18

"Entre," veio a voz de Luís, ainda carregada de impaciência.

Bela abriu a porta devagar e entrou na sala, mantendo sua postura profissional. Luís estava sentado atrás de sua mesa, ajustando a gravata como se nada de incomum tivesse acontecido. Leandra estava de pé ao lado dele, arrumando o cabelo com um sorriso autossuficiente.

"Senhor Luís, está quase na hora da reunião com a equipe de marketing," disse Bela, com a voz firme.

Luís olhou para ela e assentiu. "Certo, obrigado, Isabela. Diga a eles que estarei lá em cinco minutos."

Bela fez um aceno de cabeça e se virou para sair. Quando estava prestes a fechar a porta, ouviu Luís chamá-la novamente. "E, Isabela, traga os relatórios atualizados para a reunião."

"Sim, senhor," respondeu Bela, saindo do escritório e fechando a porta atrás de si.

Ela caminhou rapidamente até sua mesa, pegou os relatórios necessários e se dirigiu à sala de reuniões. Ao entrar, encontrou a equipe de marketing já esperando. Distribuiu os documentos e informou que Luís chegaria em breve.

Enquanto esperava, Bela não pôde deixar de sentir uma mistura de emoções. Havia a tensão e o desconforto do que acontecera mais cedo, mas também um senso de dever cumprido por manter sua postura profissional. Ela sabia que tinha que ser forte e resiliente, independentemente das circunstâncias.

Quando Luís finalmente chegou e a reunião começou, Bela se concentrou em tomar notas e acompanhar as discussões. Ela estava determinada a provar seu valor, mostrando que, apesar de tudo, era uma profissional competente e dedicada.

Depois de um dia corrido de trabalho, Bela finalmente saiu do escritório. Uma forte chuva caía, e ela estava atrasada por ter ficado arrumando alguns relatórios de última hora. Com pressa, correu até o ponto de ônibus, já ensopada pela chuva.

No caminho, ouviu uma voz familiar chamando: "Oi, entra no carro…"

Bela se virou e viu Pedro, um antigo conhecido, que não queria ver de jeito nenhum. "Pedro, me deixa," respondeu ela, tentando ignorá-lo e seguir seu caminho.

Uma mulher próxima, percebendo a situação, se aproximou. "Quer que eu chame a polícia?" perguntou ela, olhando firmemente para Pedro.

Pedro ficou irritado. "Não se intromete…" disse ele, antes de sair do carro e pegar no braço de Bela bruscamente.

A mulher não hesitou. "Solta ela ou vou te quebrar a cara," disse ela, dando um soco em Pedro.

Surpreso e com raiva, Pedro recuou, segurando o rosto. "Isso não vai ficar assim," ele murmurou, antes de sair revoltado.

A mulher se virou para Bela, que estava tremendo de medo e da chuva. "Moça, está bem? Está tremendo?"

"Sim, estou bem. Obrigada por me defender," respondeu Bela, ainda assustada.

"Some, ou terá que fazer plástica," ameaçou a mulher, gritando para Pedro, que se afastava.

"Quer ir na delegacia?" perguntou a mulher gentilmente.

Bela hesitou. "Não, melhor não. Obrigada mesmo por me ajudar."

A mulher sorriu. "Magina, se precisar de qualquer coisa, trabalho na segurança do prédio onde você também trabalha. Me chamo Rebeca."

"Obrigado, Rebeca," disse Bela, com um sorriso tímido.

"Não precisa agradecer, gatinha," respondeu Rebeca, dando um tapinha amigável no ombro de Bela.

Enquanto o ônibus se aproximava, Bela sentiu-se grata por ter encontrado alguém tão corajosa e disposta a ajudar. Subiu no ônibus, ainda um pouco tremendo.

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Comments

Juliana Vicentina Da Vo

Juliana Vicentina Da Vo

Rebeca tinha que falar com o Luiz, não vai ter jeito.

2024-09-08

2

Izabel Jesus

Izabel Jesus

aí autora arrumar um namorado pra Bela empresa pra deixar o tio louco de siume

2024-08-15

8

Neiva Wanner Rangel

Neiva Wanner Rangel

Nossa mais que idiota esse Luiz, e ainda diz que gosta da guria.😈😈😈

2024-08-14

0

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