Agora a situação já desesperadora se deteriorou ainda mais.
Subaru estremeceu diante do olhar hipnotizador de Sirius.
A louca não deu a mínima atenção ao calor abrasador que assolava seu rosto em volta das bandagens. Em vez disso, ela encarava Subaru com o brilho nos olhos,
Subaru: Querido... Petelgeuse?
Esse era o nome que pertencia ao louco que Subaru esperava nunca mais ouvir.
Embora ele tenha pensado que havia a possibilidade de Sirius o reconhecer, Subaru quis refutar esse pensamento imediatamente.
Ele estava relutante em considerar seriamente que poderia existir algum vínculo entre o lunático do Petelgeuse com a louca da Sirius.
Ele não queria imaginar a união de um casal tão detestável quanto esse.
Subaru: Um casal desses onde os dois são Arcebispos do Pecado é ridiculamente desastroso... embora eu ache que ele escolheria uma noiva assim.
Sem surpresas, o Culto da Bruxa não tinha um único membro normal.
Havia o hipócrita Petelgeuse; Sirius que impôs seu amor sem consentimento do outro, e Regulus que tratou o amor como destino superficial - eram todos escória.
Subaru: É de se esperar, já que ambos os seus nomes são semelhantes. Todos terminam com 's'?
Subaru enterrou sua breve agitação em pensamentos triviais e sem sentido.
No momento, Subaru sentiu como se tivesse encontrado algo muito errado nessa situação toda, embora ele soubesse identificar o que era, por mais que ele tentasse desvendar, ele não conseguia.
Sirius: Por favor, não fique tão calado, Petelgeuse. Você é uma pessoa tão mesquinha! Veja só, você já está agindo com aquela atitude fria de sempre. Isso me deixa ansiosa...
Sirius inconsciente da causa do silêncio do Subaru, fez sua própria interpretação enquanto mantinha as mãos no rosto e a cintura girando para frente e para trás. A cena de pesadelo se espalhou quando a multidão ao redor de Sirius imitou sua estranha e ilusória expressão de afeto.
Regulus: Realmente eu não posso e nem consigo mais lidar com você. Embora o truque dele tenha dado a você uma certa esperança, ainda é bastante trágico. A conexão correta do destino deve unir, não importa que tipo de obstáculo seja imposto. É a mesma relação entre mim e minhas esposas. No entanto, uma separação entre a vida e a morte mesmo antes que um resultado floresça, não é só certamente triste, mas também bem desagradável.
Sirius: Sim, sim, com certeza, obrigado. Mas agora se me der licença, estou ocupada. Você sabe, não é? A compreensão mútua é importante. Você concluiu seu objetivo, então poderia sair o mais rápido possível? Afinal, eu também tenho meus próprios assuntos particulares.
Regulus: De fato, meu propósito de encontrar minha noiva foi concluído...
A loucura de Sirius deu lugar à racionalidade, e Regulus ignorou essa implicação enquanto olhava para Emilia, ainda em seus braços. Então ele se virou para Subaru.
Regulus: Mas quem quer matar a mim e a minha noiva, e que foi irritante desde o começo, ainda não me permitiu a vingança adequada levando em consideração os meus direitos. Não gosto de tomar uma iniciativa violenta, mas nesse caso seria apenas uma vingança justa. Sim, isso mesmo, isso é um ato de justiça. Embora eu pudesse aguentar tudo isso e partir, eu estaria desfavorecendo a legitimidade. Ou seja, se eu ignorasse seria uma perda de justiça.
Subaru: Não me venha com esse tom de pensamentos supérfluo. Obviamente, você não gosta de mim, por isso quer me matar. Não justifique isso com alguma doutrina desagradável como lixo.
Regulus: Na verdade, ser respondido é uma surpresa. Falar como se eu estivesse enganado é ainda mais surpreendente. Você é o tipo de pessoa que discorda de seus oponentes e da opinião alheia? Se for esse o caso, a única coisa que posso dizer é que você é pequeno e superficial. Acho que esse tipo de pessoa, que não consegue ouvir as palavras dos outros com sinceridade, um dia vai receber o que merece, não acha?
Subaru: Você tem o direito de dizer isso?
Os olhos de Regulus se arregalaram como se estivesse surpreso.
Talvez ele fosse sincero, convencido de que seu discurso fosse certo e justificado. Não, ele estava absolutamente convencido. Caso contrário, ele não seria digno para liderar aquele culto anormal.
As conversas lógicas eram apenas ilusões. Embora eles falassem a língua humana, eram criaturas que pertenciam a uma crença estranha e desfuncional.
Ignorar isso é se deixar levar pelas palavras amargas.
Diante de todo esse papo hipócrita de Regulus, Subaru permaneceu calado. Não valia à pena dizer que ele estava sendo injusto, agora mesmo.
Regulus: Sirius, você parece ter excluído ele de sua esfera de poder, por quê?
Em vez de enfrentar o silencioso Subaru, Regulus dirigiu a conversa para Sirius.
Franzindo o cenho para o que ele acabara de dizer, Subaru percebeu que o medo que perseguia seu corpo havia desaparecido.
O fato de Beatrice ainda tremer em suas costas queria dizer que eles ainda estavam dentro da esfera da influência dos Sentimentos e da autoridade de Sirius.
Somente Subaru havia sido poupado da Autoridade do monstro, e isso foi porque...
Sirius: Isso não é óbvio? Ele é a pessoa que eu estive procurando, então se eu continuar compartilhando meus sentimentos, eles serão transmitidos por engano através dessas pessoas.
Regulus: Não me dê esse olhar tímido, é realmente assustador. Se você gosta tanto dele devia transmitir o que realmente sente. Eu realmente não te entendo.
Sirius: Você não acha que permitir que esses sentimentos inexplicáveis que não podem ser expressos com palavras sejam sentidos dessa maneira é insípido? Até o fim, até me tornar apenas um com ele, selarei esse sentimento dentro de mim. Eu já decidi isso. Sim. Pelo amor.
Regulus: Por causa dessa desonestidade, seus sentimentos importantes nunca chegaram até ele, sabia? De qualquer forma você, Sirius Romanée-Conti só pode sentir os sentimentos dele através das lembranças, é o seu legado. Mas... você não acha que usar o sobrenome de alguém que já se foi não é nojento? Ele já está morto, então não importa mais.
