Alguns Meses Antes Do dia D

ALGUNS MESES ANTES DO DIA D

O meu telefone toca estridente pego o mesmo vendo o nome de Brad piscando na tela, respiro fundo e em seguida atendo a ligação com o mesmo marcando um encontro comigo para logo mais a noite, para Brad me entregar as informações e uma amostra da nova droga Z que está prestes entrar no mercado.

Aceito me encontrar com ele logo mais a noite, depois fazer uma pequena visita a um dos homens que está devendo ao meu chefe Viktor, apesar de ser uma assassina, de vez em quando Viktor me manda fazer alguns trabalhos sujos.

E como sempre me preparo antes de fazer qualquer tipo de serviço onde tenho que ser alguém que não gosto de ser.

Vestindo-se com habilidade e eficiência, escolho minha roupa com a precisão de quem está acostumada a ser invisível. Tênis de correr, luvas, calça e camisa moletom geralmente de cores escuras.

No espelho, encontro o reflexo de uma mulher enigmática, cujos olhos escondem segredos profundos. Me movo pelo pequeno apartamento, checando minhas armas e garantindo que cada detalhe esteja em ordem.

Soco inglês no bolso de minha calça moletom, e a minha velha companheira no coldre, uma pistola G2c S&W, compacta, ergométrica, leve pesando aproximadamente 600 gramas, calibre 40, capacidade de tiros 10+1.

Logo mais a noite vou fazer tal visita ao homem chamado Kelvin Stral de 48 anos, 1,80 de altura, ex-boxeador, fora de forma para a minha sorte, ele tá devendo 5000, dólares ao meu chefe.

Após acertar alguns socos de sorte, deixo o homem caído no chão com o seguinte recado.

"Pague tudo que deve ao Viktor, ou na próxima vez, não haverá próxima vez!"

Não gosto muito de fazer esse tipo de trabalho, mas não tenho muitas escolhas, se deixar de fazer o que o Viktor manda, sou eu que vou pagar as consequências.

Me afasto deixando o homem agonizando de dor no chão, e vou até a mesinha de centro, pegando as chaves do seu carro emprestado, um velho Cadillac azul 84.

Não queria chamar muita atenção ao parar perto do prédio de onde o Brad mora, pois o mesmo as vezes passa por informante da polícia.

Assim que paro o veículo perto do prédio percebo uma movimentação estranha, um veículo suspeito parado na frente do prédio, espero alguns minutos, e vejo um homem misterioso sair do lugar carregando consigo uma pasta, adentrando o veículo que sai de lá rapidamente.

Fico refletindo por longos minutos, se devo ou não adentrar ao prédio para me encontrar com o Brad, pego o meu telefone e ligo para o mesmo que não atende a minha ligação.

Sinto que há algo de errado, mesmo assim saio do carro e vou até o prédio sentindo o meu coração bater estranhamente apressado assim que as portas metálicas se fecham.

Assim que as portas metálicas se abrem as luzes do corredor ficam piscando estranhamente, sinto a minha respiração pesar, mas continuo a caminhar pegando a minha pistola em punho.

Sigo até o final do corredor vendo a porta do apartamento 453 entreaberta, empurro a porta lentamente.

O lugar está mal iluminado, mesmo assim continuo a caminhar até o final do corredor ouvindo gemidos estranhos vindo do quarto que estar com a porta entreaberta, sinto a minha respiração ficar tensa quando empurro a porta com a arma em punho.

Ao adentrar no quarto de Brad, me deparando com uma cena grotesca e aterradora. A penumbra do ambiente realçava os contornos de sua barricada improvisada, e o cheiro acre de morte impregnava o ar. No leito, Brad jazia imóvel, um cadáver macabro de onde duas mulheres famintas alimentavam-se vorazmente de suas entranhas.

Os gemidos guturais das mulheres ecoavam no espaço, criando uma sinfonia mórbida que reverberava na minha mente. As mãos delas estavam sujas de sangue, e suas mandíbulas se moviam em um frenesi voraz, como se estivessem insaciáveis. O quarto tornara-se um palco de horror, uma representação visual do caos.

Apesar de minha experiência como assassina, sentir uma onda de repulsa diante da visão surreal. A carnificina à minha frente era um lembrete brutal da natureza desumana do novo mundo que agora habitavam. Com passos cautelosos, recuei, deixando para trás o quarto impregnado de morte, consciente de que enfrentava horrores além da imaginação humana.

Colidir as minhas costas na parede do corredor sentindo o meu estômago embrulhar, não conseguir me segurar caio de joelhos no chão vomitando imediatamente.

— Ahhjjokhgfdxgkjhdsdghkk...

Os meus olhos nunca haviam presenciado tamanho horror, sinto o meu corpo todo tremer e o meu coração bater tão rápido que parece que estava parando de bater.

Com as mãos trêmulas pego a minha arma vendo as duas criaturas vindo em minha direção, as minhas pernas ficam bambas, mal conseguindo me levantar.

