Eu corri até meu quarto, pronta para escolher uma roupa que fosse
fazer Patrick perder a cabeça. Audrey tinha sido muito gentil em me dar
aquelas roupas de presente, do contrário eu não conseguiria comprar nada.
Tomei um longo banho, me certificando de estar bem depilada em
todos os lugares, se meus planos saíssem perfeitamente, até o fim da noite
Patrick estaria na minha cama.
— Vem aqui minha linda, vou te maquiar e arrumar seu cabelo. —
Audrey me pegou de surpresa quando sai do banheiro. — Hoje vamos
começar a colocar em prática nossas táticas.
Ela e Holly tinham passado o dia me dando dicas de como dobrar
aquele homem. Como eu já suspeitava não era sendo doce e amável que eu
conquistaria o coração do meu marido, segundo a mãe dele, desde o
primeiro casamento Patrick passou a acreditar que não tinha um coração
mais e desistiu do amor.
Ser doce e amável o lembraria como as mulheres manipulavam para
conseguir o que queriam, então eu ia continuar como fui desde o primeiro
dia, batendo de frente com ele, gritando as verdades até que ele enxergasse
o que estava na sua frente.
— Se lembra do que falamos, seja você mesma, mas brigue com ele,
faça meu filho correr atrás de você. Hoje é a oportunidade perfeita para provar o quanto ele sente ciúmes de você.
Holly tinha contado a ela como Patrick mandou John não falar sobre
minha beleza ou nada relacionado ao meu corpo. E então essa ideia ficou
plantada na cabeça dela, eu torcia para que isso fosse verdade e não apenas
alguma bobagem de homem.
— Então eu devo dançar com outros homens? Deixar que cheguem
perto de mim? Eu não acho que consigo fazer isso. — essa era a verdade, eu
não conseguia ser tão ousada assim.
— Você nem vai precisar fazer isso querida, te garanto que todos os
homens no lugar vão babar em você e isso vai deixar meu filho maluco. —
ela garantiu com um sorriso nos lábios, nem parecia estar falando do
próprio filho. — Mas vou arrumar alguém para dançar com você, assim
você vai se divertir ainda mais enquanto o enlouquece.
— Mas quem? John?
— Oh não, Patrick ia acabar demitindo o pobre garoto. Vou jogar com
artilharia pesada, Cris é o único páreo para ele, os dois são melhores amigos
e Patrick vai ficar se roendo por dentro, especialmente depois de tudo o que
ele contou sobre como tem sido o casamento.
Cris, melhor amigo de Patrick e o mesmo homem que tinha ajudado a
me salvar. Talvez aquilo não fosse uma boa ideia, mas eu ia confiar nela, ao
menos Audrey conhecia o filho.
Coloquei o vestido que ela escolheu, um vestido prata brilhoso que
amarrava atrás do pescoço deixando minhas costas totalmente a mostra. Ele
vinha até dois palmos a cima do joelho, não era apertado, mas marcava
minhas curvas a cada passo que eu dava. Não teria sido algo que eu
escolheria, mas assim como na loja ela me convenceu de que era a roupa
que eu precisava.
Audrey fez um rabo de cavalo, não querendo que nada impedisse a
visão das minhas costas. Depois de uma maquiagem clara e uma sandália
prata de salto, eu estava pronta.
— Aqui, coloca esse sobretudo. Vai te manter quente até estarem no
lugar e impedir que Patrick surte até ser tarde de mais.
Eu não consegui segurar a risada, a mulher era terrivelmente boa
naquilo, estava começando a ter dó do marido dela, porque Audrey era uma
mestre em dobrar um homem.
— Você é de mais, não sei o que faria sem sua ajuda.
— Ah querida, iria se sair bem, como já estava se saindo. — ela se
afastou um pouco dando uma última olhada e então me apressou para fora.
— Vamos, eles já estão lá em baixo te esperando!
Eu desci as escadas, confiante, estava me sentindo linda e
determinada. Quando chegamos à sala, os olhares foram direto para nós
duas e mesmo que o sobretudo me cobrisse por inteiro, eu senti o calor do
olhar de Patrick em mim.
