Quando Nina acordou no hospital, estava atordoada e perdida, sem saber o que aconteceu e como foi parar lá.
Então ela se esforçou para organizar os pensamentos, e só então viu uma enfermeira de pé ao lado da cama.
Enfermeira - Olá. Como se sente?
Perguntou com um sorriso gentil, porém Nina logo ficou agitada ao se lembrar da mãe.
- Ai meu Deus, a minha mãe! Onde ela está ? Ela foi ferida com um tiro, a minha mãe...
Falou tentando se levantar, mas a enfermeira a parou..
Enfermeira - Se acalme por favor. Eu já volto.
Nina ficou esperando se sentindo aflita, por não saber o que aconteceu com a mãe. Logo a enfermeira voltou com o médico que a atendeu e um policial.
O médico fez uma rápido avaliação em Nina:
Dr- Você está fisicamente bem, só desmaiou por causa do momento de crise que passou. Te sugiro conversar com um psicólogo..
O médico falava, mas Nina não o ouvia, ela estava tensa pela presença do policial, também queria notícias da mãe.
Nina - Doutor e a minha mãe, ela está aqui? Vocês a socorreram?
Dr. - Então ela é mesmo a sua mãe né?
Nina fez que sim com a cabeça, então o médico continuo falando.
- Olha, a sua mãe está aqui sim, ela chegou em estado grave e ainda está sendo operada, porém é uma cirurgia complicada, pois a bala perfurou órgãos vitais. Lamento dizer, mas ela pode não acordar.
- É por isso que eu estou aqui moça.
falou o policial e Nina se virou para o olhar com as lágrimas já correndo pelo rosto. Mas ela precisava falar com o médico..
- Por favor Dr. não deixem a minha mãe morrer, eu não posso perde-la, por favor salvem minha mãe..
Dr. A equipe que a está operando é muito boa, mas infelizmente as notícias que tenho pra você no momento são essas. Eu sei que esse momento é difícil pra você, mas agora, você precisa falar com o policial.
Nina assentiu e olhou para o policial. Ele fez algumas perguntas a ela e também informou que o Gregório estava preso. Mas ele queria saber ao certo o motivo do crime. Então Nina deu as informações que sabia, ou seja quase nada...o policial agradeceu e foi embora.
Então Nina foi fazer a ficha da mãe e aproveitou para ligar para o pai e Janine.
Por falar em Janine, esta ficou tão nervosa com a demora da mãe e Nina, que já estava pensando em fugir. Se algo acontecesse a Nina, Maia a culparia, se acontecesse com as duas... Ela não sabia o que pensar, estava arrependida, nervosa e com muito medo.
Assim que ouviu o telefone, Janine levou um susto e ficou com medo de atender, nessa hora, Antônio chegou. Ele estranhou a reação da filha e quis saber, por quê ela não atendeu..
Antônio - Você não está vendo o telefone tocar não Janine? Por quê não atendeu?
Janine ficou sem palavras, então o telefone tocou outra vez, e Antônio atendeu irritado.
Assim que soube por Nina o que aconteceu, ele ficou nervoso e já estava pronto para a insultar, mas ela só falou o hospital que estavam e desligou.
Ela voltou para a sala de espera, e ficou aguardando notícias.. Então alguns minutos depois que a cirurgia acabou, o médico foi informar-la, e ela imediatamente quis ver a mãe.
Nina - Posso ver minha mãe Dr.?
Dr. - Você pode entrar, mas por enquanto ela está desacordada. A cirurgia foi muito difícil, e as próximas horas são muito importantes e de máximo de atenção.
Nina assentiu com o coração na mão e foi pôr a roupa adequada, para entrar na sala onde Maia estava.
Maia estava cheia de aparelhos e parecia muito mal.. Nina se sentou na cadeira ao lado dela e começou a conversar com ela.
Nina - Ah mãe, eu sei que isso é difícil, mas você precisa ser forte, por favor mãe, lute por sua vida. Eu preciso demais da senhora mamãe...
As lágrimas banhavam seu rosto enquanto ela falava, então Maia acordou, parecendo muito cansada. Ela olhou para Nina e sorriu.
Maia - Oi filha, que bom te ver, você está bem querida?
falou com a voz carregada..
Nina afirmou com a cabeça, porém Maia queria ter certeza..
- Por favor filha, eu preciso ouvir sua voz, me diga que não aconteceu nada com você.
Nina - Eu estou bem mãe. Aquele homem não conseguiu me tocar. Agora por favor descanse, a senhora não deve se cansar.
Maia sorriu aliviada por saber que Nina estava bem, então ela se esforçou para organizar as palavras e se manter acordada, tinha algo importante a dizer a filha e pouco tempo para o fazer..
Maia - Nina chega mais perto.
Nina se inclinou para a ouvir. Maia sorriu e continuo a falar com dificuldade.
- Eu preciso que você saiba filha que eu te amo muito, eu te amo.
Nina - Eu sei mãe, a senhora tem me feito muito feliz demonstrando isso.
Maia - Você está mesmo feliz filha, se sente feliz?
Nina - Sim mãe .
Respondeu chorando, Maia sorriu e disse:
- que bom, que bom que eu tive tempo de fazer você saber e sentir o meu amor por você. Eu daria a minha vida pela sua, acho que é uma grande forma de se demostrar amor por alguém, não é?
Nina - pode ser mãe, é uma forma grandiosa na teoria, porque eu quero que a senhora viva, pra gente se curtir e se cuidar todos os dias. e eu..
Maia - Xii... não há tempo, estou indo Nina..
Nina - Não mãe, por favor não, agora não. a senhora tem que viver.
Nina se desesperou, porém Maia estava calma, parecia em paz, ela ergueu a mão e fez um carinho no rosto da filha para a acalmar.
Maia - Fica calma minha criança, eu estou bem, estou feliz por este tempo que passamos juntas, você curou as minhas feridas com o seu carinho. Obrigada por ter sido uma filha tão maravilhosa apesar de eu não merecer.
Nina - Mãe, a senhora é uma ótima pessoa e uma boa mãe..
Maia - Filha, não deixa o Antônio te machucar mais, perdão por permitir que ele te maltratasse todos esses anos, não mais..
Nina - Eu não vou mãe ..
Maia - Prometa que será forte e que vai seguir o seu caminho.
- Eu prometo mãe .
Maia - Isso.
Maia Soluçou já sentindo as forças se esvaindo..Nina quis se levantar para chamar o médico, mas ela não deixou...
Maia - Ainda tem uma coisa, não.. tenho.. tempo..
Nina - Ah não Mãe, fica comigo!
Ela chorou ao ver no monitor os sinais vitais caindo. Ela apertou o botão chamando o médico..
Enquanto eles não chegavam, maia se esforçou para dizer:
- O Antônio não é o seu..p....
pimmmm....
Ela não conseguiu concluir sua fala, partindo de uma vida de frustração e tristeza, deixando Nina em estado de choque. Os médicos entraram na sala, tentaram reanimar, mas já não havia mais nada a fazer. Maia se foi.
Nina estava atônita, congelada no lugar. Ela viu a mãe morrer, indo embora e deixando um buraco em seu peito, e agora, muitas perguntas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 126
Comments
Waléria Thisen
no mínimo esse q não e o pai dela q vai estrubar ela
2025-01-11
0
Adriana Mentoring de Mulheres
Triste
2025-01-16
0
Maria de Fatima Chaves
Seja forte Nina torcendo por você garota
2024-10-04
2