capítulo 7

Leonor chegou a igreja radiante como nunca havia estado, correu em direção a Alicia com um sorriso enorme em seu rosto.

— Irmã Candelária?

Perguntou ofegante ajeitando em sua cabeça o véu que acabava de colocar.

— Está na sacristia.

— O que uma senhora religiosa faz de tão errado para se confessar por tanto tempo?

Leonor levou a mão ao queixo pensativa.

— Pare de enrolar, como foi o encontro com Thiago?

— Ele, ele é perfeito Alícia, tão educado, inteligente.

Suspirou Fazendo a amiga sorrir.

— Vocês se beijaram?

— Deus, claro que não.

Falou rapidamente, Alícia olhou desconfiada.

— Tá, ele me deu um selinho rápido ou quase isso.

— Meu Deus Leonor, seu primeiro beijo.

Praticamente gritou.

— Fale baixo, quer que todos a ouçam?

Olhou para os lados como se temesse algo.

— Mais e aí, o que mais?

— Não tem mais.

— Quando vão se ver de novo?

— Em três dias, na vigília de

são Cirilo.

Alicia bateu palmas animada.

— Não vejo a hora de sairmos os quatro, sempre soube que estavamos destinadas a ser amigas para sempre mais agora seremos cunhadas Leonor, em breve estaremos em um dos bangalôs mais lindos das Maldivas, sabia que o Guilhermo tem casa por lá? casa não uma ilha particular, ele disse prometeu me levar para conhecer.

Alicia estava tão animada quanto a tudo que plantava de forma despretensiosa no coração de Leonor os mesmos sonhos que os dela, não demorou para que a tão inocente e pura menina criada a mãos firmes pelas freiras do convento estivesse sonhando acordada com um conto de fadas onde Thiago Berdinazze era seu príncipe encantado, Os dias passaram depressa, já era madrugada quando Leonor se levantou da cama.

— Alicia.

Tocou o ombro da amiga com gentileza.

— Estou indo, Thiago certamente está me esperando.

— Boa sorte.

Se sentou a cama bocejando baixo.

— Pode me fazer um favor?

Leonor a olhou curiosa.

— Estou preocupada, não vejo ou falo com Guilhermo desde o dia em que fomos ao clube, ele simplesmente sumiu, não responde minhas mensagens, estou com medo de que tenha lhe acontecido algo.

— Ele está bem,se tivesse acontecido algo certamente Thiago teria dito, você mesmo me disse que ele é um homem ocupado, que tem muitas empresas e que tem que cuidar de tudo praticamente sozinho, tenho certeza que ele terá uma explicação para tudo quando se virem novamente.

— Está certa, é bobagem minha não é mesmo?

Sorriu limpando os olhos marejados.

— Torça por mim, não vou demorar.

Leonor vestiu seu casaco andando em silêncio pelo jardim, quando saiu do convento esperou do lado de fora por Thiago que não havia chegado,olhou no relógio já eram quase três da manhã, o vento frio soprava seus cabelos, esfregava os braços sentindo seu corpo se arrepiar, quando começou a chover já havia desistido de espera-lo, abriu o portão entrando novamente, caminhava triste em meio a chuva quando sentiu seu braço ser tocado.

— Desculpe, tive um imprevisto.

Ele sorriu a puxando para debaixo de seu guarda chuvas.

— Achei que não viesse

A mão de Thiago circulou a cintura de Leonor que o encarou com encantamento e exitasão.

— Estava contando os segundos para vê-la, achou mesmo que eu não viria?

A puxou para seus braços, se aproximou da face da jovem com os olhos cravados em sua boca.

— Thiago.

— Sim, diga.

— Somos amigos?

— Somos o que quiser que sejamos.

Leonor engoliu seco.

— Amigos se tocam assim?

Colocou a pequena mão sobre as do homem que apertava forte sua cintura, nem mesmo a chuva que caia sobre eles era capaz de apagar as chamas que ardiam em seus corpos.

