"UM ÚLTIMO TRABALHO"
DATA: 15 DE MAIO DE 2019 (Alguns meses antes do dia D)
Já fazia alguns meses que havia encontrado alguém do meu passado, a minha mãe, eu não esperava encontrá-la da maneira que havia encontrado ela.
A última vez que me lembrava dela, era da mesma chorando enquanto um dos capangas do Viktor me arrancava dos seus braços, era tudo que eu lembrava dela.
Ela teve que ser forte, pois não tinha nada que ela poderia fazer para impedi-lo, pois quando o Viktor quer algo, ninguém consegue impedi-lo, nem mesmo eu podia fazer isso.
A minha mãe não estava sozinha quando me encontrou depois de anos me procurando. Ela havia se casado de novo, e tido um filho, o meu meio irmão mais novo Brian de 6 anos, pois assim que descobriu que Hector era culpado por ter perdido a minha guarda para Viktor, ela o deixou na hora, e partiu em minha procura, só depois de anos de procura finalmente nos encontramos.
Mas infelizmente a minha mãe não estava bem de saúde, ela estava doente de uma doença desconhecida cardíaca, e precisava de muito dinheiro para se tratar, ela também precisava de alguém para cuidar do Brian enquanto ela se tratava já que o seu ex-marido Mark assim que descobriu sobre a sua doença abandonou ela e o Brian.
Eu havia explicado a ela que devido a minha vida eu não podia ficar com o Brian, é claro que eu não contei para ela sobre o que eu fazia, apenas disse que cuidava de algumas coisas para o Viktor, ela não podia saber a verdade, isso a mataria de desgosto saber a verdade sobre a pessoa que me tornei.
Mas eu precisava arrumar dinheiro não só para o seu tratamento, mas para recomeçar uma vida nova junto com a minha mãe e meu irmão mais novo, havia decidido isso, estava cansada de levar essa vida sem sentido e sombria.
Mas no fundo eu sabia que o Viktor nunca me deixaria sair assim de sua vida, pois só havia duas formas para uma pessoa sair da vida do Viktor, que era pagar toda a dívida que se tem com ele, ou morrer, foi o que o meu pai Hector fez pagou toda a sua dívida com a minha vida.
Eu precisava de um último trabalho para liquidar de vez essa minha dívida com ele, que o mesmo vive jogando na minha cara que a minha dívida com ele é vitalícia.
Mas tinha que ter um jeito, pedi para a minha amiga Regina que ela procurasse por algo que Viktor quisesse muito, e ainda não tinha conseguido realizar tal trabalho.
Começo o meu dia logo cedo às cinco horas da manhã, após a minha higiene pessoal, e um banho bem gelado para me despertar, começo a me alongar durante 15 minutos, após esse tempo me alongando sentindo o meu corpo aquecido o suficiente, faço abdominais, e dentre outros exercícios para manter o meu corpo saudável.
Após os exercícios corro ouvindo a minha playlist de músicas favoritas, preciso de uma distração para a minha mente, e ouvir música é uma delas.
Quando fui preparada para ser quem sou hoje em dia tive que aprender um pouco de tudo, pois é preciso ter pensamento rápido e bastante criatividade quando for reagir a uma situação que não estou acostumada, ou pode me colocar em perigo, ou me levar até a morte, pois quando estar nesta vida as situações mais inusitadas podem surgir inesperadamente. Mas nada me preparou para o que estava prestes a acontecer logo mais.
Enquanto isso tinha que me preparar para mais um serviço, eu tinha algumas horas antes de ceifar mais uma vida, mas não era uma vida inocente, pois Viktor sabia que eu era incapaz de matar alguém inocente apesar de eu ser o que sou, e o meu alvo era algum rival, ou algum, pretendente a rival da família Regali, é como Viktor chama a sua organização.
Apesar de ter sido criada sob a sua tutela ele me deu certa liberdade de ter algumas regras para seguir, e ter uma vida de acordo com ele costuma dizer normal, como ser uma assassina é ter uma vida normal.
