.Nicollas
Sento na minha poltrona, jogo a cabeça pra trás e fecho os olhos.
As imagens daquela noite vêm como flashs na minha mente...
Flashback
A boate lotada, a área VIP cheia de mulheres com máscaras, a morena que esbarrou comigo no corredor, nossos olhares se cruzando e, mesmo com a máscara e a pouca luz do lugar, eu senti uma atração instantânea por ela.
Meus braços logo a encolveram e eu a prensei contra a parede fria do corredor que dava acesso aos banheiros. Ela parecia tão envolvida quanto eu, pois assim que a beijei, mesmo parecendo tímida, ela correspondeu ao beijo na mesma intensidade.
Nós estávamos fervendo, então eu a levei até o carro, onde o motorista já me aguardava. E eu não sei explicar o porquê, mas naquela noite eu a levei para o meu apartamento, ao invés de ir para o meu flat, como faço com as outras.
Nos beijavamos com ardor, desejo e intensidade. E foi assim durante todo o trajeto. Quando o motorista estacionou na garagem, eu a tirei do carro e a levei no colo até meu elevador privativo da minha cobertura. Quando as portas se fecharam, eu a prensei contra a parede do elevador e ela se enroscou no meu corpo, me beijando, abrindo impacientemente e meio sem jeito, os botões da minha camisa.
Assim que as portas se abriram, saindo direto na minha sala, eu a peguei no colo e subi as escadas direto para o meu quarto, o que era estranho, pois mulher nenhuma nunca tinha sido trazida pra cá.
Ela me olhava com desejo e mesmo com as luzes do quarto apagadas, os trovões lá fora clareavam o quarto vez ou outra, e me permitiram ver ela se livrando de suas roupas e caminhando até a mim, percorrendo meu peito com aquelas mãos pequenas e macias, enquanto eu apalpava, lambia, mordiscava e beijava aquele corpo pequeno e cheiroso. Mas eu, pela primeira vez na vida, não queria ser bruto!
Dei à ela algo que mulher nenhuma teve. Dei minha língua em troca de gemidos deliciosos de prazer, suguei cada gota de seu clímax e quando ela se contorcia implorando por mais, eu peguei um preservativo e depois de devidamente protegido, eu dei a ela e a mim mesmo a sensação pela qual nossos corpos imploravam.
Foi muito difícil no começo. Ela era apertada demais, e notei que choramingava e cravava as unhas nos meus braços e costas quando eu finalmente me afundei nela. Ela não poderia ser virgem, ou então não teria se entregado à mim com tanto desejo e sem nenhum pudor. No máximo deve ter tido apenas uma experiência antes dessa, e isso explicaria o fato de ser tão deliciosamente apertada. Nossa, mas era a oitava maravilha do mundo estar dentro dela, sentindo meu corpo arder de desejo como nunca tinha sentido antes. Ela se alargargava pra me receber e me encaixar, e não havia palavras, só nossos corpos se chocando, o desejo escorrendo em forma de suor e os gemidos cada vez mais altos que escapavam de nossas gargantas.
Eu queria mais, eu a beijava com desespero, e nunca quis tanto alguém, os beijos de alguém, como naquele momento. Eu não entendia ainda o que estava acontecendo comigo, mas estava num êxtase tão grande que só pensava em não sair dali tão cedo.
E foi assim, envolvidos naquele desejo insano, que nós chegamos ao clímax juntos, nos perdendo um no outro,gemendo enlouquecidos de prazer.
Mas a necessidade era tanta, que tivemos mais três rodadas, até eu desabar exausto ao lado dela, e nem sei porque, a aconcheguei no meu peito e afaguei seus cabelos, aspirando o cheiro doce e frutado. Então percebi que tanto eu quanto ela não tiramos nossas máscaras, e as luzes continuavam apagadas, enquanto a chuva caía torrencial ao lado de fora, e os relâmpagos continuavam iluminando o quarto.
Bons sonhos minha pequena misteriosa!
Eu adormeci pela primeira vez com uma mulher nos meus braços, e estranhamente, a sensação era boa...
Quando acordei no dia seguinte a claridade do sol entrava pela janela. Sorri sozinho ao lembrar de toda a loucura da noite de ontem, e ao olhar pro lado...ela não estava mais lá.
Levantei num pulo e corri até o banheiro, e nada!
Desci as escadas, olhei por todos os lados, e nada dela. Eu não podia chamá-la pois nem seu nome eu sabia. Então voltei até o quarto e as roupas dela tinham sumido.
Mas quando olhei novamente pra cama, meu peito apertou de um jeito estranho.
Ali, no lençol branco, estava a prova do que eu mais temia...ela era virgem!
- P@ha, Nicollas! - me xinguei. - Ela...ela era pura seu imbecil! Era a primeira noite dela!
Me sentei na cama e esfreguei o rosto, frustrado.
Eu sempre disse à mim mesmo que jamais tiraria a virgindade de uma moça, porque é algo muito importante e isso não deve ser feito com alguém que só quer uma noite,como é o meu caso. E nunca quis carregar o peso de ter sido o primeiro homem na vida de uma mulher e depois partir o coração dela.
Mas agora, eu fiz isso. E pior,eu nem sei quem é essa moça. Estávamos usando máscaras, o quarto estava escuro e ela se foi sem que nem seu nome eu soubesse...
Respiro fundo, mas meu mundo desaba quando pego as camisinhas no chão e me dou conta que uma delas está rasgada...
- Merda! - grito, irritado. - Como?
Me lembro da primeira...porr@! Ela estava apertada demais...claro! Bato na testa
Ela era virgem, por isso foi tão difícil da primeira vez. E por isso o preservativo rasgou.
Mas...mas e agora? E se essa moça engravidar? Eu tô muito ferrado. Um filho?
Me jogo na cama querendo me dar uns socos por ter sido tão imprudente.
Respiro fundo, tomo um banho, me visto e saio de casa direto pra boate. Mas não consegui nada com as imagens das câmeras de segurança. Ela aparece, nós dois saindo juntos, mas ambos usando máscaras.
Porém, é algo quase imperceptível que me chama à atenção...
Uma moça loira coloca algo no copo da minha morena misteriosa antes de as bebidas serem entregues, e depois cochicha algo no ouvido do garçom, que entrega exatamente o copo batizado para a morena.
Então...ela foi drogada? Por isso ela estava tão acesa, me agarrando com tanto desejo. Claro, seu burro! A moça era virgem! Como uma virgem ia estar naquele fogo todo e se entregar pra você daquele jeito todo intenso?
Saí daquela boate me sentindo horrível e eu nem ao menos sabia o porquê?
Aquela sensação de aperto no peito. De ter perdido algo que eu nem sei bem o que era.
.
.
.
Desde esse dia em diante eu passei a sair praticamente todas as noites! Cada noite com uma morena diferente. Procurando em todas o que, infelizmente, eu só tive nos braços de uma!
E nessa minha busca, já se passaram mais de um ano, e sinceramente eu até já desisti.
A morena misteriosa saiu da minha vida exatamente como entrou...como um flash de luz!
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Eura Tavares Pessoa
Que história emocionante já estou amando ler comecei hoje mas sei que vai ser muito cativante envolvente maravilhosa.estouanciosa para saber o desfecho da história.nota mil para você.
2025-02-02
3
iranete teofilo
Então com certeza o pai é ele. E Sr. que está ajudando a ela é avó da bebê, amando a história. Continua. Parabéns autora. 👏🏼 👏🏼 👏🏼
2025-01-16
0
Neria Silva
interessante , amei ❤️ esse capítulo manda mais quero mais
2024-12-22
0