— Não.

Sussurrou quase entre os lábios da mulher.

— Então acho que não somos amigos.

Ela disse fechando os olhos completamente entregue, Thiago sorriu recebendo com um olhar sombrio a deixa que esperava, tocou o pescoço de Leonor a trazendo para si, enquanto sua mão adentrou os cabelos da jovem pairando em sua nuca a língua quente e voraz pedia passagem em sua boca inexperiente quê mal sabia como retribuir.

— Deixe me entrar anjo, abra sua boca.

Ela o olhou timidamente.

— Nunca fiz isso antes.

— Eu sei, apenas repita o que faço, não tenho pressa.

Atacou novamente seus lábios dessa vez de forma deliciosamente lenta, o guarda chuva em sua mão foi lançado ao Leu, Thiago a envolveu com seus braços fortes de forma ainda mais dominante e quente, Leonor repetia os movimentos que ele fazia com a língua dando voltas e mais voltas em sua boca, a chuva já havia molhado completamente os dois.

— Vamos para o meu carro.

Ele segurou sua mão a levando para rua, o importado preto que esperava por eles não demorou para estar com os vidros completamente embaçados, enquanto a beijava Thiago percorria o caminhou de seu corpo com as enormes e ágeis mãos, o vestido de Leonor já se embolava em suas coxas, a pele vermelha e arrepiada pelo toque firme do experiente rapaz estava marcada em diferentes tons de vermelho vivo.

— Isso, isso é errado.

Sussurrou entre os beijos, Thiago a olhou de um jeito frio e calmo.

— Porque diz isso?

— O padre sempre fala em seus sermões que certas intimidades só devem ser feitas entre homem e mulher depois de casados, sobre a permissão sagrada de Deus.

— Deus.

Ele sorriu, como se não suportasse pronunciar a palavra.

— Seu Deus não me dá ordens,se presa tanto pela permissão e presença dele não deveria estar comigo anjo, eu e ele nunca estávamos no mesmo lugar.

Vestiu a camisa depois abotoou calmamente o vestido que ela vestia.

— Entre, está frio.

— Vai embora?

— Sim, acho que não é segredo que estou apaixonado por você não é mesmo criança?

— Apaixonado por mim?

Os olhos grandes e azuis brilharam lindamente.

— Perdidamente, não posso obrigar que sinta o mesmo, se quer tanto seguir ao seu Deus não vou ser eu a impedi-la,volto para Bursa em alguns dias, não nos veremos de novo.

— Por favor, não faça isso.

Ela tocou o rosto de Thiago com as mãos levemente frias, estava tão nervosa que gaguejou ao falar.

— Também estou apaixonada por você, não quero que vá.

— Sou um homem incrédulo Leonor, o tipo desgraçado que tem vê para crê, o quão disposta está em me provar esse sentimento que jura sentir?

Tocou novamente os botões de seu vestido deixando a pele sensível de seu colo levemente arrepiada e exposta.

— Pode entrar naquele convento, ou vir comigo para meu Hotel, sua decisão é o que dirá se me verá ou não novamente.

Selou seus lábios aos dela invadindo firmemente seus cabelos com a mão, mordiscou o lábio inferior da jovem fazendo com que gemesse baixinho em retribuição.

— Me diga anjo, diga que vira comigo, que dormirá em meus braços essa noite.

Sussurrou no ouvido de Leonor com um sorriso demoníaco.

— Sou sua, me leve contigo.

Se aninhou em seu abraço, naquele momento havia assinado um acordo com o diabo, acordo esse que mudaria para sempre sua vida.

Mais populares

Comments

morena

morena

tadinha 🥺🥺 já até me vejo sofrendo junto com ela

2025-03-26

1

Santina

Santina

não acho certo inocente pagar pelo erro dos pais

2025-02-18

0

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

Ele so queria te usar para atrair Leonor

2025-01-20

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!