Quando voltamos, fomos direto para a nossa casa. Era muito simples, mas tudo estava perfeito. E ficaria mais linda com as artes e enfeites que trouxe de Salvador. Decidimos por uma casa pequena para acelerar a obra da nossa casa. Foi uma sensação muito boa, ser carregada até a sala. A mãe dele e a minha tinham cuidado para que tudo estivesse arrumado. Tinha até uma faixa muito fofa, com os dizeres bem vindos. Chegamos tarde mas não o suficiente para não estrearmos a nossa cama.
Paulo chegou perto e fomos abraçados até o banheiro. Nós despimos misturando beijos e carícias. Peguei Paulo de surpresa ao me agachar e segurar o seu membro. Olhei nos olhos dele e comecei a lamber e beijar da cabeça até o s@co. Ele arfou. Segurou a minha cabeça e ajudou-me no movimento de vai e vem. Engoli de uma vez e ele gritou. Ele conteve o seu prazer e me puxou. Logo se apossou dos meus seios e mamava com força. Foi fazendo uma trilha de beijos, colocou as minhas pernas em cima dos ombros e fiquei à mercê da sua língua que lambeu a minha intimidade, sugou o meu clitóris. Enfiou o dedo e viu que eu estava totalmente entregue. Colocou o membro na minha entrada e começou as estocadas. Nossas línguas entrelaçadas, ele aumentou o rítmo e gritamos o nome um do outro. Ele ficou comigo no colo, pois sabia que as minhas pernas estavam bambas. Tomamos banho e fomos para a nossa cama. Paulo foi até a geladeira, voltou com um vinho e duas taças. Nós brindamos à nossa vida juntos, com promessas de muito amor. Fizemos amor de forma suave e dormimos abraçados.
No dia seguinte, era domingo. Fomos almoçar com a minha família. Eu trouxe uma lembrança para cada um. Depois do almoço, fomos para a casa da família de Paulo, que se reunia na casa da avó dele que fez questão de me adotar como neta. Eu tinha que tomar a sua benção e chamá-la de Vó Maria. A família do Paulo era muito grande, mas fiz questão de trazer uma lembrança para cada um. Até para o ranzinza do meu sogro. Mas pedi a Paulo que entregasse. Eu apenas o cumprimentava de cabeça, como ele fazia.
Quando saímos resolvemos passar na obra da nossa casa. Estava faltando pouco. Mas a ansiedade era muita. Tiramos uma foto.
A minha licença estava quase acabando e aproveitei o restante para ir trabalhar com Paulo. Ele não trabalhava mais com o pai. Quem saiu perdendo foi o próprio. Pois Paulo era um vendedor talentoso e conseguia sempre ampliar a lista de clientes.
Em maio, acordei meio enjoada, vomitando. A minha menstruação nunca foi regular, mas notei que estava muito atrasada. O meu coração acelerou. Eu comprei o teste de gravidez e fiz. Foi uma eternidade. Mas deu negativo. Sem conseguir reprimir, chorei frustrada. Não tínhamos planejado gravidez agora, mas a ideia de estar grávida aqueceu o meu coração. Paulo chegou e quando me viu chorando, correu e me abraçou.
_ Shiii! O que foi, meu amor?
_ Deu negativo.
_ O que deu negativo?_ Paulo olha para mim sem entender _ não entendi.
_ Achei que estava grávida. Fiz o teste e deu negativo.
_ Ah meu amor. Você não tinha falado que já queria um bebê.
_ E você não quer?
_ Claro que quero. Mas não fique triste. Vamos intensificar as tentativas de fazer um bebê _ ele me olha maliciosamente e me pega no colo. Me coloca na cama e sem esperar tira a minha calcinha e cai de língua. Eu começo a rebolar na sua boca e sinto o prazer me inundar. Paulo abre a calça e me preenche de uma vez. Dá estocadas fortes e o prazer chega para nós dois.
A ideia de ter um bebê tomou conta dos meus pensamentos. E Paulo adorou esses pensamentos. Eu praticamente o estuprava o dia inteiro. Mas não fiquei grávida. Julho também me mostrou que ainda não havia um bebê.