Ele também estava terrivelmente lindo, com uma camisa preta
marcando seus músculos, assim como a calça social, ele não estava de
terno, o que eu agradecia, pois me permitia olhar melhor seu corpo. E para
minha surpresa a máscara da vez era diferente, ao invés da que cobria o
rosto inteiro Patrick tinha colocado uma que só escondesse o lado esquerdo
do rosto, me dando a bela visão que tinha tido pela manhã.
— Já podemos ir. — murmurei com um sorriso, tudo o que meu
marido fez foi se afastar indo para fora da casa.
Cris, por outro lado, se aproximou de mim e colocou a mão na base
das minhas costas me levando para fora.
— Pronta para desestabilizar aquele velho ranzinza? — ele sorriu de
forma diabólica e eu nem soube como lhe responder.
O caminho até o lugar foi rápido, Patrick se sentou ao meu lado no
banco de trás, enquanto Cris e John iam à frente. Ele não fez nenhum
movimento ou menção de me tocar, nem mesmo quando chegamos no
lugar.
Entramos na casa noturna que já estava lotada, não esperamos na fila
do lado de fora e o dinheiro de Patrick nos levou direto a área VIP do lugar.
Garotas lindas passaram por nós atraindo o olhar de Patrick, mulheres
vestindo roupas muito menores que as minhas, mais provocantes, mulheres que pareciam ter saído das capas de revista ou até das passarelas, lindas a
ponto de causar inveja.
E elas pareciam ser atraídas também pelo porte dele altivo, o andar de
Patrick exalava dinheiro, assim como as roupas e os acessórios. A máscara
só o deixava ainda mais sensual, com todo aquele ar de mistério.
Eu não duvidava que as garotas iriam se atirar contra ele sem
pestanejar, mas isso eu não podia deixar. Então, assim que alcançamos a
nossa área reservada, com os sofás de couro e a mesa, eu finalmente tirei
meu casaco.
— Que porra é essa que está vestindo? — o som gutural da voz dele
me arrepiou dos pés a cabeça, mas eu fingi não entender o que estava
acontecendo, mostrando que não estava afetada por ele.
— Ah esse vestido foi sua mãe que me ajudou a escolher. Você
gostou? — sorri docemente deslizando as mãos pelo vestido.
Assisti os olhos castanhos esquadrinharem meu corpo de baixo para
cima e a mandíbula se tencionar quando encontrou meu rosto.
— Isso não é um vestido, está mais para um pedaço de pano que
cobre muito pouco! — ele rosnou entre dentes.
— Eu gostei, está maravilhosa Sophie! — Cris exclamou com um
sorriso safado e Patrick o fuzilou com os olhos.
Audrey estava certa mais uma vez, eu só torcia para que o filho dela
não resolvesse brigar aqui.
Nós nos sentamos e o garçom apareceu sendo prestativo de mais,
enquanto eu observava o lugar deixei que Patrick pedisse minha bebida. As
mulheres pareciam estar de olho tentando descobrir qual deles estava me
acompanhando, já que os dois estavam se mantendo a uma certa distancia
de mim.
— Porque Sophie não pode beber? — a menção ao meu nome atraiu
minha atenção no mesmo segundo.
— Porque já basta todo maldito homem desse lugar olhando para ela,
não preciso dela tropeçando bêbada por aí. — ele me encarou prendendo
meu olhar ao seu. — Ou oferecendo coisas de mais a esses babacas aqui.
Engoli em seco sabendo exatamente do que ele estava se referindo,
mesmo que Cris parecesse não entender, eu entendia a indireta.
Aquilo era o que eu temia, que ele pensasse que eu era uma oferecida
e esse sentimento só me fez ficar incomodada com a roupa.
— Vamos dançar? — Cris estendeu a mão para mim, me chocando e
me tirando dos pensamentos.
Eu estava prestes a negar quando ele deu uma piscadela, me
lembrando do que Audrey me disse. Era isso o que eu precisava fazer, ser
confiante. Segurei a mão dele e vi Patrick se contorcer enquanto nos
movíamos para longe dali.
— Obrigada por me salvar, mas tem certeza que quer fazer isso? —
perguntei chegando mais perto dele e tentando ser ouvida apesar da música
alta.
Cris colocou um braço em volta da minha cintura e me puxou contra
seu corpo, então ele se curvou deixando a boca pairar sobre minha orelha
antes de falar.
— Está brincando? Vou adorar vê-lo perder a elegância e correr atrás
de você. Acredite, isso é tudo o que Patrick precisa.
