Sophie

Eu ainda não conseguia acreditar que aquilo tinha acontecido, Patrick

tinha mesmo me dado meu primeiro orgasmo e foi com a boca dele! Eu

estava no céu.

Ele me tirou da bancada e me ajudou a colocar o vestido no lugar,

dando um nó mais do que apertado em meu pescoço, com a desculpa que

era para não soltar.

Meus cabelos estavam uma bagunça, assim como nossas bocas e

roupas amassadas. Estava claro o que tinha acabado de acontecer ali, mas

eu nem me importava, estava feliz de mais para me importar com o que as

pessoas do lado de fora iam pensar.

— Como conseguiu entrar aqui e colocar todas para fora, sem que os

seguranças invadissem? — perguntei porque tinha ficado realmente curiosa

ao lembrar das mulheres que estavam ali quando eu entrei.

— Eu sou o dono daqui, pedi para uma garçonete que saía tirar as

outras mulheres do banheiro, porque queria um tempo a sós com a minha

esposa. — ele falou enquanto alinhava os cabelos, como se não fosse nada

de mais.

Meu coração disparou um pouco ao ouvir ele se referindo como "minha esposa". Eu nunca tinha gostado daquelas afirmações de posse, mas eu estava amando cada vez que ele falava.

— Então você é dono daqui? Pensei que só tivessem joalherias.

Patrick franziu o cenho e se afastou indo em direção a porta, voltando

a expressão fechada e dura.

— Joalherias é o negócio da família, eu tenho muitos outros negócios

só meu. — ele respondeu sem nem me olhar e colocou a mão na maçaneta.

— Vamos indo, quero chegar em casa o mais rápido possível.

A expressão em seu rosto não era a mesma de segundos atrás, mas eu

acreditei que ele estivesse erguendo a fachada que exibia para todos, Patrick

assumia aquele personagem para colocar medo nas outras pessoas.

Sai do banheiro com ele andando a minha frente, por um instante eu

achei que ele agiria como se nada tivesse acontecido entre nós, mas não

demorou para que ele se virasse para mim e me puxasse pela cintura.

— Andar com você vestida assim realmente é um perigo. — o ouvi

sussurrar enquanto andávamos para fora do lugar.

Não vi Cris em nenhum lugar, mas foi difícil enxergar qualquer

pessoa de verdade enquanto ele me puxava entre a multidão, empurrando a

todos no caminho até que estivéssemos fora de lá.

Acabamos saindo nos fundos do prédio e o carro já estava lá

esperando por nós.

— Cadê o Cris? Não vamos esperar por ele? — perguntei quando

Patrick praticamente me empurrou para o banco de trás.

— Aquele safado pode dar seu jeito. — ele respondeu se sentando ao

meu lado e ordenando que John seguisse direto para casa. — Se eu o visse

outra vez, acabaria socando ele de novo.

Olhei para John e para Patrick novamente, querendo saber se era

algum tipo de piadinha interna, mas ele estava falando a verdade.

— Você... Você socou seu amigo? Você brigou com Cris?

— Brigou é uma palavra muito forte, dei apenas um soco nele antes

de ir atrás de você, não foi nada de mais. — encarei o homem ao meu lado e

mesmo na penumbra dentro do carro eu conseguia ver a expressão tranquila

dele. — Fique tranquila, se um soco fosse impedir dele chegar perto de mim

não seríamos amigos há anos.

Era uma amizade estranha se os dois tinham o costume de trocar

socos, mas não disse nada, apenas me recostei contra o braço dele e envolvi

o tronco dele com meu braço.

As palavras que ele disse quando entrou no banheiro voltaram a

minha mente, "Acha que pode beijar outro homem e sair assim?", foi por

isso que ele tinha batido no amigo, eu não podia acreditar nisso.

Mas uma sensação gostosa cresceu em meu coração, saber que ele

sentia ciúmes de mim era ótimo. Mais uma coisa que Holly e Audrey

tinham acertado, eu ia ter que agradecer a elas depois, sem as duas nada

daquilo teria acontecido hoje.

Não sei em que momento eu peguei no sono, me rendi ao balanço do

carro e o aconchego dele. Mas acordei com Patrick me pegando no colo

antes de entrar em casa.

— Oh desculpa, não acredito que peguei no sono durante o caminho.

— murmurei jogando os braços em volta do pescoço dele.

Eu queria beijá-lo, mas não sabia qual seria a reação dele, no banheiro

o momento era diferente e agora ele podia surtar como quando o beijei na

mesa do café, e a última coisa que eu queria agora era estragar nossa noite e

o que estava prestes a acontecer.

Mas aparentemente eu era a única que tinha esse pensamento, pois

bastou chegarmos a porta do meu quarto para que ele me colocasse no chão.

— Boa noite, Sophie. — ele falou já se afastando.

— O quê? Como assim boa noite? — questionei confusa enquanto ele

ia em direção ao próprio quarto. — Eu pensei que nós... Que íamos...

Nem ao menos consegui terminar a frase. Patrick parou na porta do seu quarto e se virou para mim, a expressão ainda fechada apesar de estarmos sozinhos naquele corredor, não havia nenhum resquício de sorriso ou de desejo como estava mais cedo.

— Foi um longo dia, é melhor ir dormir, podemos começar as tentativas em ter um filho amanhã. — o meu queixo caiu quando o choque me acertou. — Descanse hoje esposa.

Então ele entrou no quarto fechando a porta e me deixando plantada

ali no corredor sem entender nada do que tinha acabado de acontecer.

Em que parte tudo tinha ido de sensual e cheios de tesão, até aquele

desastre de frieza? Onde ele tinha voltado a ser aquele homem seco e

horrível?

Entrei no meu quarto me odiando, querendo ir até ele e fazer um

escândalo, mas não ia me rebaixar desse jeito, Patrick tinha voltado a me

tratar como se eu fosse apenas uma incubadora ambulante, então que se

dane, eu não ia me rebaixar indo atrás dele.

O sono parecia ter sumido enquanto eu ficava ali tentando descobrir o

que tinha acontecido. Quando perguntei se ele era o dono do lugar onde

estávamos, foi o momento que ele se afastou, indo para a porta e assumindo

aquela expressão dura, mas eu não tinha dito nada de mais.

Que merda tinha de errado com ele? Se foi mesmo a minha pergunta

que o deixou assim, eu precisava descobrir o porquê. Eu precisava descobrir o que tinha de errado com ele e por que ele parecia me odiar em certos

momentos.

Algo me dizia que isso era sobre sua primeira esposa e eu sabia bem

quem poderia me contar o que aconteceu no antigo casamento dele!

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Comments

Giorgia

Giorgia

Seduza-o ateegravidar, deixe-o louco, e depois diga a ele que cumpriu o contrato, que se ele a quiser, terá que a conquistar....

2024-06-18

1

Raquel Martins

Raquel Martins

Acho que ela tem que dar um gelo nele. Tá muito fácil pra ele...

2024-05-16

4

Adriane Silva

Adriane Silva

🤦🏾desiste mulher ele só que saber de filhos não que seja ruim ter filhos mas desse jeito que ele fala

2024-04-03

2

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