Dominic
Assim que chegamos à mansão, dei ordem para Adelaide ir dormir, enquanto eu segui em direção ao galpão nos fundos da propriedade para resolver o que precisava. Ao entrar, me deparo com o traidor, um jovem rapaz amarrado em uma cadeira, com as mãos para trás. Apenas uma lâmpada fraca ilumina o ambiente sombrio.
Caminho lentamente em sua direção e, assim que nossos olhares se encontram, ele treme visivelmente, gaguejando enquanto tenta explicar:
— Eles... me ameaçaram, senhor... ameaçaram minha família...
Seus olhos imploram por misericórdia, mas não consigo deixar de sentir uma pontada de raiva ao ouvir suas desculpas. Encaro o jovem traidor com frieza, sem permitir que suas desculpas abalem minha determinação. Cruzo os braços sobre o peito, mantendo minha expressão inabalável enquanto o observo.
— Ameaças à sua família não justificam sua traição. Você sabia dos riscos ao se envolver conosco. — Minha voz é baixa, mas carregada de autoridade.
Ele abaixa o olhar, incapaz de encarar minha reprovação direta. Seu silêncio é uma confissão silenciosa de culpa, mas sei que palavras vazias não serão suficientes para remediar sua traição.
— Você sabe qual é a punição para aqueles que quebram a confiança em nossa organização. — Continuo, mantendo minha voz firme e inabalável. — Mas antes que eu decida seu destino, quero que me diga tudo o que sabe. Cada detalhe sobre seus cúmplices, suas operações, tudo.
Seus olhos se arregalam em choque diante da minha exigência, mas ele compreende que não há margem para negociação. É hora de ele escolher entre colaborar e esperar clemência ou enfrentar as consequências de sua traição. Esse idiota engole em seco, claramente ciente da gravidade da situação em que se encontra.
Após alguns momentos de hesitação, ele finalmente começa a falar, revelando detalhes específicos sobre suas associações e atividades. Enquanto ele fala, escuto atentamente, registrando tudo que ele fornece. É crucial reunir o máximo de informações possível para proteger os interesses da família e garantir que nenhum outro traidor permaneça em nossas fileiras.
Quando ele termina sua confissão, faço uma pausa para considerar suas palavras. Por um instante, pondero sobre qual será o destino dele. No final, porém, sei que a lealdade é uma qualidade indispensável em meu mundo, e a traição deve ser punida com severidade. Com um aceno de cabeça, sinalizo para meus homens, que entendem o recado. Em questão de segundos, ele é alvejado por uma saraivada de balas, encerrando seu destino traidor de uma vez por todas.
(....)
Após lidar com isso, retorno à mansão, deixando para trás o som dos tiros ecoando no ar. Enquanto caminho pelos corredores sombrios, sinto o peso da responsabilidade sobre meus ombros. Ao chegar ao meu escritório, me deparo com uma pilha de documentos que exigem minha atenção imediata. Sento-me à minha mesa e começo a revisar os relatórios financeiros, os planos de expansão e os registros de atividades da Família Negra.
À medida que mergulho no trabalho, meu pensamento volta-se para Adelaide. Apesar de tudo, ela é agora minha esposa, e é minha responsabilidade garantir sua segurança e bem-estar, mesmo que nosso casamento tenha sido um arranjo forçado. Assim continuo meu trabalho, faço planos para o futuro, tanto para os negócios da família quanto para minha relação com ela. Afinal, como um líder, devo sempre estar um passo à frente, preparado para enfrentar qualquer desafio que se apresente.
Observando a hora, percebo que logo amanhecerá. O cansaço começa a pesar sobre mim, e reconheço a importância de descansar para estar pronto para os desafios que o novo dia pode trazer. Levanto-me da minha mesa, esticando os músculos rígidos. Com passos decididos, saio do escritório e faço meu caminho até o quarto. Ao entrar, não encontro Adelaide na cama, mas então ouço o som abafado de soluços vindos do banheiro.
Rapidamente, dirijo-me até o banheiro, batendo na porta enquanto pergunto apreensivo:
— O que foi, Adelaide!? O que está acontecendo!?
Um silêncio ensurdecedor se faz presente quando ela para de chorar abruptamente. Em seguida, ouço o som da porta sendo destrancada e logo ela emerge, vestindo uma camisola branca simples, seus cabelos lisos descendo suavemente até sua cintura.
Seus olhos estão vermelhos devido ao choro recente, e ela passa por mim sem dizer uma palavra. Porém, ao segurá-la, encaro-a fixamente e pergunto:
— Por que estava chorando, Adelaide?
Ela olha para minha mão segurando seu braço e depois encontra meu olhar, respondendo com firmeza:
— Não é da sua conta, Dominic.
Percebendo a resistência em suas palavras, solto seu braço, permitindo que ela se afaste. Observo-a por um momento, sentindo uma mistura de frustração e curiosidade. Por mais que eu queira manter uma distância fria entre nós, uma parte de mim não consegue evitar se preocupar com ela.
Decido não insistir no assunto por enquanto, mas faço uma nota mental para abordá-lo mais tarde. Afinal, como líder da Família Negra, devo estar ciente de tudo o que acontece dentro de minha própria casa. Com um suspiro, deixo ela em seu canto, enquanto me preparo para dormir.
Por mais complicada que seja nossa situação, sei que preciso manter a mente clara e focada para lidar com os desafios que virão. À medida que me deito na cama, tento afastar os pensamentos turbulentos que me assombram. Afinal, na vida de um mafioso, a preocupação com o bem-estar dos outros é um luxo que nem sempre podemos nos permitir.
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Atualizado até capítulo 97
Comments
🌹
Será que a mulher que Dominic estava atrás era alguma ex namorada que o deixou?
2024-08-24
2
Zilá Cerqueira
Ele e ela, vão ficar assim até quando ??? Só pensando 🤔
2024-04-19
5