Depois de você

Bangkok, Tailândia 2022 (Três anos depois)

A vida seguiu sem problemas. Os ventos levaram embora cada palavra de conforto que eu dizia a mim mesmo; o mundo não era mais o mesmo...

Os passos vão peles ruas dessa cidade, caminham quase em um estado automático. Três anos se passaram, e as memórias dele, ainda permanecem tão vivas em minha mente, como se estivessem acontecendo agora, seus toques ainda estão tão presentes em mim; a vida continuou seu curso, sempre com a presa de se chegar a algum lugar, sem nunca realmente chegar.

Passo meus dias nessa delegacia, faço meu trabalho, como nunca havia feito antes, me tornei o melhor policial do Distrito; até Pond passou a me respeitar mais, nada de comentários sem graças ou ameaças. Mas ainda sim, sinto que essa não é mais a minha vida, eu não pertenço mais a este mundo; como é que se continua? Como voltar a viver normalmente? Se em meu coração, a cada segundo que passa, tudo parece mais  distante, como se eu estivesse preso a um pesadelo.

Quando fecho meus olhos, as lembranças voltam a me incomodar, e novamente, eu posso sentir aquela espada atravessar meu corpo, ainda tenho a cicatriz; eu fui jogado novamente a este mundo, sozinho, para viver uma vida, que não é mais minha, condenado a sofrer com a agonia do passado, com as lembranças guardadas na mala em baixo da cama, como fantasmas, monstros que saem a noite para atormentar os meus sonhos.

— Jimmy? Jimmy? — Ming tenta chamar minha atenção.

— O que? — Respondo sem olhá-lo

Me mantive fixo em um ponto qualquer daquela fria delegacia.

— Tem certeza que está bem? Estou ficando preocupado com você meu amigo. Você chegou tão atordoado, esta sempre tão cabisbaixo, trabalhando sem parar, como se estivesse tentando fugir de algo.

— Eu estou bem Ming! — Menti.

Eu não estava bem.

— Hey! Eu te conheço a sete anos, eu sei quando está mentindo. Me conta, o que está te incomodando? É sobre o Mark e o casamento? Jimmy, se não quer se casar, apenas diga a verdade.

— Não é nada! Só estou cansado.

— Venha, eu vou te levar para casa, não precisa mais trabalhar hoje.

— Mas são só dez horas da manhã — Falei na tentativa de fazê-lo mudar de ideia.

Eu não quero voltar aquele apartamento, não quero ficar sozinho com as lembranças, vendo Mark tão animado com o casamento.

— Façamos o seguinte! Vamos sair, bater perna por aí, você escolhe o que quer fazer, e quando estiver pronto, eu te levo para casa, que tal?

— Mas e a delegacia?

— Não se preocupe com isso, apenas levanta essa bunda daí.

Sem mais esperar, Ming me arrastou até seu carro, e passamos a tarde inteira juntos, almoçamos, fomos ao cinema, e fora como se nada tivesse acontecido, pela primeira vez, minha mente estava longe de Nightmare, estava de volta aos dias, que minha única preocupação, era fugir de Pond, quando a vida era baseada em leis matemáticas e não havia espaço para realidades paralelas ou magia.

A noite já caía, e juntos estávamos a vagar pelo parque, tomando sorvete, conversando sobre coisas aleatórias, apenas deixando que o tempo passasse; mas sussurros roubaram minha atenção, sussurros quase inaudíveis no início, como se fossem apenas, uma sensação.

— Jimmy volte... a hora chegou... desperte escolhido.

Ao ouvir os sussurros, me virei imediatamente para trás, em um movimento abrupto, que fizera Ming estranhar.

— Você ouviu isso? — Perguntei confuso a ele.

— Ouviu o que? — Ele estranha.

— Nada! Sobre o que estava falando mesmo?

Ming continuou animado com sua conversa sobre o dia em que o marido voltou para casa, todo encharcado e reclamando, após ter tido sua blusa mastigada por um golfinho no aquário em que trabalha. Mas a essa altura eu já não ouvia nada, só conseguia prestar atenção nos sussurros, que ficavam cada vez mais alto.

— Foi tão engraçado, ele chegou encharcado e com a manga da blusa toda mordia...

Ele falava sem ser ouvido.

