CLAIRE...
Hoje é o jantar na casa dos meus pais, estou muito nervosa, pois além do Jacob, a Mia também vai, estou suando frio desde que terminei de me arrumar, eu trouxe a Mia para o meu apartamento e estou arrumando ela aqui.
Terminamos de nos arrumar e ficamos esperando o Jacob, quando ele entra, está lindo, ele me dá um selinho e um beijo na bochecha da Mia.
JACOB: Vocês estão lindas.
MIA: Obrigado papai.
JACOB: Vamos?
CLAIRE: Sim, estou nervosa...
JACOB: Estou ao seu lado, meu amor.
Assinto e pego na mão dele, a Mia pega na minha outra mão e depois que trancamos a porta do meu apartamento, descemos para o estacionamento, o Jacob foi em direção a outro carro, o que me deixou confusa.
JACOB: O que foi?
CLAIRE: Onde está o seu carro?
JACOB: Aqui (ele fala apontando para um carro diferente do que eu já estava acostumada)
CLAIRE: O que aconteceu com o outro?
JACOB: Está no mesmo lugar de sempre (ele aponta para onde o Dacia Sandero azul estava estacionado)
MIA: O papai tem quatro carros, mamãe, e duas motos.
CLAIRE: Ah...
Com certeza eu estou com cara de boba, caminho até a BMW M4 cinza e entro, era super confortável, já tinha uma cadeirinha para a Mia nele, então ela sentou e já ajustou o próprio cinto.
JACOB: Coloca o endereço aqui no GPS.
Eu coloco e seguimos para a casa dos meus pais, a cada metro que nos aproximavamos, eu só ficava ainda mais nervosa, quando paramos em frente a mansão, a minha respiração prendeu, o meu coração passou a bater tão rápido que consegui ouvir ele dentro dos meus ouvidos.
JACOB: Amor?
Sinto o do que suave do Jacob na minha coxa, foi como se a voz dele tivesse neutralizado tudo em volta. Voltei a respirar normalmente, os meus batimentos normalizaram e eu pude enfim... Desviar os olhos da janela e olhar realmente além dela.
CLAIRE: Chegamos...
JACOB: Sim. Está pronta?
CLAIRE: Vamos lá.
Desço do carro e espero o Jacob tirar a Mia, quando ela desce, pego na mão dele e na dela, aperto firme a mão do Jacob, ele faz uma carícia curta e só então eu consigo me manter segura o suficiente para caminhar até a porta. Toco a campainha e espero até que a governanta abre a porta.
MARIA: Claire?
CLAIRE: Oi Maria...
MARIA: Oh minha filha, entra.
Entramos e a primeira pessoa que eu vejo vir na minha direção é a Kate, antes que eu possa reagir ela pula nos meus braços, acabo caindo e ela cai por cima de mim.
CLAIRE: Sen... ti sau... dades tam... bém...
A Mia está dando várias risadinhas, olho para o Jacob e ele está segurando o riso.
CLAIRE: Tem como levantar de cima de mim? Estou sem ar...
KATE: Senti tanto a sua falta...
Ela levanta de cima de mim, mas eu ainda levo alguns segundo até me levantar, que sem dúvidas foi com a ajuda do Jacob.
PAI: Estabanada como sempre.
Olho para o meu pai que vem mancando um pouco, vou até ele e lhe abraço, senti tanta falta desse cheiro amadeirado que me deixava enjoada sempre que sentia.
PAI: Bem vinda de volta, querida.
CLAIRE: Senti sua falta... Desculpa ter deixado todo mundo para trás...
PAI: Está tudo bem. O importante é que você está aqui agora.
Continuo abraçada ao meu paizinho, mas logo solto ele, pois a Kate pergunta bem alto fazendo o meu pai fechar a cara.
KATE: Irmãzinha... Vai apresentar o seu namorado não?
PAI: Era só o que me faltava (o meu pai fala só pra mim ouvir) Posso brincar com ele como nos velhos tempos?
CLAIRE: Vá em frente, deixa só eu proteger a minha filha antes. Filha vem cá, o vovô vai conversar com o papai agora.
Ela vem até mim e eu a pego no colo já segurando a vontade de rir, o meu pai com seus 1,82 se aproxima do Jacob que agora está parado igual uma estátua, a cor até deixar o rosto dele deixou, o meu pai sempre faz a mesma "encenação", e isso já tem uns 12 anos, pois o meu primeiro namorado eu trouxe em casa com 15.
MÃE: Lá vamos nós mais uma vez.
CLAIRE: Deixa, ele se diverte com isso.
MIA: Mamãe... O que o vovô tá fazendo?
CLAIRE: A gente já vai ver (faço sinal de silêncio para a Mia e ela fica quietinha no meu colo)
PAI: Nome?
JACOB: J... Jacob. Jacob Willou García Conway, senhor.
PAI: Tem quantos anos, rapaz?
JACOB: 28, senhor.
PAI: Trabalha?
JACOB: Sim, senhor. Sou diretor de RH, sócio de uma empresa de carros e hotéis.
PAI: Hum... (observo o Jacob engolir em seco) Sabe atirar? (os olhos do Jacob abrem tanto que tenho certeza que ele se perguntou se o meu pai sabia sobre o segredo da família dele)
CLAIRE: Pai, já chega...
JACOB: Sei, pratico tiro ao alvo com o meu irmão desde que éramos adolescentes (o que não deixa de ser verdade)
PAI: O que pretende com a minha filha?
JACOB: Fazer ela feliz.
PAI: Todos dizem a mesma coisa.
JACOB: Nenhum outro respeitou os limites dela, mas isso é o que tenho feito desde que nos conhecemos, sei sobre cada uma das feridas e cicatrizes dela, os seus medos, traumas, as suas limitações, sei dos seus sonhos e desejo sonhar ao lado dela, ajudando ela a realizar cada um. Sei também o quão cheia de caráter ela é, o quanto coloca os sentimentos das outras pessoas acima dos seus; ela é a pessoa mais integra que já conheci até hoje, pois acolheu a mim, que sou mais cheio de defeitos do que o senhor possa imaginar, e também tomou para si o compromisso de mãe com a minha filha. O mínimo que posso fazer por ela, é cuidar do seu coração da mesma forma que tem feito com o da minha pequena Mia.
Estou com os olhos repletos de lágrimas, esse sim é o homem que eu amo, não tenho dúvidas disso, pois nenhum outro falou com tanto sentimento, de mim. Ninguém nunca me descreveu tão perfeitamente como ele, não me conhecendo só há uma semana.
PAI: Bem vindo a família Jacob.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Anonymous
Será que o sogro é do FBI ou CIA? kkkkkkk... os nossos pais também foram assim. Logo perguntavam: qual a sua intenção com a minha filha? 🤣🤣🤣
2024-08-26
3
coração de aço ,Jasmine 🫰
e passou no teste com o sogro, kkkkk por acaso seu sogro e da polícia ou sargento da marinha ou exército, foi bem específico nas perguntas
2024-04-09
6
Gleide Sousa
e isso ai Jacob
2024-02-16
7