Fehrat abriu a porta principal para a senhorita Bela entrar. Catarina desceu as escadas perguntando: _ O que está acontecendo aqui, William?
— Mamãe, essa é Bela minha esposa. Disse ele com a sua voz grossa e firme.
— Esposa? E a sua noiva William?
— Eu já disse e repito, eu não sou noivo de Olivia. E eu já tenho esposa.
— Casou sem amor, filho. O que será dessa garota?
— Por favor, mamãe envie uma carta para Olivia dizendo que eu já tenho uma mulher.
— Está bem, meu filho, como quiser. Maria?
— Sim, senhora.
— Leve a garota para o quarto do meu filho, leve-as as coisas dela também.
Maria subiu, levando as coisas de Bela. Will pegou a mão da garota levando ela para o quarto. Bela estava apavorada com a sua nova vida. _ Entre Bela. Disse ele curta nas suas palavras.
— William aonde vai?
— Uma reunião, volto de madrugada. Fique à vontade, tome banho e descanse. Maria mostre as coisas para a minha mulher.
— Sim, Will.
Maria arrumou a cama, trocando os forros. A senhora pegou umas toalhas limpas que estava no guarda-roupa. _ Pegue filha, tome um banho quente. Estou aqui terminando de arrumar a cama.
Bela entrou no banheiro. Ela ficou abismada com aquele luxo. O banheiro era enorme do tamanho de um quarto. A banheira no canto da parede. A janela de vidro da a vista para o jardim. Seus olhos brilhavam com aquele ambiente que nunca tinha. Maria entrou no banheiro ajudando a garota se esfregar. Bela sussurrou:
— Maria?
— Sim, diga.
— Por que William é tão frio?
— William era um homem feliz, depois que o seu pai morreu, de branco virou preto. Quando o seu Alfredo morreu, Will retornava a Maine depois que terminou a sua faculdade. Tadinho do meu menino nunca mais teve felicidades.
Bela continuou a tomar o seu banho ciente que a convivência com o seu marido não iria ser fácil. Maria entregou a toalha para a garota se enrolar ao sair da banheira. Ao abrir o guarda-roupa, Bela pegou a sua roupa velha para dormir. Deitando na cama, ela disse: _ Que cama macia. Como gostaria que os meus pais, tivesse esse mesmo conforto. Maria olhou para a sua senhora e disse: _ Descansa senhora, pela manhã trarei o seu café da manhã.
A senhora saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Bela levantou da cama indo para a janela, tomar um ar. A saudade dos seus pais já aparecia na sua memória. As lágrimas não paravam de escorrer no rosto sedoso da menina. O vento soprou, Bela sentiu o cheiro do seu marido. Fechando a janela rapidamente, indo para a cama com pressa, fechando os olhos. A porta se abriu e William entrou no quarto. _ A cama se separa, menina. Levante-se. Bela continuava de olhos fechados, fingindo que estava dormindo.
— Eu sei que não está dormindo, abra os olhos. Pediu ele.
A sua esposa abriu os olhos, levantado se cobrindo com o lençol. William não evitou a observar que a sua esposa estava com uma roupa muito velha e remendada. Ao afastar a cama, Will tirou as suas roupas, deixando na cadeira ao lado da cama e a suas botas ao pé da cama. — Não abra os olhos, avisando eu durmo sem roupas.
O coração dela começou a disparar o que acabara de ouvir. William sorriu, percebendo que a garota ficou com vergonha. _ Boa noite! Esposa. Disse ele.
O silêncio surgiu. Bela tentou adormecer, porém, estava estranhando aquela divisão de quarto. O seu marido estava dormindo exaustivamente. A garota levantou-se da cama, descendo as escadas. Maria já ia se recolher quando cruzou nos corredores. _ O que deseja senhora?
— Não consigo dormir. Disse ela.
— Acompanhe-me, irei fazer um copo de leite, assim irá relaxar. Disse a senhora.
— Já é de madrugada, por que não consegue dormir senhora?
— Talvez pelo o conforto da cama. Lembre-se, Maria me chame de Bela, não me chame de senhora.
— Como quiser. Pegue o leite e morno, assim fará dormir melhor. Bela?
— Diga Maria.
— Como vivia onde morava? Vejo que não tinha muitas condições.
— Não vivemos em muitas condições, Maria. O meu pai trabalha na lavoura de tomates. Mamãe está grávida do meu irmão. O meu pai fez de tudo para manter a gente. Por não pagar o mês da hipoteca da casa, o dono da cidade nos expulsou. William ia passando no vilarejo e perguntou o porquê daquele fuzuê. Assim que vi, pedi que nos ajudasse. Meu... o meu marido pagou a hipoteca da casa e teve algo em troca. Disse Bela. _ Em troca da dívida, ele pediu que a casasse com ele.
— Sim, Maria. Aqui eu posso ajudar a manter a minha família, entende?
— Sim, menina. Você e o Will se casaram sem amor.
— Eu sei, pensei nos meus pais.
— O menino William tinha uma noiva. Quando essa mulher chegar, não irá deixar barato. Disse a senhora.
— Se essa mulher chegar veremos o que vai acontecer.
Bela lavou copo, deixando no escorredor. Maria o acompanhou até o seu quarto. A garota entrou se despedindo da senhora.
No dia seguinte. William acordou cedo.
— Maria?
— Sim, senhor.
— Leve o café da minha esposa. Mamãe?
A senhora ficou em silêncio. _ Mamãe? Uivou William.
— Estou aqui, meu filho, o que deseja?
— Poderia chamar o Stiller para trazer novas roupas para Bela, teremos uma festa amanhã, eu não quero que ela vá com as roupas que veio.
— Está certo. Então ensinarei etiquetas para ela não cometer erros.
— Estou agradecido, mamãe. Fehrat?
— Diga Patrão.
— Prepare o carro, irei à empresa, mas volto logo para casa. Tenho que ensinar as coisas a Bela.
Bela desceu as escadas, triste. Ela juntou-se a mesa sem dizer uma palavra. Will sussurrou breve:_ Como se sente Bela?
— Dormi muito pouco. Disse ela.
— Café, senhora? Perguntou Maria.
— Sim, Maria por favor!
Catarina olhou para a sua nora, admirando a sua beleza. O rosto estava pálido e os seus lábios também. A Patriarca olhou mais uma vez e perguntou:_ Bela venha aqui um, estante?
Bela se levantou se aproximando de Catarina. A mão direita foi levada para a testa da menina. O espanto surgiu. _ Está febril. Disse Catarina.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 100
Comments
Elizete Silva
, quando eles casaram,eu não li isso
2024-05-28
0
Maria Santos
Tadinha dela, deve sofrer muito
2024-04-01
0
Bakunawa
é a saudade de casa kkkk
2023-09-12
7