Sirius: Eu sou apaixonada por essa pessoa!
Ouvindo o discurso surpreso de Regulus, Sirius explodiu.
Agarrou os cabelos enquanto gritava com ele, e salivas voaram de sua boca pelos ares.
Sirius: Afinal, sempre que eu o encarava, ele olhava nos meus olhos. Quando eu toquei-o, ele não me repreendeu, quando eu falei com ele, deu-me atenção. Eu poderia livremente emprestar as coisas dele! Ele me deu a honra de queimar a meia-bruxa. Ele me deu meu nome! Ele sorriu por mim! Só para mim, apenas para mim, sópramimsópramimsópramim!
Sua respiração ficou clara e pesada, enquanto derramava lágrimas de amor não correspondido.
Aqui, ela quis deixar bem claro.
A existência de Sirius era de um amor puro, obscuro e distorcido.
Regulus: Ah, opa... Lidar com convicções subjetivas tão fortes é complicado.
Dando de ombros, Regulus falou como se esperasse uma concordância de Subaru.
Subaru mentalmente respondeu com um "você tem mesmo o direito de dizer isso?".
Enfrentando os dois cultistas, Subaru não viu nenhuma luz que fosse de esperança e que pudesse o ajudar a quebrar o impasse. Ao invés disso, a situação havia piorado devido à interferência de Sirius.
Mesmo que Subaru tivesse se afastado do seu medo compartilhado, não adiantaria, e não haveria melhora em seu poder de combate. Ele já havia esgotado seu corpo usando a Invisible Providence.
Obviamente, sua única vantagem seria Beatrice, mas agora ela estava presa em uma situação desfavorável, tomada pelo terror compartilhado.
Subaru não tinha escolha a não ser manter a situação ao seu favor, principalmente manter os dois cultistas distraídos enquanto ele pensava em como reagir. Então, pelo menos, apenas enfrentar Regulus facilitaria.
Subaru: Ei, Sirius.
Sirius: Sim, qual é o problema, meu querido?
Sirius respondeu imediatamente seu chamado, embora isso tenha espantado Subaru,
Subaru: Tenho algo importante a tratar com Regulus, então será que você pode esperar pacientemente, por favor?
Sirius: Você... quer que eu espere?
Usar o mal-entendido de Sirius poderia dar a Subaru uma chance de vitória.
Sirius havia confundido Subaru com Petelgeuse por causa da Providência invisível, que lembrava a Autoridade das Mãos Invisíveis da Preguiça.
Petelgeuse foi um espírito. Se ele ainda estivesse vivo, era inteiramente possível que ele possuísse Subaru como seu próximo anfitrião.
Embora que, até o momento, Subaru não tenha despertado nenhuma ligação interna com Sirius, a qual em seu estado normal não percebeu o problema.
Tendo isso em mente, Subaru queria quebrar esse impasse, e para isso, a resposta foi
Sirius: Desculpe, eu não posso mais esperar. Por favor, me deixe recusar, mesmo que seja importante para você...
Sirius impiedosamente rejeitou seu pedido.
Vendo o olhar desapontado de Subaru, Sirius baixou a cabeça.
Sirius: Claro que eu adoraria cumprir com seu desejo. Mas eu sei que enquanto eu espero, você se afastará de mim enquanto lhe estico a mão. Eu conheço você. Afinal, estamos juntos há tanto tempo, sei que se esforçará sozinho para conseguir o que quer e...
Com toda a honestidade, Subaru não pôde deixar de sentir uma admiração sincera por seu amor.
Ainda assim, Sirius tinha uma visão bem distorcida da natureza trabalhadora de Petelgeuse. Afinal, o culto da bruxa só fazia o mal e prejudicava todos ao redor, esse era o significado de sua existência.
Sirius: Depois de tanto tempo, finalmente, finalmente nos reencontramos! Faz mais de um ano desde a última vez que nos encontramos. E mesmo depois de tanto tempo... você me pede para esperar? Eu não quero... não posso! E agora, você tem um espírito com você que eu nunca vi antes! Onde você a encontrou? O que exatamente é atraente nela? Ela é pequena, tem um rosto arrogante e não tem peito e nem bunda! É porque ela é um espírito?! Só porque você é um espírito, sua amada também precisa ser um? O tempo que passamos juntos não significou nada? Eu vou te queimar!
O discurso tomou um rumo esquisito e perverso. A multidão que a pouco estava fervendo de paixão, agora chorava sangue com raiva desenfreada enquanto seus olhos brilhavam em um frenesi.
Sirius: É por isso que você precisa lidar com Regulus? Por causa da meia-bruxa nos seus braços? Aquele meio monstro de cabelos prateados?! Pare de ser imparcial com ela! Você deveria ter entendido há muito tempo que se você revivesse aquela bruxa imunda, desprezível, repugnante e odiosa... eu a queimaria diante de seus olhos!
Subaru: Você... é realmente incompreensível.
A louca deu gritos de ódio e sangue e demonstrou seu descontentamento em relação a Emilia e a Bruxa da Inveja.
Mas afinal, o objetivo do Culto da Bruxa não era a ressurreição da Bruxa da Inveja? Subaru não entendeu a aversão de Sirius por ela.
Agora, o impasse entre os três ressurgiu.
Regulus planejava matar Subaru e Sirius.
E Sirius se defenderia de Regulus e protegeria Subaru.
Subaru queria resgatar Emilia de Regulus, e salvar Tina das garras de Sirius, e se possível matar os dois Arcebispos ali mesmo.
No entanto, a situação que se seguia era muito dura.
Procurando por uma solução que Subaru não era capaz de alcançar, sua testa começou a gotejar suor.
Esse tinha sido o maior loop até o momento, após retornar através da morte, seguido pela aparição de Sirius e a estréia de Regulus, Subaru não tinha muitas opções no momento.
Durante esse período, apesar de Subaru ter conseguido informações úteis, nada além de coisas ruins aconteceram.
Subaru: Beako...
Beatrice: Você pode tentar qualquer um deles, de fato.
De trás de suas costas veio a voz de apoio de sua companheira. E diante dessa resposta Subaru tomou uma decisão naquele momento.
Regulus: Oh.
Sirius: Huh?
