Capítulo 18

— Por que você ainda não voltou para casa?

— Estou te esperando, meu amor! — Davina se aproximou de Ariel com seu jeito sedutor. Mas Ariel olhou para mim.

Eu troquei olhares entre Davina, que estava ocupada roçando os seios no braço de Ariel, e os olhos de Ariel. Fiquei curiosa sobre qual era o nível do relacionamento deles, a ponto de Davina se rebaixar dessa forma.

E eu sabia que a pergunta — por que ainda não voltou — não era dirigida a Davina, era para mim.

Minha intenção de não voltar para casa para evitar esse cara só me colocou em uma situação séria como essa...

— Você conhece a Merry? — perguntei a Ariel.

— Sim, a secretária do grêmio estudantil.

— Quem a escolheu como secretária?

— Fui eu — , respondeu Ariel.

— Por quê? — perguntei.

— Ela é competente, cuidadosa e tem uma alta pontuação. Espera-se que ela seja um exemplo para todos os alunos.

Eu concordei. Quando se tratava desse assunto, a resposta de Ariel fazia sentido. Como líder, ele era bastante bom.

— Por que você não escolheu Davina, uma aluna inteligente? Ou Keysha, que mudou a aparência? Ou Jane, que tem um estilo elegante? Ou Hima, filha de um oficial do banco? — mencionei todas as pessoas ali, todos sabiam que eles eram superiores no que mencionei anteriormente.

Mas não em inteligência.

Apenas influência dos pais.

— Mas você escolheu Merry, que tem uma aparência nerd, sem estilo e tranquila? — expus a opinião das meninas ali.

Ariel ficou em silêncio por um momento, acho que ele estava pensando no que eu disse.

Enquanto Davina começava a ficar desconfortável e balançava os braços de Ariel. Não ficava claro o que ela queria, mas eu percebi que ela queria que Ariel a defendesse.

— Porque... dentro dos portões da escola, enquanto estivermos usando o uniforme Bhakti Putra, todos são iguais. Eles são julgados por suas realizações e responsabilidades individuais. — Sussurrou Ariel.

Eu sorri.

Fiquei satisfeita com a resposta de Ariel.

Eu me dirigi para o canto mais distante da sala, peguei meu celular. Verifiquei o vídeo rapidamente e pressionei o botão — Compartilhar — para o celular de Ariel.

— Merry foi empurrada por Keysha, e eu ouvi Davina ordenando todas essas ações. Eu tenho a prova em vídeo, com qualidade de áudio. Peço que você, como presidente do grêmio estudantil, tome as medidas adequadas

Todas as garotas que intimidavam Merry ficaram pálidas e boquiabertas.

— A culpada é a sua própria namorada, Ariel. Quero ver como você vai agir. Se eu não estiver satisfeita, entrarei em contato com a Chefe da Fundação.

Eu sorri e dei um tapinha no ombro de Ariel, depois saí do banheiro puxando Merry pelo braço.

— A Davina não é minha namorada! — exclamou Ariel de longe. Eu ignorei, essa informação não era útil para mim.

**

Essa jovem garota estava chorando soluçada na minha frente. Eu estava cuidando de um arranhão em seu cotovelo.

— E-en-quanto eu estiver estudando aqui e na mesma turma que eles, peço desculpas, mas não posso contar o que eles fizeram comigo. Meu pai é apenas um funcionário da empresa do pai da Davina, senh...senhora... — soluçou Merry.

— Hm, — eu apenas ouvia enquanto cuidava dela.

Sinceramente, eu não entendia muito bem por que Merry permitia ser intimidada. Porque nós dois éramos pessoas diferentes. Se Merry optava por aceitar tudo isso, eu preferia avançar e lutar contra tudo.

Então acredito que minhas opiniões não terão grande influência nessa garota.

Agora é só ver como Ariel vai agir como líder.

— Merry, talvez depois disso eles peçam desculpas, mas... não acredite. O bullying é uma maneira de alguém descontar em pessoas mais fracas. Talvez eles se tornem ainda piores por vingança.

— Sim, senhora... o que devo fazer então?

— Entre para a equipe de taekwondo, Merry.

— Taekwondo, senhora?!

— Sim. Taekwondo. Para você ficar mais forte. Pelo menos, se eles te empurrarem, você pode chutar uma lata de lixo de volta para eles.

— Eu não consigo fazer isso!

— Eu vejo que você ainda tem ossos, ainda consegue andar, ainda consegue... — Eu balancei a mão dela, — Veja, seus pulsos também estão fortes. Você pode fazer isso... Conheço um ex-aluno daqui que é bom em taekwondo.

— E se eu me machucar? Vai doer!

— O que dói mais, os machucados ou o seu coração?

— Eh?

— Experimente algumas sessões para movimentos básicos, tenho certeza de que a dor muscular pode fazer você esquecer dos problemas da vida, hehe.

**

Naquela noite, arrumei a posição da faixa em frente ao portão.

