Sombras do Passado: Vampiros, Amores e Escolhas

Não demorou muito desde que a vampira loira nos informou que seus originais desejavam nos conhecer eles viriam até nós. Certa noite, deparámo-nos com Victoria, uma mulher de cabelos ruivos, alta e com postura nobre. Logo em seguida, surgiram seus irmãos Lenore, Alucard e Vincent. Apesar de sua aura peculiar, descobrimos que todos eles eram incrivelmente divertidos, e passamos inúmeros momentos cativantes ao lado dessa singular família de vampiros originais.

Num determinado dia de inquietação, Victoria, com um olhar perspicaz e uma expressão que denotava profunda curiosidade, sentiu-se compelida a questionar, seus olhos penetrantes fixados em nós, como se buscasse desvelar os segredos mais íntimos de nossas vidas. "E vocês, como se tornaram vampiras?", inquiriu ela, rompendo o silêncio com uma interrogação que ecoaria por entre nossos pensamentos, provocando uma reflexão sobre o passado que nunca ousamos reviver completamente.

"Eu disse 'Deixe-me começar'," murmurei, sentindo a tensão no ar, como se as próprias paredes estivessem ouvindo. "Há 460 anos, pertencia à nobre família Hale, cuja linhagem se estendia até os confins do tempo. Envolveram-me em um ritual ancestral, uma cerimônia enigmática que ecoava os segredos de séculos passados. Descobri mais tarde que minha bisavó era, na verdade, minha tataravó, cuja existência se fundia aos mistérios sombrios daquele ritual. As velas tremulavam, sua luz dançando em meio às sombras que projetavam a ancestralidade sombria, como se os espíritos do passado estivessem presentes naquele momento."

Eu dei uma pausa, sentindo o peso das revelações, e logo continuei a contar. Rick, meu noivo, propôs um desafio intrigante: conviver em sua casa, e caso eu não aprovasse, o casamento seria cancelado. Entretanto, essa aparente farsa revelou-se muito mais complexa do que imaginava. Descobri suas outras esposas, Gelda e Luna, que na época me foram apresentadas como madrinhas, em um palácio impregnado de segredos e intrigas. O destino entrelaçado desvendava-se a cada passo, enquanto tentava proteger minhas amigas, Lúcia e Lara, que estavam envolvidas em um jogo perigoso sem ao menos saberem. Aceitei, por amor, tornar-me vampira, mergulhando assim na escuridão eterna que habitava aquele lugar. Quando a verdade veio à tona, enfrentei Rick, o assassinei corajosamente, e testemunhei Luna, exausta das ordens de Rick e de Gelda, sacrificando-se para eliminar Gelda e, assim, salvar minha vida e libertar-me do jugo opressor que nos aprisionava. O sangue derramado tornou-se o símbolo de uma nova era, onde a liberdade finalmente encontrou seu lugar entre os escombros do passado sombrio.

A sala mergulhou em silêncio, as sombras dançaram ao redor, envolvendo a narrativa de vampiros, traições e destinos intricados, enquanto Victoria permanecia atenta às revelações que se desenrolavam diante de nós.

Após compartilhar minha história, percebi olhares estranhos voltados para mim, cheios de curiosidade e incredulidade. Nora, então, tomou a palavra para esclarecer a sua própria narrativa, sua voz firme ecoando na sala silenciosa, ecoando com uma força que desafiava qualquer dúvida. Com a convicção de quem conhece cada detalhe de sua existência, ela declarou: 'Não fui transformada em vampira. Nasci como filha de Michael, um dos anciões do Norte. Minha trajetória, ao contrário do que possam imaginar, não é tão simples ou auspiciosa.' Seus olhos encontraram os nossos, desafiando-nos a duvidar de sua palavra. E assim, a sala ficou envolta em um silêncio intrigado, onde as mentes se agitavam com a revelação surpreendente.

'Está bem, nos conte então por que está com Tereza e não com sua família,' pediu Victoria.

Nora mergulhou na narrativa de sua vida, suas palavras fluindo com uma mistura de melancolia e determinação. 'Quando minha irmã caçula, Kate, veio ao mundo, minha mãe nos deixou. Meu pai tornou-se frio e excessivamente protetor, como se temesse perder-nos também. Crescemos como guerreiras, confinadas dentro dos limites de nossa casa, sem conhecer o mundo lá fora além das histórias contadas pelos mais velhos. Eu, no entanto, acabei escapando algumas vezes, desafiando as regras impostas pelo conselho. Michael, meu pai, Mia, a anciã, e Nick, o ancião, sempre ficavam furiosos comigo, suas vozes ressoando com autoridade e desaprovação em cada repreensão.' O peso das lembranças parecia pairar sobre ela, envolvendo-a em uma aura de nostalgia e desafio.

Anos depois, minha irmã Bela se apaixonou por um lobisomem, desafiando as tradições arraigadas de nosso clã. O conselho, preso às antigas crenças e preconceitos, a condenou à morte por sua escolha ousada e considerada bárbara. Eu, impulsionada por um misto de amor fraternal e revolta, me levantei contra a sentença injusta. Kate e Arthur, embora também se opusessem, juntaram-se a mim em uma tentativa desesperada de reverter o veredicto cruel. Mas nossos esforços foram em vão diante da inflexibilidade do conselho, composto pelos anciões que, ironicamente, incluíam meu próprio pai entre seus membros. Assim, Bela encontrou seu trágico destino, suas escolhas desencadeando uma guerra iminente entre vampiros e o líder dos lobisomens, o homem que amava minha irmã, numa teia complexa de amor, perda e conflito.

'Após a árdua batalha, desabafei com meu pai sobre minha exaustão em relação ao clã, optando por iniciar minha própria jornada. Adotei o epíteto de "a sangrenta" e, nas sombras, conheci Tereza, dando início à nossa trajetória como vampiras sedutoras. Foi nesse ambiente envolvente que nos deparamos com Jeferson. Impulsionadas por uma transformação interior, decidimos deixar para trás nossas práticas como assassinas e, de forma surpreendente, abraçamos o caminho da virtude. Dessa maneira, de forma inusitada, nossa narrativa adquiriu um tom humorístico, evidenciando o contraste entre o passado sombrio e a inesperada jornada em direção à redenção, transformando-nos em "boazinhas".

Então, em um momento de intensa conexão, testemunhei Alucard fixar seu olhar em Nora, suas palavras ecoando com uma mistura de compaixão e melancolia: "Sua história não é apenas triste, Nora; é um intricado emaranhado de perdas e desgostos. Desde os primeiros dias de sua vida, foi privada da presença materna; sua irmã, condenada pela cruel vontade de seu próprio pai. Tereza, em suas confidências, desvelou o doloroso abandono do clã, mas também aludiu à dolorosa despedida de um amor, um tal Arthur, se não me engano, não é mesmo?"

Nora respondeu com uma melancolia profunda: "Arthur era mais do que um amigo, ele era alguém que cuidava de mim, me protegia das agruras do conselho. Abandonei tudo, inclusive ele. Mia, sua mãe, tornou-se minha guardiã quando a minha já não existia."

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