Assim que me formei, a expectativa era a minha pior aliada. Ao assumir uma turma vi diante de mim inúmeros desafios que me colocavam no limite, fazendo com que eu me fizesse muitos questionamentos se era realmente uma boa escolha. A realidade de uma escola pública, em um bairro onde se não todas, a grande maioria dos alunos, era carente de tudo. As crianças eram rebeldes, a maioria não tinha acompanhamento familiar e as condições precárias dos recursos didáticos fizeram com que muitas vezes eu pensasse em desistir. Mas o exemplo da minha mãe vivia em mim, e corri atrás de recursos que me deram um suporte. Aos poucos fui conquistando a confiança dos alunos e entendi que a prática é muito diferente da teoria, mas que podem ser aplicadas de forma coerente e eficaz.
(foto ilustrativa retirada da Internet)
A minha jornada não era fácil. Levantava às quatro horas da manhã para conseguir chegar a tempo na escola, já que esta ficava na grande região metropolitana de Belo Horizonte, exatamente em Ribeirão das Neves. Eu trabalhava o dia inteiro é a noite fazia o cursinho. Mas ao receber a notícia que tinha passado para a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) eu me senti recompensada.
Apesar de uma rotina exaustiva, eu amava a tudo o que fazia. Eu fazia parte do grupo de jovens da Igreja Católica e o meu primeiro namorado apareceu. Era um rapaz incrível, mas ele queria assumir um compromisso sério porque recebeu uma proposta de emprego em Roraima. Eu disse que não estava pronta para casamento. Por um tempo fiquei triste, mas os meus amigos não permitiram que a minha tristeza durasse.
Eu trabalhava ainda e Ribeirão das Neves . Mesmo a distância sendo um entrave, eu era apaixonada pelos meus alunos. E era muito querida na escola. A diretora me encarregou de cuidar do suprimento de doces e guloseimas para vender na merenda. Sempre era um senhor velho, até divertido que atendia a nossa escola. Mas esse dia foi um homem jovem, muito bonito e com um sorriso cativante.
_ Bom dia, eu posso ajudar-lhe ?_pergunto gaguejando, vício adquirido quando fico nervosa.
_ Oi , eu sou o Paulo. Vim trazer trazer os doces.
_ Desculpe. Mas já temos o nosso fornecedor de doces.
_ Sim. Ele é o meu pai. A partir de hoje. eu atenderei a rota dele.
_ Aconteceu algo com o senhor Tomás?
_ Não. Ele vai abrir outra rota. Aí me deixou essa.
_ Ah sim. Bom, ele te deu uma prévia do que a gente compra?
_ Sim. Eu separei. Mas temos novidades e elas estão fazendo um sucesso.
_ Então me mostre, senhor Paulo.
_ Ah não. Só Paulo. E você não me disse o seu nome.
_ É mesmo. Deixe-me ver. se achar compensatório, talvez eu diga.
Ela acabou comprando três guloseimas a mais. Mas o seu tempo ali terminou. Ela se desculpou e saiu, indo direto para a sua turma. Paulo ficou frustado. Ele não perdia a chance com nenhuma mulher linda. E ela era linda. Mas ele voltaria.
O doceiro passava na escola quinzenalmente. Paulo chegou ansiosamente e quando a viu, foi melhor ainda. Ela tinha o corpo de uma deusa. a camiseta branca comportada. com uma saia jeans um pouco acima dos joelhos, mas que deixavam a imaginação voar.
_ Bom dia Paulo. Hoje estou com um pouco de pressa, como você já sabe o que peço, pode deixar aí na sala da diretoria e ela mesma irá acertar com você. Eu tenho que aplicar provas hoje.
_ Tudo bem. Espere_ correu e deu a ela um chocolate _ pra adoçar o seu dia.
Isabella agradeceu e Paulo ficou esperando a diretora. Emília chegou logo depois e acertou tudo com ela. Paulo queria saber detalhes da professora linda. Mas não queria dar bandeira. Fez inúmeros rodeios, e para a sua sorte, logo veio uma aluna entregar o diário de classe.
_ Obrigado Roberta. Diga à sua professora que ela deve guardar os doces.
_ Ela disse senhora, que o doceiro atrasou e nós temos provas. Ela não podia esperar.
_ Então diga a Isabella que eu a perdôo.
_ Então você se atrasou?
_ Desculpe Emília. O carro não colaborou. A professora se chama Izabella?
_ Sim. Ela é uma excelente professora.
_ É muito bonita também. Ela tem namorado?
_ Não. Mas não se empolgue. Ela é exigente. Você não faz o tipo dela.
_ Como você sabe?
_ Eu sou amiga dela. E você, apesar de bonito é problema.
_ Por que?
_ Idade. Você parece um playboy.
_ Mas eu não sou. Trabalho.
_ Mas é o que parece.
_ Já ouviu o ditado que as aparências enganam?
_ Sim. Também já ouvi que não se deve julgar o conteúdo de um livro pela capa. Enfim, só sei que você não é o tipo de homem que entra no radar dela.
_ Isso não impede que eu tente.
Paulo sabia exatamente o que fazer. Esperou a aula terminar. Quando viu Izabella sair e encaminhar-se para o ponto de ônibus, deu a partida no carro para oferecer a ela uma carona. Para o seu azar, o carro não quis colaborar e Izabella entrou no ônibus.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Erlete Rodrigues
vamos continuar
2025-01-27
1
Silvia Regina Da Silva
Ela casou com 15 anos
2024-03-18
2
Ritinha Cacia
nem eu não entendi nada
2024-02-29
2