Resolvi ir ao médico. Fiz todos os exames. O médico me acalmou e disse para tentar parar com a fixação de ficar grávida. Isso atrapalha. Paulo viu a minha tristeza e quando os resultados dos meus exames saíram mostraram que não havia nada de errado comigo. Então Paulo foi ao médico e fez os exames. Em agosto, quando recebemos a notícia que ele era estéril, ficamos arrasados. Eu tinha que ir para o estágio da faculdade, mas só sabia chorar. Paulo foi em outros médicos, mas o resultado foi o mesmo. Havia a possibilidade de inseminação. Mas a quantia de cada tentativa era exorbitante. Então resolvemos entrar na fila da adoção. Eu sabia que era muito demorado, mas queria bebê. Foi a única exigência minha. E tentei focar em outras coisas para o tempo correr rápido. Mas foi um período difícil. Comemoramos um ano de casados num jantar simples que eu mesma preparei. Não estava me sentindo disposta a sair. Os meses se arrastaram. Passamos por duas entrevistas. Sempre saía frustrada.
No início de novembro, cheguei à casa da minha mãe e a minha cunhada Angela estava meio tímida. Estranhei, pois ela é muito divertida. A minha mãe me falou com jeitinho que ela estava grávida do segundo filho. Eu a abracei feliz.
_ Parabéns. Que bom. Mais um sobrinho.
_ Não ficou chateada, Bella?
_ Por que ficaria?
_ Bem, eu fiquei com medo de você pensar que fiz para te afrontar.
_ Que isso, Ângela. Você me conhece. Eu não sou assim. Os meus sobrinhos são como filhos.
_ Eu sei. Você é a madrinha do Lucas. E não tem melhor madrinha que você.
Eu estava trabalhando numa escola de periferia. Era uma escola muito carente. E uma aluna se apegou à mim de tal forma que ela chorava todos os dias na saída. Tive que chamar a mãe dela. Ela era muito jovem. Não era a mãe biológica. Era irmã. A mãe delas morreu ao dar a luz para a irmãzinha caçula, Ana, um ano atrás. E ela se apegou a mim, porque eu parecia com a mãe. A irmã ficou com. a guarda das duas. Era muito jovem e para piorar, estava grávida.
_ Desculpe professora. Júlia adora a senhora. Ela faz desenhos seus e na cabeça dela acho que a tem como a nossa mãe.
_ Não precisa se desculpar, Bianca. Eu adoro a Júlia. Só estranhei o comportamento dela. Você sabe que temos o dever de cuidar das crianças.
_ Professora, a senhora é casada?
_ Sim, eu sou.
_ A senhora tem filhos?
Senti um nó na garganta e precisei ser forte para responder.
_ Não tenho.
_ Mas a senhora quer ter filhos?
_ Sim, Bianca. Mas é um pouco complicado.
_ Entendo. A senhora não quer ter filhos agora?
_ Vou te falar porque eu não tenho motivos para esconder. O meu marido é estéril. Estamos na fila da adoção.
_ Sinto muito. Eu não quero ser enxerida. É que Júlia se apegou tanto a senhora que me senti um pouco fracassada. Acho que não estou fazendo o que ela precisa.
_ Não diga isso. Júlia é muito bem cuidada. É inteligente e amorosa. Mostra que você está fazendo o certo.
_ É muito difícil sabe. Eu amo as minhas irmãs. Mas é só eu para cuidar delas.
_ Você não tem pai?
_ Ele morreu um mês depois da minha mãe. Não se conformava com a perda e bebeu demais. Morreu num acidente de carro.
_ E o pai do seu bebê?
_ É muito difícil falar sobre isso. Mas a senhora se abriu para mim e confio na sua discrição. Eu fui muito idiota e a única vez que resolvi beber, para esquecer a tristeza da perda dos meus pais, o cretino do meu namorado se aproveitou. Fiquei grávida. Ele claro, não queria assumir e fez de tudo para que eu fizesse um aborto. Mas eu sou contra e disse que ele podia ir para o inferno. E Deus me ouviu. Ele morreu dois meses depois, numa corrida de moto.
_ Sinto muito Bianca. Você é muito jovem para tanto sofrimento. Mas é muito corajosa.
_ Posso te perguntar uma coisa?
_ Claro que sim.
_ Quer ser a mãe do bebê?
Eu olhei para ela e paralisei. Por essa eu não esperava.
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Atualizado até capítulo 71
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