Sempre que tenho algum serviço como esse, costumo correr para distrair a minha mente ouvindo uma playlist de músicas a maioria flashbacks dos anos 80 e 90.
Coloco os meus fones, amarro bem os cadarços dos meus tênis, puxo o capuz do meu moletom de cor preto, e respiro fundo apertando o play do meu MP3.
Costumo conometrar o meu tempo de corrida com as minhas músicas preferidas, e também costumo correr perto de onde moro, próxima a uma área universitária, gosto de me disfarçar de estudante e as vezes passar despercebida pelos os universitários, só para me sentir parte de algo que nunca tive a chance de fazer parte.
Começo a correr no som de "Yazoo-Only you".
Corro sentindo uma sensação estranha de que algo vai acontecer, só não sabia dizer o que era, apenas continuo correndo entre os outros que correm em duplas ou sozinhos como eu.
Sinto um frio na minha barriga, e a sensação de que algo estava prestes a acontecer, não me deixava em paz, tanto que não percebi que o tempo estava passando tão rápido que já estava escurecendo e eu tinha mais alguns minutos, então volto algumas músicas no meu mp3, até encontrar a música certa.
Até que encontro a minha música obsessiva da semana, pois tenho essa estranha mania de ouvir a mesma música por horas, e as vezes por dias e dependendo da minha obsessão por essa música por semanas ou meses.
E a música da vez é "Love is Love do culture club".
Assim que a música começa a soar, me preparo para voltar a correr quando de repente me deparo com uma cena. Que me fez infligir uma de minhas regras mais rígidas que sigo.
Nunca bancar a heroína, pois heróis nunca se dão bem no mundo em que vivemos hoje em dia.
Mas quando dei por mim estava atravessando a rua puxando a garota em meus braços impedindo ela de ser atropelada, quando aquele trombadinha puxa a sua bolsa empurrando ela, e saiu correndo. E a mesma queria ir atrás dele, sem perceber o carro prestes atropelar ela.
Não entendo porque fiz isso sempre imaginei que se um dia me encontrasse em um empasse como esse, não faria nada, apenas observaria a cena ou nem sequer olharia.
Sinto uma sensação estranha ao soltar a garota, e olhar nos seus belos e grandes olhos verdes que te chamam atenção logo de cara, sendo complemento com a sua beleza que te prende atenção de um jeito peculiar.
— Você tá bem?
Pergunto saindo da minha hipnose, pois eu poderia correr o risco de ficar hipnotizada por sua beleza.
— Estou!
Ela fala num fio de voz se recuperando do susto, enquanto observo o trombadinha se afastando, e nesse momento corro rápido atrás dele, não dando tempo para a mesma me dizer alguma coisa.
Consigo alcançar o jovem ladrão em um beco escuro sem saida lhe dou alguns sacodes, e deixo o mesmo ir embora, após recuperar a bolsa da jovem. Que deixaria em algum lugar para a mesma depois buscar, pois precisava ir embora para o meu compromisso.
Mas quando menos espero virando a esquina dou de cara com a bela jovem, que abre um sorriso imenso ao ver a sua bolsa em minhas mãos, lhe devolvo a sua bolsa esperando ela dizer um simples obrigada, e logo em seguida sair de sua vista. Mas ela faz algo inesperado por mim, se apresentando e me convidando para tomar um café.
— Me chamo Alycia Danvers.
— E como recompensa, por ter recuparado a minha bolsa, posso lhe pagar um café?
Ela pergunta segurando no meu braço em um movimento inesperado por mim, que me faz ficar paralisada, ela fica me encarando por longos segundos, em seguida dizendo.
— Nossa como os seus olhos são belíssimo, essa tonalidade de verde oliva!
Eu não sabia como reagir a tal situação, pois nunca havia me encontrado em tal situação.
— Minha heroína, o que me diz, quer tomar um café comigo? Ela pergunta sorrindo de um jeito que faz a minha respiração ficar tensa, e o meu coração disparar de um jeito estranho.
E quando penso em responder ela, alguém lhe chama fazendo ela largar o meu braço quase que imediatamente, me dando a chance de sumir de sua presença sem dar a sua resposta.
