Maia entrou na frente de Nina fazendo Antônio parar. Ele estava transtornado, mas se conteve vendo Nina derrotada e humilhada no chão. Ele olhou pra ela com frieza e disse:
- Eu espero que você tenha aprendido a sua lição, aqui nessa casa eu sou a lei e você não é nada e nem ninguém para me questionar. Hoje Você deu sorte, já que a inútil da sua mãe entrou na frente; porque da próxima vez, vou fazer você engolir as suas palavras, e acredite não será nada agradável!
Maia estava ajudando a Nina se levantar, ela estava com os olhos vermelhos e inchados de tanto que chorou. Nina olhou nos olhos raivosos do pai enquanto ele falava; ela engoliu os soluços... estava dolorida e já ia voltar para o quarto,, mas antes subir, ela se virou para Antônio se encheu de coragem e disse:
- Você tem razão pai, nessa casa eu não sou ninguém. É como se eu não existisse... Mas ainda assim, quero que você saiba que eu estou aqui, eu tenho sentimentos, eu sou sua filha e apesar de como você me trata, eu amo você. Mas também quero que você saiba também, que eu não vou mais me permitir abalar com o tratamento de merda que você me dá. Entendi que cada um dá o que tem de melhor.
As lágrimas ainda rolavam enquanto ela falava e a barba de Antônio até tremeu de raiva, por ainda ver força nela, para o olhar com firmeza e não se curvar a humilhação que ele impôs a ela.
Ele queria voltar a bater nela, porém Maia conhecendo bem o olhar do homem, interferiu novamente tirando a Nina do alcance dele.
Maia - Já chega Nina! Não complica mais as coisas.
Falou a empurrando para subir a escada.
Antônio - Ela quer apanhar mais.
Janine - Você bateu pouco pai. Ela ainda tem ousadia de te responder!
Maia - Chega você também Janine.
Maia a reprimiu e Nina correu para o quarto, ela estava indignada, com as costas marcadas e doloridas; Antônio não a poupou, mas o que doía mais era a alma. Mais uma vez ela pode sentir o peso do ódio do pai, mas desta vez foi pior. Maia vendo a dor da filha se sentiu culpada; o mínimo que ela podia fazer era cuidar dela. Então...
- Vamos filha, tome um banho, eu vou fazer um chá para você; eu sei que está doendo minha criança, mas você não tinha nada que enfrentar o seu pai.
Maia falou e fez um carinho sem jeito na cabeça de Nina. Ela estava com o rosto vermelho e o olhar perdido, olhando para o nada... ela lentamente se virou para a mãe e a encarou, com a dor refletida em seu rosto. Maia se sentiu pior não podendo evitar as lágrimas.
Nina se levantou e foi para o banho sem nada dizer; Maia pôs as duas mãos no peito enquanto repetia para si mesma:
- É tudo minha culpa minha filha, é tudo minha culpa; você não merece minha menina. Se você soubesse...
Ela se viu diante de uma situação que não sabia como agir, mas por hora tinha que cuidar do corpo da filha. Enquanto Nina tomava banho, ela rapidamente fez um chá e levou uma pomada para, cuidar das costas dela e gelo para o rosto dela não ficar marcado.
Nina estava chorando em silêncio enquanto a mãe passava a pomada em suas costas; por fim ela dormiu e Maia ficou tomando conta dela a noite toda.
Pela manhã, Nina acordou e se assustou vendo a mãe dormindo ao seu lado, ela sorriu fraco e deu um beijo no rosto de Maia.
- Oh mãe foi preciso uma situação extrema como essa, para você me demonstrar carinho... bom antes tarde do que nunca.
Ela se levantou e ligou para Léo. Depois da confusão com o pai, ela acabou dando um bolo nele... e isso nem foi um trocadilho....
- Oi Léo, Bom dia. Sinto muito por ontem.
Léo - O que houve? Você me deixou plantado.
Nina - Sim. Mas você não foi né? Eu disse que ia te avisar quando saísse de casa...
Perguntou preocupada.
Léo - Eu não saí, mas fiquei esperando uma mensagem sua...
Nina - Me desculpa, eu tive problemas.
Léo quis saber se ela estava bem e por fim, a convidou para um encontro... Nina confirmou que estava bem e aceitou sair com ele... O humor dela ficou bom depois de falar com ele.
Ultimamente, ele tem sido a melhor parte do seu dia, mesmo ela se negando a ele, e os dois acabam se desentendendo...
Léo encerrou a ligação e se jogou no sofá.
