Depois de um jantar agradável ao lado do meu irmão e da minha cunhada que já se tornou a melhor coisa que poderia acontecer em Seattle, tomo um banho quente vestindo um Baby doll que comprei hoje em minha ida ao shopping.
Penteio meus cabelos de forma que os fios caíam em camadas sobre os meus ombros, borrifo em minha pele um dos meus perfumes favoritos da penteadeira, saio do quarto nas pontas dos pés, não seria nem um pouco interessante ser pega no flagra por meu irmão a caminho do quarto de um de seus seguranças, desço as escadas rumo ao corredor, no exato momento que me embrenho na escuridão vejo a porta do escritório se abrir e Nero sair por ela, acho que a noite de Sierra não foi exatamente o que planejamos, me escondo atrás do móvel esperando que ele suba e quando o faz dou continuidade ao que vim fazer aqui, ando pelos corredores de acesso ao quarto dos empregados em completo silêncio, não quero ser obrigada a explicar a uma das mulheres que trabalham conosco o motivo de eu estar aqui, paro em frente ao quarto de Orfeu batendo de forma sutil contra a porta, uma, duas vezes, até que ela se abra e ele me receba com uma expressão nem um pouco amigável, Orfeu está sem camisa, uma delícia vestindo apenas uma bermuda de moleton, seus cabelos estão molhados e o cheiro de loção pós barba é maravilhoso.
— O que quer?
Diz seco me dando imediatamente as costas.
— Ainda está chateado?
Faço um charme me posicionando de forma sexy no batente da porta e sou completamente ignorada.
— Aff, pode agir como um homem de verdade e parar de fazer cena por besteira?
Seus olhos se incendeiam queimando sobre mim.
— Besteira?
Ele rosna em minha face.
— Ella você invadiu o meu quarto, se aproveitou do fato de eu estar bêbado em uma noite de folga para se enfiar na minha cama.
— Isso foi há dois anos.
Ele soca com força a parede.
— Não precisa me dizer o óbvio, o que aconteceu eu sei, acordei atordoado sobre os lençóis manchados com seu sangue.
Nunca imaginei que alguém pudesse ficar tão irritado em ganhar de presente um cabaço, Orfeu caminha até mim, aperta firmemente meus braços.
— O porque? o porque de ter feito o que fez é o que me atormenta, é uma garota linda, inteligente, que pode ter o homem que quiser aos seus pés, o que te fez entregar sua virgindade a um homem pobre que não conhecia, que não amava?
Me afasto e ele me agarra.
— Não vai sair sem me dar uma resposta, fugiu dois anos atrás me deixando com um milhão de perguntas entaladas na garganta, vai me responder ao menos essa.
Homem nenhum jamais me deixou sem palavras, olho nos seus olhos vendo neles uma mistura de raiva e mágoa.
— Eu tinha dezessete anos, no último ano de escola todas as minhas amigas estavam tr@nsando e nem um dos moleques da minha idade me interessava, eu te vi chegando do bar naquele dia, estava no jardim e olhou para mim antes de entrar em casa, me chamou de baixinha lembra?
Ele fica calado.
— Me lembro de pensar que homem nenhum seria melhor que você na cama, que nenhum playboy fod*eria como o vinking másculo e grande que me protegia.
Me aproximo e ele não se afasta, toco seu peito e ele ofega.
— Eu não estava enganada.
— Saia do meu quarto Ella.
Ele fecha os olhos como se buscasse por controle.
— Não vou a lugar algum Orfeu, não sem tomar para mim o que vim buscar.
Preciono meu corpo contra o seu, apesar de muito maior sou mais forte que sua resistência, o empurro sobre a cama montando sobre ele, Orfeu agarra minha cintura com suas enormes mãos, sinto a pele queimar por seu aperto, me levanto arrancado meus shorts, fico apenas com a minúscula calcinha na mesma cor do Baby doll, ele morde o lábio com força ao me olhar, me sento novamente sobre seu quadril me inclinando para beijar sua boca, sua língua me invade, minhas mãos deslizam por seu peitoral até o cós de sua bermuda.
