Saio à sua frente com vergonha de olhar no seu rosto, não sei ainda o que deu em mim para ficar no seu colo, mas me pareceu tão normal que não consegui sair depois.
— Como você sai na minha frente se não sabe para aonde ir? — a voz de Dods no meu ouvido me fez pular de susto.
— Cretino, não me assusta assim — tomo o pedaço de pão da sua mão dando uma mordida e devolvendo para ele que sorria lindamente, espera quê? Desde quando acho o sorriso lindo?
— Desde…
— Calada fofoqueira — olho para Dods que segura o riso — Temos um intruso aqui.
Escuto a risada de Luna e um som mais ao fundo, deve ser de Demon, procuro o olhar de Dods que sorrindo confirma com a cabeça, ele me conduzia segurando a minha cintura, não fazia a menor ideia de onde estávamos indo, mas assim que nos afastamos da casa em direção a floresta, tudo foi escurecendo.
Não sentia medo dali, mas algo não estava certo, tinha algo faltando ali, me solto de Dods que passa a me olhar atentamente e ao tocar no chão começo a ver sangue e ouvir gritos.
— Sno, você está bem? — ele me segura a tempo de não cair no chão.
— O que aconteceu aqui?
— Muitas mortes, era aqui que me escondia sempre que a maldição ativava — os gritos que ouvi eram dele, não sei como conseguia fazer essas coisas, mas passei a confiar, pois, elas já salvaram a minha vida inúmeras vezes.
Toco no seu rosto ainda com os olhos fechados controlando a minha respiração, consigo ver Demon deitado ao fundo, os seus olhos eram vermelhos e ele estava alucinado, quando vou me aproximando dele sinto Dods apertar a minha bunda me fazendo pular.
— Idiota — o empurro abrindo os olhos e agora consigo escutar Demon rindo perfeitamente, fazendo Dods torcer o rosto em careta — Vamos cansei de ficar aqui e se for me fazer andar feito uma idiota vai se arrepender.
— Você realmente não gosta de andar, precisa se exercitar — ele volta a me segurar pela cintura, me levando para a direção contraria do que estava indo.
— Acontece Dods que as minhas pernas são pequenas, dou mais passos que você.
— Você dá? — olho para ele no mesmo instante, ele estava usando a minha fala com duplo sentido?
— Você calado é mais bonito — dou um tapa no seu braço em sinal de protesto, mas assim que ele me pega no colo me forçando a laçar a sua cintura com a minhas pernas sinto o meu rosto queimar.
— Então me acha bonito?
Não consigo responder o seu olhar para mim era muito intenso e assim que sinto o meu rosto começar a esquentar o escondo no seu pescoço, mas só piorou a minha situação, pois o cheiro dele é muito bom.
Passamos por uma clareira, onde ele me explicou que a noite fica muito melhor, pois conseguimos ver certinho a lua e as estrelas. Fomos em direção ao rio agitado onde ele aprendeu a nadar, seu pai o jogava dentro dele todos os dias, então era aprender a nadar ou morrer afogado.
Sinto uma pontada no peito, não sei do seu passado, mas tenho noção que ele deve ter sofrido muito. Quem se torna poderoso da forma que ele é, já passou por muitas situações que foi preciso ser forte, com esses pensamentos acabo dando um beijo no seu pescoço assim que volto encostar ali.
— Por último, o local que mais frequentei — era um pátio de treinamento, mas pelas suas condições ele estava desativado a anos — Depois que descobri a minha maldição, passei a treinar aqui…
— Sempre sozinho? — ele tinha me soltando para andar pelo local.
— Não, o meu pai sempre mandava os seus melhores lobos virem me atacar de surpresa.
— Mas…
— Sim era uma criança ainda, quando completei os meus quinze anos matei o meu pai assumindo a liderança.
— Dods — toco no seu rosto e ele me pega no colo novamente olhando diretamente nos meus olhos enquanto entra pátio adentro.
— Não me olhe assim… — a sua voz era baixa e estava carregada de dor.
— Está confundindo, a tristeza que sinto é por saber o que é ser alvo de lobos muitos mais fortes e experientes, a dor que está vendo nos meus olhos é a minha — o interrompo antes que ele pense em mais besteiras, mas no final foi ele que me interrompeu com um beijo calmo.
Por estar no seu colo estava na altura do seu rosto facilitando para ele me beijar, eu deveria sair, me afastar, mas não queria eu queria mais do seu beijo. Então levo as minhas mãos nos seus cabelos, fazendo os meus dedos se misturar ali com facilidade.
O beijo foi intensificando, Dods só parou de andar quando sentiu uma parede atrás de mim, a usando como apoio ele apertava o meu corpo contra o seu enquanto ainda devorava a minha boca, o meu corpo vai esquentando ao ponto de nem reclamar das suas mãos, a minha bunda a apertando.
— Sno o que eu faço? — nos separamos pela falta de ar, mas ele ainda mantinha o seu corpo pressionando o meu.
— Me beija — não precisei falar duas vezes para ele voltar a me beijar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 112
Comments
Valdenise Nunes
é verdade delícia 😋😋😋
2025-03-24
0
Joelma Oliveira
depois que prova é quase impossivel ficar sem
2024-11-15
1
Eli Silva Aquino
pegou gogo no parquinho kkkkkk
2024-10-24
0