Marlene: Como assim? Se ele não é casado, como ele é seu marido flor?
Flor: É uma longa história.
Marlene: ainda temos um longo caminho pela frente..
Olho pela janela e as lágrimas começam a descer me lembrando de tudo que eu já passei,respiro fundo e começo a falar.
Flor: conheci o Murilo eu tinha 16 anos,ele tinha ido passar as férias da faculdade na fazenda do pai dele na onde eu morava eu não sou de são Paulo eu morava em uma cidade chamada feira de Santana na Bahia,o Murilo tá tinha 20 anos e nós começamos a ficar,ele até pediu a minha mão em namoro ao meu pai,antes dele voltar para São Paulo ele prometeu voltar para mim buscar,nós sempre conversamos por ligação e ele sempre me mandava presentes depois de seis meses ele voltou e eu me entreguei a ele,ele foi muito gentil e carinhoso,eu não sabia muito sobre essas coisas de se previnir para não engravidar,eu não tinha mãe e meu pai não falava dessas coisas,meu pai era um homem bruto violento.
O Murilo ficou um mês lá na fazenda do pai dele,e nós passávamos todas as noites juntas,depois de alguns meses descobri que estava grávida entrei em desespero,o meu pai ficou com raiva de mim,ele ligou para o Murilo e mandou ele ir me buscar,disse que ele não ia cuidar de mim e do meu filho,o Murilo disse que ele ano poderia ir no momento, porque ele estava se formando,mas que iria em breve me buscar,eu fiquei feliz,mal sabia eu o que me esperava,se passou dois mês e o Murilo como prometido foi me buscar,eu ano aguentava mas morar com o meu pai,ele me humilhava o tempo todo,não me deixava comer,falava que eu e a Criança iria morrer de fome,quando o Murilo chegou para me buscar juntei tudo e fui embora com ele..
Começo a chorar,era difícil lembrar de tudo que eu passei,era difícil acreditar que no mundo existem pessoas tão ruim assim,engoli o choro e volto a falar.
Flor: Eu fui embora achando que as coisas iria ser melhor que o Murilo me amava e amava o filho que eu esperava,antes de ir embora para são Paulo eu fiquei sabendo que era um menino,eu já estava com quase cinco meses, quando chegamos na casa do pai dele em São Paulo assim que entramos o Murilo que eu conheci não existia más,foi a primeira vez que ele me mateu,ele me deu um tapa forte no rosto que eu caí no chão e ele saiu me arrastando pelo cabelo,saímos da casa grande e ele me levou até um quartinho no fundo do quintal,no carrinho só tinha um banho com vazo sanitário e um chuveiro,no chão tinha um colchão velho.
Ele me jogou naquele chão e trancou a porta,e foi para cima de mim,foi a primeira vez de muitas que ele me abusou,ele ficou horas abusando sexualmente de mim,eu implorava para ele para e ele não parava,teve uma hora que eu acabei desmaiando,quando acordei estava pelada,com o corpo todo marcado e suja de esperma,o meu corpo doía tanto,eu chorei deitada naquele colchão e pedi a deus para proteger o meu filho,depois de um longo tempo eu levantei e fui tomar banho,mas todos os dias o Murilo ia lá abusar de me e me bater,eu chora todas as noites até dormir,eu não sabia porque deus me odiava tanto, porque tudo isso acontecia com migo
Foi assim durante meses,eu já estava com a barriga enorme,tinha entrado no oitavo mês quando o Murilo finalmente parou de me bater e abusar de mim,me dava comida nas horas certas,eu achei que finalmente a minha vida iria melhorar,ele contratou uma moça para ficar comigo dentro do quarto,eu não podia sair de lá de dentro,ficava trancada dia e noite,a moça saia para buscar as referências e logo depois voltava,ela não falava nada,apenas ficava no quarto comigo,um dia tirante a madrugada comecei sentir muita dor,o meu menino queria conhecer o mundo,a moça ligou para o Murilo que não demorou muito e chegou, fiquei gritando de dor e a moça me ajudou no parto assim que escutei o choro do bebê eu apaguei..
Eu começo a chora lembrando da noite,o meu peito dia tanto por não ter sido capaz de proteger o meu filho,estava chorando a Marlene se aproxima de me e me abraça forte,por incrível no braço daquela mulher eu me sentir confortável,ela me abraça e faz carinho no meus cabelos,então escuto a Manuela pergunta.
Manuela: E onde está o seu bebê flor?
Flor: Ele morreu logo depois ao nacimento,quando eu acordei o Murilo falou que a criança tinha morrido,o meu coração ficou ao pedaços,eu queria ter morrido junto como o meu filho,logo depois de eu ter tido bebê a moça foi dispensada e eu voltai ficar só naquele quarto,eu todo os dias pedia a morte,com dois dias após o quarto o Murilo entrou no quarto e abusou sexualmente de mim,eu não tinham nem forçar para gritar,ficava lá deitada feito uma boneca,não fazia nada,não tinha nenhuma reação,foi assim durante quase um ano,depois ele parou de me procurar sexualmente,mas sempre ia lá me espancar e me humilhar.
Marlene: e como você conseguiu fugir ?
Flor: ontem ele chegou bêbado,ele invadiu o meu quarto,e tava tão bêbado que esqueceu de trancar a porta,ele foi tentar me Mater e eu empurrei ele que caiu e bateu a cabeça,eu fiquei desesperada olhai se estava respondendo e ele ainda estava,aproveitei que ele estava apagado peguei a chave do quartinho e tranquei ele dentro,e sai andando de vagar até o portão,um segurança me viu sair mas não disse ele só apontou para o portão que dava acesso a rua,então eu saí correndo,não conhecia nada,nunca tinha saído daquele casa,corri pelas ruas até sentir o carro bater em mim.
Olho para a Marlene e para a Manuela, as duas estavam chorando junto comigo,a dona Marlene me abraçava forte.
Marlene: eu vou cuidar de você,você é apenas uma menina e já sofreu tanto nessa vida.
Flor: por favor, não me entregue para o senhor Tavares,eu não posso voltar,por favor.
Manuela: pode ficar tranquila flor,lá na nossa casa esses verme não pisa o pé.
Fiquei sem entender mas também não quis falar nada, andamos por mais alguns tempo e logo vejo um morro enorme e vários homens armando logo no início,olho assustada para a dona Marlene e ela fala.
Marlene: pode ficar tranquila,aqui ninguém vai te fazer mal,esses homens trabalham para o meu filho.
Flor: seu filho também é delegado?
Marlene: Vamos dizer que ele é 9 delegado do morro
Menor: Nem quero ver a cara do chefe quando ele sabe que vocês está trazendo a nora do inimigo para o morro.
Marlene: A menina não tem culpa de nada menor,e deixa que com o meu filho eu me entendo
Não falo absolutamente nada,fico olhando pela janela o povo aqui parece ser feliz,tem várias crianças correndo na rua,tem homens armados por todos o lado, não entendi quando o menor disse nora do inimigo,será que o tal chefe dele não é do mesmo batalhão do pai o Murilo?
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Atualizado até capítulo 77
Comments
Stephanie Loren
começando a ler pela segunda vez hoje 03/03/25 as 23:05
2025-03-04
0
Rarissa Passos Dos Anjos
começando hj 09/02/2025
2025-02-09
0
Bachole
A autora poderia fazer uma revisão, até pq a estória e boa. comentando no início pq já li outra vez
2025-02-07
1