Repentinamente, naquele mesmo instante, Regulus e Sirius mudaram de atitude.
Em uníssono os dois tiraram de seus casacos um livro de capa preta.
Subaru: Isso é...
Ao botar os olhos nos livros, Subaru não teve dúvidas. Era o livro que decidia o destino de seus respectivos donos, o livro que o Culto da Bruxa obedecia acima de tudo: O Evangelho.
Ignorando Subaru, que havia ficado em estado de alerta novamente, os dois Arcebispos abriram seus evangelhos e leram os manuscritos.
E embora o tempo deles fossem o mesmo, suas expressões variaram entre si.
Regulus: Presumo que o conteúdo é o mesmo para nós dois, certo, Sirius?
Sirius: Cale a boca, Regulus. Por que... por que justo agora? Quando eu finalmente o encontrei...
Regulus exibiu um sorriso leve, e Sirius cerrou os dentes em frustração. Mesmo que o predador e a louca tivessem sentimentos opostos, suas vontades eram unificadas.
Os dois então encararam Subaru.
Regulus: Desculpe, mas meu tempo livre com você terminou. Você deveria agradecer ao evangelho... Não, não a ele, a mim, que sigo fielmente o Evangelho.
Subaru: Agradeço sua fé e misericórdia... Mas do que você está falando?
Regulus: É exatamente isso que ouviu, foi nos dado um tempo livre... isso até conseguirmos fazer o que deve ser feito. Eu levei um tempo significativo para recrutar minha esposa.
Sirius: Eu me sinto incompleta... Justo agora... Eu não deveria ser submetida a esse tratamento. É muito cruel. Estou sendo levada pela tristeza.
Regulus falou com compostura, enquanto Sirius expressava à força sua tristeza. A multidão desabou e Beatrice cessou as lágrimas. Somente Regulus e Subaru permaneceram na mesma situação inalterados.
Regulus: Desculpe, mas o seu amor superficial não toca o meu eu complexo e completo. No máximo isso me faz sentir nojo e pena.
Com uma voz desdenhosa, Regulus, com Emilia ainda nos braços, virou as costas para Subaru.
Subaru: Pare seu bastardo! Deixe ela! Caso contrário eu...
Regulus: Eu considerei essa reação.
Regulus parou e apenas virou a cabeça para sorrir.
Recebendo esse sorriso, Subaru engolindo em seco e sentiu como se uma lâmina roçasse sua espinha.
Regulus: Eu acho que se minha noiva descobrir que um de seus acompanhantes sumiu, ela certamente ficará triste e inconstante, então eu não vou te matar.
Regulus bateu no chão gentilmente com os dedos dos pés. Embora parecesse que estivesse ajeitando os sapatos, os pés dele afundaram no chão de pedra, como se fosse uma pá que cravava em uma terra macia.
Balas de terra pareciam desafiar a gravidade. Alguns deles roçaram a parte externa do pé direito de Subaru
- e, no momento seguinte, o pé de Subaru desapareceu.
Subaru: Eh?!
A sensação de que a garra de uma fera fez um rasgo em sua pele progrediu. No pé direito, o branco dos ossos, o rosa da carne e o amarelo da medula estavam expostos de maneira limpa em uma seção transversal retorcida. O sangue jorrava de suas veias cortadas.
Subaru: Aaaaaaaahhhhh!!!
Antes que ele pudesse entender o que havia acontecido a dor o atingiu.
O mundo tornou-se branco, como se sua cabeça tivesse sido cutucada por diversas agulhas afiadas.
Subaru não suportou o peso de seu próprio corpo e desabou, enquanto uma enorme dor percorria sua perna direita, ele a segurou com força diante da agonia. O ferimento era tão grande que a palma da mão direita não conseguia cobri-lo.
Beatrice: Subaru? Subaru! Acalme-se, eu diria!
Beatrice caiu de costas no chão ao perceber a ferida grave de Subaru e entrou em pânico enquanto conjurava magia curativa. Regulus assentiu satisfeito com a cena.
Regulus: Isso é uma retaliação adequada de seu comportamento importuno e imprudente a pouco, então deixarei para lá. Essa dor certamente irá impedi-lo de tentar machucar alguém novamente, caso tente. Não me agradeça, apenas salve alguém da próxima vez.
Subaru: Aaaaahh!! Aaaah, n-não!
Dor, agonia, dor de cabeça. Subaru passava por uma agonia insuportável. Ele estava dormindo? Estava morto? Ou ainda vivo? Estava em confusão, a dor não o permitia raciocinar.
Dor, sofrimento, ignorância, confusão. Todos esses sentimentos e emoções estavam ali, mas havia uma coisa que ele não sabia, que precisava saber.
Subaru: E-Emili... a! Waaa, Gh-
Beatrice: Subaru, você não pode se mexer, de fato! Se você quer vomitar vire e jogue tudo pra fora! Caso contrário você vai se engasgar.
Suportando dor e loucura, Subaru moveu a cabeça. Seu coração batia como um alarme, e ele começou a engasgar com o que pareciam seus órgãos.
Enquanto Beatrice tentava desesperadamente lançar magia de cura em Subaru e sustentava o corpo do companheiro, alguém de cima caçoava dela.
Beatrice: Só pode estar de brincadeira...
Sirius: Sinto muito, mas isso parece uma piada para você?
Com um tom sombrio, Sirius respondeu a Beatrice, e ao redor dela, a multidão de pessoas rolavam e gritavam de dor.
Todos eles com a mão na perna direita, buscando desesperadamente por salvação. Assim como Subaru, seus pés foram arrancados como se tivessem sido vítimas de um animal feroz.
Sirius: Meu amado Petelgeuse sempre disse que sentir dor era uma forma de exercitar o amor. No entanto, acho que há uma forma melhor de representar isso... então, obrigado. Essa forma de representação agora está se tornando um. Afinal, o amor verdadeiro é um desejo para se tornar um! Ver as mesmas paisagens, sentir as mesmas emoções, viver a mesma vida, terminando com a mesma morte! Isso é amor!
Abrindo as mãos Sirius bateu palmas rapidamente. Ela aspirou forte quando botou os olhos enfaixados e cheios de inveja em Beatrice.
Sirius: Não importa quem, todos deveriam experimentar o sentimento vindo dessas emoções. No entanto, por agora, só você e aquela meia-bruxa terão essa oportunidade negada. E quem proporcionou tal oportunidade?
