Meus planos não envolviam eu estar dentro do meu quarto, deitado na
minha cama pensando naquela garota e na boceta doce que ela tinha. Mas
foi só ouvir aquela surpresa na voz dela, ao descobrir que eu também era o
dono da boate, para que todo meu tesão fosse por água a baixo.
A vozinha na minha cabeça que gritava “interesseira!” apareceu, me
lembrando como Emily era, a desgraçada que destruiu minha vida, e em
como eu tinha agido como o mesmo tolo que estava sendo com Sophie.
Se eu soubesse que ela diria algo daquele tipo, teria transado com ela
naquela bancada mesmo e saciado meu desejo. Mas claro que eu tinha que
ser bonzinho em me lembrar de que era a primeira vez e por isso não
deveríamos fazer ali, em um banheiro, dentro de uma balada lotada.
Meus planos eram trazê-la para casa, enquanto a provocava no banco
de trás do carro, me certificando de mantê-la molhada e quando eu chegasse
ao seu quarto lhe faria gozar mais uma vez antes de deslizar para dentro
daquela boceta apertada.
Mas agora ali estava eu, remoendo minha bondade e meu péssimo
gosto em mulheres, pois posso não ter escolhido Sophie, mas estava sendo
estúpido o bastante para gostar dela.
— Porra, Patrick! — rosnei comigo mesmo — Vá dormir e esqueça essa garota!
Soquei o travesseiro me virando mais uma vez, tentando fazer o sono
chegar, mais nada veio. Não me orgulho de dizer que só consegui dormir
depois de me masturbar pensando em Sophie e nos seus gemidos chamando
meu nome.
Acordei de mau humor, mas tinha que fingir estar bem, pois sabia da
enxurrada de perguntas que minha mãe iria fazer assim que me visse.
— Como foi ontem? Não vi Cris chegar com vocês, aconteceu
alguma coisa?
Respirei fundo, me sentando a mesa e pensando se seria bom ignorar
Holly antes do café, ou fazê-la calar a boca para que eu pudesse comer em
paz.
— Bom dia para você também Holly. A noite foi ótima, deixei Cris
para trás depois de ele ter beijado minha mulher e adorei comprovar o quão
interesseira Sophie é. — sim, acabei optando por fazê-la calar a boca antes
do meu café.
A jarra com suco quase caiu da mesa com o choque dela e quando
acreditei que ela iria atrás de John para saber mais, ela simplesmente
chegou mais perto de mim.
— Do que está falando? Como assim Sophie e Cris se beijaram? —
ela sussurrou as perguntas, mesmo que estivéssemos apenas nós dois ali. —
E pare de dizer que a menina é interesseira, ela é a coisa mais doce que
você já conheceu!
Ah sim, com toda certeza ela tinha a coisa mais doce que eu já tinha
provado, doce, apertada e molhada. Porra! Seria difícil tirar aquilo da
cabeça.
— Pergunte a doce e inocente Sophie, ela vai saber melhor o porquê
estava se esfregando no meu amigo enquanto dançava e por que o beijou.
— resmunguei enchendo a xícara com café e querendo me esquecer dela.
— Claro, me esfreguei em Cris tanto quanto você se esfregou na loira
peituda que sentou no seu colo! — a voz dela soou atrás de mim me
chocando. — Bom dia Holly. Como foi a sua noite? — Sophie perguntou
andando calmamente até se sentar ao meu lado.
— Foi boa, querida...
— Que bom, porque a minha foi um tanto frustrante! — ela disse me
encarando. — Sabe quando alguém balança uma coisa grande, deliciosa,
que te faz ficar desejando ter aquilo para você e então retiram a oferta?
Bem, foi assim que me senti.
Filha da mãe! Ela tinha que colocar naquelas palavras só para
provocar, não é?
— Ao menos não fui o único a ter uma noite frustrante, é um
sentimento que podemos compartilhar! — rosnei levando a xícara a boca e
sorvendo do café preto e sem açúcar.
— Pelo visto, é a única coisa que vamos compartilhar! — ela fez o
mesmo, virando a xícara sem açúcar, creme ou leite.
— Desde quando você toma café puro?
— E desde quando você repara em alguma coisa que não seja você
mesmo? — Sophie rebateu sem nem pestanejar. — Gosto de tomar meu
café conforme o meu humor.
É, eu estava vendo o quanto ela estava amarga.