Me escondo atrás do carro a dois metros de distância com a jovem me procurando, sem entender o meu sumiço repentino, enquanto outra mulher vem em sua direção tentando lhe pedir desculpas com a mesma ficando brava com ela, as duas ficam conversando por longos segundos, com Alycia não querendo ir com ela. Nesse momento penso em sair do meu esconderijo e socorrer a mesma, mas paro no mesmo instante ao descobrir que as duas são namoradas e estavam tendo algum tipo de discussão.
Mas a tal de Joan a convence do contrário fazendo Alycia voltar com ela, então respiro fundo deixando isso pra lá, para voltar para o meu caminho.
Já havia passado algumas semanas desde então, e eu não conseguia tirar aquela garota dos meus pensamentos, imagino que ela deva estudar nesse universidade aqui perto de onde moro ou não, quem sabe.
Mesmo assim eu não podia me aproximar dela, ela tem namorada, e mesmo que as duas tivessem terminado, algo que não era da minha conta, eu não poderia entrar assim em sua vida, só porque ela quis ser gentil em me pagar um café por eu ter salvo ela e a sua bolsa.
É claro que ela só estava sendo gentil comigo e nada além disso, fico me convencendo disso, pois é claro que ela não queria nada comigo. Que pretensão minha.
Mesmo que isso fosse verdade, quem eu quero enganar, eu não poderia oferecer uma vida descente pra ela, e muito menos para alguém, pois não sou livre como a maioria das pessoas são.
Sacudo a minha cabeça afastando tais pensamentos quando ouço o meu telefone tocar, pego imediatamente recebendo uma notícia que não esperava receber naquele momento.
A minha mãe foi internada nas pressas, pois ela não estava se sentindo bem, corro imediatamente para o hospital encontrando o Brian com uma enfermeira que assim soube quem eu era, ela chamou o Dr. Isaac que me explicou a situação me dizendo que essa doença que ela tem pode ser hereditária.
É claro que eu fiz vários exames assim como o meu irmão Brian que tive que ficar tomando conta dele por alguns dias, que não foi tão ruim assim como eu pensava, pois Brian é um bom garoto, e nos damos bem logo de cara.
Assim que a minha mãe recebeu alta Brian voltou a ficar com ela, e eu recebi uma ligação de Regina onde nos encontramos em particular, ela me deu um nome de um alvo que Viktor não conseguiu eleminar. Mas Regina me alertou que se eu pegar esse trabalho teria que ficar ciente que será um trabalho de riscos, e que talvez eu não consiga finalizar.
É claro que ela me pediu segredo, pois não queria que Viktor soubesse que foi ela quem me passou a dica, é claro que eu cumprir com a minha palavra, em não falar nada para o mesmo.
Mas antes de procurar ele e entrar em acordo com o Viktor investiguei sobre o tal alvo, é claro que usava a biblioteca da universidade, para não levantar muitas suspeitas pegava o notebook emprestado de um dos alunos, é claro que pagava bem para usar o notebook por alguns minutos de pesquisas.
Enquanto pesquisava sobre o assunto ficava de olho em cada garota parecida com Alycia, que adentrava na biblioteca, sentia o meu coração bater tão apressado, mas do que o normal era uma sensação estranha, eu precisava me concentrar no que estava fazendo, se não iria falhar em minhas pesquisas, pois não estava encontrando nada com relação ao tal alvo.
Dr. Vitor Kane?
Não havia nada sobre ele na internet e nem em redes sociais, que por falar nisso muitas pessoas andam reclamando de como a internet na cidade toda está ruim, algo que acho estranho. Mas deixo pra lá, isso deva está acontecendo porque é muita gente acessando ao mesmo tempo.
Não tinha outro jeito a não ser procurar pelo o próprio Viktor e oferecer um acordo em troca da minha liberdade.
Assim que devolvo o notebook para o George, e lhe pago pelo o tempo de uso, o mesmo sai com um imenso sorriso no rosto contando o montante de cédulas que havia ganhado fácil, e com a sua distração o mesmo havia esbarrado numa garota, eu estava de costas, mas reconheci a sua voz imediatamente, era ela, Alycia a única mulher que não conseguia tirar dos meus pensamentos mais profundos.