— Jimmy volte, não se deixe enganar. Este mundo não lhe pertence, seu tempo aqui acabou, volte antes que seja tarde.

— Ele não parava de reclamar, nunca o vi tão irritado, por causa de uma das milhares de blusas que eu dei a ele....

— Rápido Jimmy... Ele está atrás de você.

Eu já estava nitidamente transtornado, olhando para todos os lados, tampando os ouvidos, como um lunático.

— Ei, Ei! O que foi? Está se sentindo mal? — Ming pergunta preocupado — Vem, eu vou te levar para casa.

Rapidamente ele me conduziu de volta ao carro, com todo o cuidado, e conforme nos aproximarmos do meu apartamento, a voz parecia ficar mais alta, mais nítida. Não demorou muito até chegarmos ao meu prédio, então apenas me despedi brevemente, enquanto Ming insistia para que eu ficasse com ele está noite, e voltei a meu quarto o mais rápido possível.

— Finalmente! — Mark diz observando eu me jogar na cama.

— Volte...

Levantei repentinamente assustado, olhando para todos os cantos do quarto, em busca de alguma coisa que explicasse tudo aquilo, mas abruptamente, atrás de mim, ela aparece novamente.

— Me escute Jimmy... logo ele virá.

— O que está acontecendo com você? —  Ele diz estranhado minhas ações

Saltei da cama apressado, caminhado as cegas para trás, mas não havia nada, apenas Mark se encontrava naquele quarto. Em seguida, corri para o banheiro e me tranquei lá; já passava das nove da noite, quando resolvi tomar um banho, para esquecer o dia de hoje.

Após longos minutos, saio só de toalha, e vou até meu guarda-roupa, retirando de lá meu pijama; depois de vestido, apenas seco meu cabelo, e me jogo na cama, adormecendo junto ao corpo de Mark me abraçando, minutos depois.

Eu estava de volta a floresta, as lágrimas de Petter, rolavam sobre minha pele, e o sangue escorria...

— Meu amor...

lágrimas rolavam descontroladas

— Eu lembro até hoje, da primeira vez que o vi, você parecia tão confuso, e tão lindo...

O sorriso de Petter saiu desesperado uma vez mais

— Sinto a mesma coisa, até hoje, quando te vejo... Me perdoe... Eu jamais te esquecerei, prometo que não descansarei até te encontrar novamente, seja nessa ou em outras vidas. EU TE AMO...

— Não, Petter... não me deixe — Eu tentava dizer a ele, mas as palavras não saíam...

— NÃO!

Acordei gritando assutado, e suando; no relógio, já marcavam duas e dez da madrugada, mais uma noite, em que o sonho com aquele maldito dia, atormenta meu sono, e não me deixa dormir. Perdido em confusão, passo a mão nos cabelos, os jogando para trás, apoiando minha cabeça em minhas mãos, e olhando levemente para o lado, percebo que Mark ainda dormia. Mas quando ergo minha cabeça novamente para encarar a escuridão; ele estava lá, parado bem a minha frente, no escuro, apenas a me observar, meus olhos se arregalaram, meu coração disparou, e eu paralisei sem reação. Ele havia aparecido, assim como a voz disse.

— Q-quem é V-você? — Pergunto ainda tremendo

— Não tenhas medo minha criança, não lhe farei mal algum.

Sua voz era doce, profunda, familiar e acalentadora, que fez meu coração se acalmar em imediato. Meu corpo cedeu, e eu pude finalmente sair do lugar.

— Q-quem é você? E o que quer de mim?

Ele saí das sombras, e se aproxima de mim calmamente, sua silhueta aos poucos fora ganhando forma aos meus olhos. O homem com calça preta, tronco desnudo e um longo casaco que quase arrastava no chão, tinha longos cabelos pretos na altura da cintura, olhos com duas íris cada e tatuagens que se espalhavam pelo corpo, em destaque as das suas mãos, testa, nariz e bochecha. Sua atmosfera era serena, tudo se acalmava a sua presença, até o caos que se tornou minha mente, parecia ter se curvado perante ele.

— Eu sou Teledom, Deus da vida, criador de Nightmare, pai de inúmeras criaturas e realidades — Ele disse sereno

— D-deus? O-o que um deus faz em meu quarto? Porquê esta aqui?

Um Deus, um deus em meu quarto, isso não pode estar acontecendo, porquê comigo?

