Ela tinha acabado de acordar e já estávamos brigando. Como isso era
possível? Eu passei a noite ao lado dela, mesmo que cada parte da minha
sanidade mental me dissesse para correr daquele quarto.
Mesmo depois que Sophie abriu os olhos no meio da madrugada, não
consegui ir quando ela me pediu para ficar. Ficou claro quando subi na
cama que ela não estava com frio, senti o corpo quente se aconchegando no
meu. Mas ela estava tão vulnerável e frágil quando me pediu para ficar, que
eu não consegui ir embora.
Talvez fosse uma estupidez sem tamanho, mas não pareceu quando
ela se enrolou ao meu lado ressonando. Mas quando eu acordei medo me
tomou.
Estava tão relaxado do sono tranquilo que tive, que acabei me virando
e me espreguiçando de forma tranquila, não me importando com nada. Mas
quando me dei conta de onde estava foi que temi que Sophie tivesse visto a
abominação que eu era.
Ela não estava na cama, o lado onde a pequena tinha dormido estava
bagunçado, mas não havia sinal dela ali.
Merda! Me apressei pegando a máscara na mesa de cabeceira e
coloquei sobre meu rosto, se Sophie tivesse visto meu rosto já teria corrido
para o outro lado do país.
Um barulho no banheiro me chamou a atenção e eu tratei de arrumar
a cama enquanto esperava que ela saísse.
Sophie pareceu desapontada quando me viu ali, não sei se esperava
que eu estivesse dormindo ainda ou se era por já saber o que estava de
baixo da máscara. Mas ela tratou de me tranquilizar quanto aquilo, ela não
tinha visto a coisa horrenda ainda.
Tinha tudo para ser uma manhã tranquila e agradável, até estávamos
conversando como pessoas normais. Mas bastou eu perguntar das roupas
para que o pandemônio começasse.
— Como não tem nada? — questionei alterado, chegando ainda mais
perto dela. Não deixaria que ela usasse a carta de pobre coitada para
conseguir mais dinheiro, já tinha passado dessa fase. — Um milhão que foi
para sua conta deveria ser mais do suficiente para comprar roupas para
você! Ou é tão amante do dinheiro que vai passar frio até que eu lhe compre
um guarda-roupa novo?
— De que porra está falando? — ela gritou confusa e transtornada,
mas não duvidava que fosse só parte do show. — E quem disse que eu
quero que me compre alguma coisa? Pode pegar seu dinheiro e enfiar no
seu rabo, prefiro morrer de frio do que ser tratada como uma interesseira!
Ela não tinha apenas uma boca muito suja para alguém que queria
parecer tão doce, ela também era maluca, subiu na cama ficando da minha
altura e chegando tão perto que eu só precisava esticar o pescoço um
centímetro, para grudar nossas bocas.
Os olhos dela se desviaram para meus lábios, como se pudesse ler
meus pensamentos. Diabo de mulher! Eu queria beijá-la e nem conseguia
esconder direito.
— Posso saber o que é isso? — Holly chamou nossa atenção e só
então nos demos conta que estávamos sendo observados.
— Senhor Carter... Humm, sua mulher deveria estar descansando. —
o médico falou, mesmo com medo da minha reação. — Com todo respeito
senhor.
— Desculpe, nós acabamos nos alterando um pouco. — murmurei
sabendo que logo Holly daria um jeito de me censurar também. — Nós podemos conversar depois, esposa.
Estendi a mão para ajudá-la a descer da cama, mas Sophie apenas
semicerrou os olhos, me fuzilando com os olhos antes de se deitar na cama
sozinha, ignorando minha ajuda.
Respirei fundo tentando não voltar a discutir com ela, tinha que me
lembrar que Holly estava perto e depois das três mancadas que dei ontem,
eu teria que bancar o bonzinho por alguns dias.
Sai do quarto deixando que eles se entendessem e fui direto para o
meu quarto, precisava de um longo banho para me acalmar e me tirá-la do
pensamento.
Entrei no box grande e liguei os jatos de água, me enfiando de baixo
do chuveiro recebendo o calor agradável me ajudando a relaxar os
músculos. Mas não teve nenhum efeito em me ajudar a esquecê-la.
Muito pelo contrário, eu comecei a pensar nos lábios carnudos da
garota petulante, a expressão altiva e então nos nossos beijos.
Como eu queria ter jogado ela naquela cama e a beijado, calando
aquela boca espertinha. Deveria ter subido minhas mãos por aquela
camisola fininha que Holly tinha colocado nela na noite passada, sentir cada
uma de suas curvas até que Sophie estivesse arfando e gemendo para mim.
Meu pau bateu continência com a mera lembrança dos sons dela.
Minha ereção dolorida batia contra o meu abdômen, a ideia de me deitar
sobre ela sentindo o corpo macio contra o meu.
Os mamilos apontando sobre o tecido fino com apenas um toque meu,
e então o calor, molhado e apertado de sua boceta.
