Capítulo 16

* Guilhermo Narrando

Chego em casa depois de uma viagem de três dias a Itália, vejo uma movimentação nada comum pelos corredores da mansão, Thiago geralmente é um tirano, o tipo louco de carrasco que adora se impor mais isso nem de longe é o pânico comum que causa.

— Bom dia Senhor Berdinazze.

Hermes diz de forma cordial e calma no exato momento em que me vê cruzar a porta.

— Onde está meu irmão?

Parece pensar se me responde ou não.

— Está na academia senhor, esteve lá a manhã toda,acabou com três seguranças, um deles saiu daqui desacordado direto para o hospital, Sugiro que não aceite caso ele peça para treinar com ele.

Passo as mãos pela cabeça Caminhando até a parte externa da luxuosa sala de treinos, as paredes espelhadas e o chão em tom marfim estão salpicadas de sangue.

— O que aconteceu dessa vez?

Calço as luvas enquanto ele soca o saco de pancada como um louco.

— Já resolveu sua bagunça na Itália? onde diabos estava sua cabeça quando decidiu dirigir embriagado.

Ergue os punhos como um convite para lutar e sei que hoje levo a porra de um surra, encosto minha luva a dele levando diretamente um belo gancho de esquerda que me deixa completamente surdo.

— Não estava bêbado, foi a maluca que parou no meio da estrada, destruiu um importado de seis milhões de dólares, você me deve um carro está ouvindo? estava vindo do seu jantar beneficente, a merda do jantar que você me obrigou a ir.

Retribuo o golpe e ele desvia, é um magnífico pugilista o infeliz.

— Deveria prestar mais atenção.

Me joga no chão se pondo sobre mim como um animal,me soca repetidas vezes e por mais que eu tente impedir seus golpes é inútil, está completamente perturbado só não sei ainda o motivo.

— Se acha que eu vou ficar por aí limpando sua barra a vida inteira está fodidamente enganado, se aqueles malditos mafiosos que estão ligados a ela vierem atrás de você estará por conta própria.

— Não faria isso.

— Está confiante demais, não me ponha em uma situação onde eu possa te mostrar o quão filho da pu*ta eu sou, pode se surpreender com aquilo que sou capaz de fazer.

Me acerta com força bem no meio da cara e dessa vez eu quase apago, completamente desnorteado.

— Qual o problema?

Digo me escorando contra a parede sentindo o gosto sultiu de sangue do meu lábio cortado invadir minha boca, Thiago tira as ataduras das mãos, estão cortadas e os nós de seus dedos em carne viva.

— Não é nada.

Diz se sentando no chão do tatame e nesse momento eu sei que está mentindo, seu rosto está mais sombrio que o comum.

— Qualé, você é meu irmão te conheço melhor do que as pu*tas com quem fo*do, não me engana.

Tomo um gole da garrafa de água ao meu lado e ele me encara profundamente nos olhos.

— Ontem eu vi Eleonor, ela e sua querida Alicia.

Cuspo todo líquido da minha boca engasgando em seguida e ele passa as mãos pelos cabelos contrariado, conheço Thiago e em meus 29 anos de vida jamais o vi desse jeito.

— Tem certeza de que eram elas? Onde? onde você as viu?

Ele levanta até o armário da academia trazendo dela uma pasta azul em suas mãos.

— O que é isso?

— Leia.

Ele encara o jardim pelas enormes janelas do cômodo, enquanto folheio os papéis em silêncio depois o olho.

— Impossível, você procurou por ela nos últimos três anos, na Turquia inteira, fiz o mesmo com Alicia e não tínhamos uma única pista, tudo e cercado de ironia e surpresa quando as envolve, estavam debaixo do nosso nariz todo esse tempo e não fazíamos ideia, que vai fazer? vai procura-la?

— Claro que não, porque eu faria isso?

Sinto hesitação em sua voz e não tenho dúvidas ele vai atrás.

— Porque é exatamente o que eu farei, então Alicia e Leonor são donas da ALA? Mais que maldito mundo pequeno.

— Hermes investigou essa manhã, ALA pertence a duas, não achou muito sobre a empresa quanto a vida pessoal encontrou menos ainda, apenas as informações de domínio público.

— Thiago, porque não abre mão de todo esse orgulho? sei que se arrependeu do que fez no exato momento em que se viu sem ela, porque não a procura, não pede perdão?

— As coisas que fiz, não foram apenas simples palavras jogadas ao vento Guilhermo, eu destruí aquela menina, eu destruí até que não restasse nada, o que acha que eu encontrarei se procurá-la, uma mulher com o peito repleto de perdão? que me esperou durante todo esse tempo? Leu os papéis? ela tem uma filha, uma filha Guilhermo, que podia ser minha se eu não tivesse estragado tudo deixando o ódio que mamãe plantou no meu coração destruir o único sentimento que eu fui capaz de sentir na vida.

Encaro o dossiê e depois o olho.

— A menina não tem nem três anos, alguma chance de ser sua? não conheço bem a Leonor mais não acho que ela iria sair da sua cama e já se deitar em outra antes mesmo do corpo dela esfriar, faça as contas.

Ele me olha como se finalmente tivesse caído a ficha, caminha transtornado em minha direção arrancando os papéis da minha mão depois leva as dele a cabeça.

— É minha filha.

— Não tenha dúvidas.

Sorrio e ele ainda está lá, parado como se estivesse aprisionado em seus próprios pensamentos, Se Eleonor Giordano está em Bursa e com essa filha que certamente é dele não falta muito para ele surtar.

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Comments

Adelia Cabral

Adelia Cabral

Agora chora na cama que é lugar quente kkk

2025-01-06

2

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

É Thiago você ainda vai sofrer muito para aprender

2025-01-21

0

Mônica Teles

Mônica Teles

Eu acertei,deixou ela com um filho na barriga

2025-03-18

0

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