— Está na hora de seguir seu destino, escolhido, muitos dependem de você. Não há mais tempo, só você pode impedir a era negra. O despertar chegou.

— Despertar...

Ele não esperou eu assimilar os acontecimentos, em um milésimo, apareceu atrás de mim, com uma das mãos, segurou meu pescoço, erguendo minha cabeça para cima, com a outra, ele abriu minha boca, as lágrimas já começavam a escorrer sem motivo; quando de repente, seu corpo inteiro brilha, em uma luz alva que parecia carregar toda paz do universo.

Automaticamente, meu corpo amoleceu, a luz tomou conta de todo o meu ser, meu olhos se arregalaram, como se ele estivesse preenchendo meu interior com sua luz, e no segundo seguinte, algo parecia ter acordado em mim. Com os olhos arregalados, o último olhar em sua expressão divina fora dado, ele estava com um largo sorriso fácil, logo sussurrou em meu ouvido, e meu corpo desfaleceu lentamente.

— Volte e cumpra seu destino, ele está esperando. E não se preocupe, meu Itaxhak irá guiar seus passos. Volte a teu destino.

Nada! Mais nada fora ouvido, meus olhos nublaram, e meu corpo perdeu a força. Eu estava sendo arrastado de volta. Milhares de imagens inundaram minha cabeça, passavam tão rápido que parecia que minha cabeça iria explodir. Mesmo inconsciente, eu tinha total consciência do que estava acontecendo, era como ver dentro da minha própria mente; que agora era inundada por milhares de informações do passado, em um idioma estranho, que eu nunca ouvi antes, e uma luz, tudo em volto a uma luz extrema.

Meus olhos se entreabriam lentamente, minha visão tentava se ajustar a claridade natural do ambiente, acima de mim, um lindo céu azul que destoava do resto da paisagem, mas um tumulto podia ser ouvido.

Quando ergo minha cabeça para ver os arredores, percebo estar jogado no meio da rua cinzenta e aparentemente abandonada, o cenário parecia pós apocalíptico, janelas se abriam aos poucos, denunciando olhos curiosos em minha direção.

Quando em meio a cinzenta neblina, ouço barulhos de rodas se aproximando, permaneço no mesmo lugar, tentando identificar de onde vira tal som, e da neblina ela surge, uma carroça, desesperada, acelerando em minha direção, meu olhos se assustaram, e sinto uma mão me guiar para longe dali, alguém havia salvo minha vida. Paramos em uma pequena rua estreita, localizada a esquerda de onde eu estava, e quando finalmente pode dar uma uma boa olhada em meu salvador misteriosos, percebo ser uma mulher.

Uma jovem, um pouco maior que eu, por volta dos 1,70 de altura, cabelos curtos amendoados, olhos negros profundos, e roupas parcialmente desgastadas pelo tempo, mas um detalhe me chamou a atenção, do lado direito de sua blusa verde, o emblema de Oldport, o que denunciava, que ela só podia ser uma guardiã. A estranha, retira suas mãos de minhas costas me encarando desconfiada.

— Você é maluco? — Ela diz ríspidamente — Porquê estava deitado no meio da rua?

— Eu não estava lá de propósito, foi um acidente, eu acabei de chegar, ta!

— O que você disse? — Ela diz como se sua vida dependesse dessa resposta

— Que eu acabei de chegar! Por quê? — Estranhei

— Como? Como você entrou? A rainha controla tudo, inclusive os portões, ninguém entra sem que ela saiba. A não ser — Ela parecia pensar em algo — Que você esteja com ela...

Ao final de sua frase, ela empunha sua espada em minha direção.

— Desimbucha! Você é um aliado da rainha ou não?

— O que? Que rainha? Do que está falando?

Subitamente as lembranças invadiram uma vez mais, Beatrix havia nos enganado, e tomado toda Nightmare.

— É verdade! Eu havia esquecido disso — Comento comigo mesmo

— Responda de uma vez, ou eu o mato.

— Ei! Ei! Calma. Eu não estou com ela ta, eu procuro uma pessoa...

Petter, como será que ela está? Já se passaram três anos desde aquele dia, confesso, que agora, tão perto de rencontrá-lo, tenho medo.

— Quem você procura? — Ela diz ainda com a espada em minha direção.

— Petter Rein! — Fora só o que eu disse.