Beatrice: Não vejo nenhuma outra mulher aqui fora que fique tão louca de ciúmes como você. Mas isso não me importa, já que Betty é muito mais próxima e confidente do Subaru.
Beatrice se recusou a deixar-se abalar pelas palavras cruéis de Sirius.
As duas se encararam até que a louca virou-se, interrompendo essa interação.
Sirius: Agora só posso confiar ele a você. Afinal, preciso priorizar o evangelho. Sim, não há outro caminho. Eu sinto muito. Sinto muito. Você sabe que não existe desejo maior do que voltar para você o mais breve possível.
Neste momento, a louca ainda estava apaixonada por Subaru, e também deixou a praça manchada de sangue.
Inesperadamente, Beatrice não a perseguiu. Ela sabia que se a perseguisse para impedir sua fuga só resultaria em mais sacrifícios.
Beatrice: Subaru.
Subaru permaneceu imóvel borbulhando bolhas amarelas pela boca.
Beatrice pressionou a palma da mão contra o ferimento, tentando parar o fluxo de sangue. O ferimento era mortal demais, qualquer deslize na concentração levaria a morte de Subaru.
Para Beatrice, salvar Subaru era, naturalmente, sua maior prioridade. Mas,
Subaru: Se você não tratar as outras pessoas, elas...
No entanto, o número de pessoas feridas rolando pela praça era superior a trinta.
Todos eles sofreram o mesmo ferimento que Subaru, e em uma reviravolta cruel, a cura sendo realizada em Subaru não os alcançou.
Ela teria que curá-los um por um, e isso esgotaria Beatrice. Ela não suportaria.
Beatrice: Sinto muito, Subaru...
Tentando desesperadamente curar a lesão de Subaru, determinada a manter uma fachada forte, Beatrice falou com uma voz rouca.
Uma enxurrada de lágrimas escorreram de seus olhos para as suas bochechas esbranquiçadas.
Beatrice: Me desculpe, eu diria... Sinto muito... Sinto muito, Emilia.
Beatrice expressou uma série de desculpas constantes.
Mesmo sabendo que sua voz não podia alcançar Subaru, inconsciente pela dor.
Durante sua caminhada, Regulus Corneas ergueu uma sobrancelha, seus olhos dourados fixos no jovem de capuz negro e cabelos brancos que ousara interromper seu caminho. O ar ao redor parecia mais denso, como se a própria atmosfera estivesse ciente da tensão que se formava.
Regulus: Hum?
Regulus inclinou a cabeça, sua voz carregada de desdém.
Regulus: Ei, você está no meu caminho, não percebe que parar no meio da rua dessa maneira pode atrapalhar a passagem de outras pessoas? E por que me olha dessa forma?
Seus lábios se curvaram em um sorriso gélido.
Akashi Taiga, com sua Kagotsurube Isshin em mãos, permaneceu inabalável. O cabo branco, detalhes pretos e dourados, e o guarda-mão em formato de estrela contrastavam com a lâmina vermelha, marcada como cicatrizes de batalhas passadas. O simples ato de sacar a espada fez o ar vibrar, e uma sutil aura de energia se espalhou, alertando todos os presentes.
O jovem apontou a lâmina diretamente para o Arcebispo, seus olhos carmesim brilhando em meio à escuridão em fúria. O olhar de desprezo e incômodo no rosto de Regulus Corneas não passou despercebido.
Akashi: Esta pessoa em seu colo, ela é minha amiga.
Akashi declarou com firmeza, sua voz cortante como a própria lâmina.
Akashi: E não permito que alguém como você a tenha. Entregue a dona Emilia pra mim, agora mesmo!
Regulus riu, um som que ecoou pelas ruas estreitas.
Regulus: Como é? Você está tentando me ordenar a entregá-la?
Ele se aproximou, sua presença imponente.
Regulus: Seu moleque... O destino nos uniu, e eu decidi tomar esta bela moça como minha noiva. E todos aqueles que ficarem no caminho do Arcebispo do Pecado da Avareza, Regulus Corneas, e seu caminho do amor, irão desaparecer.
Ele se inclinou, encarando Akashi com uma intensidade quase sobrenatural.
Akashi: Seu miserável... a culpa é sua, no fim... aqueles dejavus... são culpa sua. Você feriu o Subaru, raptou a dona Emilia, e age como se tudo isso não fosse nada!
Regulus: Escute aqui, mesmo que esteja com raiva ou o que for, já está decidido, e você não poderá fazer mais nada sobre este assunto. Agora, saia do meu caminho, eu tenho algo importante a fazer.
Akashi: Desgraçado...
Akashi cerrou os dentes, desprezo e raiva misturando-se em sua expressão. Ele sentia que o Arcebispo fosse formidável, algo lhe afirmava isso.
Mas o jovem não se segurou, uma poderosa brisa de vento soprou ao redor do corpo de Akashi, e o jovem de capuz negro estava determinado a proteger sua amiga, vingar Subaru, e acabar com Regulus custasse o que custasse.
A Kagotsurube Isshin brilhou novamente, e Akashi se lançou contra Regulus, nem mesmo Regulus notou a aproximação de Akashi até que ele estivesse incessantemente tentando atravessar o rosto de Regulus com sua espada.
O ataque não conectou, era como se algo invisível segurasse a espada de sequer avançar um milimetro, mas Akashi persiste enquanto faíscas carmesim voavam por todos os lados e os ventos se intensificavam.
Com uma expressão furiosa, Regulus não parecia preocupado com o ataque de Akashi. O Arcebispo do Pecado da Ganância levantou a voz:
Regulus: Escute aqui! Que história é essa de tentar me ordenar e, logo depois, me atacar dessa maneira? Você é um moleque muito mal educado. Preocupou-se com essas coisas, mas sequer se apresentou? Onde estão suas maneiras, seu pirralho afobado!
Os olhos de Regulus se arregalaram, e Akashi foi abruptamente lançado para trás. O jovem deu três cambalhotas no ar, tocando o dedo de seu pé esquerdo no chão. Nesse meio tempo, Akashi ressurgiu diante de Regulus com outra estocada que foi cessada por aquele campo invisível.
