Elena acordou cedo, fez sua higiene pessoal,escolheu uma calça de malha e uma camiseta.Caminhou até o espelho no canto do quarto, com um sorriso no rosto. Seus dedos deslizavam suavemente pelos fios do cabelo, separando-os com habilidade. Pegou um elástico colorido de sua caixa de acessórios e, com movimentos graciosos, reuniu todo o cabelo em suas mãos.
Com um último olhar de concentração para o espelho, abriu o elástico, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo alto e elegante, descendo pelo centro das costas, destacando a curva suave de seu pescoço.
Se virou de frente para o espelho, admirando o resultado. Seus olhos brilharam de satisfação enquanto ajeitava alguns fios rebeldes.
Ela estava pronta para encarar o dia, ou melhor dizendo, o seu novo vizinho. Ao sair do quarto e caminhar em direção à cozinha, deparou-se com Bella, a sua gata de pelagem negra.
"Olá, minha pequena. Dormiu bem?", disse enquanto acariciava a cabeça do animal, que respondeu ronronando e miando suavemente. Com uma pequena cesta de café da manhã em mãos, dirigiu-se determinada em direção à casa do vizinho, que ficava do outro lado da rua.
Ajeitando as roupas, ela se aproximou do casarão imponente, conhecido por todos como mal-assombrado. Após uma respiração profunda para afastar a inquietação, pressionou a campainha, ouvindo passos vindos do interior da casa antes que a porta se abrisse, pois um sorriso no rosto. O homem que havia conhecido na semana anterior estava diante dela, com um sorriso amigável.
"Bom dia! Como posso ajudá-la?", perguntou, observando a cesta em suas mãos com interesse nas guloseimas que ela continha. Entretanto, uma ruga de perplexidade se formou em sua testa, pois não conseguia entender por que estava ali eles haviam chegado , semana passada não era tarde para dar as boas vindas..
"Olá, desculpe incomodar tão cedo, mas preciso conversar com seu patrão. Pegue esta cesta, é um presente de todos os vizinhos", ela mentiu, oferecendo um sorriso amistoso.
"Por favor, entre", disse, abrindo espaço para que passasse pegando a cesta levando para a cozinha. Voltando à sala, anunciou: "Fique à vontade, vou informar ao mestre que deseja vê-lo", Elena achou engraçado como se referia ao seu patrão.O viu sair, deixando-a na ampla sala decorada com quadros antigos. A casa possuía um estilo gótico, iluminada pela tênue luz que penetrava os vitrais coloridos. Arcos ogivais se erguiam majestosamente, conferindo à sala uma aura de grandiosidade sombria. Lustres pendentes iluminavam o espaço com sua luz fraca, projetando sombras dançantes sobre os móveis de madeira escura esculpida. A atmosfera misteriosa sugeria uma conexão intemporal com o passado medieval, onde a decoração intrincada e a pedra escura pareciam guardar segredos antigos. Era uma sala que exalava drama, um relicário do gótico que habitava os sonhos e pesadelos daqueles que ousavam adentrá-la.Um barulho atrás dela a fez virar e avistou o grande doberman preto a encarando com suas orelhas em pé.
"Ah, é você", murmurou, movendo-se na direção oposta ao cachorro, que parecia seguir seus movimentos com olhos atentos. Sempre gostará de animais, especialmente de cães, mas esse em particular a deixava inquieta.Sentia como se estivesse sendo observada . Seus olhos então se fixaram em um quadro que retratava uma densa floresta com árvores altas, uma rua sombria coberta de folhas caídas, e, no topo de uma colina, um castelo imponente.
"Parece que gostou do meu quadro", disse uma voz rouca atrás dela. Se virou e deparou-se com o dono da casa, Rocco, parado à frente da escada, com doberman a seus pés.
"Ah, sim! Este quadro me faz sentir como se pudesse entrar e caminhar por essa estrada", respondeu, encantada com a beleza e a energia que emanava da pintura.
“É o que sente?”,perguntou franzindo a sobrancelha.Ela assentiu com a cabeça se virando para o quadro em e seguida para ele.
“Sim,tem uma beleza única”,ouviu calado o que a mulher a sua frente dizia exatamente a mesma coisa que Eleonora havia dito quando o levou para sua casa depois de transformado.
"Peço desculpas pela demora e a escuridão da casa. Não gosto de receber visitas inesperadas", Rocco declarou, mantendo seu olhar fixo nela.
"Entendi, não pretendo demorar", respondeu, sentindo-se levemente constrangida após a indireta dele. Respirou fundo e prosseguiu: "O prefeito me enviou aqui para discutir a possibilidade de realizar o festival na cidade..."
Rocco a interrompeu com um tom sério: "O prefeito a enviou para tentar me seduzir? É por isso que está vestida assim?", ele questionou, fazendo-a arregalar os olhos e chocando-a com sua insinuação.
"Acredito que houve um mal-entendido. Eu não sou uma prostituta", ela retrucou, dirigindo-se à saída. No entanto, o doberman posicionou-se em sua frente, bloqueando-lhe o caminho, enquanto Rocco permanecia parado, observando-a com um olhar sombrio.
"Chame o seu cão, por favor", pediu, virando-se para o homem, claramente irritada com a atitude do cachorro e do dono.
"Ele tem vontade própria, peça você", respondeu Rocco, respirando fundo. Cerrando os punhos e saiu esbarrando no cão, abrindo a porta. Rules, seu assistente ,observou toda a cena da cozinha, em silêncio, inicialmente havia se preparado para oferecer café, mas, devido ao desenvolvimento da conversa, optou por não intervir.
Após alguns minutos e vendo que a visita dela mexeu com seu senhor resolveu falar: "Mestre, a Sra. Elena parece ser uma mulher honesta e não uma das moças da vida. Investiguei um pouco sobre ela; trabalha com faxinas e é historiadora, além de ser solteira", informou Rules a Rocco, que o encarou com olhos que pareciam brilhar em um tom amarelo profundo e dentes pontiagudos.Se virando saiu pela porta dos fundos seguido pelo cão em direção a densa floresta.
Antes mesmo de chegar em casa, Elena foi interrompida pela vizinha fofoqueira, que a chamou com um suspiro de desaprovação. Parou e virou-se para a mulher, forçando um sorriso.
"O que a levou a visitar o novo vizinho?", a mulher perguntou, seu tom carregado de malícia, enquanto exibia um sorriso furtivo.
"Fui incumbida de discutir com o Sr. Rocco sobre o festival", Elena explicou, tentando manter a compostura. Outra vizinha se aproximou, pronta para se juntar à conversa.
"O que aconteceu? madrugada passada, esqueci de colocar o lixo para fora cedo.Vi um cachorro enorme de olhos vermelhos", comentou a segunda mulher. Elena ouviu a observação e discretamente se afastou, deixando as duas senhoras em meio à sua troca de informações.
Ao chegar em sua casa, Elena abriu a porta e entrou, ainda indignada com a insinuação de Rocco.
"Idiota", murmurou, olhando pela janela da cozinha na direção da casa do vizinho.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Cida Souza Souza
pior também não entendi
2024-12-02
1
Gessymara Torres
bom ainda tô perdida ,,, ela com o Tony !!!! parece que nossa Helena não é tão boazinha assim kkkkkkkk
2024-12-02
2
Rosária 234 Fonseca
nossa que emoção tudo isso que em acho que ele vai acabar gostando dela
2024-03-03
0