Imediatamente, ela abaixou a espada, ergueu sua mão em minha direção e falou.

— Jenevivi Bianchi, muito prazer! E qual seria vossa graça?

— Jimmy — Completo apertando a mão dela

— Muito prazer Jimmy! Venha, vou levá-lo até ele.

Durante o caminho, seguimos por aquela rua, até sairmos na parte de trás, só então pude perceber que estávamos em Lakemare, mas diferente do que era, estava cinzenta, destruída e triste.

— O que ela fez? — Sussurro atordoado com a paisagem.

— Você ainda não viu nada, tem que ver, o que ela fez com Rivergate! Vamos, é logo ali.

Caminhávamos em direção a velha e agora abandonada, aparentemente, Torre Sheldorn. Quando chegamos, parei a frente da porta, minhas mãos tremiam, e eu estava tão nervoso e ansioso para encontrá-lo. E todos os outros, como será que Derek está?

— Vamos? — Diz calmamente.

Com passos cautelosos, entro na Torre, e me deparo com várias pessoas, se escondendo aqui dentro, a torre se tornara uma espécie de quartel general da resistência. Todos me olhavam, como se eu fosse algo de outro mundo, e realmente eu era, de certo modo, seus olhares divergiram entre desconfiança e curiosidade. Rapidamente um deles se levantou abrupto em nossa direção, seu semblante não parecia nada agradável. 

— Quem é esse anãozinho branco? — O estranho careca diz se referindo a mim.

Branco?

— Fecha essa boca Magrelo, ele está comigo! Veio ver o chef.

Magrelo? Seu apelido se referia de maneira irônica ao homem a cima do seu peso. E quanto a Petter, ela se referiu a ele como chef, então, ele se tornou líder dos lengs? E Bermac? Achei que Theoia o substituiria.

— Fique aqui, eu vou lá em cima falar sobre você.

Ela diz, e logo sobe as escadas. Enquanto eu permanecia ali, como um cordeiro na toca dos leões. Todos me olhavam, e sussurravam uns aos outros, logo um homem se aproxima, com cabelos escuros, roupas negras, e pele alva.

— Quem é você? — Ele pergunta suavemente

Sua voz grossa e rouca saiu como um sussurro.

— J-Jimmy!

— Por que seus olhos e seus cabelos são brancos? Você não parece um elfo.

Cabelos e olhos brancos? Como assim?

— O-o que? — Estranhei

— Eu gostei! — Diz agora acariciando meus cabelos.

Enquanto eu servia de atração a eles, lá em cima, Jenevivi se aproximava do antigo escritório do juiz do limbo, que agora era dos lengs. Bate à porta, e logo Egar atende; dando espaço para a mesma passar.

— Não podemos fazer nada até que ele chegue. — Sussurros eram ouvidos antes de pararem.

— Com licença chef! Tem alguém lá embaixo, procurando por você — Diz roubando a atenção.

Derek, Petter, Egar, Bermac, Leon e Theoia param imediatamente seus afazeres, para prestar atenção ao que a morena dizia.

— Alguém quem? — Petter pergunta sem dar atenção a ela.

— Eu o encontrei no Centro, ele diz ter chegado hoje, seu nome é Jimmy.

Imediatamente todos paralisaram, e Petter que não dava a menor atenção ao que a moça dizia parou em instantâneo. Todos se levantaram.

— Impossível! — Todos dizem juntos

— Eu o deixei lá embaixo.

— Calma! — Derek pedia a Petter — Eu vou verificar essa informação, se for mesmo ele, então chegou a hora.

Todos ficaram eufóricos

Logo Derek desce com Jenevivi. Enquanto o estranho de negro ainda me cercava; Derek correu ao ver a situação, e como o bom escandaloso que é, ele já chegou gritando meu nome.

— JIMMY!

O estranho logo da passagem para ele.

— Finalmente! Você despertou! — Ele corre para me abraçar — Que bom que está bem, eu fiquei tão preocupado com você nesses últimos anos, você sempre parecia tão triste.

—Espera! Como assim? Você estava me vigiando? — Estranhei o fato dele saber disso.

— Sempre Jimmyzinho, sempre estive com você!

Ignorei a estranheza dos fatos, apenas o abracei de volta, me permitindo finalmente relaxar em seus braços.