Encontro forças não sei de onde, e me levanto quando as duas criaturas vem correndo em minha direção, mas a minha arma estava travada em modo de segurança, e as minhas mãos tremiam feitos gravetos, consigo chegar na sala tropeçando em meus próprios pés, caio em cima da mesinha de centro me cortando nos vidros com uma das mulheres se jogando em cima mim. Que com certa dificuldade pego um caco de vidro desfiando vários golpes contra a criatura que não parava de grunhir.

Chegando arranhar os meus braços e pulsos até que acerto o caco de vidro na testa da criatura que cai em cima mim, sentindo o meu coração bater ainda mais apressado e a minha respiração ofegar.

Empurro a criatura que não se mexia mais com a outra vindo em minha direção, então pego a minha pistola tirando a trava, acertando um tiro certeiro entre os olhos da mulher que cai no chão.

Sentindo que vou desmaiar encontro forças, e saio do lugar me segurando nas paredes do corredor até achegar no elevador, pulando fora do mesmo quando as portas metálicas se abrem.

Corro desesperadamente até o carro, o som dos trovões ecoando como um presságio sombrio. O céu se rompia em uma dança caótica de relâmpagos, e logo as primeiras gotas de chuva começaram a cair, um alívio bem-vindo em meio à tensão.

Com as minhas mãos trêmulas, consigo alcançar as chaves do carro, sentindo a textura fria do metal contra a minha pele aquecida pela corrida. O som da chuva aumentava, transformando-se em uma sinfonia de gotas que se chocavam contra o solo árido. As luzes dos relâmpagos iluminavam a cena, revelando sombras fugazes dançando ao ritmo da tempestade iminente.

O odor de terra molhada misturava-se com o cheiro metálico de sangue, criando uma atmosfera surreal. Com determinação, destravo o carro e, ao entrar, fecho a porta com força, abafando os ruídos do lado de fora. O motor roncou à vida, transformando-se em um rugido abafado sob o som da chuva.

No interior do veículo, respiro fundo, tentando conter a agitação que me consumia. A chuva, agora intensa, lavava o cenário apocalíptico à minha volta, como se, por um breve momento, pudesse purificar o caos que reinava dentro de mim.

Ao chegar em casa, liberto-me das minhas roupas sujas e fui direto para o banho, determinada a limpar os vestígios daquele encontro traumático. No box do chuveiro, enquanto a água quente caía sobre mim, sentir cada gota lavar não apenas a sujeira física, mas também as lembranças aterradoras da criatura se alimentando vorazmente.

Encostada nas frias paredes do box, deixo as lágrimas se misturarem com a água que escorria pelo ralo. Os soluços ecoavam no ambiente confinado, uma liberação emocional diante do terror vivido. O som da água proporcionava uma espécie de conforto, uma tentativa de purificar não apenas o corpo, mas também a alma marcada pelos horrores vividos por mim.

Na manhã seguinte, ainda afetada pelos resquícios do pesadelo, acordo com lágrimas nos olhos. A angústia persistia, e instintivamente, pego o controle remoto da TV. Zapeando pelos canais de notícias, esperava encontrar alguma menção ao terrível incidente que vivenciara. No entanto, a tela permanecia em silêncio, sem informações sobre as criaturas que me assombrava.

A falta de notícias só aumentava o mistério, me deixando com uma sensação de isolamento diante do caos que se desenrolava ao meu redor.

Volto a dormir tentando esquecer tudo que havia acontecido comigo, apenas servindo como um lembrete do que estava por vim.

O dia seguinte amanheceu nublado e sombrio, refletindo o estado de espírito em que me encontrava. Sentia o peso do trauma recente, mas sabia que precisava seguir em frente. Vestindo-se novamente com a minha habitual eficiência, escondi as marcas do episódio traumático, transformando-se novamente na mulher enigmática que o mundo conhecia.

No entanto, algo havia mudado dentro mim. Cada sombra, cada esquina, agora escondia o potencial para o desconhecido e o aterrador. O apocalipse, antes uma realidade distante, agora manifestava-se em criaturas que assombravam meus pensamentos mais profundos.

Determinada a compreender o que enfrentava, comecei a buscar informações sobre as criaturas e o incidente no apartamento de Brad. A ausência de notícias na mídia tradicional me levou a explorar fóruns e relatos online, onde histórias de eventos paranormais e apocalipse zumbi eram compartilhadas.

Enquanto navegava pela rede, deparei com teorias conspiratórias, relatos de avistamentos bizarros e, para a minha surpresa, outros testemunhos de encontros com as criaturas famintas. Uma rede subterrânea de informações começava a se formar, conectando pessoas que enfrentavam o desconhecido.

Agora parte dessa comunidade oculta, sentia-se impelida a descobrir a verdade por trás da epidemia sobrenatural que se desenrolava. As peças do quebra-cabeça estavam dispersas, mas eu sabia que cada revelação poderia me levar mais perto da compreensão desse novo mundo ameaçador.

Com a minha determinação renovada, me preparei para enfrentar o desconhecido que se desenrolava ao meu redor. A escuridão da noite anterior não seria capaz de apagar a chama de minha coragem. No novo amanhecer, eu estava pronta para desvendar os mistérios que a aguardavam na guerra contra o desconhecido.

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