"A ESTRANHA GAROTA NO POSTO DE GASOLINA"
Há alguns dias atrás os irmãos gêmeos Daniel e Lucas exploravam um posto de gasolina abandonado. O mundo que conheciam havia sido tomado pelo caos, e a busca por suprimentos tornara-se uma rotina desgastante.
Lucas logo despertou com o seu irmão Daniel batendo no vidro da janela do banco do carona do seu carro, onde ele dormia tranquilamente, despertando para o mundo real ele se espreguiça um pouco pegando a sua arma com o seu irmão dizendo para ele ficar de olho no lugar, enquanto ele adentra primeiro no posto de gasolina abandonado, assim como muitos outros lugares hoje em dia.
Assim que Daniel verifica o lugar observando que estranhamente está vazio sem mortos-vivos perambulando pelo o lugar, ele chama o seu irmão Lucas esticando o seu dedo do meio como código que está tudo limpo.
Eles vasculhavam prateleiras vazias, procurando qualquer vestígio de comida enlatada ou garrafas de água que pudesse ter sido esquecida. A fome era constante, e a incerteza do futuro pesava sobre eles.
Foi quando Lucas, revirando um canto empoeirado, percebeu um movimento fraco do lado de fora. Ele puxou Daniel para a janela quebrada e, com os olhos arregalados, eles observaram uma figura magra e pálida, uma garota de aproximadamente 20 poucos anos, caminhando descalça pela estrada deserta, segurando uma mochila.
Eles observam ela por longos segundos pensando se ela é uma morta-viva, ou estava prestes a ficar nesse estado em breve, pois ela estava suja, com vestes rasgadas e cabelos emaranhados.
Seus olhos tinham uma expressão vazia, como se tivesse atravessado dias de agonia. Os irmãos hesitaram, preocupados com a possibilidade de ser uma armadilha, mas Lucas sentindo uma profunda compaixão pela situação dela, ele olha pro seu irmão com o mesmo revirando os olhos já sabendo o que o seu irmão vai fazer, neste momento Lucas sussurrou para Daniel.
"Devemos ajudá-la", observando a garota se aproximando do posto de gasolina.
Daniel concordou, contra gosto, pois se dependesse dele, ele não levantaria um palmo por essa mulher, já que a mesma provavelmente pelo o seu estado em que se encontra não vai muito longe.
Lucas pega uma garrafa d'água que encontra com cuidado, eles abriram a porta e se aproximaram da garota, oferecendo a ela a água. Ela olhou para eles, confusa no início, mas depois bebeu com sede.
— Você está bem?
Perguntou Lucas preocupado.
A garota assentiu fracamente, mas sua voz estava rouca e fraca. "Obrigada", murmurou ela, com os olhos marejados e antes que pudesse responder as perguntas dos dois irmãos, ela acaba desmaiando nos braços de Lucas deixando o mesmo apreensivo diferente do seu irmão Daniel que já imaginava que em algum momento isso iria acontecer.
Nesse momento Lucas se vira pro seu irmão, segurando a jovem que está muito fraca em seus braços, ele fala preocupado.
— Precisarmos levá-la conosco!
— NÃO!
Daniel fala seco.
— Por que, não?
Lucas pergunta confuso.
— Porque é uma péssima ideia Lucas!
— Não consegue vê isso?
Daniel fala se afastando do seu irmão olhando em direção do carro deles, já imaginando todos os argumentos que ele vai usar para convencê-lo, e antes que Lucas começasse a falar Deniel vai logo dando os seus próprios argumentos.
— Em primeiro lugar temos pouca comida, água e remédios, que mal dá pra gente e para os outros.
— Sem contar que nesses últimos dias quase não encontramos nada de suprimentos, sem conta com o estado em que ela se encontra não podemos fazer nada por ela.
— Bom a gente não, mas o doutor Carson pode ajudar ela.
— Só precisamos procurar com mais afinco, e podemos encontrar quem sabe mais suprimentos e remédios.
— Qual é Lucas? Tá cansado de saber que as coisas estão cada dia mais difíceis.
— Os lugares que vasculhamos mal encontramos algo para dividir entre nós dois.
— Até outro dia brigávamos por uma lata de sardinhas.
— E se levarmos ela, não será apenas uma dor de cabeça só para nós dois, mas também para os outros.
— Por favor, Daniel!
Lucas súplica para o seu irmão que respira fundo antes de dar a sua resposta, que seria não e ponto final, algo lhe impede quando ele olha com mais atenção para perto do seu veículo ao ver não só um, mais vários mortos-vivos se aproximar, e nesse momento ele fala irritado.
— Merda! Merda! Caralho!
— O que foi Daniel?
Lucas pergunta confuso olhando na direção em que o seu irmão não desviava os seus olhos, com os olhos arregalados em seguida Lucas xinga alto.
— PUTA MERDA!
— É irmãozinho parece que o universo está ao seu favor.
Daniel fala pegando o seu rifle enquanto Lucas ajeita a garota pálida em seus braços para carregar a mesma da melhor forma possível até o carro deles.
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Atualizado até capítulo 25
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