— Vamos! Ele está esperando. Aliás, gostei do cabelo. Você ficou ainda mais bonito

Respirei fundo, antes de começar a subir aqueles degraus, a cada passo que eu dava, mais nervoso eu ficava, e mais parecia não ter fim a escada. Quando finalmente parei frente a porta, Derek depositou uma de suas mãos em meus ombros, e tratou de me acalmar antes de abrí-la.

— Está tudo bem, ele também esteve esperando por você — Eu apenas o olhava — Espere aqui.

Ele entra sem demora, fala por alguns longos segundos, e logo a porta se abre, meu coração disparou em imediato, meus olhos se arregalaram quando entraram em contato com os dele, o alívio tomou conta, e meu sorriso surgiu automático.

O alívio saiu como um sussurro arrastado

— Petter...

[...]

Em algum lugar do submundo

— Você sentiu isso, Alot? Finalmente ele despertou. As coisas ficarão interessantes — Seu sorriso apareceu em meio a escuridão

— Sim senhor!

Capítulos
1 Prólogo
2 Depois de você
3 O escolhido
4 O guardião da profecia
5 A Catedral Santa Shell
6 Entre céu e inferno
7 A mercê da escuridão
8 Especial: O primeiro escolhido
9 A verdade sobre Iteak
10 As duas almas
11 Você é meu Misoun
12 De pai pra filho
13 Uma nova esperança
14 O vazio que nos une
15 Je te Veux
16 Uma bifurcação a seguir
17 Você vai ter que vir comigo
18 O novo rei do submundo
19 O prelúdio do fim
20 Especial: Antes de você
21 Segredos de uma noite
22 O receptáculo
23 Eu vou ter você de volta
24 Misoun at Rituale
25 Um sopro do caos
26 Sangue de demônio
27 A adaga Graccion
28 O ritual
29 Especial: O pilar das sombras
30 Temores do passado
31 O inferno em minha vida
32 Alpha vs Ômega
33 O reencontro dos Firions
34 Aos teus pés
35 Especial: Abel e Delfos
36 O substituto
37 Eternidade solitária
38 A luz que habita a escuridão
39 Delfos e o pássaro dourado
40 Abdicação
41 Você será nossa isca
42 Perdendo o rumo
43 Ainda há um nós?
44 O suplício de Petter
45 Um plano brilhante
46 Quem és tu, destino?
47 O último olhar
48 Não diz mais nada
49 Celestwar: o começo
50 Celestwar: os amantes
51 Celestwar: uma batalha divina
52 Nossas últimas palavras
53 Ainda não acabou
54 Uma nova esperança
55 Celestwar: confronto final
56 Nada será como antes
Capítulos

Atualizado até capítulo 56

1
Prólogo
2
Depois de você
3
O escolhido
4
O guardião da profecia
5
A Catedral Santa Shell
6
Entre céu e inferno
7
A mercê da escuridão
8
Especial: O primeiro escolhido
9
A verdade sobre Iteak
10
As duas almas
11
Você é meu Misoun
12
De pai pra filho
13
Uma nova esperança
14
O vazio que nos une
15
Je te Veux
16
Uma bifurcação a seguir
17
Você vai ter que vir comigo
18
O novo rei do submundo
19
O prelúdio do fim
20
Especial: Antes de você
21
Segredos de uma noite
22
O receptáculo
23
Eu vou ter você de volta
24
Misoun at Rituale
25
Um sopro do caos
26
Sangue de demônio
27
A adaga Graccion
28
O ritual
29
Especial: O pilar das sombras
30
Temores do passado
31
O inferno em minha vida
32
Alpha vs Ômega
33
O reencontro dos Firions
34
Aos teus pés
35
Especial: Abel e Delfos
36
O substituto
37
Eternidade solitária
38
A luz que habita a escuridão
39
Delfos e o pássaro dourado
40
Abdicação
41
Você será nossa isca
42
Perdendo o rumo
43
Ainda há um nós?
44
O suplício de Petter
45
Um plano brilhante
46
Quem és tu, destino?
47
O último olhar
48
Não diz mais nada
49
Celestwar: o começo
50
Celestwar: os amantes
51
Celestwar: uma batalha divina
52
Nossas últimas palavras
53
Ainda não acabou
54
Uma nova esperança
55
Celestwar: confronto final
56
Nada será como antes

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