Fernanda narrando
Faz uma semana que estamos sem o meu paizinho, ele está fazendo tanta falta, todos os dias eu choro ao lembrar do meu pai, ele era o meu herói, e pensar nos momentos bons que eu tive ao lado dele, faz o meu coração se despedaçar por saber que nunca mais vou vê-lo aqui, como eu queria que isso fosse só um pesadelo, eu queria tanto poder abraçar o meu pai mais uma vez, agora só me resta saudades e dor na minha alma, a pior notícia foi quando a minha mãe disse que não poderíamos enterrá-lo, pois o Terror mesmo disse que picotou o meu pai vivo e queimou os pedaços do corpo dele, eu entrei em pânico e chorei como nunca havia chorado antes, eu sentir uma forte pressão na cabeça e o meu coração palpitou acelerado, quando os médicos entraram na sala para aferir a minha pressão, eles se assustaram por estar muito alta, minha mãe, meu irmão, e a Melissa pensaram que eu fosse morrer naquele momento, mas os médicos me sedaram fazendo eu me acalmar e logo em seguida pegar no mais profundo sono, eu me pergunto até agora o porquê os médicos entraram naquela sala, eu preferia morrer do que conviver com essa dor de ter perdido o meu pai de uma forma tão cruel, eu estou fingindo ser forte pela minha mãe e o meu irmão, mas por dentro a minha alma está dilacerada, eu me sinto destruída por completo, infelizmente eu tenho que conviver com essa maldita dor, um dia eu espero ver o Terror e todo aqueles homens pagarem por tudo, muitas vidas inocente foram tiradas da pior maneira, e uma dessas foi a do meu paizinho.
Três dias depois eu recebi alta, minha perna estava bem melhor, os pontos já estavam secando aos poucos, a Mel me acolheu na sua casa junto com a minha mãe e o meu irmão, o irmão dela também é uma ótima pessoa, eu não conhecia o Jota, pensei que ele fosse arrogante por trabalhar no tráfico, mas pelo contrário, ele também ajudou a Mel à cuidar de nós e tem sido uma pessoa muito legal para nós.
Eu já não aguentava mais ficar deitada esperando eles colocarem as coisas em casa para comermos, então mesmo a Mel não querendo, eu sair à procura de emprego aqui mesmo no morro, nunca fui de ficar parada dependendo dos outros, e agora mais do que nunca eu precisava de um emprego, pois além de estar na casa da minha amiga, tem a minha mãe e o meu irmão, não seria justo ficarmos só esperando por eles, daí então sai perguntando em todos os comércios se estavam precisando de alguém para trabalhar, em todos eu ganhei um " Não " como resposta, mesmo assim não desisti, continuei procurando, até que o Duca, dono de um bar aqui do morro me aceitou para ser sua nova funcionária, mesmo não estando com a perna cem por cento eu me animei, ele disse que eu começaria na quarta, pois uma menina que trabalhava com ele estava faltando muito, e quando ela fosse na quarta-feira que ele iria demiti-la e era para eu estar lá no bar a partir das sete da noite.
Hoje estou aqui trabalhando, o Duca já avisou que o bar só vai fechar de madrugada, pois os bandidos quando vem para cá ver jogo só saem quando acabam com as bebidas, assim que cheguei algumas meninas me olharam de cara feia, todas elas estavam quase nuas, aposto que essas são as marmitas dos bandidos, por fim, eu não dei bola e fui diretamente falar com o Duca, ele me passou algumas instruções e me apresentou o André, o menino que também trabalha aqui, fui fazendo exatamente como eles mandavam, até que inesperadamente o André me pediu para servir a mesa cinco, eu claro que aceitei na hora, afinal esse é o meu trabalho, peguei os petiscos que o cliente pediu, e coloquei numa bandeja, ao sair da cozinha e passar pelo balcão eu vi todos os homens me olhando, me senti sem jeito, continuei caminhando sobre o olhar de todo mundo e parei em frente à mesa que havia feito o pedido, um homem estava abaixado perto da mesa, tinha um menino bonito e uma garota quase pelada no colo dele, os dois me olharam mais não falaram nada, assim que o homem levantou a cabeça, eu pude ver que não era qualquer homem, e sim o Ceifador, dono de todo esse morro, eu olhei seriamente para ele e coloquei a bandeja na mesa sem dizer uma só palavra com ele, após isso eu saí de perto deles e entrei para o bar, eu estava na cozinha ajudando o André, quando o Duca me chamou, eu me aproximei da pequena porta que divide a cozinha e o balcão, e perguntei.
