Lecina ficou bem quieta, e Ruel estranhou. Em nenhum registro dizia que humanos eram tão tranquilos.
— Você é esquisita... — Ele sentou em frente a ela.
— Olha, se está achando estranho porque estou tranquila, é apenas fome. Já estou presa aqui, devo fazer uma refeição adequada. Supostamente é o rei? Então cuide de mim! — Ela deixou Ruel ainda mais confuso.
— Muito estranha... aliás, as empregadas já estão trazendo sua comida!
— Olha aqui, cara... eu vou te avisar que você trouxe alguém problemática! Eu luto diariamente para sobreviver, tem certeza que quer esse tipo de pessoa embaixo do seu teto?
— Do que uma humana comum lutaria? Bom, seu sangue é extremamente cheiroso, então talvez seja isso?
— Vampiros, lobos! Acha que não é atoa que eu estivesse lutando contra um lobo?
— Por que você é perseguida?
— Eu queria saber a resposta!
— Bom, aqui você estará segura.
— Espero.
Lecina estava preocupada em relação a Robert, afinal ela não sabia se ele estava bem. Sem contar que ele poderia estar procurando por ela.
— Quando a comida vai chegar? — Ela estava de mal humor.
— Ei, humana, a quanto tempo você não come nada? Ou você é esfomeada desse jeito sempre? — De fato, Lecina deixava Ruel cada vez mais confuso com sua personalidade estranha.
— Eu tenho um nome, sabia?
— Todo mundo tem um, que eu saiba. — Ruel disse inocentemente, mas deixou Lecina furiosa. Ele riu, percebendo que deveria tentar conter a língua.
— Meu nome é Lecina, e o seu? Idiota! — Ela fez questão de dizer isso.
— Haha, meu nome é Ruel. Sabe, Lecina, é bom que eu tenha te encontrado. — Ele se sentia aliviado.
— Por que? — Havia muitas coisas que Lecina não entendia.
— Você me salvou. — Aquilo fez Lecina rir. Ela se perguntou: "como eu salvei esse cara?".
— Definitivamente você é mais estranho do que eu. Aliás, que tipo de penteado é esse? Você é um vampiro, mas não deveria cortar um pouco seu cabelo? Traz uma vibe tão...
— Tão? — Ruel ficou ansioso pela resposta.
— Sei lá, mas eu percebi que você era um vampiro imediatamente por causa dele!
— Meu cabelo entrega que eu sou um vampiro? Isso não faz muito sentido, todos os outros humanos não perceberam.
Lecina ficou em silêncio, as empregadas bateram na porta, e Ruel pediu que entrassem. Não era uma pequena refeição, era mais como um banquete. Ele preferiu que levassem no quarto, pois Lecina ainda precisava de adaptar ao ambiente.
— O que é? — Ela olhou para Ruel, que estava a observando comer.
— Eu queria ver se sua fome é tão insaciável, já que estava com uma expressão tão azeda por conta da fome!
— Não se iluda, eu sempre sou assim! — Ela começou a comer.
— Você não foi educada? Come como uma fera. — Ruel nunca viu uma pessoa tão estranha como Lecina.
— Eu fui, por um tempo...
— Então, por que está comendo assim?
— Me diga, você já precisou comer rápido para fugir? Sabe quantas vezes eu não consegui terminar uma refeição por que tinha que partir?
— O que tem de especial em você? Seu sangue? Por que é perseguida?
— Se você não sabe, por que eu saberia?
— Porque você é a pessoa perseguida, então deveria saber!
— Acha que sou perseguida por escolha própria? Não é como se todas as pessoas tivessem um motivo para fugir. Desde que eu me entendo por gente, vivo me mudando.
— Então suponho que você já passou por muitos lugares, como acabou tão perto dos vampiros?
— Sinceramente, eu tive que sair às pressas de onde estava, então eu não sei exatamente onde estava indo. — Ela ocultou propositalmente o fato que de estava acompanhada.
