Acordei naquela manhã com o suave raio de sol que espreitava pelas cortinas e iluminava meu quarto. O toque gentil do vento nas árvores do lado de fora sussurrava a promessa de um dia tranquilo. Apressei-me a me arrumar, escolhendo cuidadosamente minhas roupas, desci as escadas com pressa e fui direto para o carro. Era mais um dia normal, mas, de alguma forma, eu podia sentir uma energia diferente no ar.
Ao me ajeitar no carro, respirei fundo e senti um alívio profundo. Depois de mais de um ano vivendo na mesma cidade, as coisas estavam finalmente se encaixando. As incertezas que costumavam me assombrar deram lugar a uma confiança crescente. Era como se, desta vez, meu pai estivesse certo, e a vida estava finalmente sorrindo para mim. Um sentimento de paz e sossego estava se instalando em meu coração.
Mais algumas semanas se passaram, e a rotina continuava inalterada, mas, para mim, cada dia era uma bênção. A sensação de acordar em um lugar familiar, de ir à faculdade e cumprir minhas obrigações diárias era como um abraço reconfortante. Para alguns, essa repetição poderia parecer tediosa, mas para mim era um alívio. Cada dia normal era um lembrete de que a vida estava em ordem, e isso era mais do que eu poderia pedir.
Após um longo dia de trabalho, cheguei em casa e segui minha rotina habitual. Tomei um banho relaxante, a água morna acalmando meus pensamentos. Mas então, quando fui procurar algo para jantar, percebi que algo estava fora do lugar. Meu pai ainda não havia retornado, e ele costumava estar em casa antes de mim, esperando com o jantar preparado.
A preocupação começou a se infiltrar em meu peito. Será que algo havia acontecido? Não... não podia ser de novo. Justo agora, quando finalmente parecia que as coisas estavam dando certo, o medo do passado voltava a me atormentar. Eu sabia que precisava descobrir o que estava acontecendo, pois a tranquilidade que havia encontrado estava pendurada por um fio.
Depois de pensar muito no que poderia estar acontecendo, minha preocupação aumentou ainda mais. Decidi ir para o escritório do meu pai, pois era um lugar onde ele passava muito tempo. Talvez eu o encontrasse lá ou pudesse descobrir alguma pista que explicasse sua ausência.
Com passos cautelosos, abri a porta do escritório. A penumbra do ambiente acentuou o suspense. Meu pai não estava lá, e a sala estava silenciosa, com apenas o tique-taque do relógio na parede preenchendo o vazio. Olhei ao redor, tentando encontrar algo que pudesse lançar luz sobre a situação.
Pensei com cuidado, tentando entender para onde ele poderia ter ido. Já havia percorrido todos os cômodos da casa, e ele não estava em nenhum deles. Sentando-me na cadeira do escritório, olhei para a escrivaninha, onde havia papéis espalhados, anotações e um porta-retratos com uma foto de nossa família. Meu coração batia rápido enquanto eu tentava juntar as peças desse quebra-cabeça inexplicável.
Enquanto estava sentada naquele cômodo, um turbilhão de pensamentos e preocupações invadiu minha mente. O que poderia estar acontecendo? Por que meu pai não estava em casa? Será que algo terrível tinha acontecido? Eu precisava encontrar respostas e resolver esse mistério para recuperar a tranquilidade que estava desaparecendo rapidamente.
Inundada por pensamentos ansiosos, eu me perguntava incessantemente o que poderia estar acontecendo. Cada segundo longe de meu pai aumentava a tensão no ar. As sombras da incerteza pairavam sobre mim, enchendo-me de apreensão. Será que algo terrível tinha acontecido? A minha mente traçava cenários sombrios, enquanto eu imaginava o pior.
Decidi vasculhar o escritório na esperança de encontrar respostas. Olhando para aquelas pilhas de papéis sobre a mesa, senti que eles continham as peças desse enigma que ameaçava minha paz. Sentei-me à escrivaninha e comecei a ler. Cada página revelava um pouco mais da crise que se desenrolava em nossa família.
Li com uma mistura de choque e angústia quando percebi que, mais uma vez, meu pai tinha se envolvido em dívidas de jogo. Um sentimento de desespero me envolveu. Eu já conhecia bem os horrores desse vício que haviam atormentado nossa família. Agora, eu estava enfrentando a perspectiva de reviver aquele pesadelo.
Os papéis me contaram uma história sombria, mas, à medida que continuava a ler, uma nota de esperança surgiu. Havia um cheque, um valor que poderia liquidar todas as nossas dívidas. Fiquei atônita, me perguntando como meu pai teria conseguido tanto dinheiro. Tantas perguntas sem respostas se acumulavam em minha mente.
Continuando a folhear, encontrei um contrato que lançou uma luz diferente sobre a situação. O mistério começou a se desvendar, revelando uma trama complexa de eventos que mudaria completamente o curso de minha vida. Conforme eu lia, as palavras impressas nas folhas revelavam um choque inimaginável.
À medida que percorria cada cláusula do contrato, meu coração afundava. Não podia acreditar no que estava lendo. Meu próprio pai, aquele que deveria ser meu protetor e apoiador, havia tomado uma decisão incrivelmente chocante. Ele havia vendido a sua única filha para quitar as dívidas intermináveis que acumulara ao longo dos anos. Uma onda de incredulidade e desespero me dominou.
Não conseguia acreditar que ele me empurraria para um casamento arranjado com um estranho, uma decisão que eu não tivera nenhuma palavra a dizer. Eu, Isabela Martins, agora era uma mercadoria em um contrato que visava resolver os erros de meu pai. Ele achava que eu aceitaria essa proposta absurda para salvar a sua pele, mas ele estava redondamente enganado.
No momento em que ouvi o portão de casa se abrir, percebi que meu pai havia retornado. A raiva e a determinação queimaram em meu peito. Eu tinha que confrontá-lo, expressar minha recusa em participar desse acordo insensato. Não importava o que ele dissesse, eu não aceitaria ser entregue a um estranho como pagamento por suas dívidas. Minha voz estava pronta para ser ouvida, e eu não recuaria.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 45
Comments
leyde
Que pai hein!!! kkkkkk eu quem n casava ,n foi eu quem fez dividas
2024-01-20
2