidou com os zumbis de uma maneira que parecia impossível, uma sombra de desconhecimento paira sobre o rosto de todos.

O grupo, já estava se acostumando com a vulnerabilidade de Alex diante dos zumbis, encontra-se em um impasse entre a lógica e o inexplicável. A visão de Alex superando seu medo e fraqueza cardíaca para enfrentar os mortos-vivos desafia as expectativas de todos.

Enquanto Alycia insiste na veracidade da sua descrição, a dúvida persiste, tornando a cena um retrato surreal. O contraste entre a realidade brutal dos zumbis ao redor e a ação aparentemente sobre-humana de Alex cria uma tensão palpável, desafiando a compreensão do grupo sobre o que é possível nesse novo mundo sombrio.

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