Regulus: Que irritante! Parece que você não vai desistir. Hm... olhe, sinto muito por ter perdido a compostura. Devo dizer que sua atitude em "salvar" minha noiva é algo louvável. Você é, de fato, um garoto determinado e leal. Se pudermos recomeçar, gostaria que se apresentasse de maneira mais apropriada. E não me ataque com tanta agressividade, ou algo poderia acabar ocorrendo com minha amada. E não se preocupe, não estou mais bravo. Como a justiça foi feita e eu pude revidar o seu ataque, creio que não é mais necessário mantermos sentimentos tão fúteis como ódio e rancor. Eu não sou do tipo que gosta de lutar. Portanto, se você cooperar, eu-
Os ventos intensos liberados por Akashi retiraram seu capuz negro, revelando o rosto enfurecido de um jovem de 15 anos. Seus cabelos brancos estavam presos num coque, indicando que seriam longos a um tamanho médio. Regulus mudou completamente sua expressão ao olhar o rosto daquele garoto.
Uma aura negra com detalhes roxos repentinamente emergiu do corpo de Regulus. Seus olhos mudaram para algo mais distinto: um tom de vilania real que emanava de seu olhar, com o globo ocular totalmente escurecido.
Aquele era o Miasma de Nazgaroth, o mesmo que Akashi estava encarregado de eliminar. A utilidade do olho azul era justamente para que Akashi apagasse aquele miasma apenas com o olhar, drenando a força do alvo e tornando-o uma estátua humana.
Mas a fúria e o desespero de Akashi o fizeram esquecer de sua missão. O jovem se manteve no ar, empurrando sua espada contra aquela barreira invisível, tentando, a todo custo, atravessar a ponta de sua lâmina contra a cabeça de Regulus.
O Arcebispo, por outro lado, seguia com um sorriso frio enquanto fechava seus olhos.
Regulus: Parece que... não iremos muito longe com isso. Confesso que esperava mais do tal "Guerreiro Escolhido". De fato, eles realmente fizeram uma escolha péssima.
A raiva de Akashi não lhe permitia escutar a voz distorcida de Regulus, que apenas arregalou seus olhos negros e dourados, abrindo um largo sorriso em seus lábios, enquanto proclamava com uma voz áspera e ameaçadora:
Regulus: Desapareça.
Repentinamente, Akashi se encontrava com o corpo preso num buraco feito pela colisão contra outra torre do relógio.
O jovem frustrado dirigiu seus olhos para frente, percebendo que Regulus o lançou voando a vários quilômetros de distância, até que a torre de relógio cessasse seu voo. As pessoas ao redor estavam espantadas com o que viram, e Akashi rangeu seus dentes, lembrando-se de um ensinamento que um velho lobo que fumava um kiseru dourado lhe deu:
"A raiva pode ser um obstáculo. Se você deixá-la tomar conta de sua mente e atitudes, não conseguirá se manter focado, e isso pode acabar ferindo aqueles ao seu redor."
Akashi mordeu seu lábio inferior, seus olhos encaravam o solo logo abaixo, e ele apenas murmurou:
Akashi: D-Droga...!
Sirius criou tantas vítimas e abandonou a praça ensanguentada. Regulus feriu Subaru, superou Akashi e levou Emilia consigo.
- Os dois Arcebispos do Pecado invadiram a cidade de Pristella.
Um som grave e penetrante ecoou.
Seus órgãos estavam lentos, como se estivessem cheios de argila, e o oxigênio não alcançou seu cérebro, deixando seus pensamentos nebulosos e não confiáveis.
A escuridão a qual ele estava acostumado se desvaneceu em uma luz esbranquiçada que repentinamente invadiu seus olhos que aos poucos aceitaram, relutantes.
Naquela luz branca, várias formas se moviam de um lado para o outro, como se crianças estivessem correndo no meio de um pátio.
O som pesado desapareceu à medida que seus olhos moveram-se sob às pálpebras.
E acompanhado de náuseas, lentamente Subaru abriu seus olhos.
Tudo foi restaurado quando seus olhos voltaram ao seu estado original, conforme salas escuras e tetos sujos surgiram. Ele sentiu a respiração de muitos corpos se movendo e se mantendo ocupados. Pessoas como médicos e curandeiros se movendo de um lado para o outro apressados para manter o lugar sob ordem.
???: Ei, mano, você acordou!
Ouvindo apenas zumbidos, Subaru foi atacado por um som extremamente alto e com um tom exageradamente forte, e focou-se na figura ao seu lado.
???: Mocinha com orelhas de gato, aqui! Todos os outros continuem trabalhando! Desculpe, mas estamos lutando contra o tempo. Ele é limitado!
???: Realmente Nyau, você é chato. As pessoas precisam de silêncio aqui, então volte para o trabalho imediatamente.
Inclinando a cabeça, o grande homem-fera se desculpou por sua voz alta enquanto era abordado por uma jovem furiosa. Não, "uma jovem" não.
Usando um vestido azul claro revelador, olhando aliviado para Subaru, estava Felix, todo ensanguentado.
Felix: Agora que acordou, imagino que tenha recuperado sua consciência. Consegue falar?
Subaru: Ah, Felix...?
Felix: Sim, sou eu, o Felix mais favorito de todos. Você é Natsuki Subaru, e está em um hospital agora por estar gravemente ferido, consegue entender?
Felix explicou a situação rapidamente a um Subaru atordoado. Relutante, seu cérebro digeriu palavra por palavra.
Olhando ao redor, Subaru percebeu que estava deitado em uma cama simples, feita de pedaços de panos.
Todas as pessoas ao seu redor se contorciam de dor, esperando igualmente um tratamento igual ao de Subaru.
O gosto de sangue, pessoas gritando em agonia, junto com dor e insultos. Apenas usar magia de cura não era capaz de contornar toda a situação. Agulhas e esparadrapos eram introduzidos em seus ferimentos, causando cenas de sofrimento.
Subaru: O que exatamente... está acontecendo?
Felix: Parece caótico, não é? Mas mais importante que isso, tente lembrar lentamente o que aconteceu antes de você desmaiar. Se você conseguir se lembrar, saberá a resposta.
As palavras de Felix não foram gentis, mas não era uma questão de humor. Ele não tinha motivos para isso. Suas mangas estavam arregaçadas e sua pele branca estava manchada de vermelho.