Fechei meus olhos segurando minha ereção e lembrando da sensação
de ter meu dedo dentro dela. Subi e desci a mão me masturbando e
imaginando que era a doce e pequena Sophie, me apertando com suas
paredes, engolindo meu pau de forma deliciosa e dolorida.
O som de meu nome sendo gemido em sua boca me deixou ainda
mais louco e eu rosnei aumentando o ritmo e me segurando na parede com
a outra mão. A voz de Sophie com a respiração entrecortada me inebriava,
me levando mais perto da loucura, eu podia até mesmo sentir seu corpo recebendo o meu e podia ver seus olhos se revirando de prazer, enquanto
ela abria a boca gritando, sendo reivindicada por mim.
— Sophie! — gritei explodindo, meu gozo tingiu as paredes pretas de
branco e eu continuava a me derramar imaginando tudo aquilo dentro dela,
dentro daquela boceta apertada e que logo teria meus bebês. — Porra, eu
estou fodido!
Sai do banheiro praguejando, mas sem conseguir pensar nela daquela
forma. Só podia ser falta de sexo, longos períodos de solidão faziam isso
com um homem, essa era a única explicação.
Desci para o andar de baixo e encontrei Cris a mesa, tomando café e
se sentindo muito confortável. Após nos deixar em casa eu achei que ele
iria embora, mas ao invés disso meu amigo se convidou para passar a noite.
— Bom dia, dorminhoco. Como está sua esposa? — eu conseguia
sentir o deboche na palavra esposa e já até imaginava o que viria a seguir.
— Bom dia. Achei que já teria ido embora a essa altura. —
resmunguei me sentando e começando a comer, ignorando a pergunta sobre
Sophie.
— Ah, não, eu não posso ir. Não quando me dei conta que não
conheço mais meu melhor amigo. — revirei os olhos bebericando meu café.
— Não fui nem convidado para o casamento dele.
Era isso, claro que Cris ia fazer um show sobre o assunto, ele não
sabia ficar quieto e tudo virava uma maldita fofoca.
— Não houve casamento.
— Como assim não teve casamento? Ela é a senhora Carter agora,
então teve um casamento.
— Assinamos os papéis separados e então ela veio para cá, apenas
isso, negócios. — ele me olhou incrédulo e confuso, então esclareci de uma
vez. — Meus pais queriam um herdeiro, a empresa precisa de um futuro e
blá, blá, blá. Sophie concordou em me dar os filhos em troca de um milhão
e aqui estamos, um casal feliz.
O silêncio reinou enquanto Cris me encarava como se yivesse um
alienígena saindo de mim. Aquilo seria chocante para muitas pessoas, já era esperado, mas nada com o que eu já não estivesse acostumado.
— Não acredito que você fez isso! Casamento por contrato com uma
mulher que você nem conhece?
— Pois pode acreditar, faz três dias... Não, na verdade, quatro dias
hoje que minha nova esposa está aqui!
— O que te deu Patrick? Onde estava com a cabeça? — ele continuou
a berrar inconformado, se ao menos soubesse que nada daquilo tinha sido
ideia minha. — Você foi o homem que sempre falou que casamento deveria
ser por amor. E agora isso?
— Que amor, Cris? Por Deus, não venha com essa merda agora. —
bradei atirando o guardanapo na mesa. — Isso tudo era uma ideia errada de
um homem que não conhecia a vida.
— Pois é bom voltar a ser, pois você vai ficar casado com essa
menina! — a voz da minha mãe soou atrás de nós e eu me virei espantado.
Lá estava ela, dona Audrey vestida com elegância, sempre
acompanhada do fiel marido. Mas hoje sua expressão não era nenhum
pouco feliz.
— Deixa eu adivinhar, Holly ligou para você? — só podia ser, as duas
conversavam todos os dias, minha mãe estava ali com certeza por saber o
que aconteceu com Sophie.
— Não, vim aqui por sua história idiota de cancelar o contrato,
devolver a garota e arrumar outra! — ela falou colocando toda sua raiva e
desapontamento nas palavras.
Tinha me esquecido disso, toda a confusão tinha sido causada por
aquela ligação e agora minha casa, onde eu detestava receber visitas, estava
mais parecendo um hotel lotado.
— Que porra é essa, Patrick? Cancelar o contrato e devolver? Ela é
sua mercadoria agora, seu babaca? Foi por isso que ela fugiu ontem? —
Cris se levantou colocando toda sua indignação para fora.
— Sophie fugiu? — meu pai e minha mãe perguntaram ao mesmo tempo.
Ótimo, agora eu teria que enfrentar a própria inquisição dentro da
minha própria casa e tudo isso por culpa daquela diaba!
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Atualizado até capítulo 54
Comments
HENEMANN- MEDEIROS. Henemann
A história além de muito boa ☺️ agora está ficando ótimo 🤠
2024-03-26
6
Maria Helena Macedo e Silva
e o relatório se contorcendo no escritório🤦
2024-03-12
0
Liz Da Costa Rocha
eu tô amando, daí Sofia kkk
2024-01-22
4