— Não devia fazer isso.
Ele sussurra em minha boca com a voz rouca e pesada.
— Está gastando tempo demais falando, porque não usa a boca para chupar minha bocet@.
Ele rosna para mim, inverte as posições me jogando na cama, rasga como se fosse um delicado pedaço de papel minha calcinha atacando a rachadura entre minhas pernas com sua boca quente, Orfeu aperta meus seios enquanto me fode com a língua, circula meu clitóris lambendo devagar até que eu não resista me desmanchando em sua boca.
— Isso, isso Orfeu continua.
Gemo baixinho e quando estou no ápice de meu orgasmo ele me invade, desliza para dentro de mim seu mastro grande e vigoroso, cada estocada me toca fundo, devora meu pescoço, seios e lábios até que eu suplique por mais e mais, Orfeu me vira de bruços espalmando forte meu traseiro.
— De quatro burguesa, vou te comer admirando esse r@bo.
Um arrepio arde em minha pele, obedeço suas ordens e não consigo conter meu grito na garganta quando ele mete com força em minha bocet@, Orfeu aperta firme meus quadris acelerando seus movimentos, tudo em mim doe como se eu estivesse sendo açoitada, uma surra de car@lho que só ganhei uma vez na vida e foi exatamente do mesmo homem que está me dando outra agora, nenhum cara faz gostoso como ele, quando o novamente sou atingida por um orgasmo o ouço urrar se entregando ao seu clímax na mesma intensidade, gozamos juntos nos rompendo e nos possuindo como loucos insaciáveis, Orfeu sai de mim e seu líquido de prazer escorre por minhas pernas, ele caminha até o guarda roupas me entregando uma toalha.
— Teve o que queria Ella? Se sim, saia.
O olho incrédula.
— Está falando sério?
Me levanto catando minhas roupas e ele me encara.
— Trabalho cedo amanhã senhorita, se puder me fazer o favor de ir agora.
— Não pode me usar desse jeito e me expulsar como se eu não fosse nada.
— Não posso?
Sua voz é repleta de acusação e raiva.
— Foi exatamente o que fez comigo Ella, não sabe como eu me senti naquela época, eu achei que tinha te estu*prado car@lho, eu me lembrava de exatamente tudo que aconteceu nesse quarto, das coisas que eu fiz e não tinha uma única lembrança de como você chegou aqui, sumiu no dia seguinte e nunca mais voltou a essa casa, tem noção de quanto isso me assombrava? Eu sempre achei que um dia você iria aparecer e dizer ao seu irmão que tinha te obrigado, já esperava a morte pelas mãos do Capo, @busar de uma menina não é algo que eu faria mais tive medo de ter me perdido de mim mesmo por estar bêbado como eu estava.
Ele anda até a porta.
— Saia Ella.
— Orfeu.
— Não, já chega, queria relembrar como é trepar com um pobre coitado? Pois bem já teve o que queria, agora saia.
Segura a porta sem me olhar,meu coração bate apertado, assim que passo por ela ele a bate forte, suspiro tentando segurar o choro andando de volta ao meu quarto, eu realmente fui uma garota inconsequente, mesquinha, nunca pensei em como o que eu fiz poderia ter arruinado a vida dele, tomo um banho e me deito abraçada aos travesseiros, não sei porque não disse a verdade, que sempre fui louca por ele e que tudo não foi só um capricho de menina mimada, primeiro todo inferno com mamãe, o gigolo asqueroso e tarado que ela escolheu como marido, o homem por quem eu sempre fui apaixonada e todos ao meu redor parecem me odiar e no meio de tudo isso não tenho dúvidas que em relação a Orfeu eu sou a única culpada.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ivanilde T. Serra
Ella mulher você é doidinha
2025-01-23
0
Fatima Vieira
Ella vc magoou muito o Orfeu
2025-03-17
1
Suelen Alves
Orfeu maravilhoso viking🥰😍
2025-04-04
0