Havia passado um mês desde o ocorrido. Ravena caminhava com sua tia pelo jardim. _Como você tem se sentido, minha linda menina?
Ravena_ Você sabe, tia, estou tentando lidar com tudo, pelo meu marido e Delia.
_Sua irmã decidiu deixar o reino, quer começar do zero.
Ravena_ Ela me disse, dói me separar dela, acho que é o melhor.
_ Sim, querida, ela não poderá mais ser feliz aqui. Como vai seu relacionamento com seu marido?
Ravena_ Estamos bem, tomamos café da manhã juntos, também jantamos.
_ E só? Bem, você e ele já tiveram intimidade?
Ravena_ Ainda não, eu não consigo esquecer aquela noite, ele está me dando tempo.
_ Ele é um grande homem, vocês vão superar isso.
Ravena_ Espero que sim.
Ravena saiu com sua tia para comprar vestidos, ainda assim era incômodo, já que os olhares estavam sobre ela. Havia muitas mulheres que tinham muita inveja de sua beleza e seu status, que a espreitavam pela rua. Elas pararam em um restaurante para comer algo, mas quando estavam à mesa, dois homens entraram.
_ Nojentos Kur kan! _gritou indignada.
Ravena_ O que acontece, tia?
_Olhe para essas bestas.
Ravena olhou na direção, lá estava o mesmo homem que ela viu quando ia se casar, eram aqueles olhos amarelos como os de um gato.
Ravena_ Tia, eu nunca entendi o ódio que sentem por essas pessoas.
_ Porque eles não são como nós, são mestiços, bestas. Dizem que seus antepassados se reproduziram com diferentes tribos, até com gente, você sabe.
Ravena_ Que gente?
_ Bem, de pele escura, que horror.
Ravena_ Não tem nada de errado com a cor da pele, não escolhemos nossa aparência.
_ Tem sim, nós com nosso sangue puro, sangue de deuses, jamais nos rebaixaríamos com essa gente, é só olhar para nós e olhar para eles.
Ravena_ Lembre-se que o rei deu autorização para que eles estejam aqui e pediu respeito por eles.
_ Grave erro.
Ravena e sua tia terminaram de comer e levantaram-se da mesa para sair do lugar, mas antes de irem, a tia de Ravena fez um comentário em voz alta.
Este lugar perdeu o nível ao convidar gente de sangue sujo disse olhando para os Kur kan.
Ravena_ Tia, chega, o que você está fazendo? _disse indignada, mas aquele homem se levantou da mesa, era alto e seu olhar paralisou de medo as duas mulheres, e suas palavras as destruíram.
Posso ter o sangue sujo, mas não a cabeça, para viver às custas da minha sobrinha me achando nobre quando é ela quem porta o título, e por mais sujo que seja meu sangue, jamais me deitaria com minha cunhada e, se o fizesse, responderia como homem, sem desculpas estúpidas. Aliás, senhora, seu marido tem bom gosto, ontem à noite na taberna ele tinha a melhor das meretrizes em suas pernas, você sabe, um homem busca fora o que não tem em casa depois disso saiu do lugar, deixando as mulheres envergonhadas.
Que saíram com a cabeça baixa. Ravena chegava em casa depois desse momento vergonhoso quando uma empregada desceu correndo. _ Minha senhora, sua irmã desmaiou, o médico chegou há um momento.
Ravena_ Delia, não pode ser. Ela foi ver sua irmã, o médico estava com ela, teve que esperar do lado de fora.
Marquesa disse fazendo uma reverência.
Ravena_ Como está minha irmã?
_Ela está bem, eu não sei como dizer isso.
Ravena_ O que acontece? Disse que ela estava bem.
_ Sim, sua irmã está grávida, de um mês aproximadamente.
O mundo de Ravena desabou naquele instante, sua irmã teria um filho de seu marido.
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Atualizado até capítulo 102
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