A inscrição dizia: Ariel proibido de entrar!!!

Era apenas um pedaço de tecido não utilizado do lençol que eu havia escrito com caneta marcadora de quadro branco. Amarrei no portão para afastar os vírus.

Ele veio várias vezes para me procurar, mas eu disse para minha mãe que não queria encontrar Ariel ou ameaçaria dormir no hotel.

Assim que destranquei o portão, ouvi o som de sua moto vindo em minha direção pelo portal.

Rapidamente girei a chave de ferro.

Mas eu estava com dificuldade! Ah, eu deveria ter lubrificado o gancho de manhã!

Olhei de relance para o lado, Ariel se aproximava rapidamente.

Meu Deus, por que é tão difícil abrir meu portão!

CKITTT!!

O som dos freios da moto, e ele agarrou meu pulso.

— A verdade é, Claudia! Quanto tempo mais você vai me evitar?! — ele disse irritado.

— Até você me divorciar!

— Eu não vou te divorciar, você ainda é bonita.

— Onde é que eu sou bonita? Você é louco!! Me solta!

— Eu te solto, mas lá dentro!

— Sua moto-

— Deixe-a aí! Depois você escapa de novo!

Eu não tinha escolha senão segui-lo, irritada que ele abriu o portão facilmente, o trancou novamente e até conseguiu abrir a porta da minha casa com um movimento fácil.

Antes da porta de minha casa fechar completamente, Ariel já estava me bombardeando com beijos.

Nos lábios, no pescoço, na bochecha, de volta aos lábios e agora um pouco mais demorado.

Eu já sabia como ele beijava.

Ele iria sugar meu lábio inferior, depois abrir minha boca e entrelaçar sua língua com a minha.

Como se estivesse faminto, ele agarrava o cabelo na parte de trás do meu pescoço com força e me puxava para mais perto dele.

Enquanto uma mão entrava em minha calça, em direção ao meu traseiro, e deslizava o dedo médio entre as dobras da minha intimidade.

Meu Deus... em um instante eu nem mesmo lembrava onde eu estava!

Agora estávamos fazendo isso na sala, eu estava um pouco preocupada que alguém pudesse chegar, mas Ariel me impedia de me mover.

Quando ouvi o som de fluído vindo de mim, eu sabia que seria 'abatida' naquele momento.

E foi exatamente isso que aconteceu. Ariel parou de me beijar e abaixou minha calça.

Não havia movimentos lentos, ele se movia muito rápido.

Na verdade, doía, como se estivesse sendo rasgada por dentro. Mas, por outro lado, depois de alguns minutos, eu cheguei ao auge várias vezes!

**

Na manhã seguinte, sexta-feira ensolarada.

— Pedimos desculpas por fazer bullying com a Merry, aluna do 11º ano turma B de Ciências! Estamos dispostos a fazer trabalho voluntário para limpar o jardim da escola após as aulas e prometemos que não repetiremos nossas ações!

E depois de dizerem isso em uníssono, eles se curvaram respeitosamente diante de todos no campo.

Ariel estava ao lado deles, com as mãos na cintura e usando óculos de sol. Ele agia como um capataz. Bem, o clima estava bem quente de manhã.

— P peçam desculpas agora! — Ariel gritou.

— Desculpe-nos, Merry!! Nós prometemos que não vamos nos vingar, porque pedimos desculpas sinceramente!

— Wuuuuu!! — uma garota gritou lá no canto, seguida de zombarias a Davina e seus amigos.

— Ei, cara! — Ariel assumiu o microfone. — Depois disso, cuidado se houver mais bullying. Tome essa! Entendeu? — ele exclamou.

Franzi a testa olhando para ele.

Extravagante...

Mas é isso que o torna forte. Ele não é rico, não é filho de pessoas influentes, sua cartada é apenas a inteligência e os músculos que fazem a máfia se curvar.

— Arieeeeeel, cuidado com suas palavras! — gritei de onde estava.

— Desculpe, senhora Ariel! — ele juntou as mãos e me cumprimentou. Com seu sorriso astuto.

Então ele acenou para Davina e os outros se afastarem. — Ninguém grite, a menos que queiram morrer! — Ariel exclamou.

— Arieeeeeelll!! — o repreendi novamente.

— Sim, senhora!

Estou cansada...

O Sr. Rendi estava ao meu lado, encostado em um dos postes enquanto franzia a testa olhando para a tela de seu celular.

— Ariel, — ele sussurrou.

— Eu ou Ariel, senhor? — perguntei.

— Ariel Claudia Rubenssadono, — ele sussurrou, — Vocês ganharam a competição de dança regional no workshop de ontem, 60 créditos, isso é bom para uma promoção...

— Há algum bônus, senhor?

— Vamos comer em um restaurante coreano, eu convido.

SIM!!

— Eu também quero ir, senhor! — Ariel apareceu atrás de mim.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!