Entro em casa, troco de roupa e saio para o espaço, decidi que continuarei para pegar mais provas da relação de Samantha e Lucas, não posso jogar sem cartas.
Entro na recepção e Vivi me olha assustada e feliz, corre até mim e me abraça, depois me dá uma bronca pelo meu sumiço de ontem.
— Samantha está uma arara com você! — Ela diz agoniada.
— Não ligo, ainda tenho serviço ou ela me demitiu? — Pergunto irônica.
— Claro que tem, um dia de falta não é razão para te tirar daqui.— Ela fala me dando um tapinha no ombro — vai se arrumar que tem um cliente.
Entro no quarto e começo a me arrumar, lembro que ainda nem liguei meu telefone, mas decido fazer isso depois do atendimento, passo uma maquiagem leve, como é bom não ter marcas para tapar.
O cliente já é antigo de casa, me esforço para que tudo saia dentro dos padrões de qualidade exigidos pela Samantha, não quero problemas com aquela psicopata agora, apenas no momento apropriado.
Termino e felizmente parece que o dia vai ser movimentado, já tem outro chegando, arrumo tudo rapidamente, recebo-o e início tudo, quando ele se deita de costas para mim ouço a voz de Lucas do lado de fora.
Meu corpo estremece e minha concentração vai pelos ares, respiro fundo e começo a deslizar meu corpo sobre o paciente tentando não ficar preocupada, mas a cada segundo as vozes ficam mais alteradas.
Concluo o atendimento e confesso que tenho medo de abrir a porta, invento uma desculpa aleatória e não levo o paciente até a saída.
— Volte sempre, espero que tenha gostado! — Falo dando um beijinho de cada lado nele.
pela brecha da porta vejo Vivi e Lucas que me olham simultaneamente, aceno negativamente fecho a porta e começo a arrumar o quarto não quero falar com Lucas agora estou sem ânimo para tal.
Outra alteração de voz se inicia, felizmente Samantha aparece, colo o ouvido na parede a fim de tentar entender o que ela está dizendo, mas é quase inaudível, fico alguns minutos aqui dentro e Vivi bate à porta me chamando.
— Venha, ele já foi e não vai incomodar aqui! — ela diz entrando logo em seguida.
— Quando esse cara Vai me dar sossego? Eu já não aguento mais!
Vivi faz menção de dizer alguma coisa, mas para logo em seguida, saímos do quarto e nos sentamos à copa, Jadfy está atendendo um cliente e provavelmente vai demorar alguns minutos.
— Quero estar no cronograma da próxima viagem, se eu puder quero atender na filial da capital!— Digo e Vivi se engasga com o café.
— E o Lucas vai permitir? — Ela pergunta assustada.
—O Lucas não tem mais domínio algum sobre mim, é questão de tempo essa canseira que ele está dando. Eu quero atender na capital e ele não tem direito de me impedir a Luna que você conhece morreu duas noites atrás.— Respondo firme.
— Se você está dizendo... — Ela fala e muda de assunto.
Claro que Vivi me pergunta sobre onde eu estive ontem o dia inteiro, mas eu apenas sorrio e respondo que estava vivendo, me permitindo ser feliz como ela mesmo sugeriu.
— Estava com o Pedro? — Ela pergunta eufórica.
— Não! — Respondo categórica, ainda é cedo e eu não confio nela, não depois de eu perceber que ela sabe do Lucas e da Samantha.
— Suspense! — Ela provoca e eu sorrio.
— Quando você consegue me confirmar se eu vou ou não no próximo cronograma? Preciso me organizar. — Pergunto mudando de assunto.
Felizmente a resposta não é tão demorada quanto eu esperava, até o fim da tarde eu já sei se vou ou não, depende da insuportável da Samantha que provavelmente aceitará, ela não precisa de problemas e sabe que o Lucas vai causar.
Jade sai do atendimento, mas eu entro chegou um cliente, agora é a hora em que ela e Vivi fofocam sobre minha decisão de viajar.
Como eu já esperava, ao fim do expediente Vivi me fala que Samanta aceitou, o que me surpreende é que ela pediu que eu vá amanhã de manhã e não no início da próxima semana que seria o prazo normal dessa viagem.
— Perfeito! — Respondo simples — Vou levar as coisas que uso aqui pois não vou em casa essa noite.
— Luna, o que está acontecendo? — Vivi me pergunta com real preocupação.
— Só estou evitando o Lucas, chega de apanhar feito giral de pancada, né ? — Pergunto com um meio sorriso.
— Espero que tudo se resolva logo. — Ela fala e me abraça.
Antes de sair, Vivi me entrega os tickets alimentação e o cronograma de atendimento que é seguido lá na outra filial, me entrega também as passagens e o contato do táxi que me levará até a rodoviária e do que vai me receber quando eu chegar.
— Boa Sorte e juízo! — Ela me deseja e eu saio.
— Obrigada!
Encontrar com Lucas é pedir para apanhar, vou direto na casa da minha mãe conto que estou saindo de viagem, falo do dia maravilhoso que tive ontem e explico que ao retornar colocarei um ponto final em tudo, mamãe fica preocupada, mas sinto o seu semblante aliviado.
Peço um táxi e durmo em um hotel, onde Lucas jamais imaginaria me encontrar. Faço algumas ligações e deixo uma pessoa cuidando daqueles dois malditos, não vejo a hora para que comecem a pagar pelo que estão fazendo comigo.
Ligo para o Pedro e conto da viagem, ele não gosta muito, mas entende que é necessário.
— Você sabe que por mim, você e seus filhos estariam aqui comigo agora né?— Ele pergunta carinhoso.
— Obrigada, mas nós sabemos que na prática as coisas não são assim! — Respondo fria.
— Por escolha sua, mas não te pressionarei! Ele diz e mudamos de assunto.
Converso um pouco mais com Pedro, contudo em meu telefone começam a chegar inúmeras mensagens ameaçadoras de Lucas, opto por encerrar a chamada e desligar o aparelho não estou afim de me estressar agora.
— O seu está por vir! — Falo excluindo as mensagens sem abrir e desligando em seguida.
Pela manhã embarco rumo a essa nova experiência que Deus me proteja.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Rosanna Cristina Prado
não é porque você é burra
2023-07-23
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