Enquanto a batalha rugia ao redor, o rei e a rainha olhavam em desespero para a cena caótica diante deles. Seus rostos pálidos refletiam a angústia e a impotência diante do ataque surpresa que havia lançado seu reino em um abismo de perigo iminente. O rei ergueu-se de seu assento, tentando manter a compostura diante da ameaça iminente.
— Por favor, parem com isso! — exclamou ele, sua voz ecoando pelo salão enquanto ele tentava se fazer ouvir acima do tumulto da batalha. — Não há necessidade de mais derramamento de sangue! Podemos resolver isso de outra maneira, podemos negociar...
Os invasores apenas riram zombeteiramente diante da tentativa do rei de apaziguar a situação. Suas risadas cruéis misturavam-se ao som das espadas se chocando, criando uma cacofonia ensurdecedora que preenchia o salão.
— Negociar? — o conselheiro retrucou com um sorriso maldoso, sua voz carregada de escárnio. — Você já teve sua chance de negociar, rei fraco! Agora é tarde demais para tentar fazer as pazes. Stormhaven não esqueceu as ofensas que você cometeu contra nós, e agora é hora de você pagar por seus crimes!
O rei sabia que não havia saída. A situação havia escalado para além do ponto de retorno, e agora ele se via enfrentando um inimigo implacável que não hesitaria em destruir tudo o que ele amava. Com um suspiro resignado, ele olhou para a rainha ao seu lado, compartilhando um olhar carregado de tristeza e pesar.
— Então, vamos lutar. — O rei declarou com firmeza, encarando os invasores com determinação.
O conselheiro de Stormhaven deu uma risada maléfica, sua expressão contorcida de satisfação diante do caos que se desenrolava. — Tudo bem, que sua vontade seja feita — ele respondeu, sua voz carregada de desprezo e desdém.
Antes que eu pudesse processar completamente suas palavras, o horror da situação atingiu-me como um golpe devastador. Meu coração se apertou em meu peito enquanto testemunhava a cena terrível diante de mim. O chão sob meus pés parecia desmoronar quando uma espada cruel atravessou meu pai, e o sangue jorrou, pintando o chão de vermelho.
Um grito rasgou meus lábios em um lamento angustiado enquanto eu assistia impotente à tragédia que se desenrolava diante de mim. A visão do meu pai tombando, sua vida ceifada diante dos meus olhos, era uma ferida que cortava até o âmago da minha alma.
Minhas irmãs se agarraram a mim em busca de conforto e proteção, seus rostos pálidos e olhos arregalados refletindo o mesmo horror e desespero que eu sentia.
O conselheiro de Stormhaven se levantou, seu rosto contorcido em desgosto enquanto ele lançava seu veredicto cruel sobre nós. — Matem todos, não deixem um para contar história — ordenou ele, sua voz ecoando pelo salão com uma frieza assustadora. Com um gesto casual, ele jogou o guardanapo na mesa, como se estivesse descartando algo insignificante.
Seu desprezo pela nossa vida era evidente em cada palavra que proferia, e uma sensação de horror crescente se apoderou de mim enquanto eu percebia a extensão do mal que enfrentávamos.
— A propósito, a comida estava horrível. Como vocês gostam de tanto tempero assim? Argh! — ele acrescentou, demonstrando seu desdém pela nossa hospitalidade de uma forma cruelmente trivial.
O príncipe Alexander permanecia ao lado do conselheiro, seu rosto pálido e seus olhos vazios refletindo a intensidade do conflito que devia estar enfrentando. As palavras do conselheiro pareciam ecoar em sua mente, e eu me perguntava o que ele estaria pensando naquele momento.
— Agora vamos, Alexander. Pare de ser fraco, e se levante para tomar posse do seu reino — o conselheiro instigou, sua voz impiedosa ecoando com uma urgência cruel.
— Mas tio, elas... — o príncipe murmurou, sua voz oscilante denunciando sua hesitação diante da carnificina iminente.
O conselheiro voltou seu olhar gélido para o jovem príncipe, sua expressão enrijecida em desaprovação. — Não deveria haver espaço para tais fraquezas, Alexander — repreendeu ele, sua voz soando como um chicote cortante no ar pesado do salão. — Você é o herdeiro legítimo do trono de Stormhaven, e não deve ter piedade de destruir seus inimigos. Novaria já deveria ser sua por direito, e estas são as ordens do seu pai, o rei.
O príncipe começou, sua voz vacilante refletindo sua incerteza diante da situação calamitosa. — Mas tio, elas são mulheres... — murmurou ele, enquanto seus olhos varriam o salão em busca de compaixão ou redenção em meio ao caos iminente.
— Mulheres ou não, elas são inimigas do nosso propósito — retrucou ele, suas palavras carregadas de crueldade e desdém. — Ainda melhor para os nossos homens. Agora, veja e aprenda. Homens! Sintam-se à vontade para se divertir, só não esqueçam de matá-las no final.
Assim, antes de se levantar da mesa, o príncipe lançou um olhar triste em nossa direção, seus olhos carregados de pesar diante da terrível situação em que nos encontrávamos.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Nina Silva
vai Aveline taça fogo neles mostra seu poder
2024-03-18
6