Sinto uma agonia no peito e acabo entrando em pânico ouvindo a sua voz ficar bem próxima de mim, rapidamente com medo dela me ver pego a minha mochila, puxando o capuz do meu moletom de cor cinza, saio correndo do lugar esbarrando em alguns jovens sem me desculpar, pois não podia vacilar se não ela iria me reconhecer.
Eu queria muito voltar e falar com ela, mas não podia vacilar eu tinha uma missão que estava me parecendo impossível, e ela tem uma vida para viver e eu não podia atrapalhar ela.
Tentando controlar a minha respiração e o meu coração que batia de uma forma descontrolada, e eu não entendia o porquê disso, será que a doença que afligia a minha mãe, estar começando a me afligir agora? Era uma pergunta que eu não queria saber a sua resposta, pelo menos não agora.
Saio do campus universitário o mais rápido possível pegando um táxi e indo direto até o escritório de Viktor lhe propor um acordo que ele não iria recusar.
Assim que chego em seu escritório, Evan o seu babão, me pede para esperar que Viktor estava tendo uma reunião em particular, do jeito que ele se referiu sobre essa reunião em particular, imagino que o Viktor esteja espancando alguém pessoalmente, pois ele adora fazer isso, parece que sente prazer em fazer algo desse tipo.
Espero ansiosamente por longos minutos em sua sala até que ele vem em meu encontro dizendo irônico.
— O que devo a honra de sua visita tão cedo Hunter?
— Geralmente sou eu que vou a sua procura.
— Precisamos conversar, Viktor!
— Sobre o quê?
— Sobre um trabalho!
— Um trabalho?
Ele pergunta interessado, indo até a sua mesa com o seu babão atrás dele tentando limpar as suas mãos sujas de sangue.
— Sim, Viktor na verdade um último trabalho!
— Interessante continue.
Ele fala sentando em sua cadeira e em seguida puxando a toalha branca das mãos do Evan, que me olha espantado e o mesmo fica paralisado me encarando, quando ouviu eu dizer "Um Último Trabalho".
— Será muito beneficiário tanto para mim quanto para você.
— É mesmo?
Ele fala terminando de limpar as suas mãos, jogando em seguida a toalha suja em cima de seu babão, e imediatamente mandando Evan sair da sala, para nós deixar a sós para conversarmos, contra gosto o babão sai.
— Continue, Hunter a fazer a sua proposta.
— Dr. Vitor Kane.
Falo indo direto ao ponto sem rodeios, neste momento Viktor me olha intrigado e pergunta.
— Como soube sobre ele?
— Isso importa Viktor?
— Pra falar a verdade não.
Viktor fala se levantando e indo até o seu móvel de bebidas enchendo o seu copo de uísque, mesmo cansando de saber que eu não gosto de beber ele me traz um copo de uísque para acompanhar ele.
— Sabe que não bebo Viktor.
Falo recusando a bebida, e nesse momento ele toma um gole de sua bebida e fala em seguida.
— Acho que vai precisar Hunter de uma bebida se quer continuar com essa conversa.
— Mesmo assim, não obrigada.
Falo com o mesmo colocando o copo de bebida ao meu lado em seguida ele senta em sua cadeira tomando outro gole de seu uísque caro e fala.
— Sabe Hunter, não me leve a mal.
— Você é a melhor que tenho nesse ramo.
— Mas outros mais experientes, e bem mais sucedidos foram atrás de sua cabeça para mim, e não conseguiram voltar até hoje.
— Por que você acha que conseguiria ter êxito, onde muitos não tiveram?
— Tenho os meus motivos, como por exemplo esse seria o meu último trabalho que pagaria a minha dívida com você.
— Interessante, Hunter.
— Mas se você falhar?
— De todo jeito, a minha dívida estará paga com você.
— Não é bem assim, Hunter.
— Se você fosse qualquer pessoa, com certeza a sua dívida estaria paga comigo.