Imaginar a quantidade de trabalho que um curandeiro de alto nível como ele precisava assumir não era difícil. E a causa de tudo, era-
Subaru: O Culto da Bruxa.
Felix: Realmente, esses caras são os piores. Eu nunca pensei que eles fariam algo desse nível... Claro, ninguém esperava. Meu entendimento sobre eles era errôneo e ingênuo demais.
Mordendo os lábios, Felix baixou a cabeça.
O remorso de Felix era claro e compreensível. Subaru entendia isso, mas agora, havia outras incertezas.
Subaru: E-Emilia? Onde ela está? Está aqui?!
Felix: ...
Subaru: Aquele maldito desgraçado...! O Arcebispo da Ganância levou Emilia...
Compreendo a causa do silêncio de Felix, Subaru estremeceu.
No olhar baixo e inquieto de Ferris, Subaru chegou a conclusão de que Emilia não estava ali.
Então, se sua memória não estiver errada, sua impressão antes de desmaiar estava certa, ela foi levada por Regulus.
Subaru: E Beatrice? A garotinha que estava comigo? Ela tem um rosto rude e adorável com cabelos cacheados...
Levando em conta a atitude de Regulus, a probabilidade dele fazer algum mal à Emilia era quase nula, embora incerta.
Mas e quanto Beatrice? Tanto Regulus quanto Sirius estavam presentes, em especial, Sirius manteve uma forte hostilidade em relação à Beatrice.
Já que Subaru foi levado para o hospital em segurança, eles conseguiram escapar de Sirius. Mas então, quem protegeu Subaru, até o momento do resgate?
Subaru: Ei, por favor, me diga...
Não encontrando uma resposta para o seu desconforto, Subaru buscou desesperadamente por uma resposta de Felix, que fechou os olhos. O homem fera, parado ao seu lado, Ricardo, o comandante da Presas de Ferro, olhou para o lado. Seguindo seu olhar, Subaru prendeu seus olhos ao avistar uma cama distante.
Subaru: Beatrice.
Se mantendo longe das outras pessoas que recebiam tratamento estava uma garota solitária, usando o mesmo vestido babado e deitada em uma cama improvisada como a de Subaru.
Levantando-se da cama segurando a toalha contra o estômago, ele correu até ela.
No entanto, no meio do caminho, Subaru sentiu uma forte dor que o paralisou. Seu pé direito parou de obedecer seus movimentos, e o sistema de seu corpo quebrou.
Sua cabeça estava pesada, e sua mente não conseguia compreender por que não conseguia se mover.
Parando no meio do caminho, Subaru correu seus olhos pelas suas pernas, e o horror tomou conta de sua consciência, deixando ele sem palavras.
Ferris: Você teria perdido o pé se não fosse pela ajuda do poder de cura de Beatrice. Agradeça àquela criança mais tarde.
Metade do pé direito de Subaru estava faltando sua carne. E obviamente tinha um tamanho diferente do pé esquerdo. Ele também estava envolto em várias camadas de bandagens grossas, e uma prancha havia sido colocada em seu calcanhar.
Ele não pôde evitar de acariciá-lo com seus dedos, e no mesmo momento um raio de compreensão o atingiu.
Subaru: Ah, agora eu me lembro...!
O último golpe desencadeado por Regulus antes dele fugir da praça.
Ele pegou Emilia em seus braços, disse bobagens e logo em seguida pisou profundamente no chão com a mesma facilidade que se chuta areia, depois disso, o solo atingiu a carne do pé direito de Subaru.
Naquele momento, o pé direito dele foi ferido como se tivesse sido atacado pelas garras de algum animal selvagem. A dor foi extrema, resultando em sua situação atual.
Ricardo: Quando me deparei com a cena, seu pé estava conectado apenas por alguns tendões. Uma pequena garotinha estava chorando desesperadamente tentando curá-lo.
Felix: Depois disso, Subaru foi trazido até aqui e tratado por mim. Embora o tratamento não garanta que o seu pé seja o mesmo de antes, pelo menos agora, os ossos e os nervos estão ligados com a carne novamente que aos poucos está se regenerando, então não faça nada que afete o tratamento.
Cruzando os pulsos, Felix fez um X preparado para a relutância de Subaru, no entanto, ele obedeceu silenciosamente, e focou sua atenção em Beatrice deitada na cama.
Quando Felix suspirou de alívio, uma mão grande pousou sob o ombro de Subaru. Guiando-o, permitindo que ele se dirigisse lentamente até Beatrice.
Ricardo: Quanto a levar você até essa pequena senhorita, deixe que eu ajudo.
Subaru: Obrigado, sinto muito por isso.
Ricardo: Não se preocupe.
Ricardo empurrou lentamente a cama de Subaru até perto de Beatrice. Lá, Subaru se inclinou para frente para observá-la melhor. A garotinha dormia tão silenciosamente que Subaru não conseguia ouvir sua respiração.
Mesmo sendo um espírito, Beatrice dormia como um humano comum. Ao contrário de Puck, ela não podia se desmaterializar.
Ver o rosto adormecido dela não era incomum para Subaru. Apenas dessa vez, foi a primeira vez que ele a viu dormir tão profundamente.
Subaru: Ela está apenas dormindo, não é? Ainda assim... me sinto preocupado.
Felix: Acho que dormir não seria a palavra que eu usaria. Agora, neste momento, ela perdeu sua função como espírito... acho que é mais correto dizer que ela está em um estado de animação suspensa.
Subaru: Estado de animação suspensa... Por quê?
Tocando levemente a testa de Beatrice, ele falou surpreso ao descobrir que sua temperatura estava mais baixa que o normal. Tocar em seu rosto não produziu uma reação sequer. E em resposta à expressão de Subaru, Ricardo se agachou.
Ricardo: Segundo as informações fornecidas pela senhora de orelhas de gato, isso ocorreu devido a decorrência do uso excessivo de mana. Por um acaso, achei a praça onde você estava inconsciente, mano. Todos lá tinham quase o mesmo ferimento, os quais a pequena senhorita estava tratando sozinha.
Ricardo falou com um suspiro, deixando Subaru inquieto durante um tempo.
O mesmo ferimento causado em Subaru, o ferimento causado por Regulus, foi transmitido através da autoridade de Sirius para as outras pessoas presentes na praça, causando a eles a mesma dor e o mesmo destino trágico que ele.
