Mas ao invés de ter uma resposta ele me beija, me puxando mais contra seu corpo, o beijo começou necessitado e foi se acalmando, não neguei o beijo momento algum, sei que não tenho para onde correr agora, fui dada como moeda de troca, então sou propriedade dele, mas sabia que lá fundo eu também queria esse beijo tanto quanto ele.
— Desculpa — sua voz entrega que ele voltou ao normal.
— Dodsdemon, podemos conversar?
— Gosto como meu nome sai da sua boca, mas me chame de Dods, por favor.
— Então podemos ir para um lugar mais tranquilo Dods?
Ele confirma com a cabeça e com a mão na minha cintura, deixamos meus irmãos ali no beco fazendo entre si o que eles consideraram fazer comigo durante anos. Nem olhei para trás, mas Dods olhou e pelo seu sorriso maléfico o estrago já estava grande, vamos andando até onde nos encontramos a primeira vez.
Ao tocar a água sabia que seria a última vez, mas um misto de alegria me invadiu me deixando mais tranquila, a sensação que tinha era que ela sempre estará comigo, independe do lugar.
— Você já sabia quem eu era? — pergunto ao perceber seu olhar atento as minhas ações.
— Sim, quer dizer não, mas depois sim.
— Sim ou não? — pergunto já irritada olhando em seus olhos agora.
— Quando te vi toda machucada, não sabia quem era, depois que te toquei eu sabia, mas acredito que não estamos falando do mesmo assunto.
— Agora fiquei na dúvida também — acabamos rindo juntos pela confusão — Você sabia que meu pai era o líder da alcateia? — ele nega com a cabeça — Você sabe sobre minha…
— Sua?
— Não posso contar, não aqui e agora.
— Fez uma promessa ao seu pai? — ele me pergunta com a sobrancelha erguida e confirmo com a cabeça — Está me escondendo algo?
— Sim, quer dizer não, mas sim.
— Snohaxa — sua voz era de comando, mas não surtiu efeito em mim, então vou me aproveitar disso, pode ter certeza.
— Sabe meu nome — me aproximei dele novamente, tocando em seu peito.
— Claro que sei, afinal você…
— Fui entregue em moeda de troca, estou ciente — vou me afastando empurrando seu peito, mas ele me puxa para perto novamente colando nossos corpos — Que maldição é essa que eles mencionaram?
— Tenho um acordo para lhe propor — ele está fugindo dessa pergunta, sei disso, mas vou dar corda para ele e confirmo com a cabeça para ele continuar — Tenho uma grande guerra para travar contra meu tio, fique ao meu lado durante guerra e assim que vencermos você estará livre para ir e vir para onde quiser.
— Que guerra? Não sei lutar, como posso te ajudar nisso?
— Apenas se apresente como minha esposa, o resto eu providencio.
— Um casamento de fachada? — ele concorda com a cabeça — Mas casamentos assim não tem beijo e nem se abraçam dessa forma — o empurro saindo dos seus braços, queria voltar assim que sai, mas preciso saber mais sobre o assunto.
— As pessoas não podem desconfiar Snohaxa — me puxa novamente contra seu corpo.
— Sno, e não tem mais ninguém aqui — nossos olhares eram intensos, os dois sabiam que não iria ficar longe um do outro, mas…
— Já vamos treinando.
— Após a guerra você cancela o casamento? — ele confirma com a cabeça — Não tenho vocação para ser corna, então enquanto estiver nesse acordo…
— Não vou estar com ninguém, que não seja você — sua cabeça vai para meu pescoço e sinto seu nariz deslizar pelo local.
— E também não vai me tocar a força?
— Nunca, lhe prometo isso.
— Casamento, não corna, vence a guerra e estou livre? — minha voz era ofegante, ele me deixava assim.
— Resumiu de forma bem interessante, mas é isso sim — um sorriso cresce em seu rosto e fico perdida intercalando o olhar entre seus olhos e seu sorriso.
— Não vai mentir ou omitir nada de mim.
— Sno…
— Dods isso é importante para mim — seu olhar fica mais intenso, mas pela, a demora em sua resposta, isso também era importante para ele — Prometo lhe contar tudo também.
— Pode ir começando.
— Aqui ainda não posso.
— Seu pai — confirmo com a cabeça — Não precisa ter medo, dele agora.
— Sei disso, confio em você e por isso quero que me conte tudo assim como farei — minha voz é baixa e calma, enquanto nossos olhares estavam cada vez mais intensos.
— Casamento, fidelidade, lealdade, guerra, você livre — ele resume agora me fazendo sorrir.
— Ok, eu aceito, mas nunca mais volto para essa comunidade.
— Por mim está ótimo.
— Como se chama seu lobo? — ele ergue a sobrancelha não entendendo onde eu queria chegar.
— Demon.
— A minha chama Luna — ele sorri, não sei o motivo, mas seu sorriso era lindo — Demon — seu sorriso de desfaz e logo sinto suas unhas e seus olhos completamente negros olhando fascinados para mim.
— Como conseguiu isso? — sua voz era grossa, muito mais que a de Dods.
— Não faço a menor ideia.
— Já que estão cheios dos pedidos, posso fazer o meu? — confirmo com a cabeça — Quero queimar essa cidade até não sobrar ninguém — acabo gargalhando com o seu pedido enquanto nego com a cabeça, apoio minha cabeça em seu peito e sem precisar olhar sei que Dods está de volta, ergo meu olhar ele estava me olhava atentamente, não pensei duas vezes em o beijar, mas desta vez o beijo era calmo e cauteloso.
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Atualizado até capítulo 112
Comments
Luzia
Eles tem a maldição por isso ela não sabe que ele é seu companheiro mas quando a maldição quebrar ela vai saber
2025-03-14
0
Ameles
são companheiros, mas ela não sabe e tem a maldição tbm que nada sabemos, mas ele tá complicando muito
2024-12-13
0
Eli Silva Aquino
vem aqui sua dona tá chamando....kkķk
2024-10-24
2