"Ah Nina, ontem você me deixou a ver navios, mas você não vai ficar me enrolando por mais tempo, viu garota boba..."
Enquanto ele pensava, a campainha tocou.. Léo abriu com um sorriso.
Léo - Oi Nataly. Bom dia meu amor.
Deu um beijo nela
Nataly - Oi gato. Tudo bem? Saudades.. O que houve que você não foi me ver ontem hein.
Léo - Fiquei estudando, você sabe que eu tenho treinado muito por causa das competições e por isso, tenho pouco tempo para estudar para as provas da faculdade...
Nataly - Hum...Tá certo meu amor, desculpa. As vezes eu esqueço que você é muito ocupado. Vamos almoçar lá em casa? Meus pais vão fazer um churrasco.
Léo - Você sabe que eu adoro um churrasco né ?
Ela sorriu pra ele esperando uma resposta, então ele aceitou ir almoçar na casa dela.
Nataly tem 18 anos e Léo tem 23. Eles já se conhecem a um tempo, tem bastante em comum, assim como o Judô. Eles começaram a namorar a uns meses e ele se diz apaixonado por ela. Ele costuma dar presentes e sempre a leva para sair. Também vai com frequência a casa dela e se dá bem com os pais dela. No início, ele não queria compromisso, mas acabou rolando...
Enquanto Nataly é apaixonada por ele desde mais nova, fez de tudo para chamar a atenção dele, passou a frequentar os mesmos lugares que ele, até o judô entrou na vida dela por ele. Ela o via sair com as outras meninas, ficava triste, mas não desistiu e se aproximou dele de forma sutil, principalmente quando a mãe dele faleceu... Ela se entregou a ele logo que começaram a ficar, ela já era louca por ele e estava curiosa por uma experiência intima com ele, então; sempre dava um jeito de ir pra casa dele...
Nataly ainda se sente um pouco insegura em relação a Léo, mas sabe que ele nunca namorou antes, sempre prezou a liberdade dele...e nem nunca levou ninguém a sério. Ele realmente deve sentir alguma coisa por ela né....
Depois de confirmar que ia, ele a agarrou pela cintura e começou a dar uma sequência de beijos nela, enquanto caminhava com ela para o quarto.
Eles passaram a manhã toda na cama, depois ele foi com ela para a casa dos pais dela. Assim ele passou o domingo.
Nina resolveu passar o dia com Aline.Ela até fez alguns doces para se distrair, enquanto contava a amiga sobre o ocorrido com o pai. Aline ficou triste e revoltada com a atitude de Antônio. Assim como Nina, ela não entende o jeito dele com ela..mas resolveu mudar de assunto lembrando a Nina uma coisa:
Aline - Amiga, seu aniversário está chegando... vamos comemorar hein..
Nina - Eu não curto festa, você sabe Aline.. e nem quero gastar, cada vez mais eu quero ir embora daqui, pra isso tenho que ter uma boa quantia...
Aline - Você está certa em querer sair daquele lugar, mas quem disse que a senhorita vai gastar com festa? Esqueceu tem uma amiga que é promotora de eventos e festas? Além disso, quero fazer algo especial para você. Sei lá, num restaurante, shopping, parque, ou quem sabe uma boate... O que você acha?
Aline é uma moça animada, gentil e trabalhadora. Ela é promotora de eventos do teatro municipal, as vezes faz freelancer na boate quando algum músico ou DJ de fora vai a cidade. Ela tem 22 anos e é uma boa amiga para Nina. Ela se dá bem com os pais e os ajuda em tudo, pois eles já a tiveram em idade avançada.
Assim Nina se animou com a dedicação da amiga; embora não haja muita agitação em sua vida e nem motivos para comemorar, Peoria é uma cidade cultural, com muitos eventos artísticos ao ar livre. Já que é um dia especial pra ela e ela a gosta de estar com a amiga... Ela ficou grata e aceitou sair com Aline para comemorar sim. Pelo menos uma vez não há de ser nada de mais...
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Atualizado até capítulo 126
Comments
Julia Santos
bem que bicho nojento kkkkkkk
com uma e quer usar a outra
besta è quem cai
2025-01-30
0
Adriana Mentoring de Mulheres
Acredito que a Nina não é filha dele .E o Léo deve ser pai do filho dela 🤬
2025-01-16
0
Claudia
Infelizmente várias mulheres passam por essa humilhação perante ao homem ( no meu achismo a Nina não é filha dele por isso esse desprezo) ♾🧿
2024-10-15
3