— Mas você sabe que não é qualquer pessoa.
— Você é um dos meus bens mais valiosos.
— O que você quer dizer com isso, Viktor ?
— Tá ficando sentimental agora é, não me diga que vai dizer que eu sou como alguém de sua família?
— Porque se começar assim eu vou vomitar.
Falo irônica encarando ele que sorrir de um jeito que eu não sabia decifrar, ele toma mais um gole de seu uísque e fala.
— Quase isso.
— Sugiro que tome um pouco de sua bebida, Hunter.
— Sabe que não bebo, Viktor.
— Sugiro que comece agora, Hunter.
Fico encarando ele que termina de beber o seu uísque, se levantando de trás de sua mesa, e indo de volta ao seu móvel de bebidas enchendo novamente o seu copo, voltando em seguida para a sua mesa, ele senta calmo em sua cadeira e toma mais um gole de sua bebida e fala.
— Bom Hunter.
— Se eu perder um dos meus bens mais valiosos terei que substituí-lo.
— Afinal foram tantos anos de trabalho e investimentos que não posso perder assim.
— Não acha, Hunter?
— Não entendo, onde quer chegar com isso, Viktor?
— Resumindo, se eu te perder terei que substituir você por alguém mais jovem como por exemplo o seu irmão mais novo o Brian.
— Você não pode estar falando sério?
Falo ficando com raiva e seguro o copo de bebida com força, com Viktor calmamente tomando mais um gole de sua bebida como estivesse saboreando a mesma, então ele continua a falar.
— Bom minha cara Hunter.
— Devia ter pensado duas vezes antes de entrar em minha sala e me fazer tal proposta.
— Agora terá que encarar as consequências de sua proposta em pagar a sua dívida comigo.
— Porque se você conseguir Hunter.
— Você vai conseguir o que quer e eu também, como havia dito em ser algo beneficiário para nós dois.
— Não foi o que você disse Hunter?
— E ainda sairá com um bom dinheiro, afinal de contas a sua querida mãe não está nada bem de saúde.
— Como sabe disso Viktor?
— Acha mesmo que não sei o que se passa em minha cidade Hunter.
— Quem você pensa que sou, em Hunter?
— Pra chegar onde cheguei.
— Por favor Viktor, se eu falhar não faça o mesmo com o Brian, ele é só uma criança.
Falo segurando com ainda mais força o copo em minha mão fazendo o mesmo estalar com a resposta de Viktor.
— Como havia dito, minha cara Hunter.
— Deveria ter pensado duas vezes antes de me fazer tal proposta.
— Agora encare as consequências dela.
— Por favor Viktor, ele é só uma criança.
— Você também era, e veja agora no que se tornou.
— Em uma bela arma.
— Por favor Viktor!
— Já tem a minha resposta Hunter.
— É pegar ou largar?
Só de lembrar o inferno que esse maldito me fez passar, e imaginar que o meu irmãozinho poderar passar por isso, me sobe uma raiva que acabo quebrando o copo em minha mão, fazendo um corte na mesma e o sangue respingar quase que batendo no meu próprio rosto.
— Quem cala consente.
— Imagino que seja um sim.
Ele fala pegando um lenço umedecido do porta lenços em cima de sua mesa e joga para mim e em seguida ele abre a gaveta de sua mesa tirando uma pasta de lá de dentro e joga na mesa dizendo.
— Consiga a cabeça dele para mim e os seus projetos.
— E terá o que quer, assim como eu.
— Hunter, agora pode ir.
Saio de sua sala pegando a pasta assim que as portas metálicas se fecham eu leio o nome "Dr. Vitor Kane", especialista em virologia.
Vou até a casa do doutor Kane, e adentro no meio da noite onde ele está dormindo com a sua esposa tranquilamente, a sua filha de 12 anos no quarto ao lado, pensei em matar ele bem ali, mas não podia, pois teria que matar duas pessoas inocente. Então fui até o seu cofre e abrir o mesmo não encontrando nada além de algum dinheiro, passaporte e outros documentos, mas nada sobre os seus projetos que o Viktor quer tanto.
