MELISSA
Athos me pergunta se meu padrasto tentou abusar de mim, eu confirmo com a cabeça. Me solto do seu abraço, olho para o mar e me sento no chão e ele senta ao meu lado.
E me sinto segura para contar momentos tão difíceis que passei na minha vida.
Mel- Desde que lembro de mim, vi minha mãe apanhar, meu padrasto chegava sempre bêbado, e quando ele chegava eu pequenina minha mãe já mandava eu ir para o quarto e trancar a porta e sempre ouvia sons de coisas se quebrando, sons de minha mãe chorando, minha mãe não podia ter amizade com ninguém, a única amiga que minha mãe tinha era uma vizinha, mas se falavam pouco pois tinha medo do meu padrasto descobri, eu ia pra escola mas não podia falar com ninguém, era ameaçada por ele, se falasse com alguém, mataria minha mãe, concerteza ameassava ela também, talvez de me matar. Não tinha amigos só ficava em casa e quando ele chegava o pânico tomava conta de nós, muitas vezes apanhei dele também. Conforme fui crescendo minha mãe nem precisava me mandar para o quarto eu já sabia que quando ele chegava tinha que ir para o quarto e trancar a porta e chorar. No dia que ele matou minha mãe, assim que ele saiu pela manhã, ela me chamou e falou
mãe - filha amanhã você vai para Flórida com a Laura ela vai estudar lá e vai levar você, para seu pai, tenho certeza que ele vai te receber muito bem e ficará muito feliz. Você vai colocar poucas roupas na mochila e eu vou colocar seus documentos e o endereço do seu pai tudo dentro da mochila, ela vai te pegar antes do horário da saída, vou falar com a diretora pra te liberar.
Então eu disse para minha mãe que não queria deixar ela ali sozinha e que estava com medo, ela falou que era necessário e que eu não podia continuar mais ali...chorei muito, mas entendi que era a última coisa que poderia ser feita para tentar sair daquele sofrimento e salvar ela daquele tormento também. Passamos o dia normal como sempre mas percebi que minha mãe tava com dores, no começo da noite, vi ela tomando remédio e dizendo que ia deitar um pouco, umas 19:00 hs resolvi tomar um banho e chamar minha mãe para jantarmos, entrei no meu quarto, mas não tranquei a porta pois ainda era cedo e o meu padrasto costumava nos finais de semana chegar bem tarde, mas quando saí do banheiro dei de cara com ele sentado na minha cama e eu estava só de toalha e com uma calcinha por baixo, eu levei um susto e me apavorei, ele veio em minha direção eu corri para porta, mas ele me pegou pelo braço e me jogou na cama, subiu em cima de mim e tampou a minha boca e começou a falar várias coisas nojentas e tentava me beijar, passar aquelas mãos imundas em mim, até que no desespero me batendo embaixo dele. mordi a boca dele com toda força que senti gosto de sangue, ele soltou um grito e me deu dois tapas no rosto tão forte que não sei como não desmaiei, daí só vi minha mãe entrando no quarto desesperada puxando ele de cima de mim, quando ele me soltou foi pra cima dela, ela mandou eu correr e pedir ajuda na vizinha, peguei só minha toalha e sai correndo pra fora, batendo na porta da minha vizinha gritando desesperada, ela abriu a porta e fui pedindo ajuda, falando que ele ia matar minha mãe, o marido dela apareceu e eu pedi tanto pra ele ir ajudar, mas ele disse que não podia por que meu padrasto era muito perigoso e não podia se meter, então ninha vizinha chamou a polícia, mas quando ela chegou já era tarde demais.
Quando a policia chegou eu saí correndo em direção ao quarto, o meu padrasto ainda tava lá e foi preso em flagrante, eu corri até minha mãe, mas ela estava com o rosto irreconhecível, coberta de sangue, mesmo assim corri até minha mãe e abracei ela e foi a última vez que vi ela, a última imagem que tive da minha mãe foi ela brutalmente morta até a morte.
Athos- não fala mais nada meu anjo, já chega, não se torture mais assim, tenho certeza que agora sua mãe está em lugar bom e descansando de todos os sofrimentos.
Mel- me deixe terminar Athos, preciso colocar isso pra fora se não essa dor vai me consumir.
ele assenti com a cabeça e eu continuo
Depois só sentir uma policial me puxando, dizendo que não poderia ficar ali, a vizinha me levou pra casa dela. Mas aquela dor nâo passava e como eu não tinha parentes ali, me levaram para um abrigo e depois me levaram para um orfanato e lá umas meninas maiores começaram implicar comigo, até que um dia elas me pegaram e me bateram tanto que fui parar na enfermaria e nesse dia conheci meu paizinho, e ele me fala que naquele dia foi pai á primeira vista, porque no instante que me viu desejou ser meu pai e cuidar de mim, um mês depois estava morando com ele e registrada como sua filha e eu nunca tive medo dele, seus olhos sempre me passou confiança, meu pai Augusto foi meu primeiro raio de luz depois de toda aquela escuridão e meu segundo raio de luz foi o Dylan, são os dois amores da minha vida, e não posso deixar de falar da Aurora também eles que me dão força pra continuar, principalmente o amor do meu Pai.
Athos- E eu agora sou teu amor também?
Mel- É sim um amor muito especial, que está ocupando um espaço único no meu coração.
Athos- ah meu anjo vc também no meu.
Meu telefone começa a tocar....É a Aurora
CONTINUA...
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Atualizado até capítulo 100
Comments
magaleantunes
cada um, cada um eu aguento tudo menos violência. quando casei já sabia não me ameaça, não erga a mão pra mim em hipótese alguma. quando tivemos filhos 8 anos de casamento já falei olha pro tamanho da sua mão e da sua força e o quão frágil é nosso filho. nunca machucou nenhum dos 3
2025-01-16
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Juliete Figueiredo
porque não foi com ela na primeira vez que o marido te bateu, esperou criar traumas, chegar a tanto sofrimento
2025-01-14
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Rosângela Beserra
Muito sofrimento pra uma criança /Sob/
2025-01-08
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