...[...]...
Lecina permanecia desacordada, enquanto Ruel andava de um lado para o outro. Ele estava pensando no que fazer a seguir. Já havia pedido para as empregadas prepararem roupas limpas e comida. Sobre a questão do quarto ele a levou para o seu, e a deixou, afinal para ele não tinha problema, pois aquela humana seria a esposa dele.
— Quando ela vai acordar? — Ruel analisou bem Lecina, ele estava começando a achar que ela estivesse morta.
Ele viu que seu coração ainda batia, e então se afastou. Sem ter muito o que fazer, ele decidiu tirar sua camisa e olhar a marca.
— Isso... eu finalmente tenho a minha marca! — Ruel sentiu vontade de chorar, ele finalmente teve a certeza que era realmente o filho de Hayden. — Mãe, vou pedir desculpas no seu túmulo, deveria ter confiado mais em você... — Ele estava aliviado.
— Mnhn... — Ele ouviu pequenos grunhidos, quase parecidos com um filhote de animal.
Ele olhou para Lecina, só poderia ser ela. Ruel caminhou lentamente, achando estranho.
— Será que é verdade o que minha mãe disse, minha humana está com defeito? — Ele tocou o nariz dela, e Lecina fez careta enquanto dormia.
Ruel estava sem entender, mas imaginou que ela estivesse sonhando. Ele ficou horas ali, esperando Lecina acordar, mas ela dormiu até o outro dia.
Ruel chamou todos os nobres para fazer seu anúncio.
— Convoquei essa reunião para fazer um anúncio. Meu casamento será daqui dois dias! — Ruel nem explicou a situação.
— Casamento? Espera, não pode ser... — A nobreza foi a loucura.
— Por acaso pretende colocar a Senhorita Ivone no lugar de uma humana? — Foi a conclusão que todos, até mesmo o pai de Ivone, tiveram.
— Peço desculpas, mas recuso a situação! Minha filha não se casará! — O pai dela foi firme.
— Eu nunca disse que era com a Senhorita Ivone! — Ruel disse "Senhorita", para mostrar que não havia relação entre eles. — Minha noiva é uma humana, e ela possui a marca!
Todos ficaram em choque.
— Onde ela está nesse momento? — Todos esperavam que eu não fosse encontrar a humana, estavam desconfiando secretamente da paternidade de Hayden em relação a Ruel.
— Está dormindo no meu quarto nesse momento. Irei apresentá-la formalmente no dia do casamento. — De fato, Ruel pretendia deixar Lecina escondida por um tempo.
— Entendo, espero que seja verdade. — Ainda havia desconfiança.
— Fiquem tranquilos, eu nunca trairia o meu povo! — Ruel disse, e então saiu, voltando para o quarto.
Assim que passou pela porta, ele foi atacado por Lecina, que tentou imobilizá-lo, mas falhou.
— Me solta! — Ela se debateu quando Ruel a segurou.
— Hum, minha mãe realmente estava certa. Humana, por que você é defeituosa? — Ele perguntou, analisando bem.
— D-Defeituosa? Quem você está chamando de Defeituosa? — Ela ficou irritada, e rangeu os dentes.
— Está preocupada com minhas palavras? Normalmente os humanos não perguntariam por que foram trazidos? — Ruel soltou o braço dela.
— Já que é assim, me diga, por que estou aqui? — Lecina ainda estava em guarda e atenta.
— Porque vamos nos casar.
— Como é?
— Eu disse, vamos nos casar daqui dois dias! — As palavras de Ruel assustaram Lecina, ela começou a passar mal.
— Você é doido? Quem se casa com uma pessoa que nem conhece? Sem contar que eu sou humana!
— Sim, eu sei. Mas você tem a marca! — Ele apontou para as costas dela.
— Marca? — Ele virou Lecina em direção ao espelho.
— Se puxar um pouco sua roupa, poderá ver a marca!
— Pervertido de uma figa! Por que eu acreditaria em você?
— Está dolorido no lugar, certo? Também é assim para mim.
Lecina olhou feio, mas depois fez o que ele pediu, ficando em choque ao ver a marca.
— Que merda é essa? — Ela o empurrou.
Ruel sabia que ela não acreditaria, então mostrou a marca dele.
— Veja, eu também tenho! Isso significa que você é minha humana destinada.
— Humana destinada? Quanta bobeira! — Ela foi em direção a porta.
— Ei humana, você não conseguirá sair do palácio sem minha permissão. — Ele disse, seguindo-a.
— Fica quieto! Mesmo que mande me prenderem, eu vou fazer o possível para sair daqui!
— Não é sobre isso que estou falando... — Ela o ignorou e começou a correr.
Ruel sabia que era perigoso para ela andar sozinha enquanto ainda não estavam casados, então se apressou.
Lecina procurou bastante a saída, e Ruel pacientemente a acompanhou, isso fez com que ela ficasse irritada.
— Merda, onde fica essa saída?
— Daquele lado... — Ruel apontou enquanto sorriu.
Lecina foi para o lado, irritada. Quando viu a porta, ela correu.
Lecina tentou atravessar a porta, mais foi lançada para trás com força. Ruel a segurou no ar para que ela não caísse no chão.
— Eu disse que você não poderia sair. Humanos marcados só conseguem sair do castelo depois do casamento. — Ele a colocou no chão.
Ruel a encarou, normalmente os humanos tentam sair várias vezes.
— Você não vai tentar de novo? — Lecina se virou para ele, com a expressão menos ácida.
— Não, eu já vi que não posso passar. Eu não sou idiota, entendo as coisas rápido! Aliás, já que supostamente vou casar com você, me alimente! Estou faminta. — Lecina saiu na frente, tentando voltar pelo mesmo caminho que fez.
— É pelo outro lado. — Ruel disse, e Lecina apenas fez bico e virou na direção que ele apontou.
Enquanto voltavam, os vampiros estavam observando atentamente. O sangue de Lecina tinha um cheiro maravilhoso, mas ficou ainda mais evidente por conta do ferimento que ainda não tinha cicatrizado.
Ruel gostou da situação, assim todos veriam que ele tem sua humana.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 103
Comments