— O que aconteceu com vocês dois ontem? — Holly questionou
encarando a nós dois, esperando por uma resposta que não viria, ao menos
não da minha boca.
— Pensei que seu humor estaria melhor depois do orgasmo que te dei.
Acho que terei eu fazer melhor na próxima vez! — se era uma guerra de
insultos que ela queria, era isso o que ia ter.
— Quem disse que preciso de você para isso? Posso muito bem me
virar sozinha!
— Ou talvez vá ter ajuda de Cris, pareceu gostar muito dele ontem a
noite! — rebati sentindo minha raiva crescer enquanto discutíamos.
Mas não era apenas a raiva crescendo, sentia também o tesão borbulhar em meu corpo, algo dentro de mim gritando para que eu a calasse com um beijo.
— Talvez eu o chame! Ele parece não fugir das coisas como você! —
ela exclamou erguendo o queixo como se me desafiasse a fazer algo.
Garota petulante! Minha vontade foi levantá-la daquela cadeira, a
curvar sobre a mesa e bater naquela bunda até a pele estar vermelha, até que
ela só pudesse gemer e não conseguisse sentar por uma semana.
— Bom dia, bom dia! — foi a voz da minha mãe que me impediu de
fazer qualquer coisa ou sequer responder a petulantezinha.
— Bom dia meus queridos! Como dormiram essa noite? — a
animação do meu pai dizia muito sobre o que minha mãe provavelmente
ordenou que ele fizesse essa manhã.
Todos se sentaram e começaram a tomar café, minha mãe e Sophie
estavam em uma conversa animada, mas minha mente estava focada na
imagem dela curvada sobre a mesa.
Eu precisava dar um jeito de tirar Sophie do meu sistema, consumir
esse desejo que estava me deixando louco. Precisava colocar um fim nessa
maluquice, com ela ou com outra!
— E então filho, o que acha? — minha mãe falou mais alto, mas o
que me tirou dos meus pensamentos foi a mão de Sophie tocando meu
braço.
— O quê? Não ouvi o que disse mãe.
— Estávamos falando que vocês precisam de uma lua de mel. — meu
pai falou com naturalidade, me surpreendendo. — Uma mudança de cenário
vai ajudar vocês dois a se conhecerem melhor.
Olhei para os três ali na mesa, os minutos que fiquei distraído não
serviram para eles formarem aquela conspiração toda, com certeza minha
mãe já tinha vindo com aquela conversa pronta.
Eu queria entender a fixação dos meus pais em fazer com que eu me
acertasse com alguém, mas não entendia. A única coisa que eu ainda
compreendia era a necessidade deles em terem um neto, já que queriam
garantir o futuro da empresa.
Mas eu não estava pronto para transar com Sophie, ter as mãos dela
sobre meu braço, como uma esposa carinhosa e não alguém que estava tentando me persuadir dizia isso. Eu cairia fácil na enganação que era ela,
isso ficou provado ontem a noite, então antes que pudesse cumprir a minha
parte patética no acordo e ter um filho com ela, eu precisava colocar outra
mulher na minha cama.
— Não posso! Tenho muito o que fazer na empresa, quem sabe na
próxima semana! — me levantei da mesa dando por encerrada a conversa.
— Se era só isso, tenham um bom dia.
Sai de lá o mais depressa possível antes que dona Audrey começasse
com as exigências ou chantagens emocionais.
Eu tinha que fazer o que planejei para ontem, o plano inicial para ser
mais específico, eu iria até a Lust e pagaria quantas mulheres fossem
preciso para me tirar Sophie da cabeça e todo o tesão que me tomava só em
pensar no seu corpo, gosto, ou até os gemidos.
Ia tirar a diabinha da cabeça e então eu poderia fazer um filho com
ela, quando ela não significasse nada mais do que mais uma mulher na
minha cama!
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Guaraciara Da Conceição Rodrigues Cruz
janta na hora dele ler esse relatório né autora,é depois disso a Sophie deveria dar um gel nele e aí sim implorar pelo amor dela.
2024-07-27
1
Guaraciara Da Conceição Rodrigues Cruz
janta na hora dele ler esse relatório né autora,é depois disso a Sophie deveria dar um gel nele e aí sim implorar pelo amor dela.
2024-07-27
0
Maria Ferreira
Cadê o maldito relatório que ele não ler AF /CoolGuy/
2024-07-24
2