Leonor arrumava as malas aos prantos, Alicia ajudava a dobrar e guardar nas bagagens o pouco que tinha.
— Para onde vai agora?
Perguntou em prantos.
— Não sei, o único abrigo que eu tinha era o convento, meu pai está morto e minha família perdeu completamente tudo o que tinha, o que será de mim Alícia?
Choramingou.
— O Thiago, o Thiago certamente vai te ajudar.
— Não sei, não o vejo a três dias, sequer me procurou, o Guilhermo disse algo?
— Também não o vejo a um tempo, fui ao clube uma ou duas noites na semana passada mais ninguém o viu, sabe o mais estranho?
— Não, o que?
Limpou os olhos.
— Quando perguntei por ele, aos Garçons e as garotas que trabalham lá ninguém se lembrava de quem eu estava falando, não o conheciam, ele praticamente morava naquele lugar quando nos conhecemos Leonor.
Leonor permaneceu de cabeça baixa arrumando nas malas o pouco que tinha.
— Não quero que vá.
— Também não queria ir, nem mesmo sei onde vou dormir essa noite.
— Já sei o que fazer.
Alicia se pôs de pé pegando Leonor de surpresa,
— Papai está em Genebra, em um hotel luxuoso nos Alpes, a esposa número 7 estava louca para conhecer a suíça.
— O que tem isso a ver com minha saída do convento?
— Com a sua nada, já com a minha.
Alicia sorriu.
— Nem de brincadeira fico nesse hospício sem você, era quem tinha a vocação, eu só tinha um sonho é um hábito e até isso perdi quando conheci o crápula safado do Guilhermo.
Leonor a viu caminhar até o quarto e voltar de lá com uma bolsa na mão.
— O que está fazendo?
— Não está vendo? Estou indo com você, tenho um cartão sem limites, um ótimo apartamento em Bursa, quando papai descobrir vai dar um chilique ou outro mais vai acabar aceitando, sabe que ninguém me dá ordens não é mesmo?
Piscou para Leonor que sorriu, correu em direção a ela abraçando forte.
— E nos fazendo planos com aqueles dois patetas sem coração, graças a Deus ficamos apenas nos planos.
Leonor encarou o chão em silêncio.
— Ficamos nos planos né?
— Eu e Thiago.
Falou segurando o choro.
— Fomos longe de mais Lina.
Alina a abraçou forte.
— Leonor, meu Deus.
Tentou consola-la mais não encontrou as palavras certas.
— Na noite anterior a morte de papai, me entreguei a ele e depois de tudo ele me tratou como um lixo, como nada.
— Desgraçado, mais o que ele disse?
— Não conversamos.
— Alguma chance de ser apenas um mal entendido? tudo esteve tão corrido e bagunçado esses últimos três dias e se ele não te procurou por esse motivo? o senhor Felipo era um homem conhecido, sua morte enfeitou todos os jornais da Turquia, talvez ele esteja apenas te dando espaço.
Leonor a olhou com um olhar de esperança.
— Acha que devo procurá-lo?
— Sim, vamos ao hotel, conversa com ele e se tudo der certo ficamos aqui mesmo em Istambul, não abro mão de que fique comigo, pelo menos até você e Thiago formalizarem as coisas, só sai do meu lado casada Leonor, vou fazer por você exatamente o que sei que faria por mim.
As duas se abraçaram, deixaram o convento em direção ao hotel, quando o táxi parou de frente ao imóvel apenas Leonor desceu.
— Te espero aqui, boa sorte.
Alina disse gentilmente da janela, Leonor caminhou pelo saguão, na recepção foi atendida por um jovem educada.
— Com licença, gostaria de falar com Thiago Ferragamo.
— Só um minuto por favor.
Mexeu no computador por um tempo depois a olhou nos olhos.
— Não temos ninguém com esse nome hospedado nesse hotel senhorita.
Leonor sentiu seu coração disparar no peito.
— Por Deus moça, não me diga isso, preciso muito falar com ele, estive aqui por quase um mês, vim todos os dias na hora do chá da tarde, ele está hospedado na cobertura quarto 322.
A mulher olhou para Leonor com pena, andou em sua direção tocando gentilmente seu braço.
— Não deveria fazer isso, mais posso ver pelo seu tom de voz o quanto está desesperada, suba, busque por quem está procurando, só não entre nos outros quartos ou me colocara em problemas.
Sorriu apertando o botão do elevador para ela, Leonor agradeceu, enquanto esperava as portas se abrirem chorou em silêncio, quando enfim chegou a cobertura andou pelo corredor até o quarto, a porta estava aberta então entrou, sobre a cama nú estava Thiago, sobre ele cavalgava entre gemidos altos e palavras sujas a recepcionista que lhe atendeu a primeira vez que esteve naquele hotel, os olhos de Thiago encontraram os de Leonor no exato momento em que ela cruzou a porta, Ele sorriu, não viu mais sentiu, havia quebrado em mil pedaços o coração da pequena mulher diante dele, Leonor não disse nenhuma palavra, limpou suas lágrimas, se virou fazendo o mesmo caminho que fez para chegar até ali, entrou no carro ao lado de Alícia e partiu.
— Sai.
Thiago rosnou para mulher encima dele.
— Algo errado senhor Ferragamo? mal começamos.
Falou cobrindo o corpo com os lençóis, Thiago andou até o banheiro, arrancou o preservativo que vestia em seu membro entregando a mulher um maço grande de notas.
— Quero ficar sozinho.
Se jogou na Poltrona enrolado apenas em uma toalha, a mulher catou as roupas no chão obedecendo suas ordens e saiu, Thiago pegou sobre o criado seu celular, olhou para o aparelho algum tempo até que a foto da mãe enfeitou a tela.
— Acabou mãe.
Ele disse com olhos vazios e sem qualquer expressão.
— Fiz tudo exatamente como queria, os Giordano estão mortos, a filha de Felipo está arruinada e com o coração partido como me pediu, tem a sua Vendetta e pode saborea-la em paz onde quer que esteja , seu filho... Continuara aqui, o maldito sem alma e solitário que vai morrer enterrado em sua própria escuridão.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Ivanilde T. Serra
Essa vingança não era sua e sim da sua mãe, e de preferência que fosse só com os dois cafajestes dos irmãos e não com a filha inocente que não teve nada haver com isso.
2025-01-20
1
Maria DA Gloria
tem que aparecer uma mulher especial e tirar Thiago dessa escuridão
2025-01-09
0
Luana Mddm
a vingança matou os dois irmãos também não senti nada é tão solitário e triste
2025-01-21
1