Ele começou a embalar meu corpo na batida eletrônica, mas de forma
sensual, seu corpo se mantinha muito próximo ao meu, não nos dando outra
escolha a não ser nos tocarmos vez ou outra.
Nós dançávamos nos esquecendo de tudo, ao menos eu fiz, nunca
tinha me divertido assim, não me importava que pessoas suadas
esbarrassem em mim, ou que estivesse calor. Eu estava me divertindo, me
sentindo jovem pela primeira vez na vida.
Quando eu me virei ficando de costas para ele, suas mãos seguraram
minha cintura me parando no lugar, olhei em volta vendo que nós dois
atraímos muitos olhares, ou talvez Audrey tivesse acertado mais uma vez e
todos estivessem me olhando. Até que meus olhos focaram em Patrick.
Ele tinha uma expressão dura no rosto, os punhos cerrados e os olhos
focados em mim. Sorri para ele e me senti ainda mais ousada quando
rebolei e o vi se levantar do sofá.
Me movi em um ritmo mais lento, dançando totalmente para ele,
passeando as mãos em meu corpo e mordendo os lábios. Querendo que
Patrick viesse até mim, que saísse daquela pode altiva e viesse mostrar a
todos que era meu acompanhante.
— Vai enlouquecer o homem. — Cris sussurrou, mas eu estanquei no
lugar quando uma loira se aproximou dele e se sentou em seu colo,
ganhando sua atenção. Não podia acreditar naquilo. — Ei linda, não liga
para isso. Ele não quer...
A voz de Cris se perdeu em meus pensamentos quando a mulher
deslizou a mão pelo pescoço de Patrick e ele segurou a coxa dela, não só
aceitando suas carícias como retribuindo também.
— Eu vou ao banheiro. — resmunguei me desvencilhando dele. — E
obrigada pela dança.
Segurei o rosto de Cris pronta para plantar um beijo na bochecha dele,
mas o cafajeste se virou, fazendo nossas bocas se tocarem. Me soltei dele e
fui para o banheiro balançando a cabeça, mas não consegui sorrir pois sabia
que ele só queria me fazer sentir melhor.
Entrei em uma das cabines, ignorando as mulheres conversando
animadas e se maquiando, e me sentei sobre a tampa do vaso, eu só queria
respirar um pouco e processar que talvez não fosse ser eu a ir para casa com
Patrick hoje.
Estava tão perdida em pensamento que demorei para perceber que o
barulho tinha acabado, as conversas animadas não estavam mais ali, o
banheiro tinha caído em um estranho silêncio.
Me ergui rapidamente e sai de lá, não podia negar até um pouco
assustada. Estava lavando as mãos quando a voz dele me alcançou.
— Acha que pode beijar outro homem e sair assim?
Pulei no lugar, levando a mão ao peito com o choque, quando ergui
meu rosto, pude vê-lo pelo espelho. Patrick andou em minha direção com
os passos lentos.
— Não chamaria aquilo de beijo e não acho que você tem direito a
reclamar quando estava passando a mão naquela mulher. — respondi secando as mãos e empinando o queixo.
Mas quando os dedos dele tocaram a base das minhas costas, eu não
consegui evitar o suspiro.
— Eu não estava tocando aquela mulher, mas sim mandando que ela
tirasse as mãos de mim. — ele disse me surpreendendo, enquanto suas
mãos continuavam a subir por minhas costas. — Mas não sabia que tinha
uma mulher ciumenta.
— É bom ficar ciente de agora em diante. — sussurrei as palavras
sem muita força, pois a mão dele envolve meu pescoço e ele se aproximou
ainda mais, me prendendo entre a bancada da pia e seu corpo quente.
— É bom que você aprenda Senhora, Carter, que seu marido é um
homem possessivo! — Patrick puxou meu rabo de cavalo me arrancando
um gemido e colocou a boca contra o meu pescoço. — Vou te mostrar que
você é minha!
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Adriane Silva
ufa espero que depois disso ele não seja um cafajeste
2024-04-03
5
Adriane Silva
artilharia pesada gostei🤣🤣🤣🤣🤣
2024-04-03
2
HENEMANN- MEDEIROS. Henemann
hui 🤦 arrepiei 😁
2024-03-26
0