Não entendi porque muitos outros vieram atrás dele, e não voltaram mais, o Dr. Vitor não parecia perigoso e não andava com seguranças, pois seguir ele por um bom tempo.
Então imagino que ele devia guardar tudo em seu escritório, então seria lá onde eu iria matar ele, e roubar todos os seus projetos.
Estava me preparando para esse meu último trabalho já fazia alguns dias, quando resolvir ir até a universidade ver pela última vez Alycia mesmo que de longe.
Eu vejo a mesma um pouco distante com a sua namorada no campus, e observo que elas estão discutindo novamente, Alycia parecia muito chateada enquanto a sua namorada parecia brava com algo que Alycia falava pra ela. Eu queria ir lá tira-la dessa situação chata, mas não podia fazer nada, não entendo o que Alycia ver nessa garota que deixa ficar assim tão mal.
Depois de longos minutos discutindo a garota se afasta da Alycia deixando a mesma em lágrimas caindo de joelhos no chão, e chorando sem parar, essa cena me deixa com um nó na garganta e um aperto no coração em vê-la dessa maneira. E uma vontade enorme de matar a namorada dela por deixar ela assim em prantos de lágrimas.
Eu queria ir poder lá e abraçar ela e dizer que tudo vai ficar bem, e que essa mulher não merecia uma lágrima dela, e que ela encontraria alguém melhor.
Mas eu não podia fazer nada, então olho para Alycia pela a última vez, pois não sei se vou conseguir voltar realmente desse meu último trabalho.
Sinto lágrimas escorrer pelos os meus olhos, a última vez que me sentir assim, foi quando fui arrancada dos braços de minha mãe.
Enxugo as minhas lágrimas vendo Alycia se levantar do chão quando uma outra garota se aproxima dela, e abraça ela de forma carinhosa consolando a mesma, imagino que seja sua amiga, essa é a minha deixa pra ir embora e deixá-la em paz, e seguir em frente.
Ligo para a minha amiga Regina e lhe faço uma proposta irrecusável, para ela cuidar do meu irmão se alguma coisa aconteça comigo, ou com a minha mãe, que ela poderia ficar com tudo que tenho que será o suficiente para ela pagar a dívida dela com o Viktor, e fugir com o Brian, porque se ela não fizer isso, ele irá fazer o mesmo que fez comigo fará com o Brian.
Depois que me encontrei com a Regina, e ela aceitou a minha proposta fui falar com o Dr. Isaac sobre a situação da minha mãe, e para ele encontrar nem que seja um tratamento alternativo, não importando quanto custasse eu iria arrumar o dinheiro, ele havia dito que tinha um conhecido que lhe devia um favor e que poderia ajudar no caso da minha mãe, fiquei muito feliz em ouvir isso e pedir para não medir esforços para isso acontecer e ele convencer esse conhecido ajudar a minha mãe em seu caso.
E depois de minha conversa com o doutor Isaac, fui pegar os resultados dos exames que fiz com o Brian pra saber se tinhamos o mesmo que ela.
A minha mãe segurou a minha mão enquanto eu abria o exame do Brian, que deu negativo, sinto um imenso alívio ao saber do seu resultado, respiro fundo antes de abrir o meu exame e vendo o resultado que deu positivo, a minha mãe caiu em lágrimas, enquanto fecho os meus olhos por longos segundos, não conseguia sentir nada nesse momento.
Então me viro para a minha mãe e lhe abraço dizendo que tudo vai ficar bem, depois de longos minutos entre lágrimas explico para ela que precisava fazer um último trabalho para Viktor e depois iria me juntar a ela e o Brian.
Com certa dificuldade ela aceitou o nosso destino, me despeço dela e do Brian prometendo que a gente iria se ver em breve, só não sabia o que estava prestes a enfrentar e o que iria acontecer com todos no mundo.
Depois de me preparar para a minha última missão, sigo o doutor Kane até o seu escritório e acabo descobrindo que era um disfarce para um lugar subterrâneo, algo me dizia para voltar e sair daquele lugar o mais rápido possível, mas ignorei a voz de minha intuição que sempre ouvir.
