Vick
Chegamos em casa, enquanto eu tomo banho com a minha filha, Lupe vai dar as ordens para o jantar. Ela volta, eu coloco o uniforme e saio correndo para recolher as roupas dele.
Entro no banheiro, mas está tudo em ordem, e mais uma vez quando estou saindo vejo ele subindo as escadas e pela primeira vez vejo o rosto do patrão. É o mesmo cara que me abordou, no qual eu entornei o suco. Paralisei por um momento, e ele parece que sentiu a minha presença, pois parou e virou a cabeça. Coloquei a roupa na frente do meu rosto, abaixei a cabeça e segui para as escadas dos funcionários.
Vick _ Ufa! Escapei por pouco.
Em casa, mais uma vez, o Sr.Daniel está lá novamente brincando com a minha filha.
Aurora _ Mamãe voche chegou!
Vick _ Até parece que sai por horas. Você está se divertindo princesa?
Aurora _ Xim, vovô avião.
Vick _ Vovô avião?
Daniel _ Sim, eu estava fazendo avião para ela.
Vick _ A Lupe foi para a mansão?
Daniel _ Foi, você não a viu?
Vick _ Não! Eu fui até o quarto do seu filho colocar as roupas limpas no quarto e tirar a suja. A única pessoa que vi foi seu filho.
Lupe _ E por isso ele me chamou.
Vick _ Mas ele não viu que eu estava olhando. Eu abaixei a cabeça e saí rapidinho. Até porque o cara que eu derramei suco lá na praia era ele. Vai dizer que ele me reconheceu? E me mandou embora?
Lupe_ Calma! Ele não te mandou embora, só estava curioso por você estar no quarto dele naquela hora. Eu lhe disse que você foi comigo buscar as roupas na lavanderia que eu pedi ajuda a você com algumas compras e você estava guardando a roupa limpa e aproveitou para pegar as roupas sujas que não sabíamos que ele tinha vindo se trocar.
Vick _ Que susto!
Daniel _ Espera um pouco você viu o meu filho na praia? Em horário de trabalho? Tem certeza que era ele?
Vick _ Sim, tenho certeza! Mas se não acreditam posso pegar a roupa depois e vocês podem comprovar se está ou não suja de suco de laranja.
Lupe _ Você disse que o cara em quem derrubou o suco estava assediando você.
Vick _ Sim, não me deixou passar porque queria saber o meu nome.
Daniel _ O meu filho cercando uma mulher para saber o seu nome!? Tá aí uma coisa que eu nunca vi. Nem acredito que aconteceu. Sente-se aqui e me conte tudo, com detalhes.
Eu conto tudo o que aconteceu, e eles ficam espantados e se entreolham.
Lupe _ Conte para ele do shopping.
Daniel _ Vai dizer que o meu filho foi ao shopping?
Vick _ Acho que ele estava almoçando em um restaurante chique que tinha lá.
Daniel _ Conte tudo!
Eu conto e ele fica mais uma vez espantado.
Lupe _ Você não contou da gargalhada.
Daniel _ Gargalhada?
Vick_ É ele soltou uma gargalhada gostosa quando a Aurora passou embaixo das pernas do segurança.
Daniel _ Você me deixou muito feliz! O meu filho robô, não é tão robô assim. Ele tem salvação! Eu vou jantar com ele e tentar que ele me conte sobre isso.
Ele sai e eu vou dar o jantar da minha pequena, não entendo porque tanto estardalhaço por que alguém riu ou paquerou uma mulher. Ele deve ser rígido só no ambiente de trabalho ou em casa por conta de tudo o que as empregadas já aprontaram para cima dele.
No dia seguinte acordo cedo por conta de uns sonhos estranhos que eu tive, sonhei que estava beijando a boca do patrão. Mas as vezes não era ele, e sim aquele velho asqueroso. Eu me debatia, e só me acalmava de novo, quando sentia o seu cheiro.
Pulei da cama com aqueles pensamentos e aproveitei o tempo e fiz um bolo para o café da manhã, faxinei a sala e a cozinha,peguei as roupas para lavar, só então a Lupe acordou, e olha que ela acorda cedo.
Lupe _ Bom dia! Acordou cedo.
Vick _ Não consegui dormir muito bem, tive sonhos estranhos. Então ao invés de ficar rolando na cama dei uma limpada na casa e assei um bolo. Agora vou lavar roupas, posso pegar as suas também?
Lupe_ Não precisa querida, eu posso fazer isso depois.
Vick _ Não me custa nada!
Lupe _ Está bem! Pode pegar. Eu posso levar um pedaço desse bolo, que está com um cheiro divino?
Vick _ Claro que sim! Mas antes dá tempo se você tomar uma xícara de café comigo?
Lupe _ Dá tempo sim! E vou comer um pedaço desse bolo.
Vick _ A hora que tivermos um tempo livre gostaria de te contar sobre o pai da minha filha.
Lupe _ Se você estiver pronta para se abrir, podemos falar sim.
Vick _ Sim, eu gosto muito de você, não, não é verdade. Eu amo você como se fosse a minha mãe, gostaria que a gente falasse tudo uma para a outra. Sei que você esconde uma dor muito grande e saiba que em mim você tem uma amiga e se quiser desabafar estou aqui.
Lupe _ Ah, meu amor, eu também já amo você. E você não sabe como me faz bem, ouvir você dizer isso para mim.
Ela me abraça chorando. E realmente no seu abraço eu sinto o que deve sentir uma pessoa quando está nos braços da mãe. Esse conforto, esse aconchego, esse carinho que deixa o coração quentinho.
Lupe _ Ah, minha querida! Eu queria tanto que você fosse ela.
Ela beija o meu rosto e cheira o meu cabelo.
Vick _ Ela quem?
Lupe_ Eu preciso ir e essa história é muito longa. Depois conversamos.
Vick _ Está bem, vou estudar um pouco até a pequena acordar.
Lupe _ Até daqui a pouco.
Ela sai e eu fico pensando quem será essa que ela gostaria que eu fosse.
Tento tirar a curiosidade dos meus pensamentos e vou estudar.
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Ana Lucia Silva
A única coisa que a Guadalupe lembra é ter visto a mancha em forma de borboleta...essa será a referência para a mãe...
2025-03-01
1
Valeria Grossi de Almeida
A mancha que ela tem.
2025-03-19
1
Aparecida Fabrin
eu acho que ela e5 a mãe da. Vick
2025-02-14
2