Sirius abandonou o lugar e deixou todas as vítimas. A verdadeira batalha de Beatrice começou a partir daí.
Ela deu tratamento curativo igualmente correto e completo a todos os outros feridos, além de Subaru.
Subaru era um homem ganancioso, que pedia demais para sua parceira. Mas Beatrice também se recusava a deixar qualquer pessoa.
E para salvar todas aquelas pessoas, Beatrice espremeu até sua última gota de mana restante, em resposta a esse apreço.
Subaru: Beatrice está bem, certo...? Ela só precisa de um pouco de descanso...
Felix: ... Para ser sincero, não estou muito confiante e otimista. Eu sou um curandeiro experiente de primeira, mas não sei muito sobre espíritos. E essa criança não é um espírito comum. Então, para mim é realmente difícil achar uma solução ideal.
Subaru: ... Tem que haver uma maneira! Se Beatrice não puder ser salva de um jeito ou de outro eu...
Fazia apenas um ano.
Ele a libertou da biblioteca proibida para poder trazer a felicidade até ela, sua vida não poderia acabar aqui.
Felicidade, ninguém merece mais felicidades do que essa criança. Ninguém além dela, merecia receber tanto esse sentimento.
Ricardo: Hmm... se ela precisa de magia para se recuperar, ela não pode pegar de outra fonte? Se o mano é o contratante dela, então ela deve conseguir absorver um pouco dele, certo?
Felix: ... Obviamente, Subaru seria facilmente e naturalmente a fonte, mas esse idiota quebrou seu portão, então por causa disso, ela não pode absorver nem usar sua mana.
Subaru: ... Certo, frutas bocco. Com frutas bocco, posso restaurar minha mana e a partir daí posso dar um pouco para Beatrice!
Felix: Idiota!
Felix retrucou com raiva enquanto olhava para Subaru desesperado. Subaru ficou surpreso ao ver aquela repreensão inesperada e Felix imediatamente assumiu uma atitude tímida e brincalhona.
Felix: Quantas vezes já disse? Isso é perigoso para o seu corpo, Subaru. Sinceramente isso seria como um veneno. Se você fizesse isso nós teríamos que lidar com duas vítimas... então você definitivamente não pode fazer isso.
As palavras estridentes de Felix estavam corretas e cheias de tristeza. Lendo o pensamento sincero dele, Subaru fechou a boca e engoliu suas palavras imprudentes.
Felix era um especialista em cura, então é claro que ele já havia pensado em diversas soluções e maneiras de curar Beatrice.
Ou seja, o pensamento repentino de Subaru já havia sido considerado.
Felix: Eu posso entender sua preocupação em relação a Beatrice. E embora eu entenda, infelizmente não há nada que possamos fazer por ela agora. Há muitas outras coisas com as quais devemos nos preocupar além dela.
Subaru: Beatrice... você está certo, também tem a Emilia...
As palavras de Felix, sacudiram Subaru e trouxeram ele à realidade.
Ele voltou seu olhar para a sala dentro do hospital, e percebeu que algo estava errado. Havia pessoas com os pés direitos feridos, as mesmas pessoas que haviam sido vítimas de Sirius. E além delas, também havia muitas outras pessoas com ferimentos diferentes.
Subaru: Como está a situação atual...? O que mais aconteceu enquanto eu estive dormindo? O que causou tudo isso?
Ricardo: Como você disse, o Culto da Bruxa está aqui agora, mano.
Subaru: Mas não pode ser apenas eles, não é? Eu só vi dois Arcebispos. Esse nível de dano não pode ter sido causado por apenas duas pessoas. Em outras palavras, eles trouxeram os cultistas também.
Os dois Arcebispos que Subaru encontrou eram ridiculamente poderosos.
Subaru presumiu que aqueles dois eram os únicos Bispos presentes. Então, era natural ele pensar que assim como Petelgeuse, os outros dois também trouxeram seus subordinados até a cidade.
Pelo menos essa foi a única explicação que veio à mente dele.
Subaru: Os dois Arcebispos e seus subordinados estão atacando a cidade neste momento?
Felix: Acho que você está um pouco equivocado sobre isso... na verdade, há uma variedade de...
A voz amargurada de Felix se sobressaiu quando ele começou a responder o questionamento de Subaru.
No entanto, antes que ele pudesse negar ou confirmar, Felix foi interrompido inesperadamente, e a causa era,
???: Yahoo, Yahoo, Yahoo!
O espaço todo tremeu com o som da voz estridente.
O tom relaxado da voz refletia fortemente junto da atmosfera sombria. A cena parecia como se alguém tivesse sintonizado acidentalmente um canal de TV de um programa de entretenimento durante uma conversa séria, repentinamente.
Subaru: O que... é isso?
Ao ouvir o som, Subaru olhou em volta freneticamente, procurando pela fonte do barulho, e incapaz de encontrar o dono da voz, ele imediatamente chegou a uma conclusão.
A impressão imediata e repentina que ele teve, foi que parecia que o som era transmitido através de um alto-falante ou um rádio. E esse foi um pensamento que refletiu a suposição que ele teve logo de manhã.
Subaru: O rádio da cidade consegue transmitir algum tipo de magia?
???: Olá, a todos vocês, criaturas feitas de carne! Acho que não importa quantas vezes vocês ouçam essa transmissão, minha beleza e minha linda voz sempre trará entusiasmo, não é? Gahahahaha!
Como se estivesse verificando a ideia de Subaru, a voz falou novamente, amplificada por um alto-falante mágico, confirmando a ideia de Subaru.
Aquela voz soou com um tom infantil e imprudente, demonstrando uma crueldade infantil de uma garota que rejeitou qualquer tipo de educação e pisou nos modos convencionais de falar.
A risada aguda dela parecia ser capaz de penetrar sua mente, causando desconforto e uma versão mental e física.
Subaru: O que... esse tom, e o jeito de falar... isso só pode...
Felix: Quieto, Subaru, quieto.
Felix endireitou as orelhas e exigiu silêncio colocando a ponta do dedo sob os lábios calmamente.
Com um expressão séria, Felix pareceu estar totalmente absorvido pelas palavras transmitidas, e Ricardo tinha uma expressão vigilante. Todos os feridos acamados taparam os ouvidos com as mãos.
