Horas antes...
Maicon: Me levanto cedo, vou para academia e sigo para o banho. Me arrumo para ir à empresa e vou até o quarto do Andrew acordá-lo para ir à escola. Noto o rostinho dele vermelho e a boquinha entreaberta. Me aproximo rápido e o sinto ele quente, o pego nos meus braços e desço as escadas praticamente correndo. Marluce vai na frente e avisa o motorista para ligar o carro. Andrew acorda enjoado, ele está molinho e fico muito preocupado. Peço a Marluce para avisar a Aline que não irei levar o Andrew a escola e sigo até o hospital. Entro com ele no hospital e somos encaminhados para a pediatra.
Pedriatra: É o primeiro dia de febre, é cedo para fazer exames de sangue. Vou receitar um remédio e deixá-lo de atestado, se houver piora ou algum sintoma novo deve retornar imediatamente ao hospital.
Maicon: Andrew está manhoso, dormiu no meu colo chamando pela Ludimila. Sinto a falta dela todos os dias, mas é nessas horas que saudade machuca. Aviso o William que não vou à empresa hoje e me desligo do mundo para estar ao lado do meu filho. Saio do consultório, passamos pela medicação, agradeço mentalmente por ser via oral. A temperatura do Andrew baixa e somos liberados, para minha surpresa encontro o Aline discutindo com a recepcionista, ela fala irritada que é a guarda-costas do Andrew e ignora a mulher assim que vê.
Aline: Senhor Maicon, como ele está?
Caminho em passos rápidos até o Maicon e o Andrew.
Maicon: Não dá para saber o motivo da febre ainda, temos que esperar, porque é cedo e ele não tem outros sintomas.
Andrew: Quero a Line papai.
Maicon: Aline abre os braços e pega o Andrew, ele se aninha a ela e volta a dormir. Andrew sente muita falta de uma figura feminina.
Aline: Andrew ainda está quentinho, mas sem febre, sigo com ele nos braços até o carro com o coração apertado. Assim que a Marluce me avisou que o Maicon veio para o hospital, não consegui esperar por notícias e vim o mais rápido que pude para encontrá-los. Fico com ele aninhado nos meus braços muito preocupada.
Maicon: Chegamos a mansão e a Aline desce com o Andrew nos braços do carro.
Pode me dá ele Aline, está muito pesado.
Aline: Não está, não se preocupe. Aonde ele vai ficar?
Maicon: No meu quarto.
Subo com a Aline, ela é teimosa e não solta o Andrew. A Aline deita ele com cuidado e o Andrew a abraça, impedindo ela de soltá-lo.
Andrew: Fica Line, quero você e o papai. Por favor...
Aline: Senhor Maicon eu...
Maicon: Fica, está tudo bem.
Me conforta o Andrew ter a Aline nesse momento que está doente. Sei que ele sente muita falta da mãe e de alguma forma a Aline tem ajudado ele a lidar com essa saudade. Me deito com eles e fico de frente para Aline, ela encara o Andrew e passa as mãos com carinho pelos cabelos dele.
Aline: Me desculpa por ter ido ao hospital, fiquei tão preocupada.
Maicon: Se apegaram rápido Aline, eu entendo a sua preocupação. Ele não se abriu assim nem para Marluce e notei que desde que chegou aqui, ele não tem mais pedido para ir ao cemitério.
Aline: É impossível não se apegar ao Andrew.
Maicon: Ele chamou pela mãe hoje.
Aline: Sinto meus olhos arderem encarando o Andrew, nenhuma criança deveria perder a mãe. É tão bom um colo de mãe quando se está doente.
Fico sem saber o que te falar.
Maicon: Acho que só precisava falar, foi difícil ouví-lo chamar pela Ludmila e não poder fazer nada.
Aline: Perdi os meus pais a anos e ainda sinto saudades deles como se tivesse sido ontem. A morte deixa um buraco no peito. É menos doloroso com o tempo, mas a dor só ameniza.
Maicon: É verdade.
Aline: Vou descer, não é certo ficar aqui.
Maicon: Não vai, fica. Quando ele acordar será bom te ver. Desculpa te pedir isso Aline, mas sempre que o Andrew adoecia ele ficava grudado da Ludmila. Estava ao lado deles, mas era mãe que ele queria quando estava com dor. Sei que não é a mesma coisa, mas ele fica bem com você por perto.
Aline: Maicon, eu quero ficar, mas sinceramente estou com medo dessa aproximação. Sou sua funcionária, se quiser e quando quiser pode me afastar do Andrew. O fato é que estou rendida a ele e não quero me afastar.
Maicon: Estou te pedindo para ficar, prometo não afastar vocês. Ainda que deixe de ser a guarda-costas dele, as portas dessa casa estarão sempre abertas para você.
Aline: Obrigada.
Andrew funga e coloco a mão na testa dele.
Maicon: A febre passou?
Aline: Passou senhor Maicon.
Maicon: Pode me chamar de Maicon.
Aline: Dou um sorriso tímido ao Maicon. Ficamos nos encarando por um tempo. Não queria me envolver com ninguém, estava magoada e cheguei a pensar que uma família não era para mim. Agora olhando nos olhos do Maicon, completamente perdida na intensidade dele, me pergunto se já não estou apaixonada por ele. Desde o primeiro dia que entrei no seu escritório senti como se ele pudesse ler a minha alma e desde então cada vez que trocamos olhares sinto como se estivéssemos sozinhos no mundo. Chega a ser doloroso encarar ele assim sem poder tocá-lo. Talvez seja apenas abstinência, não tive ninguém depois do Simon.
Maicon: Queria muito saber o que se passa pela cabeça da Aline quando ela me olha nos olhos. A Aline não é do tipo de mulher que desvia o olhar, ela devolve na mesma intensidade me deixando sem reação. A Ludimila entrou na minha vida aos poucos, de uma admiração nasceu um amor calmo, que trouxe paz aos meus dias. A Aline é como um furacão na minha vida. A forma que ela me olha, o jeito que ela me prende é surreal. Estou tentando manter distância dela, mas é como se não pudesse. Não menti sobre o Andrew, mas também não posso negar que quero ela aqui.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Quase cinquentona🥴🥺😔😩
Talvez tenha sido o frio da noite, quando vcs estavam no parquinho.🤔
2025-03-10
2
Fatima Maria
A COISA VAI ESQUENTAR E QUEM VAI UNIR ELES DOIS É O FILHO.
2024-12-22
0
Jaildes Damasceno
O soldado já está abatido kkk e rápido
2025-02-15
0