MAYA...
Estou num avião, sobrevoando o céu a mais de 800km/h, numa distância de mais de 10 mil metros do chão, faz mais de 10 horas. Estou completamente dormente, pois nunca fiz uma viagem tão longa.
O meu pescoço está duro e dolorido. A minha cabeça parece que vai explodir, e o meu estômago... Já viu dias melhores, ainda bem que os meus heróis falaram com a atendente do aeroporto do Rio de Janeiro e solicitaram um auxiliar tradutor para mim, pois não entendo uma única palavra do português.
Depois do que pareceu uma eternidade sentada dentro dessa coisa que chamam de avião, que sério, gente... Alguém me explica como essa coisa que pesa toneladas consegue voar e uma galinha que pesa no máximo cinco quilos, não? Juro que estou pensativa desde que entrei nele.
Pousamos, assim que cruzei o portão de desembarque, procurei alguém que tivesse o meu nome numa placa, pois foi assim que disseram que iriam se identificar, e encontrei uma moça muito bem vestida, segurando o meu nome, sorri e fui até ela.
— Bem-vinda ao Brasil — ela falou em inglês.
— Muito obrigada!
— Eu me chamo Beatriz, vou estar te ajudando por uns dias, por conta do idioma, tudo bem?
— Claro!
Sigo ela, depois de pegar as minhas duas malas, seguimos até o estacionamento, onde ela vai até um carro simples, parecido com o do George, ela coloca as minhas malas no porta malas e segue para o banco do motorista, eu me sento ao lado dela.
— Já tem algum hotel reservado?
— Ainda não, mas eu recebi algumas indicações...
Ela sorri para mim e pede que eu coloque o nome do que eu escolhi, no GPS, assim que coloco, ela começa a dirigir, vou observando tudo ao redor, as ruas, as pessoas caminhando, avisto também a praia, perto do hotel, isso foi uma das coisas que mais me chamou a atenção. Pois, lá não tem praias, não como essa.
Paramos em frente ao hotel, e a fachada elegante me fez brilhar os olhos, descemos e mais uma vez ela me ajuda com as malas, entramos e fomos direto para a recepção, ela pelo visto vem bastante nesse hotel, deixar turistas, pois chegou falando, ao que me pareceu, bastante íntima e alegre com a moça do outro lado do balcão.
— Cris...
— Bia, Bia... Já chegou a bagunceira — não faço ideia do que elas falaram — estrangeira? — a tal Cris fala.
— Francesa, Maya D'aramtiz.
— Is a pleasure... (é um prazer)
— Welcome darling. Do you want a fixed room with a lodging expiration date or open lodging? (Seja bem vinda, querida. Quer quarto fixo com prazo de validade ou hospedagem aberta?)
— Valid for 20 days... (validade de 20 dias)
A moça faz o meu check-in, e me entrega a chave do quarto, fica no décimo andar, subi e assim que entrei, me deparei com uma vista incrível do mar. Deixei as malas perto da cama e fui até a varanda, era tudo tão azul, a água se estendia por vários milhares de quilômetros, brilhando com o sol escaldante do fim de outubro.
Olho o meu celular, está quase descarregado, olho a hora, eram quatro da tarde, abro o grupo da família e ligo para os meus seis amores, o meu pai é o primeiro a atender.
— Meninos, pai, a Maya está ligando, atendam! Já!
Fico rindo enquanto os outros não entram na ligação, assim que vejo o rosto de todos eles, abro um sorriso ainda maior.
— Como foi o vôo, princesa? — o meu avô pergunta o que todos abriram a boca para falar.
— Foi assustador... E solitário. Não ter nenhum de vocês aqui me deixa triste... Mas ocorreu tudo bem no vôo, nada de turbulências...
— Recebeu algum auxiliar tradutor aí? — o Martin pergunta.
— Sim, é uma moça, Beatriz. Gostei dela, bem simpática. Ela me trouxe até o hotel, e olhem — vou até a sacada, viro a câmera e mostro a vista — olha que vista linda...
— É realmente linda... — Juan, mesmo querendo se manter neutro, fala.
— Já estou com saudade de vocês... Mas resolveram me tirar das suas vidas por 20 dias — falo fazendo biquinho, o que arranca risos deles — obrigada... Sério... Vocês não fazem ideia do que esse presente foi importante para mim.
— Sabemos sim, princesa. Por isso demos ele a você. Agora aproveite cada dia aí intensamente, sem se preocupar com a gente aqui, nós vamos sobreviver por 20 dias, sem você... — o George fala tentando convencer a si mesmo.
Ficamos conversando mais alguns minutos e aos poucos eles começaram desligar, o George foi o último que ficou na linha, me sentei na cama olhando para a imagem dele na tela.
— Estou com medo do que vou encarar aqui...
— Por que diz isso?
— Algo me diz que eu vou passar por uma reviravolta imensa... — toco a medalhinha com as fotos e nomes da minha mãe e avó — me manda notícias daí todos os dias? O vovô está um pouco mal...
— Aviso sim. Mas não se preocupa com o vovô, ele tem uma saúde de ferro. Se cuida irmãzinha, sabe que é a nossa joia preciosa, todos nós te amamos muito, tudo o que mais queremos é ver você feliz.
— Eu sei, George... Eu também amo vocês mais que tudo nesse mundo.
Ele sorri para mim, e tudo o que eu mais queria agora, era estar deitada no peito dele. Sempre dormimos juntos, principalmente quando estou de tpm, pois ele me ajuda com as cólicas, de todos os meus irmãos, o George é o mais próximo de mim.
Desligamos depois de um bom tempo, então resolvi ir tomar um banho e sair um pouco para conhecer o hotel, quem sabe eu não desse um passeio pela praia, já que ainda era fim de tarde e o hotel era a beira do mar…
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Jaildes Damasceno
Passeia Máya vá lá conhecer a praia e de quebra o seu amor e futuro esposo
2025-03-04
1
Vilma Alice
Na minha família são 7 irmãos e só eu de mulher.
2025-02-10
1
Vilma Pereira
os irmãos que gostaria de ter.
2025-02-21
1