Lecina terminou de comer em pouco tempo.
— Suas habilidades para comer rápido me surpreenderam, achei que você não conseguiria comer tudo isso devido ao seu porte físico, sinceramente, você nem parece comer tanto.
— Quer parar de falar sobre minha alimentação? Agora você pode me explicar em detalhes por que estou aqui? Sabe, essa história de casamento não me interessa, mas como não posso sair, terei que ouvir.
Lecina se sentou em frente a ele.
— Você é minha humana destinada, eu sou o atual rei dos híbridos, então...
— Híbridos? Então tem um reinado híbrido... — Lecina sabia que existiam vampiros, mas não um clã inteiro híbrido.
— Não me diga que nunca ouviu lendas sobre nós? Até mesmo os que não acreditam contam essa história.
— Eu já te falei, eu não tinha tempo para essas bobagens.
— Certo. Olha, como eu já mencionei, você é minha humana!
— Sua? Pffft! — Lecina deu uma crise de risos.
— Sim, "minha". Nós vamos nos casar daqui dois dias, Lecina!
— Você só pode estar de brincadeira!
— Não, é mais seguro para você que o casamento aconteça imediatamente, os vampiros aqui ficaram tentados com seu cheiro, e quando criarmos nosso vínculo, ninguém será capaz de te atacar!
— Vínculo?
— Quando eu beber o seu sangue.
— Uau, que coisa espetacular... minha vida que já era ruim, acabou de piorar!
— Ser rainha é pior do que viver fugindo?
— Se dependesse de mim, eu já teria morrido a muito tempo...
— Você quer morrer? Então por que não deixou aquele lobo rasgar sua garganta? — Ele foi direto.
— Porque... — Robert se importava com a vida dela, era por ele que Lecina tentou sobreviver. Ela não disse a razão, apenas ficou em silêncio.
— Eu não posso dizer que entendo tudo o que você passou, mas pelo visto você tem um motivo para viver, mesmo que seja pequeno. Lecina, às vezes tudo é uma questão de tempo, até mesmo para encontrar respostas! Você se pergunta por que nasceu? Ou então por que sobreviveu se não consegue ver um futuro a frente? Você ainda só não descobriu, a dor nem sempre é sinônimo de que tudo está perdido.
— Por acaso está tentando me motivar? Fala como se soubesse alguma coisa sobre mim!
— Eu não conheço, mas vou conhecer. Você será a mulher com quem passarei o resto da minha vida. Seja qual caminho você escolher, eu estarei ao seu lado.
— E se eu escolher ir embora daqui? Ou escolher sair colocando fogo em todo mundo que me irrita?
— Você é vingativa... mas enfim, isso está fora de cogitação! Claro, ainda pensarei sobre a parte do fogo, se for um nobre que eu também não goste!
— Vai embora, quero dormir! — Ela se virou e deitou na cama.
— Está me expulsando do meu quarto?
— É seu quarto? Tanto faz, você me colocou aqui porque quis, eu não pedi! Agora vaza, vampiros não dormem, certo? Não entendo porque você tem uma cama.
— Eu sou híbrido, então eu durmo sim.
— Sério? Pensei que fosse apenas para fazer bebês.
— Fazer b-bebês? Acho que você não deveria ficar falando essas coisas... — Ele ficou envergonhado.
— Ei, eu falo o que eu quiser, entendeu? Agora sai, minha cabeça está doendo!
Ruel suspirou e depois saiu do quarto, Lecina dormiu quase que imediatamente depois disso. Ele estranhou a tranquilidade dela, nem parecia alguém que estava lá contra sua vontade.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Barbara Santos
a historia ficou estranha agora ,,ela era mais quietinha ,mais assustada ,,agora do nada virou uma menina esnobe ,corajosa ,fala tudo q vem na mente ,,autora ela tinha q fica corajosa aos poucos ..Vc mudou a menina de 0 a 10 rápido demais
2024-12-17
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