Paulo estava animado com o encontro. Eu me senti um pouco culpada por perceber agora que a ideia fixa da maternidade fez com que o meu lado mulher e esposa ficassem em segundo plano. Paulo não reclamou, ficou do meu lado. Agora lembro da sua expressão quando recusei comemorar o nosso primeiro aniversário de casamento num jantar romântico. Ele ficou decepcionado, mas guardou para si. Hoje eu iria recompensá-lo. Caprichei no visual.
(imagem retirada da Internet. Seria esse vestido).
Paulo ficou vidrado quando me viu. Chegou perto de mim e sussurrou no meu ouvido.
_ Acho que devemos pular para a sobremesa_ diz com voz rouca, me fazendo arrepiar_ o que me diz?
_ Tentadora a oferta. Mas vamos fazer tudo completo.
A noite foi muito agradável. Comemos a nossa pizza, conversamos rimos muito. Depois Paulo me levou até o mirante. De lá a vista da cidade era magnífica.
Ficamos abraçados até tarde, e mesmo estando em novembro, não estava chovendo e nem fazendo frio. Estava uma noite perfeita. Paulo olhou para mim e toma os meus lábios num beijo apaixonado.
_ Podemos ir agora, mozão _ achei fofo o apelido e pegou_ estou com muita fome de você.
_ Vamos mozão_ imitei-o e ele sorriu.
Fomos para um motel que ainda não conhecia. " Motel Chalet". Era muito linda a suíte. Paulo nem bem fecha a porta e me agarra. Nos beijamos com fome um do outro. Ele foi me beijando para a cama. Eu inverti a posição e o empurrei na cama.
_ Hoje vai comandar?_ pergunta com os olhos brilhando de desejo_ sabe que adoro.
_ Quero você nu. Vou me preparar para você.
_ Adoro essas surpresas suas e começa a tirar a roupa. Vou para o banheiro e coloco a lingerie especial. Mando ele fechar os olhos.
( imagem retirada da Internet)
Ele abriu os olhos ao ouvir a minha voz. E perdeu o fôlego. E eu também, ao vê-lo esparramado na cama nu, com o membro apontando e me chamando.
_ Ah, assim você me mata_ ele diz gaguejando.
Eu pulo em cima dele, obrigando-o a continuar deitado. Abocanho o seu membro com vontade. Engulo até onde aguento e começo o vai e vem. Beijo a glande e dou pequenas mamadas. Ele geme. Me puxa e me joga na cama. Vai tirando a minha lingerie com os dentes. Começa a dar beijos por todo o meu corpo e quando vejo já estou nua. Ele cai de língua e mama com vontade o meu clitóris. Coloca dois dedos dentro de mim e eu sinto o prazer me consumindo. Ele não deixa que a onda esfrie e me coloca para cavalgar nele. Eu saio, monto de novo mas de costas. E juntos chegamos ao ápice.
Ficamos abraçados na cama, esperando os corações acalmarem.
_ Mozão, você é demais.
_ Eu quero te pedir desculpas, Paulo.
_ Por que? Por quase me causar um infarto?
_ Não estou sendo a esposa que você merece. Desde que despertei para a maternidade, a minha mente se ocupou só dessa ideia.
_ Que isso? Eu também quero filhos, mozão.
_ Eu sei. Mas várias vezes recusei a sair e reconheço que fiquei até chata de tanto falar sobre isso.
_ Olha, eu entendo perfeitamente a sua ansiedade. Ainda mais depois de tantas grávidas na família. Mesmo que você não seja invejosa, eu sei que se magoa um pouco. Eu tento ficar do seu lado sempre para te apoiar. A culpa é minha dessa sua ansiedade.
_ Não diga isso. Você não tem culpa de ter nascido estéril. Deus tem outro propósito para nós. Eu quero que saiba de uma coisa. Agradeço o seu apoio e fico feliz por ter você ao meu lado, disposto a ter um filho por adoção.
Eu notei um brilho estranho nos olhos de Paulo. Ele logo mudou de assunto.
_ Vamos ser só nós dois hoje?. Está pronta para uma nova rodada?
_ Claro.