E continuei a seguir o Dr. Kane até uma sala, achei estranho o lugar que não tinha muitos seguranças e câmeras de segurança, não estava entendendo como muitos outros mais habilidosos do que eu não conseguiram voltar dessa missão.
Quando encurralo o doutor Kane em sua sala e tento lhe propor um acordo onde eu iria poupar a sua vida em consideração de sua esposa e filha, e apenas iria roubar os seus projetos e levar para o Viktor.
Aponto a minha arma para ele que de costas pra mim fala "Eu tenho uma proposta melhor senhorita Morgan".
Fico confusa como ele sabia o meu sobrenome, e num piscar de olhos ele se vira em minha direção, e neste momento sinto uma picada como de mosquito em meu pescoço, era uma injeção que alguém injetava algum tipo de sedativo no meu organismo.
Alguns instantes depois ao sentir os efeitos do sedativo sinto a minha mão que seguro a arma apontada em sua direção tremer e sem pensar muito atiro nele, vejo o mesmo cair no chão agonizando e logo depois tudo ficar escuro e rodar, eu havia caído em uma emboscada preparada por aquele homem que pensei em apenas roubar os seus projetos e poupar a sua vida em consideração a sua filha e esposa, mas me precipitei com a minha decisão.
Numa sala fria e impiedosa, Alex Morgan revivia o pesadelo que era seu cativeiro na Sombra Alquímica. O Dr. Vitor Kane, o cérebro por trás dos experimentos, observava com uma frieza clínica. As memórias ecoavam enquanto Alex era submetida a procedimentos cruéis.
O experimento começou com a inoculação do vírus zumbi em seu sistema. Agulhas penetravam sua pele, injetando o vírus que virá assolar o mundo. Mas, para surpresa dos cientistas, os sintomas esperados não se manifestaram. Alex não se transformou em uma criatura sedenta de carne humana.
O Dr. Kane, intrigado, intensificou os testes. Exposta a zumbis confinados, radiações e variantes do vírus, Alex permanecia ilesa. Seu sangue, seus tecidos, tudo resistia. A imunidade dela se revelava como um enigma diante dos cientistas, uma anomalia que desafiava a lógica.
Cenas de luta pela sobrevivência misturavam-se às análises laboratoriais. Alex, apesar do cativeiro, não era uma cobaia passiva. Cada tentativa de subjugar sua vontade era confrontada com uma determinação feroz.
A revelação de sua imunidade tornou-se um divisor de águas. A "Sombra Alquímica", via nela não apenas uma prisioneira, mas uma peça-chave para entender e talvez controlar o vírus que haviam liberado inadvertidamente.
Alex acorda em meio à escuridão. Ela está deitada no chão frio, uma dor latejante em sua cabeça. Ela tenta se levantar, mas suas pernas estão fracas, e suas mãos estão amarradas. Alex está em um lugar escuro e úmido.
Conforme sua visão se ajusta à escuridão, ela começa a perceber que está em uma pequena cela de concreto. Ela olha ao redor e nota manchas de sangue nas paredes e no chão. O lugar tem um cheiro metálico.
Em um canto da cela, Alex vê uma pequena televisão antiga. A tela exibe uma notícia alarmante sobre um surto viral mortal. As imagens mostram cenas de caos, pessoas transformadas em zumbis e cidades em ruínas.
De repente, uma porta pesada se abre, e uma figura encapuzada entra na cela. O rosto da pessoa está oculto nas sombras. Alex sente um arrepio de medo.
"Alex," diz a figura em uma voz fria e distorcida. "Você fez um ótimo trabalho na sua última missão, mas alguma coisa deu errado. Você não se lembra, não é?"
Alex balança a cabeça, confusa e aterrorizada. "Não, eu não me lembro de nada."
A figura encapuzada se aproxima e começa a sussurrar detalhes de uma missão passada. Alex sente uma dor latejante em sua cabeça, como se sua mente estivesse lutando para se lembrar.
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Atualizado até capítulo 25
Comments
Dear_Dream
Leitura que marca.
2024-06-25
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