Pareceu que não era a primeira vez que ouviam a voz.
???: Muito bem, suas criaturas de carne, tenho uma notícia para vocês: agora estamos cansados, então iremos todos para casa. É brincadeira! As verdadeiras reviravoltas do dia começam agora! Gahahahaha!
Uma voz áspera, como um grunhido de um espelho sendo arranhado com garras afiadas, rindo de satisfação e de alegria sádica. De quem era essa voz? Quem era essa mulher?
???: Deixando de lado minha piada provocadora e engraçada, vamos prosseguir dando continuidade às notícias. Como eu disse a pouco tempo atrás, a cidade toda foi ocupada por nós. Agora todos vocês são pássaros enjaulados... não, mais precisamente, todos vocês são insetos presos dentro de uma gaiola, prestes a serem extintos.
Subaru: -!?
???: Os insetos são e sempre serão apenas insetos, e o dono da gaiola decide o que irá fazer com eles. Asas e cabeças prestes a serem arrancadas, preparem-se para perdê-las... Kahahahaha, que feio, que horrível! Que vida impiedosa. Todos deviam ser gratos a mim por estarem sob os meus cuidados. Hahahahah!
Uma risada cruel e maliciosa.
Uma risada que pertencia a presença daquela que desprezava os outros e encontrava prazer vicioso apenas por pisar e humilhar qualquer um, destruindo a alegria.
Subaru conhecia muito bem esse tipo de presença melhor do que ninguém.
???: Pelo jeito vocês idiotas não podem e não conseguem entender o real significado das minhas preciosas palavras. Pobres idiotas incompetentes. Meu ser gentil e amoroso tornará tudo isso mais fácil de entender. Irei explicar com todas minhas gotas de saliva, que vocês masoquistas amam.
Subaru: --?
???: Infelizmente os insetos presos dentro de uma gaiola não podem fazer nada para melhorar o humor de seus mestres. O máximo que vocês podem fazer para nos agradar é se encolher em algum cantinho e tremer de medo enquanto arrancamos suas partes mortais. Quando eu trouxer comida, serei carinhosa, como se fosse uma mãe, acariciando suavemente suas cabeças... Kyahahahaha.
Diante de todos esses insultos cruéis, Subaru seguiu o pedido de Ferris e ouviu tudo atentamente em silêncio. A respiração, as palavras, e os sentimentos turvos em seu peito sufocado, Subaru cerrou tudo isso consigo.
Com entusiasmo, a oradora bateu palmas, batendo os pés no chão.
Seu discurso, sua voz, sua atitude, Subaru achou tudo isso detestável e insuportavelmente irritante- mas essa não era a única coisa que o incomodava.
Havia algo mais distinto.
Desde o início ele podia ouvir aquele som ali, em seu cangote.
Ele pensava que talvez era por estar na mesma sala que o dispositivo mágico. Mas além da voz da mulher, Subaru captou um som a mais.
No entanto, ele não sabia ao certo o que era.
O pior era que ele havia quase, não totalmente, alcançado a resposta.
Seu batimento cardíaco se tornou barulhento, o fluxo de seu sangue tornou-se barulhento. Rejeite isso e compreenda, rejeite e compreenda. Com isso ele pode ouvir melhor.
- Um zumbido muito fraco, como o bater constante de asas.
O som estava muito perto. Subaru estava chegando muito perto de chegar a um consentimento. Embora ele estivesse perto, ele não tinha total certeza. Uma pluma de penas batendo, esse era o ruído que parecia estar se misturando junto com as palavras no meio da transmissão.
Muitos fenômenos mágicos ainda não eram claros para Subaru. Então talvez fosse apenas sua imaginação. Ainda assim, o bom senso de Subaru sentiu que algo estava errado.
A sensação de desconforto e o som das plumagens se batendo ficaram cravados na mente de Subaru.
??? : Enfim, minhas preciosas palavras acabam aqui. As criaturas feitas de carne, e os insetos metamorfoseados devem dar o seu melhor. Como eu havia dito antes, tomamos o controle da cidade, e de todas as quatros torres de controle que operam os canais. E eu sugiro que não tentem fazer nada estranho. Prefiro não ver o rosto morto de um afogado, é insuportavelmente feio! Gahahahaha
Aquela risada cruel foi interrompida quando o som agudo desapareceu.
O som das asas também sumiram. Subaru finalmente conseguiu recuperar da instabilidade de seu corpo, e voltou sua atenção rapidamente para Felix e Ricardo.
Subaru: O que vocês acharam dessa transmissão?
Felix: Eu acho que... durante o discurso, fomos impiedosamente dilacerados enquanto tínhamos nossos membros arrancados fora, é assim que vejo tudo isso...
Um Felix amargurado mordeu os dedos e dirigiu sua resposta sincera ao Subaru carrancudo.
É claro que nada do que Felix disse tinha um tom de zombaria. Ele claramente se referia ao discurso cruel e zombeteiro do responsável pela transmissão, que ria e pisava descaradamente em todos da cidade.
Subaru: Então, a transmissão feita agora foi do Culto da Bruxa...
Vários lugares de Pristella se tornaram palcos para o inimigo, que tomaram as quatro torres de controle da cidade, a qual agora estava sob o domínio do culto.
Felix: A primeira transmissão aconteceu quando Subaru-kyun estava dormindo. E nela, a transmissora se apresentou...
Felix fez uma pausa, hesitante, parecendo incerto se deveria ou não contar. Subaru, ignorando o motivo da hesitação, inclinou a cabeça curioso.
A prática comum usada entre os Arcebispos, era primeiramente anunciar seu pecado. Depois disso, apresentarem seus nomes.
E o terceiro Arcebispo que Subaru não havia imaginado que estaria presente era o Arcebispo do pecado da Luxúria, e seu nome era,
Felix: Mesmo que isso seja desagradável e nojento, quero deixar claro que eu não acredito nem um pouco no nome que foi dado... já que o nome apresentado era...
Felix de cabeça baixa disse isso, tornando a credibilidade da apresentação quase nula, já que ele citou tudo em voz baixa.
Felix: Capella Emerada Lugnica, embora eu não acredite que ela seja, esse é um nome originado da realeza...
...Continua......
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Atualizado até capítulo 61
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