Fernanda : Me chamou seu Duca ? - Perguntei pois não tinha certeza.
Duca : Chamei sim menina, tem alguém que precisa falar com você - Ele respondeu olhando para outra direção.
Fernanda : Só um momento seu Duca, já vou sair - Pedi para ele esperar.
Voltei para perto do André e disse.
Fernanda : Você consegue segurar aqui rapidinho ? Eu preciso sair, tem alguém querendo falar comigo - Perguntei antes de sair.
André : Tá tranquilo gata, vai lá, eu me viro aqui muito bem - Ele disse e sorriu simpático.
Fernanda : Obrigada, já volto - Disse e caminhei saindo da cozinha.
O Duca me olhou e piscou como se quisesse dizer para eu não me preocupar, dei a volta pelo balcão e saí de dentro do bar, fui até o lado de fora olhando para os lados, o menino que estava na mesa com o Ceifador fez sinal me chamando, eu fui até a mesa, e ele disse.
VN : Meu mano pediu pra tu ir ali - Ele apontou para esquina.
Eu franzi o cenho, e neguei, logo em seguida respondi.
Fernanda : É claro que eu não vou, fala para o seu amigo que eu não sou quem ele está pensando - Disse e dei as costas para voltar ao trabalho.
Antes que eu pudesse caminhar, ouvir o menino dizer.
VN : Acho melhor tu ir lá ver oque ele quer, pode confiar que o meu mano é gente boa, mas só com quem obedece - Ele disse e eu me virei ficando de frente para ele.
Fernanda : Olha amigo, eu não conheço nada por aqui, estou em horário de trabalho, não posso ir, só avisa isso para ele - Eu falei o mais calma possível.
Me afastei sem olhar para trás e entrei novamente no bar, eu jamais daria confiança para um homem que vive nesse mundo de crueldade, me aproximei do André e ajudei a lavar as louças, depois de um tempo eu fiquei sozinha na cozinha, o André tinha saído para servir as mesas, eu estava de costas para a porta fritando as batatas para ele servir, quando ouvir uma voz grossa dizer.
Ceifador : Você vem comigo agora .
Eu me assustei por estar distraída, ao me virar para olhar, eu vi aquela muralha de músculos me encarando fixamente, senti meu coração disparar, mas acabei respondendo por impulso.
Fernanda : Eu não vou para lugar nenhum, quem você pensa que é ? - Perguntei o óbvio.
E no mesmo instante eu me arrependi, ele veio em minha direção feito um furacão, eu fechei os olhos esperando que ele fosse me bater, mas ao passar alguns segundos, e ver que nada aconteceu, eu tomei coragem e abri os olhos para olhá-lo, ele bufava de raiva enquanto me encarava com o olhar frio, parecia se controlar para não me agredir, em um gesto rápido ele me pegou pelo braço não com tanta força, e olhou dentro dos meus olhos respondendo.
Ceifador : Eu sou o Dono dessa porrä toda, e você vai vim comigo por bem ou por mal - Os olhos dele estavam vermelhos.
ME SIGAM NO INSTAGRAM : AUTORA_ANDRESSA_ABS 🫶
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 84
Comments
Jucileide Gonçalves
Todo bravinho depois vira cordeirinho kkkk
2024-11-21
1
Maryan Carla Matos Pinto
muito bravinho com ela
2025-03-27
0
raiana melo
um Pitbull raivoso que logo vai virar um gatinho na mão da Amada dele
2024-12-16
3