Certa vez li uma frase que dizia mais ou menos assim: "Gestar é sentir o mais forte elo entre os seres, é um amor tão intenso que nada nesse mundo pode explicar, é a vida ali acontecendo." Eu tinha tanto medo desse Gestar…
...Atena...
Encontrei o Aslan me esperando no pátio do campus, ele estava tão lindo, como sempre, usava uma bermuda branca e uma camisa de botão e manga curta branca com estampas de coqueiros, eu amava ver ele assim casual, e era raro.
— Você tá muito lindo. Gosto quando se veste assim, menos empresário. — Sorri e dei um beijo nele.
— Bom, não dá pra ir de terno para a praia. — Ele sorriu também. — Você está linda, como sempre. — Esse olhar, esse sorriso, esses elogios, tudo isso acabava comigo.
Fomos conversando no caminho até a lancha que nos levou para a casa de praia. Falamos sobre o Grupo Orson, os produtos de beleza, a faculdade, enfim, coisas do dia a dia. Engraçado que eu sabia praticamente tudo sobre a empresa do Aslan, era como se ele quisesse que eu fizesse parte da vida dele de verdade, e eu fazia o mesmo, deixava ele inteirado sobre tudo, até sobre a Nina. Toda vez que eu tinha um problema, ou quando algo legal acontecia era pra ele que eu contava, enfim, estávamos mesmo muito próximos.
A casa de praia da Maina e do Stuart é linda demais. Imensa, luxuosa, parece as casas de revista de arquitetura. Ficava bem próxima do mar, a parte da frente dava para a pista principal, tinha uma grande área verde na frente que servia de estacionamento. A casa era branca com decorações em madeira apenas lustrada. A maioria dos móveis eram de madeira de demolição, os fundos da casa já dava para a areia da praia, bastava descer as escadas de madeira e pronto, já encontrava o mar
— Vocês chegaram, que alegria. — Maina veio correndo nos receber. — Posso dizer que sonhei com esse momento? Ai tudo que mais queria era isso, passar o fim de semana com o Aslan e uma namorada.
— Para de drama Maina. — Aslan reclamou.
— Mas é sério, eu amo a nossa amizade, nós três somos incríveis, mas eu queria muito uma quarta pessoa, e você finalmente chegou Atena. — Ela falava emocionada, e eu sorri.
— Fico feliz em poder realizar esse sonho. Saibam que eu também estou feliz em estar aqui e em conhecer vocês. — Fui sincera.
— Ai que melação de vocês. — Aslan falou revirando os olhos. — Vamos entrar logo.
Fomos para o quarto, aproveitei para tomar um banho antes do almoço.
O dia passou depressa, almoçamos juntos, e depois fomos aproveitar a praia, pensa num lugar paradisíaco. A água bem azul, limpa quase transparente, a areia bem branquinha e fina, haviam umas espreguiçadeiras alcochoadas que davam um toque elegante sem se desvencilhar do rústico ar praiano. Eu amei demais esse lugar.
— Nossa, olha essa paz. Aqui é perfeito. — Inspirei e falei sorrindo.
— É, quando viemos aqui pela primeira vez eu disse a Maina que tínhamos que ter uma casa aqui, esse lugar é o céu para mim. — Stuart falou de olhos fechados.
— Eu amo tudo isso. — Maina sorria.
Aproveitamos o dia feliz, nadamos bastante, conversamos, até brinquei com a Maina correndo pela praia, com cuidado é claro, pois eu estava com um bebê bem recente na barriga.
A noite jantamos juntos e voltamos para a praia, onde o Stuart acendeu uma fogueira e ficamos jogando conversa fora.
A amizade deles é realmente muito bonita, eles são cúmplices e parceiros. É legal ver o Aslan tão relaxado e se divertindo.
Perto da meia noite voltamos para casa e fomos deitar. Esse era o momento que eu queria, a sós com o Aslan. Após tomar banho deitei com ele na cama.
— Eu tenho um presente pra você. — Falei meio nervosa.
— Presente? — Ele franziu a testa. — Porquê vai me dar um presente?
— Porquê sim… — Dei um meio sorriso, me levantei, peguei a caixa que havia embrulhado e o entreguei.
Ele ficou olhando a caixa por alguns segundos e então abriu. Fiquei calada olhando ele abrir e foquei em ver que expressão ele faria ao ver o conteúdo dela. Foi então que ele arregalou os olhos e em seguida me olhou, como se perguntasse se era de verdade.
Aslan segurou a caixa e começou a retirar as coisas de dentro, ainda sem dizer uma palavra, pegou o sapatinho, depois viu o chaveiro, o teste de farmácia e por fim abriu o resultado do exame de sangue. Então me olhou novamente e se levantou.
Ele ficou andando de um lado para o outro com o exame nas mãos.
— Você tá grávida? — Se virou para mim e perguntou o óbvio.
— É o que diz aí… — Me limitei a dizer. — Gostou do presente?
— Minha nossa! — Ele esfregou os cabelos compridos e então se sentou ao meu lado novamente. — Quando ficou sabendo?
— Estou atrasada faz duas semanas, mas só fiz o exame anteontem.
— E você está bem? — Ele me olhava apreensivo.
— Estou sim. Ainda não sinto nada. — Sorri.
— E-eu, não sei o que fazer agora? Eu nunca lidei com alguém grávido. Caramba! — Ele passava as mãos no rosto aflito.
— Fica de boa, não é a primeira vez que tem um parasitinha aqui. — Merda! Falei a maior besteira de todas, não é pra chamar o bebê dele assim.
— Parasitinha? — Aslan me olhou como se eu tivesse xingado Jesus na cruz.
— É, modo de falar, eu e a Nina fazemos isso para não nos apegarmos aos bebês. Mas não vou chamar o seu filho assim. — Dei um sorriso amarelo.
— Meu filho? — Aslan agora me olhava sério demais. — Atena, é o nosso filho. — Ele enfatizou bem o "nosso". — Eu deixei claro que você será a mãe dele. E que faríamos isso mesmo quando ninguém estivesse olhando. Olha o que acabou de acontecer, você o chamou de parasitinha, imagina se faz isso na frente dos meus pais?
— Me desculpa. — Falei sem graça.
— Pois trate de chama-lo de filho, a partir de hoje, mesmo sozinha ou com a Nina, vai chama-lo de seu. Eu não vou aceitar mais nenhum ato falho como esse. — Droga, eu odiava isso, preferia quando ele sorria, não quando falava como se fosse o meu dono.
— Ok! Então, eu sei como lidar com uma gravidez. — Tentei mudar de assunto. — E em breve terei o apoio da Nina.
— Tá. Então vamos seguir com o plano. Vamos morar juntos assim que esse semestre acabar, e vou te apresentar aos meus pais.
— Tudo certo! — Sorri pra ele. — Vamos tirar foto da sua surpresa.
Arrumei tudo na cama e tiramos muitas fotos juntos.
Agora sim esse contrato estava de fato começando.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Odailma
Concordo com você Sol. Apesar de tudo é um ser maravilhoso, não um parasita. Ele tem vida!
2025-01-29
4
Tânia Principe Dos Santos
k tudo corra bem
2025-02-18
0
Sol Sousa
Eu achei o ô do borogodó chamar um feto de parasita, tinha que ter mais respeito consigo mesmas.
2024-12-30
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