Não havia muita coisa para se fazer lá, mas Lecina viveu sempre reclusa, por isso parecia uma aventura.
— Solta meu cachorro! — Haviam crianças brigando, e outras brincando.
Lecina observou cada um deles atentamente, ela nunca foi capaz de vivenciar tal coisa.
As outras ruas estavam completamente paradas, ainda sim, era um lugar simples e belo.
Foi nesse momento que ela viu alguns mercadores, aquela era a única rua bem movimentada. Lecina não tinha dinheiro algum para poder comprar mercadorias, então ela ficou apenas observando.
Havia algo que chamou sua atenção.
— Teatro? — Lecina não sabia o que era.
Ela se aproximou, curiosa. Haviam várias pessoas que estavam se amontoando, e isso fez com que ela fosse também.
— Esse foi o início da nossa sociedade, e também será o fim! — Disse o narrador, e enquanto haviam homens caídos, e sangue falso espalhado pelo chão. — Os vampiros nos permitem viver pacificamente, mas até quando isso irá durar?
As pessoas começaram a sussurrar.
— Vampiros? Haha, eles insistem em dizer que os vampiros existem com essas peças bobas. — Um homem disse.
— Guerra? Vampiros? Lobisomens? Realmente é Ilário. — Outro respondeu.
Na verdade, os humanos acreditavam que vampiros eram apenas lendas antigas, afinal, se eles soubessem que são caçados, viveriam fugindo. Para os vampiros, ocultar sua existência foi a melhor coisa, garantindo que suas presas estivessem sempre por perto.
(Eles não sabem que vampiros existem? Vou perguntar isso a Robert mais tarde.) — Lecina pensou.
— Em breve, o rei vampiro buscará a sua sua noiva! Qual de vocês, belas mulheres será a escolhida? — O homem apontou para todas as mulheres presentes, e então parou a sua mão em direção a Lecina.
A atenção de todos foi para ela:
— Oh, temos algo incomum por aqui. — O homem saiu do palco, e foi até Lecina. Ele era o narrador.
— Ei, volte para o palco! — Os interpretes resmungaram.
O homem parou diante de Lecina, e olhou nos olhos.
— Intrigante, seu sangue cheira maravilhosamente bem... — Ele chegou perto do pescoço dela. — Entendo, acho que o destino é engraçado... — Ele sorriu, tirando suas presas para fora.
Ninguém percebeu o que estava prestes a acontecer, foi nesse momento que Robert apareceu, puxando Lecina para si.
— Precisamos ir, Lecina! — Ele disse, olhando feio para o homem.
— Sinto o fedor de lobo, mas você também é vampiro, huh? Como ainda está vivo?
— Isso não é da sua conta! — Ele puxou Lecina, e os dois saíram apressados.
Lecina nunca relutava, ela sabia que Robert era de total confiança.
— Precisamos sair daqui imediatamente!
— Robert, ele era um vampiro?
— Você percebeu?
— Apenas depois que você apareceu...
— Entendo, pegue as suas coisas no quarto, precisamos ir embora agora!
— Aconteceu alguma coisa? É por causa daquele vampiro?
— Não, é um problema ainda maior...
Ele novamente não explicou muito, Lecina fez o que ele pediu, e então eles começaram a sair, quando...
— Há outra humana aqui! — Um homem gritou.
— Robert, se esconda! — Lecina percebeu que viu essas pessoas passando antes. Eram vampiros disfarçados.
— Não...
— Vai, eles não te viram, se sentirem seu cheiro, está perdido!
— Lecina...
— Vai! — Robert, que sempre defendia Lecina, se escondeu. Isso porque ela sabia que dessa vez, se ele fugisse com ela, seria pego.
Não tinha como não notar o odor de lobo, já que vampiros tem faro afiado, tanto como um lobo.
— Por favor, mostre-me suas costas! — Eles pediram educadamente, e Lecina não recusou.
Apesar de não entender a situação, ela fez o que pediram.
— Ela também não tem a marca... — Eles estavam à procura da noiva do atual rei híbrido.
(Marca?) — Lecina queria perguntar, mas ficou em silêncio.
Eles pediram desculpas, e se afastaram.
Roberto voltou depois de dois minutos.
— Eles sentiram meu cheiro?
— Não sei, ninguém mencionou nada...
— Vamos embora, Lecina! Não estamos seguros aqui...
Eles saíram apressadamente. Depois de um certo tempo, eles pararam em um lugar qualquer quando anoiteceu.
— Hoje é Lua cheia... Lecina, tem uma caverna perto, pegue a faca, deixe sempre perto! Use bastante disso, vai camuflar seu cheiro por algumas horas.
— Onde conseguiu isso?
— Eu comprei um pouco antes de te encontrar lá no vilarejo.
— Certo... — Ela guardou, então seguiu Robert até uma caverna que ele viu pelo caminho.
Ele acendeu uma fogueira pequena para ela.
— Não sei quanto tempo vai levar, então me espere... vou me afastar um pouco, mas ainda conseguirei achar seu rastro.
— Tudo bem, tenha cuidado... ah, leve essa bolsa de sangue. É a última, mas provavelmente você vai precisar...
— Sim, minha transformação é dolorosa e exige muita força. Obrigado, Lecina. — Ele a abraçou e saiu.
Lecina não era tão forte comparado aos híbridos, porém Robert a ensinou a se defender com os recursos que tinha. Ela não confiava em mais ninguém além dele, por isso, era fria com qualquer estranho que se aproximasse.
Ela ficou sozinha na caverna, enquanto pensava sobre os acontecimentos de antes.
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Atualizado até capítulo 103
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