Fomos para s hidromassagem e fizemos amor até a água esfriar. Essa noite Paulo mostrou que eu estava certa. Ele sentia falta de nós dois. E para compensá-lo dediquei o fim de semana a ele. Não saímos. Ficamos nus pela casa e a nossa fome foi saciada.
Domingo a tarde, depois de terminar o planejamento semanal exigido pela escola, chamei Paulo. Precisava conversar com ele.
_ Mozão, tenho que te falar uma coisa muito importante.
_ Sou todo ouvidos. Estávamos abraçados na cama, assistindo filme. Eu desliguei a tv.
Depois de falar tudo, Paulo me olha com seriedade.
_ Bella, eu sei que ser mãe é muito importante. Sabemos que adoções devem seguir os trâmites legais. Já pensou se ela nos entrega o bebê e depois de um mês vem arrependida?
_ Eu sei disso. Eu não dei a resposta a ela. Mas queria consultar um advogado para que ele possa esclarecer se é legal essa declaração.
_ Eu já ouvi sobre isso. Contudo essa prática geralmente é comum em cidades do interior. Aqui em Belo Horizonte não sei se acontece.
_ Nem eu. Mas Bianca parece estar muito consciente sobre isso. Ela não vai ficar com o bebê. Se não for para nós, ela entregará para a adoção. E nós estamos bem longe na fila.
_ Eu não sei se é certo. A fila demora, mas nos garante uma adoção irreversível.
_ Eu sei. Mas nós dois podemos conversar com a Bianca e você poderá dar o seu parecer sobre ela.
_ Vamos fazer o seguinte. Vou marcar com um advogado que é marido de uma cliente minha. Se ele disser que essa declaração é legal e que a mãe biológica não poderá pedir a criança de volta aí conversamos com a Bianca.
Na segunda-feira eu trabalhei no modo automático. Júlia não foi. Paulo me buscou e disse ter marcado comno advogado na manhã seguinte. Eu nem dormi. Mas aproveitei a insônia nos braços de Paulo.
Quando chegamos ao escritório, o doutor Humberto nos recebeu com um sorriso. Ao saber do caso, ele pensou um pouco. Pegou um livro grosso.
_ Bem, vocês estão na fila. Já passaram por duas entrevistas. De acordo com o juizado de Belo Horizonte, São quatro entrevistas. Contudo, não tem como determinar quando ocorrerão. Ainda não foram aprovados. Tem certeza que a mãe biológica quer dar o bebê?
_ El me disse sexta-feira, que se eu não quiser. ela não ficará com o bebê.
_ E por que ela escolheu você?
_ Sou professora da irmã dela que se apegou a mim pois de acordo com Bianca, sou parecida fisicamente com a mãe delas.
_ Ela já sabia que você está na fila de adoção?
_ Não. Eu falei com ela depois de muitas perguntas.
_ Ela tocou no assunto de dinheiro para qualquer coisa?
_ Não. Ela só falou das dificuldades que está passando e que não pode ficar com o bebê.
_ Ela não pode ou não quer?
_ Bem, ela é uma irmã muito boa. Cuida bem das meninas. Mas não se refere ao bebê como filho.
_ E o pai do bebê?
_ Segundo ela, morreu num acidente de moto.
_ Ele queria o bebê?
_ Ela disse que não. Ele queria obrigá-la a fazer um aborto.
_ O pai tem família?
_ Não sei.
_ Ela, segundo você, tem esses parentes distantes que não aceitam o bebê.
_ Sim.
_ Será que você consegue trazê-la aqui para conversarmos?
_ Posso falar com ela. Eu creio que consigo.
_ Então converse com ela. A declaração é válida. Mas a mãe biológica tem que mostrar total disposição a renunciar ao bebê. Senão o juiz não concede. Assim que conseguir a resposta me ligue e marcaremos. Um conselho que dou a vocês é não aceitar de cara a proposta. Primeiro devemos ter amparo legal.
Nos despedimos e fui trabalhar, ansiosa para ver se Julia iria hoje. Foi a primeira aluna que vi na fila. I meu coração acelerou. Será?
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Wilma Marques Machado
Eu pensei nisso também Márcia
2024-02-28
2
Márcia Silva
eu acho que ela vai engravidar, e ele não vai aceitar que é dele, já vi casos assim.
2024-02-25
2